quinta-feira, maio 15, 2008

Palocci aponta razões para aprovação da reforma tributária


O presidente da Comissão Especial da Reforma Tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras), deputado Antonio Palocci (PT-SP), disse que há pelo menos três fatores que contribuirão para que a reforma seja aprovada.

Um deles é atual momento econômico, no qual o País precisa da reforma para resolver problemas estruturais e se inserir de modo competitivo no comércio global. Outro é a previsão de que os efeitos da mudança do ICMS não ocorram de um ano para o outro, mas ao longo de seis anos. O terceiro fator, segundo Palocci, é que não há uma situação de aperto fiscal nos governos estaduais.

As declarações foram feitas hoje, durante o seminário sobre reforma tributária promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República. O evento ocorre no Centro de Eventos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília.

terça-feira, maio 13, 2008

A América está preparada para um presidente Gay? – Por Luciana Lopez


Esta é uma pergunta que vários analistas têm se feito nestes últimos meses.Assisti a um documentário muito interessante sobre o candidato à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o tema central da discussão é exatamente sobre a preferência do eleitorado americano, as duas temáticas centrais são: a América aceita a idéia de um negro na Casa Branca, aceita também uma mulher, mas aceitaria um homossexual ?

As conclusões que cheguei depois de muito ouvir os argumentos dos analistas e consultores, é que ainda há muito preconceito em torno da homossexualidade no mundo inteiro, seja ela masculina, ou feminina , é certo que os tabus vêem caindo com o tempo e sobretudo com as ações das pessoas que eu costumo chamar de “ponta de lança”, aquelas que estão à frente do seu tempo, aqueles que respondem pelos que não sabem falar, são os formadores de opinião,e são eles os responsáveis pelas mudanças no comportamento e nas atitudes da sociedade.

A discussão sobre a homossexualidade é bastante antiga e sempre traz consigo um monte de ideologias, muitas vezes sem respaldo científico.
O mundo é plural, e plural também deveriam ser as escolhas, sejam elas sobre qualquer assunto, inclusive a orientação sexual, o assunto é de foro íntimo, no entanto no Brasil como temos a velha mania de “espiar” a vida alheia e metermos sempre o nosso famoso bedelho onde não somos chamados, encaramos o gay com todo o nosso preconceito e discriminamos pelo puro desconhecimento dos reais valores humanos.”Aquilo que é diferente de mim simplesmente não merece o meu respeito”, esta é uma colocação muito difundida muito mais nas entrelinhas dos discursos do que nas colocações mais diretas acerca dos posicionamentos.Lamentavelmente o nosso país é um lugar onde ninguém assume nada e os poucos que se permitem fazê-lo têm que ter o dobro de coragem e quase matar um leão por dia pelo simples fato de assumirem a sua preferência sexual e agora eu penso em Renato Russo, “Que país é esse “?

Acho muito perigoso todo tipo de discriminação, seja ela de que tipo for, foi por conta do preconceito que o mundo viveu a experiência do holocausto,onde um grupo se considerava melhor que os outros e trataram de querer eliminar quem não fosse da “raça ariana”, foi por conta do preconceito que os africanos foram escravos... há portanto, que se combater firmemente todo e qualquer tipo de proposta de exclusão, venha ela com a desculpa que vier !

domingo, maio 11, 2008

Mais energia para o Brasil-Por Luciana Lopez


Usinas Nucleares

De acordo com a previsão do Plano Nacional de Energia 2030 - PNE 2030 (Estratégia para a Expansão da Oferta), divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE, o Brasil deverá construir mais quatro usinas nucleares até 2030, duas das novas unidades nucleares com potência de um mil MW cada uma delas e que poderão ser construídas na região Nordeste e as outras duas no Sudeste (também com 1 mil MW cada). Além de Angra III, que já está incluída no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE) 2006-2015 divulgado pelo governo no início do ano.
Paralisadas há vinte anos, as obras da usina nuclear de Angra III (1.350 MW), segundo prevê um dos anexos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), deverão ser retomadas em julho deste ano, e estimada para agosto de 2013 a entrada em operação da terceira usina termonuclear brasileira, com investimentos da ordem de R$ 7 bilhões.
Será que o Brasil tem mesmo a necessidade de construir mais usinas nucleares? Fala-se em um possível apagão no setor, mas a elaboração de planos de expansão da oferta energética sofre um erro em sua origem: a ausência da sociedade no debate da questão energética, e sua efetiva participação no processo decisório. A ampliação do espaço de debate é fundamental para tornar politicamente sustentável o processo de decisão. O debate energético não pode permanecer confinado às mesas e gabinetes de "experts", hábeis na manipulação dos números, que buscam explicações cada vez mais específicas e cheias de números absolutos, relativos e proporcionais que na verdade mais confundem do que explicam qualquer coisa, e o cidadão fica de fora da tomada de decisões.
O Brasil tem hoje aproximadamente setenta usinas hidrelétricas com mais de vinte anos de construção, que poderiam sofrer uma repotencialização (troca de equipamentos, por exemplo, substituição do rotor do gerador ou modernização de componentes e sistemas). Se isso fosse feito, mais ou menos 60% da meta do PAC já seria contemplada. O custo é bem menor se comparado à construção de novas usinas, que absorvem a maior parte dos investimentos somente em obras civis. Os 40% restantes das metas do PAC poderiam ser obtidos sem nenhuma nova obra civil. Bastaria que se investisse na redução das perdas do setor elétrico nacional, que hoje, desde a transmissão até chegar ao domicílio ou ao eventual consumidor industrial, são da ordem de 15%. Se houvesse um esforço para que o desperdício fosse reduzido para 10%, isso já seria suficiente para fechar a conta. Portanto o que se vê para além de tantos discursos de efeito do presidente Lula é a total inabilidade para realmente gerenciar os verdadeiros problemas estruturais e conjunturais do país.(Webjornalismo)

Governo quer blindar Homem de Dirceu na PF


Por Antônio Almeida – Matéria- Web

O governo negociou com o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, uma versão para protegê-lo de eventual indiciamento no inquérito policial e desidratar o cunho político do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Com medo de que José Aparecido revele quem foi o mandante da empreitada, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiram como bombeiros, nos últimos dias. O secretário recebeu a garantia do Planalto de que o vazamento não será considerado crime e que o desfecho do episódio não passará da infração administrativa.

Apontado como o homem que vazou o dossiê para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), José Aparecido combinou com o governo que apresentará o pedido de demissão na próxima semana e voltará para o Tribunal de Contas da União (TCU), onde é funcionário de carreira. Se fosse indiciado em inquérito, sofreria danos profissionais. Aparecido chegou a pedir ajuda ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, que o indicou para o cargo.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tratou do assunto com Lula no domingo. Com indícios cada vez mais fortes de que José Aparecido sairia atirando - já que, em conversas reservadas, ameaçou revelar que cumprira ordens de Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, e de Norberto Timóteo Queiroz, secretário de Administração -, o governo também mudou a versão de que o vazamento seria crime.

"Se o delegado da Polícia Federal entender que o vazamento não foi ilegal, porque eram documentos disponíveis até na internet, desse inquérito só teremos conseqüências políticas", afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, em reportagem publicada pelo Estado no dia 23 de abril, antes mesmo de Dilma adotar essa versão em depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.

Para reforçar a tese, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência divulgou nova interpretação pela qual dados referentes a ex-presidentes não são sigilosos, porque não põem mais em risco a segurança. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Governo concorda com convocação de Secretário


Por Antonio Almeida – Matéria Web

O governo deu sinal verde para a convocação do secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, pela CPI dos Cartões. Aparecido teria sido o responsável pelo envio para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), de arquivo eletrônico com cópia da planilha elaborada na Casa Civil com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth. A convocação de Aparecido e Fernandes deverá ser aprovada na terça-feira, em reunião da comissão de inquérito.

Ao mesmo tempo, a oposição vai tentar aprovar uma nova convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, desta vez na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. "Foi cometido um crime de abuso de poder e a ministra não falou a verdade ao dizer que não tinha dossiê", argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Pelos seus cálculos, os oposicionistas têm chances de conseguir aprovar a convocação de Dilma na CCJ, caso obtenham os votos dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Péres (PDT-AM).

A CCJ do Senado tem 23 titulares 23 suplentes, com divisão de forças equilibrada. Na CPI dos Cartões, a oposição é minoria e, por duas vezes, foi derrotada na tentativa de aprovar a convocação de Dilma. "Na CPI é muito difícil aprovar a convocação da ministra", admitiu ontem a presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

Escalado pelo governo para apresentar requerimento de convocação de André Fernandes, o senador João Pedro (PT-AM) defendeu a ida de Aparecido à CPI. "Precisamos ouvir os dois", disse. Ele quer também que o senador Álvaro Dias explique sua suposta participação no vazamento do dossiê. João Pedro não descarta que o senador tenha "manipulado" os dados para forjar o dossiê. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, maio 10, 2008

Deputado tem direito a R$ 564 mil após a morte


Deputados rejeitam auxílio-funeral

Depois que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou o arquivamento, pela Mesa Diretora da Casa, do projeto que instituía o auxílio-funeral – verba extra de R$ 16.500 que seria destinada aos familiares de deputados falecidos, além do pecúlio que já existe nesses casos de morte –, deputados ouvidos pelo Congresso em Foco rechaçaram o benefício.

A deputada Rita Camata (PMDB-ES) e os deputados Celso Russomano (PP-SP), Francisco Rodrigues (DEM-RR) e Pompeo de Mattos (PDT-RS) fizeram questão de manifestar sua contrariedade ao caráter "esdrúxulo" do projeto apresentado pelo diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida, à Mesa Diretora – que chegou a ratificar o documento. Na terça-feira (6), Chinaglia afirmou ter assinado o projeto sem ler. “Você acha que eu vou ler despacho burocrático? Não leio mesmo”, disse o petista, ressalvando que rediscutiria o assunto.

Para o deputado Pompeo de Mattos acha que Chinaglia “foi enganado”. “Conhecendo o presidente Arlindo, sei que ele jamais seria conivente com isso. Com uma atitude dessas, nós enterramos a Câmara dos Deputados”, disse, acrescentando que o projeto é “esdrúxulo”. “É uma coisa sem precedentes. Só tem uma maneira de nós não nos enterrarmos: é enterrando o auxílio-funeral”, metaforizou Pompeo, em emblemático jogo de palavras.

Segundo a deputada constituinte Rita Camata, trata-se de mais um projeto que desgasta a imagem da Câmara. “É um desserviço à instituição. Não fui consultada, e fiquei constrangida com o que vi na imprensa. Eu lamento, espero que isso tenha sido abortado”, destacou Rita, ressaltando que Chinaglia pode ter sido induzido ao erro por assessores ao assinar o projeto. “Isso pode acontecer, às vezes é muito papel. Quando você tem um suporte de assessoria, na pressa você acaba assinando.”

“É uma proposição que, sinceramente, não teria o meu aval”, reforçou o deputado Celso Russomano, especialista em direito do consumidor, afirmando que as proposições que chegam à Mesa deveriam ser analisadas com mais cuidado. “Temos de analisar os pleitos direitinho. Eu não sei os motivos pelos quais o presidente da Casa assinou o documento.”

Já o deputado Francisco Rodrigues foi mais incisivo em seu comentário. “Eu diria que, entre tantas idéias absurdas, essa é mais uma delas”, disse, lembrando que já há um instrumento que subsidia “a morte” dos parlamentares. “Isso é absolutamente despropositado, porque o próprio valor que já repassado aos parlamentares que morrem no exercício do mandato já é suficiente.”

Em um dia de pouca movimentação na Câmara – muitos dos 513 deputados já viajaram para seus estados –, com baixíssimo número de parlamentares presentes para a ordem do dia em plenário, nenhuma matéria foi votada. As duas medidas provisórias que estavam previstas para hoje (8) – a 422/08, que tranca a pauta, e a 424/08 – não foram apreciadas por falta de acordo entre as lideranças. Ambas as MPs ampliam o limite de área pública da Amazônia Legal que pode ser concedida pela União para uso rural, sem a necessidade de processo de licitação.(Agência Câmara)

quinta-feira, maio 08, 2008

Comissão da Câmara vai analisar o Fim do Foro Privilegiado


A Comissão Especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 130/07) que trata do Fim do Foro Privilegiado definiu nesta quarta-feira (07) os integrantes da mesa. O presidente será o deputado Dagoberto (PDT-MS); o primeiro-vice-presidente, o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP); o segundo-vice, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG); e o terceiro-vice, Gonzaga Patriota (PSB-PE). O relator será o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP).

Segundo o deputado Regis de Oliveira, a ele lhe foi dada uma missão de extrema importância, como relator, visto que seu trabalho deve estar concentrado em "atender a um reclamo forte da sociedade brasileira contra qualquer privilégio" de juízes, desembargadores e parlamentares. Ainda de acordo com o relator, "o tema embora seja divergente na doutrina e na jurisprudência há a necessidade de se achar um caminho comum, sem dar espaço para imunidade ou privilégios para quem quer que seja".(Com informações da assessoria do deputado Regis de Oliveira)

quarta-feira, maio 07, 2008

Brasileiro trabalha metade da vida para pagar impostos


O brasileiro trabalha metade da sua vida somente para pagar impostos. A conclusão é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) que divulgou estudo com base no aumento da carga tributária sobre renda, patrimônio e consumo nos últimos anos.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os cidadãos que nascerem ou já nasceram em 2008 têm expectativa de vida de 72,4 anos. E desses quase 73 anos, os brasileiros trabalharão 13.247 dias de suas vidas somente para cumprir suas obrigações tributárias no país. Ou seja, serão 36,3 anos de trabalho para o fisco.
O estudo foi feito com dados oficiais levantados desde o ano de 1900, quando eram necessários apenas 43 dias de trabalho por ano para pagar tributos. Em 1900, a expectativa de vida era de 33,4 anos.
“Anos atrás a expectativa de vida era bem menor que a de hoje, claro. Aumentou quase 40 anos desde 1900. Mas o que nos deixa preocupados é perceber que em 108 anos, a expectativa de vida dos brasileiros cresceu 116%, enquanto a expectativa de pagamento de tributos aumentou 244%”, ressaltou o deputado Felipe Maia (Democratas).
A quantidade de impostos no Brasil é mundialmente considerada absurda. Os contribuintes vão trabalhar, em 2008, 148 dias para pagar tributos. “Até o dia 27 de maio estamos trabalhando para o fisco. É inaceitável esse abuso, essa gulodice tributária do governo federal”, afirmou o democrata.
Analisando outros países da América Latina é possível constatar a elevada carga tributária do Brasil. Na Argentina, por exemplo, trabalha-se 97 dias por ano para pagar impostos. No Chile, são 92 dias de trabalho para o fisco.
“Precisamos forçar a redução dos tributos. Precisamos pagar menos impostos. Reduzir impostos significa aumentar a oferta de emprego. E com mais empregos, cresce a geração de renda. Renda para o povo do Rio Grande do Norte e para o nosso país”, disse Felipe Maia.(site do deputado)

terça-feira, maio 06, 2008

Em discurso na Câmara, Paulinho se defende e ironiza PF.






Por Antonio Almeida







O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e presidente da Força Sindical ocupou hoje a tribuna do plenário da câmara para se defender das acusações de irregularidades no caso BNDES. O deputado ironizou a ação da polícia Federal no episódio. Disse ser vítima de perseguição por defender os interesses e direitos dos trabalhadores, mas não apontou os seus supostos algozes.

“Primeiro, te acusam só para depois você ter de provar sua inocência” Afirmou.
Paulinho como é conhecido pelos mais íntimos, disse saber porque está “apanhando” por ter defendido o aumento do salário mínimo na votação da emenda 3.

Dando continuidade ao seu discurso, o parlamentar relacionou outra conquista que defendeu como, mudanças na tabela do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) e a regulamentação da lei que permite a abertura e o funcionamento do comércio aos domingos.

Paulinho continuou com uma retórica carregada de ironia. Toda vez que se dirigia a Polícia Federal tentava chamar a atenção dos colegas de parlamento para uma suposta investigação tendenciosa ou arranjada.

As gravações e imagens que mostram um suposto lobista entrando no gabinete de Paulinho estão com a Polícia Federal e foram registradas durante a operação Santa Tereza, que desbaratou um esquema de irregularidades envolvendo fraudes no BNDES e exploração sexual de mulheres.

Por que o Governo Lula está dando Certo






Por Antonio Almeida




Em artigo publicado na Revista do Brasil deste mês o experiente jornalista Mauro Santayana diverge da opinião de alguns colegas de profissão e de alguns políticos brasileiros que como afirma o presidente Lula não querem que o Brasil der certo. Santayana pontua com sabedoria os motivos do Governo Lula apesar de enfrentar os insurgentes da democracia e os abutres de plantão continua com um bom índice de popularidade.

Por falar em popularidade, segundo a pesquisa CNI-Ibope, em março o Governo atingiu o seu mais alto índice de aprovação desde 2003, quando o primeiro governo se iniciava com o saldo de entusiasmo da vitória eleitoral. Apenas 11 % dos entrevistados o consideraram ruim ou péssimo. O avanço na aprovação foi de 7% nos últimos quatro meses, se comparado com os 51% apurados em dezembro do ano passado, também pelo Ibope.

Segundo Santayana, toda essa aprovação serve para explicar o tom odioso de certas personalidades da oposição, que como se diz no nordeste procuram “ chifre em cabeça de cavalo”. Apesar de toda esta tentativa de desgastar o governo com uma virulência sem precedentes, o desgaste tão desejado praticamente inexiste.

Estatisticamente, de 3 pontos percentuais de 75% em março de 2003 a 72% agora. A leitura lógica é a de que o povo entende suas dificuldades na chefia de um governo heterogêneo e constituído de parlamentares que o pressionam a partir da necessidade de maioria no congresso. Infelizmente, essa é uma das anomalias de nosso sistema constitucional.

Apesar de estarmos longe do razoável, Mauro Santayana afirma que é alentador constatar que mais de 12 milhões de brasileiros saltaram das camadas D e E para a C.
A construção de uma classe média majoritária é o ideal de qualquer sociedade moderna, só sendo míope para não enxergar.

Sub-relatores divulgam suspeitos de tráfico de influência


Os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Indio da Costa (DEM-RJ), sub-relatores da CPMI dos Cartões Corporativos, entregaram há pouco a jornalistas um CD com nomes de 473 pessoas que são ou eram servidores comissionados do governo federal e, ao mesmo tempo, são ou eram sócios de estabelecimentos que receberam recursos de cartões corporativos entre 2003 e 2008.

Em entrevista coletiva, os parlamentares avaliaram dois exemplos em que o cruzamento de dados indica tráfico de influência.

Os deputados analisaram o caso da servidora Fátima Aparecida de Souza Maia Queiroga, professora da Universidade Federal de Rondônia desde 1991 e sócia da empresa Microservice Comércio e Serviços de Informática Ltda desde 28/04/2004.

Segundo os sub-relatores, em 2003, antes de Fátima Queiroga virar sócia da empresa, a Microservice não tinha nenhum contrato com a União nem a com a Universidade de Rondônia. Já em 2004, a Microservice fechou contratos com a Universidade Federal de Rondônia no valor de R$ 123.519,90. Em 2005, foram assinados contratos no valor de R$ 31.973 e, em 2006, R$ 10.724.

Levando-se em conta contratos fechados com outros órgãos da União, a Microservice recebeu, em 2004, R$ 391.921,30; em 2005, R$ 362.231,65; em 2006, R$ 86.834,78.

Os deputados analisaram ainda o caso da empresa Gilvana Elétrica Ltda,
que, entre 2003 e 2007, fechou contratos com órgãos federais no valor de R$ 113.493,68. Desse total, R$ 77.423,64 foram pagos pela Universidade de Brasília. Raimundo Luiz da Silva, sócio da Gilvana Elétrica, é servidor do Hospital Universitário de Brasília. Nesse caso, segundo os parlamentares, houve, no mínimo, quebra do princípio constitucional da moralidade.

Raimundo da Silva também era portador de cartão corporativo e de 27/04/2006 a 19/09/2006 realizou saques com o cartão no valor de R$ 17.700. Indio da Costa e Carlos Sampaio explicaram que não sabem em que o dinheiro foi gasto porque o governo ainda não enviou à CPMI as informações relativas às despesas com cartões corporativos da fundações universitárias.

O sub-relator de fiscalização de gastos, Indio da Costa, disse que, além de incluir essas informações no seu sub-relatório, vai enviá-las ao Ministério Público.(Agência Câmara)

segunda-feira, maio 05, 2008

Reajuste do mínimo é destaque entre MPs que trancam pauta



Quatro medidas provisórias e três projetos de lei com urgência constitucional vencida trancam a pauta do Plenário a partir desta terça-feira (6). Entre elas se destaca a MP 421/08, que reajustou o salário mínimo para R$ 415 desde o mês de março.

O reajuste, de 9,21%, obedece à regra estipulada pelo Projeto de Lei 1/07, do Poder Executivo, que ainda está sendo analisado pela Câmara. Segundo o projeto, até 2011 os aumentos do salário mínimo serão compostos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais um aumento real encontrado com a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

ZPEs
A primeira MP a ser analisada é a 418/08, que aperfeiçoa as regras para instalação e funcionamento de empresas nas chamadas Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs). A MP suspende o pagamento de tributos e estende às ZPEs incentivos já existentes para pesquisa tecnológica.

O projeto de lei de conversão apresentado pelo relator, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), faz algumas mudanças. Entre elas ressalta-se a isenção do Imposto de Renda e de seus adicionais nos cinco anos seguintes ao início de funcionamento de empresa integrante de ZPE e localizada nas áreas de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Depois de cinco anos, a isenção, calculada sobre o lucro da exploração, converte-se em redução de 75% do IR por mais cinco anos. Ao investidor estrangeiro, os benefícios fiscais só se aplicam caso os lucros remetidos não sejam tributados em seu país de origem.

BNDES
A MP 420/08 concede crédito extraordinário de R$ 12,5 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ((BNDES)) para efetivar o empréstimo à entidade autorizado pela MP 414/08, já aprovada. A intenção do governo é usar o recurso, vindo do superávit financeiro de 2007, para permitir ao BNDES emprestar dinheiro a vários projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A MP 419/08 transforma o cargo de secretário Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial em ministro de Estado. Com a mudança, viabilizou-se a ocupação da pasta pelo deputado Edson Santos (PT-RJ). Ele assumiu o cargo no lugar da ex-secretária Matilde Ribeiro, que renunciou depois de denúncias quanto ao mau uso do cartão corporativo.

Projetos de lei
Três projetos de lei em urgência constitucional também trancam a pauta. O Projeto de Lei 2733/08, do Poder Executivo, enquadra a maior parte das bebidas alcoólicas no conceito legal para as restrições de uso e propaganda impostas pelo Decreto 6.117/07. A proposta do governo tramita em conjunto com o PL 4846/94.

O Projeto de Lei 1650/07, também do Poder Executivo, iguala as alíquotas do Imposto de Renda de Pessoa Física para os ganhos do transportador autônomo do Paraguai que preste serviços a empresa brasileira de transporte rodoviário internacional de carga.

A recriação da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República é objeto do Projeto de Lei 2300/07, do Poder Executivo. A matéria ganhou urgência constitucional em 1º de abril. A secretaria havia sido criada pela MP 377/07, rejeitada pelo Congresso Nacional.(Agência Câmara)

domingo, maio 04, 2008

Dilma terá teste de fogo no Senado na quarta-feira


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, será a estrela do Congresso Nacional esta semana . Seu depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado está previsto para a próxima quarta-feira, dia 7. Inicialmente convocada para falar sobre a situação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma deverá ser questionada pela oposição sobre a montagem do suposto dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth Cardoso, com cartão corporativo.

A base governista tenta blindar a ministra de perguntas embaraçosas e ameaça interromper a participação da ministra na comissão, presidida pelo tucano Marconi Perillo (GO), se a oposição insistir em perguntas sobre o dossiê. Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a comissão não o local adequado para tratar desse assunto e que a ministra se limitará a falar sobre o PAC. "O local indicado para tratar da questão dos gastos com cartões corporativos é a CPI Mista dos Cartões", argumenta Jucá.

Só que na CPI, a maioria governista vem "tratorando" os requerimentos feitos pela oposição de convocação da ministra Dilma para depor sobre o suposto dossiê FHC. Diante disso, é que os oposicionistas passaram à ação de "guerrilha", aprovando a convocação da ministra em outras comissões do Senado. Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a ministra comparecerá à comissão na condição de investigada, já que pesa sobre ela a acusação de ter formulado o dossiê. Nessas circunstâncias, ela poderá não responder às perguntas dos parlamentares.

Dilma teve quase duas semanas tranqüilas longe do Brasil e do noticiário do dossiê, que perdeu a força. Estrategicamente escalada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para representar o Brasil em solenidades no Japão e na Coréia, além de encontros com empresários nos Estados Unidos, Dilma volta com força para encarar o Congresso e a oposição. Mas precisa ter desempenho melhor do que naquela entrevista coletiva que concedeu para "explicar" a sua não participação na montagem do dossiê. Naquele momento, era mais produtivo ter ficado calada. É esperar a quarta-feira para avaliar o resultado.(ABC Politiko)

sábado, maio 03, 2008

PF diz que Paulinho recebeu propina do escândalo BNDES


Escândalo

O relatório da Polícia Federal sobre o escândalo de desvio de recursos do BNDES, enviado à 2ª Vara Criminal de São Paulo, diz que o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), recebeu R$ 325 mil de propina para intermediar um empréstimo de R$ 124 milhões do BNDES para a prefeitura de Praia Grande (SP). Segundo a PF, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), repassou R$ 2,6 milhões à quadrilha em troca da aprovação de financiamento de R$ 124 milhões. O dinheiro, diz a PF, foi dividido em partes iguais entre 8 pessoas, inclusive Paulinho.(O Globo)

sexta-feira, maio 02, 2008

Morre o deputado Ricardo Izar, presidente do Conselho de Ética da Câmara


Pesar
Parlamentar estava internado desde o último dia 28.
Ele havia sido submetido a uma cirurgia de emergência no coração.
Morreu na tarde desta sexta-feira (2) o deputado Ricardo Izar (PTB-SP), presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, devido à complicações após operação para corrigir um problema cardíaco.

O deputado estava internado desde o último dia 28 no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, onde havia sido submetido a uma cirurgia emergencial para corrigir um aneurisma da aorta. O parlamentar tinha 69 anos estava cumprindo o seu sexto mandato. O suplente de Izar é o deputado Jefferson Alves Campos, também membro do PTB.

Em março, Ricardo Izar havia sido reeleito presidente do Conselho, derrotando o petista José Eduardo Cardozo (SP). A eleição de Izar foi considerada uma derrota para o PT, que trabalhava para ter à frente do colegiado um nome mais afinado com o partido.

Segundo informações da Câmara, o velório do deputado ocorrerá a partir da noite desta sexta na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. O sepultamento será realizado no Cemitério São Paulo, no sábado, às 15h.(G1)

Brasil comemora avaliação positiva - Por Luciana Lopez


A notícia de que a agência de classificação de riscos Standard & Poor's passou a considerar o Brasil um país de baixo risco "é histórica" e pode atrair para o país grandes fundos internacionais que só têm autorização para aplicar em países que tenham alcançado o investment grade (grau de investimento).
- Mas o questionamento dos analistas de mercado é saber se o Brasil está preparado para receber a possível leva de investimentos que pode chegar a partir desta nova avaliação.

Esta é sem dúvida uma notícia importante para o Brasil e foi com otimismo que o mercado financeiro recebeu a boa nova no final da tarde da última quarta-feira (30), quando a Bolsa de Valores subiu fortemente. O Ibovespa, principal índice de ações, subiu 6,3%, atingindo a marca histórica de 67.868 pontos.
Várias agências internacionais trabalham com classificação de risco de pagamentos de países e a Standard & Poor's é uma das mais respeitadas. O grau de investimento é dado a países com baixas possibilidades de não honrar suas dívidas, ou seja, uma chancela de bom pagador.
De acordo com as agências internacionais de notícias,o comunicado da Standard & Poor’s deste novo padrão sobre o Brasil é um reflexo da "maturidade das instituições brasileiras e da sua política monetária", além da "melhoria das tendências de crescimento" da economia do país. Apesar disso, a agência fez algumas ressalvas quanto ao endividamento público brasileiro, mais elevado que outros países que já têm o investment grade.

quinta-feira, maio 01, 2008

O REAJUSTE DOS MILITARES E A PEC DA ILUSÃO


COMUNICADO Nº 185


Em 29 Dez 2000, quando chegou ao Congresso a MP 2131 (atual MP 2215-10 – Lei de Remuneração dos Militares), trazendo em seu bojo “reajuste” de aproximadamente 30%, houve festa nos quartéis.

Analisamos, então, a MP e notamos que, na verdade, acabávamos de ser “presenteados” com o maior engodo salarial da história das Forças Armadas.

A par da grande majoração dos soldos, houve significativa redução dos adicionais e os descontos obrigatórios para a pensão militar e para o fundo de saúde sofreram enormes aumentos. Além do mais, acabávamos de perder os proventos do grau hierárquico superior por ocasião da inativação, a LE, o tempo universitário para os profissionais da saúde, o anuênio, etc. Resumindo: perdíamos a esperança e a motivação para a nobre carreira.

Esta herança maldita nos acompanha até hoje. Só nada perdeu quem, naquela fatídica data, contava 30 ou mais anos de serviço ou seja, todos os nossos superiores que até foram presenteados com o adicional de permanência. Se estes tivessem também perdido os proventos do posto acima, a história seria outra.

Hoje, apesar de, certamente, bem intencionado, o Deputado Marcelo Itagiba, do meu Estado, acaba de apresentar a PEC 245, de 2008, que visa transformar em subsídios a remuneração dos oficiais generais de 4 estrelas, vinculando-a à dos ministros do Superior Tribunal Militar. Deixa de existir o Soldo, a Compensação Orgânica, o Tempo de Serviço, o Adicional Militar, a Habilitação Militar, etc. Dentro do mesmo posto ou graduação, todos, sem exceção, passariam a perceber o mesmo subsídio.

Se aprovada, resolverá sim o problema destes honrados Oficiais Generais do último posto que merecem ganhar, a título de subsídio, o correspondente a 95% da remuneração dos ministros do STM, ou seja, R$ 22.111,25.

Contudo, a PEC 245 estabelece que a diferença remuneratória entre os postos e graduações poderá ser de até 30%, (por favor, leia a PEC 245 antes de elogiá-la e divulgá-la), revelando o pecado originário da proposta que pode, do posto de Coronel para baixo, não garantir qualquer ganho, além de propiciar que futuros reajustes sejam concedidos apenas aos Generais de 4 estrelas e os demais simplesmente zero.

Atualmente, um Ministro do STM percebe, a título de subsídio, R$ 23.275,00 se aprovada a PEC, um General-de-Exército receberá o valor de R$ 22.111,25. Daí, decrescendo, para definir as remunerações dos demais postos e graduações basta multiplicar este novo subsídio por 0,7 (30% de diferença) e veremos que a partir de Coronel nenhum ganho seria garantido levando-se em conta atual sua remuneração / proventos.

Não é justo que muitos capitães, tenentes, subtenentes e sargentos contatem parlamentares para dar “uma força” para a aprovação da PEC 245 com o risco do resultado ser desastroso para esse segmento pois, como já disse, a diferença de até 30% entre os postos e graduações, definida em Lei Ordinária, em nada garante a esses militares o mesmo percentual concedido aos Ministros do STM.

Como não fui procurado pelo Deputado Marcelo Itagiba, combativo parlamentar, para a confecção de sua PEC 245, após contato com o Deputado Laerte Bessa, do DF, resolvemos apresentar outra, o que foi feito ontem, tendo a mesma se transformado na PEC 249, de 2008, que no mérito, em caso de sua promulgação, garantirá remuneração justa para todos os militares, do General ao Soldado.

Em seu texto, o Deputado Laerte Bessa, propõe como limite das diferenças entre os postos e graduações o percentual máximo de 10%, além de vincular a remuneração dos militares à dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, diferente da proposta do Deputado Marcelo Itagiba que utiliza a dos ministros do STM como parâmetro.

A solução dos problemas salariais das FFAA não passa por propostas simplistas, pois se assim o fosse eu ou outro parlamentar qualquer já teria resolvido a questão. Contudo é louvável o esforço em perseguir, nesta Casa, remuneração adequada para estes profissionais. Dessa forma mantemos viva a chama da necessidade de remuneração adequada às FFAA. Lamento a forma fácil como muitos militares se iludem com propostas que só nos apresentam em época de crise ou eleitoral.

Nossos cumprimentos ao Deputado Laerte Bessa pela proposta justa para todos os Oficiais e Praças que vivem a agonia de serem reconhecidos pelos últimos nefastos governos do Brasil.

Conforme entendimento que mantive com o Ministro Nelson Jobim, logo que seja publicada a Lei que reajusta os militares, a Defesa se empenhará no sentido de que o Congresso vote a MP 2215-10, acolhendo emendas que concedam transição para os proventos do grau hierárquico superior, a Lei, entre outras.Dep.JAIR BOLSONARO( PP-RJ)