domingo, novembro 16, 2008

Slave work on the rise in ethanol producing states

Goiás and Alagoas are the leading states when it comes to operations to rescue people working under slave-like conditions, according to a report by the Division for the Eradication of Slave Work of the Ministry of Labor. In 2008, 867 workers were rescued in Goiás and 656 in Alagoas, accounting for 40% of the total.
According to Giuliana Cambauva Cassiano, division chief of the ministry, the expansion of ethanol production is directly related to the problem, since most of the rescued workers were employed in sugar cane producing properties.
- Due to the expansion in the consumption and in the exports of ethanol, Goiás and Alagoas, two major producers of sugar cane, will be closely inspected in 2008. Unfortunately, the situation is very serious in these states – said the expert.

The numbers were made public on Thursday (13) during a public hearing promoted by the Subcommittee on the Fight Against Slave Work, presided over by senator José Nery (PSOL-PA) and linked to the Committee on Human Rights and Participative Legislation (CDH). During her presentation, Giuliana Cassiano highlighted the high incidence of degrading work in rural properties of Para and Mato Grosso states, where 592 and 407 workers, respectively, were rescued. (Agência Senado)

sábado, novembro 15, 2008

Biofuel will be discussed in São Paulo by representatives from 16 countries

Representatives from 15 countries, plus Brazil, will be in São Paulo, on Wednesday (19), to discuss the future of biofuels. The event will happen in the same week of an international conference on the same theme. This is not a coincidence, according to senator João Tenório (PSDB-AL), president of the Permanent Subcommittee on Biofuels. On the contrary, the goal is to invite the representatives to discuss the subject. According to João Tenório, representatives are now more aware of the need to include the two Powers – the Executive and the Legislative – in the discussions over the most relevant issues of international relations. “Parliamentary diplomacy”, as he noticed, may facilitate the dialogue between governments and their parliaments when it comes to put into practice the decisions made by the Executive. In the senator’s opinion, the meeting of representatives from United States, Asia, and Europe, in São Paulo, will help spreading biofuel production throughout the world.
- Hopefully these representatives will spread the message, and speak of the need to expand biofuel production to other continents, like Africa. Biofuel production should not be focused in one country; it has to be spread throughtout the world – said João Tenório, who will preside over the Parliaments and Biofuels seminar at the Hotel Grand Hyatt, in São Paulo.
In order to make it viable, says the senator, biofuel production needs scale. To create that scale, representatives must offer incentives to develop the activity. Among the themes to be discussed, there is the comparative analysis of different national regulations on the subject.
João Tenório concedes that biofuel production is greatly criticized by those who believe that this activity could lead to lessening food production. But he affirms that he is ready to challenge these arguments. All over the world, says the senator, 10 million hectares are currently destined to biofuels, while 1.2 billion hectares are destined to food production.
- These arguments do not resist a 10-minute discussion – says the senator, highlighting that it is still necessary to have more discussions on the theme.
According to Tenório, a slight increase in the productivity of cattle raising in Brazil would free up approximately 60 million hectares in the country, a space that could be destined to biofuels. In this scenario, an additional 250 billion liters of ethanol would be produced, an amount that could replace 12.5% of all gasoline consumed in the world, he informed.
The senator said that trade barriers imposed by developed countries on the imports of biofuels will also be discussed. Barriers are often defended by representatives who have ties with rural producers in their countries. In Tenório’s opinion, it is necessary to handle the subject with care. He defends a certain level of market protection that would make local production of biofuels more attractive.
- If local production is completely unprotected, there will be no production in countries like the United States. This is not good, because it would also diminish the interest in biofuels – says João Tenório.(Agência Senado)

sexta-feira, novembro 14, 2008

Câmara vai gastar mais R$ 6,46 milhões com vale-refeição

Um aumento de apenas R$ 36,80 no tíquete-refeição dos servidores da Câmara vai impactar o orçamento da Casa em R$ 6,46 milhões por ano. Caso a elevação do benefício seja estendida ao Senado e ao Tribunal de Contas da União (TCU), o impacto será de R$ 10,38 milhões nas contas anuais do Congresso Nacional.
A decisão já foi tomada na Câmara. Lá, os 14.650 servidores vão receber um reajuste 6,12%, passando de R$ 601,20 para R$ 638,00. O pagamento é feito em dinheiro e vem junto com o próximo contracheque, no dia 21 ou 24 de novembro.
De acordo com o departamento financeiro, o novo valor deveria ser de R$ 760,00 caso fosse aplicado o índice de reposição previsto em lei. Mas o comando da Casa alegou que não havia recursos para bancar o reajuste pretendido. Nos bastidores, porém, é dado como certo que o Senado e o TCU vão acompanhar o aumento, como costuma ocorrer.
Com o novo tíquete, cada servidor da Câmara terá no bolso o equivalente a R$ 29,00 para gastar todo dia útil com alimentação ao longo do mês.
O valor é 61,4% superior à média de gastos com refeição em Brasília, de R$ 17,83, calculada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert). Por mês, o custo é de R$ 392,26 – bem menos que os R$ 638,00 a serem pagos pela Câmara.
A pesquisa da Assert considera o valor de uma refeição mais bebida, sobremesa e cafezinho. A média nacional nas capitais pesquisadas pela associação é de R$ 14,87.
O custo da alimentação em quatro dos sete restaurantes da Câmara, seguindo os padrões da Assert. No Hibisco, a refeição completa sai a R$ 12,44. No Vila Chocolate, a R$ 20,97. No Natureto, a R$ 22,05. Na Churrascaria Pampa, o preço é R$ 39,54 (para o bufê por pessoa) ou R$ 62,61 (para o serviço a la carte).
Segundo o Ministério do Trabalho, 6,2 milhões de brasileiros recebem tíquetes nas modalidades refeição (compras em restaurantes) e alimentação (para supermercados). As empresas que aderem ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) ganham isenções fiscais por concederem benefícios a seus funcionários.(Congresso em Foco)

quinta-feira, novembro 13, 2008

Universal e Rede Record preparam-se para separação em 2010

Por enquanto, os programas e cultos evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) estão restritos às madrugas na grade de programação da Rede Record. Mas isso já não deve mais acontecer no ano de 2010, quando a emissora pretende separar definitivamente a igreja do canal de TV.
Reportagem do Meio&Mensagem dá conta de que a estratégia partiu do presidente da ordem religiosa e principal acionista da Record, Edir Macedo. O objetivo é mostrar ao mercado e ao público que a Iurd é apenas um dos anunciantes da casa e não proprietária dela.
O vice-presidente comercial da emissora, Walter Zagari, disse que o projeto de eliminar o conteúdo evangélico ainda está na fase inicial e a direção não tomou nenhuma posição definitiva sobre o assunto.
Zagari explicou que, quando o afastamento ocorrer, o investimento da Universal na Record poderá ser aplicado para ampliar suas instalações ou até comercializar novos espaços, em outras redes. Para ele, essa separação provaria que as receitas e os negócios da emissora e da Iurd não estão atrelados.
"Considero que 99% das pessoas do mercado já entendem não existir nenhuma relação empresarial entre a igreja e a televisão. O 1% que sobra são os mais radicais, que não conseguem enxergar a realidade como ela é", disse.
O conteúdo evangélico é exibido, diariamente, na faixa entre 1h e 6h15min.
Segundo a assessoria da Record, a emissora desconhece qualquer comentário neste sentido, mas afirma que o contrato de locação da Iurd termina em 2010.(Comunique-se)

quarta-feira, novembro 12, 2008

Congressmen ask for reforms in 20th anniversary of the Constitution

In a solemn session attended by President Luiz Inácio Lula da Silva, the National Congress celebrated, on Wednesday (5), the 20th anniversary of the promulgation of the Brazilian Constitution, in October 5, 1988. Senator Garibaldi Alves, who presided over the session, defended the approval of political and Judiciary reforms.
Several members from the civil society, military and ecclesiastical authorities attended the homage. Beside Garibaldi Alves sat president Lula, the vice-president of the Republic, José Alencar; the president of the Federal Supreme Court, minister Gilmar Mendes; the president of the Chamber of Deputies, Arlindo Chinaglia; the 2nd vice-president of the Chamber, Inocêncio Oliveira, and the 1st secretary of that House, Osmar Serraglio.
Garibaldi Alves, speaking after Lula, defended the adoption of changes in the promulgation of provisional measures and said to the president of the Supreme Court, Gilmar Mendes, that he feels sorry that this court sometimes tries to legislate, a role that was specifically designed for the Congress. President Lula, in his pronouncement, affirmed that the Constitution is not perfect because, ultimately, all men and politicians are imperfect. Gilmar Mendes said that the Constitution has been protecting democracy for the last 20 years.
Senator Efraim Morais (DEM-PB) reflected on the history of Brazilian Constitutions starting from 1891 and said that the Constitution of 1988 has been criticized by all governments since its promulgation. He highlighted that it is necessary to promote a larger reform in the economic and financial sectors and in the organization of the state.
- It is not casual that the points considered critical in that document are exactly the ones regarding the chapters of the Economic and Financial Order and of the Organization of the State - Efraim said.
According to the senator, those were the sectors where the transformations originated from the end of Cold War were most present. At that time, said Efraim, the role of the state all over the world started to be discussed, and also its omnipresence in the economic life, its costs and effectiveness. (Agência Senado)

terça-feira, novembro 11, 2008

Paraguayans condemn Brazilian military maneuvers

The tense relations between Brazil and Paraguay were the main subject in debate during the first part of the session of Mercosul Parliament held on Monday (3). Five Paraguayan representatives criticized a Brazilian military maneuver near the Brazil-Paraguay border, in October.
Paraguayan Representative Nelson Alderete considered a declaration attributed to Brazilian general José Carvalho Siqueira as an act of “intimidation”. According to such declaration, a military occupation of Itaipu power plant could take place if an order was given by president Luiz Inácio Lula da Silva.
In response, senator Marisa Serrano (PSDB-MS) reminded that she was born near the border with Paraguay, and that there have always been military drills in both sides. She also said that the Brazilian government informed Paraguay of the operation.
- Brazil is interested and deeply committed to integration and has no intention of displaying strength to Paraguay – said Marisa.
Soon after Marisa’s statement, four Paraguayan representatives spoke of the bilateral relations. Eric Salum stressed that the military drill was seen as an act of intimidation, during a sensitive moment, when the renegotiation of Itaipu and the situation of the brasiguaios – Brazilian rural producers living in Paraguay – are bringing tension to the relation between Brazil and Paraguay.
Angel Barchini, a representative from Paraguay, considered the drill “absolutely unnecessary” and specially condemned an alleged violation of Paraguayan territory by Brazilian helicopters. Ricardo Canese said that these situations should not be repeated, “because of the misinterpretations they might cause”. Modesto Guggiari argued that people should not focus only in what newspapers report, but, instead, look for negotiated solutions.
The president of the Brazilian Representation to the Mercosul Parliament, senator Aloizio Mercadante (PT-SP), answered to the Paraguayan representatives. First, he explained that the bill regulating the activities of vendors at the bilateral border – the so-called sacoleiros – is behindhand, and that he is trying to take a fast solution to the issue.
The senator said that Itaipu’s situation will be discussed during a public hearing at the end of the month. He reinforced that Paraguay was informed of the military maneuver in May, with five months in advance. He also conceded that the statements of the Brazilian general were “inappropriate”, and do not express Brazil’s position. Mercadante defended more bilateral negotiations.
- We must face our issues with dialogue and integration – he suggested. (Agência Senado)


segunda-feira, novembro 10, 2008

Mantega says Brazil is more prepared to face the crisis than richer nations

The Finance minister, Guido Mantega, affirmed on Thursday (30), in a public hearing at the Committee on Economic Issues (CAE), that the "dynamic emerging countries" - especially Brazil - are more prepared to face the international financial crisis than “richer countries". However, he stressed that "nobody will escape from the effects of this crisis, which is systemic."
As he mentioned the effects of the crisis on different countries, Mantega said that "the impact on Brazil would be different from the impact on United States and Europe". According to the minister, in general, the richest countries have smaller economic growth, smaller capacity of raising internal consumption (because their populations grow slower than the other countries) and, "surprisingly, they do not have so solid macroeconomic foundations” - he mentioned as example the fiscal and commercial deficits of the United States.
Besides, he highlighted the financial institutions of those countries are more fragile, because, according to Mantega, their banks were the ones that took more risk in applications, just as the ones linked to the United States housing market.
The "dynamic emerging countries", according to the minister, are registering larger (and faster) growth, have bigger potential to expand the internal market and, because of that, they can react better in case of foreign market reduction. On the other hand, these countries have more solid macroeconomic foundations, which are reflected in the financial surplus and in the increase of their international reservations.
Specifically about Brazil, the minister affirmed that the country "continues growing and has comparative advantages, as the high indexes of farming productivity." He highlighted that, in the first semester of this year, Gross Domestic Product (GDP) increased 6%.
Mantega also argued that, besides having a good potential for internal market expansion, the Brazilian commercial opening is "more restrict”, as exports represent 13% of the Gross Domestic Product (GDP).
- Foreign trade, therefore, does not affect us so much, unlike what happens, for instance, in China, where exports mean 37% of GDP - he stressed, adding that, on the other hand, Brazilian exports were diversified on the last years, as the country depends less on the richest nations and exports more to the emerging ones. (Agência Senado)

sexta-feira, novembro 07, 2008

Brazilian people - By Luciana Lopez

It was today thinking about the subject that would go to write, and I saw thinking me on the national objectives of Brazil Suddenly words as: progress, public order, national sovereignty, social peace, integrity of the national patrimony and national integration bubbled my thoughts. From there I made a small research in the Internet and collected some concepts that I synthecize here.
The democracy is understood by providing a style of life identified for the respect to the dignity of the person, for the freedom and the equality of rights and chances, for the implementation of a regimen politician who if characterizes for the continuous improvement of the thought and liberty of speech politics.
Social peace is represented by the cult to the Christian values, reflecting the values of a society, not tax, but decurrent of the consensus and the acceptance of the majority, in search of a society characterized for the conciliation and harmony between the diverse groups, over all between the capital and the work, and for a direction of social justice.
The Progress is characterized as " adjusted economic growth, moral perfectioning and spiritual of the man, capacity to provide security, raised standards of living, ethics and effectiveness in the plan politician, scientific constant advance and tecnológico".
The Sovereignty is characterized for " maintenance of the intangibilidade of the Nation, assured a capacity of self-determination and the convivência with the too much Nations in terms of equality of rights, not accepting any form of intervention in its internal subjects, nor participation in acts of this nature in relation to other Nations, also meaning the supremacy of the jurisprudence in all the territory nacional".
The Integrity of the National Patrimony is characterized for representing " territorial integrity, of the patrimonial sea, the contiguous zone, the exclusive economic zone and the continental platform, as well as of the superjacent airspace. Integrity of the public goods, the natural resources and the environment, preserved of the predatory exploration. Integrity of the description-cultural patrimony, represented for the language, customs and traditions, at last the preservation of the identity nacional".
Already the National Integration is constituted by " consolidation of the national community, with solidarity between its members, without preconceptions or disparidades of any nature, aiming at to its conscientious and increasing participation in all the sectors of the national life and in the common effort to preserve the values of the nationality and to reduce regional disequilibria and sociais".
The concepts previously defined exist in the theory, but in the practical life of the Brazilian citizen this is a still unknown reality for the great majority of the population of the country. The democracy so boasted to seem to be pure fiction and English workmanship to see. We have yes, a true dictatorship of the money and the power. Lamentably, we, the Brazilian people, not yet learn to exert our citizenship, to demand equal rights, are in the maximum a country of the mentally ill with propagandas and imbecilizados consumers with novels. In accordance with some comments and personal experiences made by me, I perceive that Brazil is a country of superficial, of people accomodated with the injustices and badly made use really to change the conjuncture social politics and, limiting itself to complain it of everything and all, but ignorant of the concepts nobler than they construct a nation. The people is suffered, is damaged, is relegated to the indifference of the authorities, but this exactly people, whom if he sees forgotten, he himself vende its vote, choosing and reelecting same the bad representatives. It is a sadness to see the so devaluated can be the human being. Brazil clama for changes, the eight million abandoned children, clamam, the aged ones in the lines of the hospitals clamam, the damaged animals clamam, the spanked women inside of its proper houses clamam, the defenseless society clama and after pray day -by- day for changes in the behaviors, in the form to see and to understand the other, we need respecting in them, we need to respect the other, because while only just see we ourselves, we forget to construct a nation. The great conquests are reached when a people if joins for the good of all and when they have leaders honored and compromised to the solid and worthy values.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América

Com a conquista de 338 votos de delegados dentre os 538 colégios eleitorais nos estados (até cerca de 3h20 desta quarta-feira), dos 270 necessários para a vitória, e após o telefonema no qual a derrota foi admitida pelo republicano John McCain, o democrata apareceu com contida felicidade e alívio diante da gigantesca platéia. Como manda o figurino, chegou de mãos dadas com a nova primeira-dama, Michelle Obama, e as filhas Malia e Sasha.
Obama fez um pronunciamento de quase meia-hora no Grant Park, em Chicago, no qual saudou o “corajoso líder” derrotado John McCain, e repetiu diversas vezes o lema de campanha “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”, no que era acompanhado em uníssono pela multidão). E, em meio a uma ovação unânime, mandou um recadinho ao mundo, com atenção especial aos terroristas.
“Àqueles que querem destruir o mundo, nós vamos derrotar vocês. Àqueles que querem paz no mundo, nós apoiaremos vocês”, bradou, endurecendo o discurso ameno e calculado durante a campanha presidencial, e fazendo referência à mudança tão apregoada em sua proposta de gestão. “Um novo amanhecer está no horizonte”, profetizou Obama, dirigindo-se a cidadãos que o acompanhavam em todo o mundo, “nos cantos mais esquecidos do planeta".

Finalmente vitorioso, o avaiano de Honolulu Barack Hussein Obama fez alguns agradecimentos a figuras-chave de sua campanha e da vida pessoal, como "a rocha que sustenta a minha família, o amor da minha vida, a nova primeira-dama dos Estados Unidos da América".
Em momento de alta carga emotiva, o democrata lembrou dos ensinamentos da avó materna, Madelyn Dunham, morta nesta segunda-feira (3) no Hawaii, onde vivia. Levando populares às lágrimas, Obama disse que Madelyn o teria inspirado a agir em momentos difíceis, e que seu exemplo permanecerá com ele.
Obama agradeceu também ao próprio adversário, dizendo que a nação norte-americana teve "o privilégio" de testemunhar "os serviços desse corajoso líder" McCain, que recebeu a honraria "herói de guerra" pelas inúmeras missões militares, em mais de uma guerra. Obama declarou querer trabalhar com o republicano para o bem do país.
"[McCain] lutou duro e por um longo tempo", ensejou Obama, referindo-se à extensa agenda da campanha presidencial. "E ainda mais arduamente pelo país que ama. Ele fez um sacrifício que a maioria de nós não pode sequer imaginar", completou, agora com referência à epoca em que McCain foi combatente das forças armadas.
Por fim, Obama se dirigiu novamente aos eleitores, dizendo que faria um governo em que negros, brancos, latinos, asiáticos, gays, homossexuais e demais minorias não seriam discriminados. E estendeu os agradecimentos ao eleitorado: "Jamais esquecerei a quem essa história pertence. E ela pertence a vocês." (Congresso em Foco)

domingo, novembro 02, 2008

A dois dias da eleição, pesquisa mostra Obama 6 pontos à frente de McCain


O candidato democrata à Presidência norte-americana, Barack Obama, continua liderando as pesquisas de intenção de voto a dois dias do pleito que elegerá o sucessor de George W. Bush na Casa Branca.
Segundo uma pesquisa da Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada neste domingo (2), Obama aparece seis pontos percentuais à frente do rival republicano, John McCain.
De acordo com o estudo, o democrata tem 50% das intenções de voto, contra 44% do republicano. A margem de erro é de 2,9 pontos.

O objetivo dos dois é conquistar pelo menos 270 dos 538 votos do colégio eleitoral, num pleito que será decidido em cerca de dez estados-chave.
"Ainda temos dois longos dias antes das eleições e é claro que qualquer coisa pode acontecer, mas é difícil ver para onde McCain pode crescer a partir daqui", disse à agência Reuters o especialista John Zogby.


Entenda como funcionam as eleições nos Estados Unidos


Presidente é eleito por um colégio eleitoral.Sucessor de Bush vai ser escolhido em 4 de novembro.


A população norte-americana vai às urnas no próximo dia 4 de novembro para escolher o sucessor de George W. Bush na Presidência dos Estados Unidos. Os senadores Barack Obama e John McCain disputam o cargo pelos dois principais partidos do país, o Democrata e o Republicano, respectivamente.


A contagem dos votos dos mais de 200 milhões de eleitores não vai apontar diretamente, entretanto, o próximo presidente. Pela legislação norte-americana, o comandante-em-chefe do país é escolhido indiretamente por um Colégio Eleitoral, este sim, escolhido pelo voto popular. Os eleitores votam em seus estados para eleger um determinado número de delegados, que representam o estado no Colégio Eleitoral. Os delegados votam nele de acordo com a vontade da maioria da população naquele estado.


O voto de um eleitor da Califórnia, por exemplo, nunca é contado juntamente com o de um eleitor de Nova York, ou da Dakota do Sul. Os eleitores da Califórnia elegem 55 delegados, que representam 55 votos para o candidato à Presidência naquele estado, enquanto os de Nova York elegem 31 delegados e os da Dakota do Sul levam apenas 3 votos no Colégio Eleitoral. O Colégio Eleitoral dos Estados Unidos divide o país com base em sua população. Quanto mais habitantes um estado tem, mais poderoso ele é na hora de dar seus votos a um determinado candidato.

Cada estado tem um número mínimo de três delegados. É o caso de Delaware, que tem 853 mil habitantes. A Califórnia, o estado mais populoso do país, com 36 milhões de habitantes, é o que tem mais peso no colégio eleitoral: 55 votos. Já Nova York, com 19 milhões de habitantes, tem 31 votos. O colégio eleitoral norte-americano tem, ao todo, 538 representantes. Vence a eleição presidencial o candidato que conseguir pelo menos 270 votos.
Curiosidades
Há uma outra especificidade do Colégio Eleitoral que marca a eleição norte-americana: na maior parte dos estados, o candidato que ganhar o maior número de votos populares leva os votos de todos os delegados desse estado.

Por esse sistema, mesmo que um candidato A tenha obtido, por exemplo, 30% dos votos da população de um estado, esses votos não terão nenhum peso na contagem final se o seu adversário B ganhar a maioria dos votos populares (51% ou mais).

O sistema é conhecido nos EUA como 'the winner takes it all" (o vencedor leva tudo).

As únicas exceções são os pequenos estados do Nebraska (5 votos) e no Maine (4 votos). No Nebraska, há três distritos eleitorais. O candidato mais votado em cada um deles leva um voto, e o mais votado no geral leva mais dois. No Maine, funciona da mesma maneira, mas com dois distritos.
Independentes
É bom lembrar que além dos dois candidatos principais (que disputam de fato a Presidência), há uma série de candidatos independentes lutando pelo cargo mais importante do governo norte-americano, que podem afetar o resultado da votação. Caso haja uma divisão dos votos e nenhum dos candidatos receba ao menos 270 votos, os três candidatos que receberam mais votos do Colégio Eleitoral vão para uma nova eleição. Neste caso, porém, a decisão passa do Colégio Eleitoral para a Câmara de Representantes, onde cada estado tem um voto. O sistema eleitoral norte-americano pode trazer resultados curiosos: nem sempre vence a eleição quem tem mais votos em todo o país. Isso aconteceu recentemente, em 2000, quando o democrata Al Gore teve mais votos entre a população do que o republicano George W. Bush, mas acabou perdendo a eleição. Esse fenômeno também aconteceu com John Quincy Adams (em 1825), com Rutherford Hayes (em 1877) e com Benjamin Harrison (em 1889).(G1)

sexta-feira, outubro 31, 2008

Nepotismo no Senado

Quem já morou numa cidade pequena ou costuma ir para sua cidade natal no interior durante as férias já se deparou com a pergunta: você é filho de quem? Pois no Senado, essa mesma frase podia ser repetida pelos corredores entre os funcionários mais antigos e, principalmente, dentro dos gabinetes dos senadores.
Dos 87 servidores exonerados somente após a pressão pelo fim do nepotismo, 46 são parentes de senadores. Entre eles, sete fazem parte da família do senador Efraim Morais (DEM-PB), primeiro-secretário da Casa. Os demais 41 têm vínculos familiares com altos funcionários da Casa.
Veja a lista completa (leia abaixo) dos funcionários exonerados e suas relações de parentesco com senadores ou funcionários de cargos de confiança.

Nem todos os exonerados tiveram o mesmo destino. Os que não são concursados ficaram sem emprego, mas os demais só perderam cargos ou foram trocados de função, pois estavam sob o comando de algum parente em cargo de chefia. Ontem, a Câmara anunciou que 102 funcionários da Casa foram exonerados também por nepotismo (leia mais).


Concentração de poderes


A lista confirma que pelo menos três famílias dominavam os postos mais altos na hierarquia administrativa da Casa. Contrariando a legislação, diretores mantinham há anos filhos, mulheres e outros parentes sob sua subordinação direta.
Esse foi o caso do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia. Como mostrou o Congresso em Foco (leia mais), a mulher de Agaciel, Sânzia Maia, cometia um ato ilegal desde que começou a coordenar o recrutamento de estágios na Casa, nomeada em setembro de 1999 pelo próprio marido para comandar a Secretaria de Estágios.
É que a Lei 8.112/90, que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, proíbe que se mantenha sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil. A proibição está definida no artigo 117, inciso VIII.
Ou seja, mesmo antes da posição do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o nepotismo, outra lei já proibia a relação administrativa entre parentes mesmo que fossem concursados (leia mais).
Além de Sânzia, que apenas perdeu a função de coordenação e permanece como funcionária do Senado por ser concursada, Agaciel também foi obrigado a assinar a exoneração da cunhada, Josidete Maria de Araújo Maia.


Relação antiga


Mantida com naturalidade no Senado, a relação trabalhista do casal estampou as páginas dos principais jornais do país ainda em março de 1999. Na época, denunciou-se a prática do nepotismo cruzado entre Agaciel Maia e o então secretário-geral da Mesa Diretora, Raimundo Carreiro, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
O então presidente da Casa, senador Antonio Carlos Magalhães, insistia na instalação de uma CPI contra o nepotismo no Judiciário, quando foi surpreendido com a divulgação da contratação da aposentada do TCU Maria José de Ávila, mulher de Carreiro, por Agaciel, e da mulher dele, a então analista legislativa Sânzia Maia, nomeada em junho de 1997 pelo próprio ACM, como chefe de gabinete de Carreiro.
Após exonerar a própria mulher, Agaciel Maia teve de fazer o mesmo com Maria José. André Eduardo de Ávila Carreiro e Juliana de Ávila Carreiro, filhos dela e de Raimundo Carreiro, também perderam os respectivos cargos. Outros dois "clãs" também foram atingidos. O do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, que tinha a mulher, Denise Ramos de Araújo Zoghbi, sob sua subordinação, e o da secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra. No comando dos trabalho legislativos do Senado, Cláudia tinha três parentes na Casa: as filhas Carla Lyra Nascimento Rezende Hadjinicolaou e Marina Lyra Nascimento Rezende e o cunhado Carlos Eduardo Nogueira Sette Bicalho.

Confira a lista completa dos funcionários exonerados até o último dia 29 e suas respectivas relações de parentesco com senadores e servidores da Casa:


1. Carlos Eduardo Alves Emerenciano – sobrinho do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN);2. Sílvia Renata Campos – sobrinha do senador Jayme Campos (DEM-MT);3. Alfredo Antônio Pereira Alvarez – sobrinho do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA);4. Paulo Henrique Sobral Santos – genro do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE);


5. Ana Karina Souto Maior Nóbrega – sobrinha do senador Efraim Morais (DEM-PB);6. André Ventura da Nóbrega – sobrinho de Efraim;7. Larissa Morais Villar – sobrinha de Efraim;8. Juliana Perdigão Mayer Ventura – sobrinha de Efraim;9. João Feitosa Mayer Ventura – cunhado de Efraim; 10. Renato Morais de Araujo – sobrinho de Efraim;11. Leomar de Melo Quintanilha Júnior – filho do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO);


12. Marco Aurélio Bonato – sobrinho da esposa do senador Flávio Arns (PT-PR);13. Elizabete Terezinha Salvaro Bertoldi – parente de servidor comissionado do Senado; 14. Carlos Eduardo Celli – parente de servidor comissionado;15. José Vieira Caixeta Júnior – parente de servidor comissionado;
16. João Feitosa Mauer Ventura – cunhado de Efraim Morais;


17. José Mendes Saboya – irmão da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE);18. Maria de Lourdes Rocha Almeida – cunhada do senador Valdir Raupp (PMDB-RO);19. Pedro Roberto Rocha – cunhado de Valdir Raupp;20. Ozélia Pereira de Oliveira – sobrinha de Valdir Raupp;21. Joelson Ramos – sobrinho de Valdir Raupp;

22. Yuri Lobão Coelho – primo do senador Lobão Filho (PMDB-MA);23. Neiton Barjona Lobão Filho – tio de Lobão Filho;

24. Miguel Resende Coelho – sobrinho do senador Eliseu Resende (DEM-MG);

25. Maria das Graças Nascimento – irmã da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE). Obs.: o suplente de Maria do Carmo, Virgínio de Carvalho (PSC-SE) exonerou a irmã da senadora, que está licenciada para tratamento médico; 26. Paulo Sérgio Gonçalves Ferreira – sobrinho do senador Expedito Júnior (PR-RO);

27. Cynthia Oliveira Santana Bruneto – filha do senador Adelmir Santana (DEM-DF);

28. Raimundo Alves de Araújo Sobrinho – cunhado do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO);29. Darci da Silva Mello – tia de Leomar Quintanilha;


30. Antônio Waldir Bezerra Cavalcanti – sobrinho da esposa do senador José Maranhão (PMDB-PB);31. Maria das Graças Bernardes – cunhada do senador Heráclito Fortes (DEM-PI);

32. Sálvio Romero Pereira Botelho – irmão do senador Augusto Botelho (PT-RR);33. Marcelo Sancho Leão de Aquino - cunhado de Augusto Botelho;


34. Dea Monteiro Cabral – filha do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR);35. Geilda Monteiro Cavalcanti – esposa de Mozarildo Cavalcanti;

36. Joselita Martins Caldas Lins – cunhada do senador Papaléo Paes (PSDB-AP);37. Jussara Duarte Monteiro – sobrinha de Mozarildo Cavalcanti;


38. Sânzia Maia – mulher do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia (coordenadora da Secretaria de Estágios)



39. Luana de Fátima Ribeiro – cunhada do senador João Ribeiro (PR-TO);40. Lauane Alves Caetano – cunhada da senadora Fátima Cleide (PT-RO);41. Pedro Ciarlini Duarte – sobrinho da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN);42. Maria das Graças Moraes Souza Nunes – filha do senador Mão Santa (PMDB-PI);43. Marcelo Araújo Zoghbi – filho do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, que trabalhava no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS);44. Nathércia Rachel Alcoforado de Sena Lima – parente de servidor comissionado;45. Milton Alexandre de Moura – parente de servidor comissionado;46. Terezinha dos Santos Torres – parente de servidor comissionado;
17 de outubro
47. Florian Augusto Coutinho Madruga – chefe-de-gabinete de Garibaldi Alves, Florian deixou a função de chefia para manter o emprego do sobrinho, João Paulo Madruga, lotado na presidência;48. Denise Ramos de Araújo Zoghbi – mulher do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi;49. Carla Lyra Nascimento Rezende Hadjinicolaou – filha da secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra;50. Marina Lyra Nascimento Rezende – filha de Cláudia Lyra;51. Carlos Eduardo Nogueira Sette Bicalho – cunhado de Cláudia Lyra;52. Josidete Maria de Araújo Maia – cunhada do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia;53. Valéria Alves Fernandes Dias – sobrinha do senador Alvaro Dias (PSDB-PR);54. Flávio Pereira de Carvalho – sobrinho do senador Valter Pereira (PMDB-MS), secretário parlamentar no gabinete da liderança do Bloco da Maioria;55. Janaína Cafeteira Afonso Pereira – filha do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA);56. Maria Teresa Rodrigues Lima – cunhada de Epitácio Cafeteira;57. Patrick Bentim Rosa – filho da chefe-de-gabinete do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE);58. Igor Bentim Rosa – filho da chefe-de-gabinete de Antônio Carlos Valadares;
20 de outubro
59. Marilda Genilda de Souza Leite – irmã da secretária legislativa da Comissão de Constituição e Justiça, Gildete Leite de Melo;60. Ane Kelly Alves de Melo – cunhada de Gildete Leite de Melo;61. Rosemary Braga Lima – sobrinha do diretor da Secretaria de Transportes do Senado, Cássio Murilo Rocha; 62. Antonio Bezerra de Faria Sobrinho – sobrinho do diretor da Secretaria de Engenharia do Senado, Adriano Bezerra;63. Luciana Oliveira Guidini dos Santos – filha do diretor do Instituto Legislativo Brasileiro, Luciano Antônio Guidini dos Santos;64. Izabella Colins Mariz dos Santos – filha do diretor da Secretaria de Expediente do Senado, Celso Dias dos Santos; 65. Letícia de Oliveira Nóbrega – filha da chefe-de-gabinete da liderança do PMDB no Senado;
22 de outubro
66. Consuelo Maria Pinto de Campos – sobrinha do senador Jayme Campos (DEM-MT);67. Maria José de Ávila – esposa do ex-secretário-geral da Mesa do Senado Raimundo Carreiro, ministro do TCU;68. André Eduardo de Ávila Carreiro – filho de Raimundo Carreiro;69. Juliana de Ávila Carreiro – filha de Raimundo Carreiro;70. Ana Cristina dos Reys – filha do chefe-de-gabinete do senador ACM Júnior. (DEM-BA);71. Aline Thomas Muniz – filha do diretor da Secretaria de Telecomunicações do Senado, Carlos Muniz;72. Ana Cristina Nina Ribeiro – filha da diretora da Unilegis (Universidade do Legislativo Brasileiro), Vânia Maione;73. Carlos Alberto Andrade Nina Neto – filho de Vânia Maione;74. Tomaz Alves Nina – filho de Vânia Maione;75. Valéria Abreu da Costa Pinto da Fonseca – irmã do chefe-de-gabinete do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN);76. Rafael de Almeida Neves Júnior – filho do chefe-de-gabinete do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR);77. Ana Carolina Quintilhan Campos – filha do chefe-de-gabinete do senador Neuto De Conto (PMDB-SC);
24 de outubro
78. Leonardo José Rolim Guimarães – marido da chefe-de-gabinete do senador Garibaldi Alves;79. Solange Bandeira Soares Palmeira – filha do ex-diretor-geral do Senado Guilherme Palmeira, ministro do TCU;80. Júlio Lossio Filho – há 26 anos secretário particular do senador Marco Maciel (DEM-PE), saiu em razão do cargo de chefia ocupado posteriormente pelo sobrinho, chefe-de-gabinete concursado de Tião Viana (PT-AC);81. Carla Pimentel Pinheiro Limongi – sobrinha da chefe-de-gabinete do senador Marconi Perillo (PSDB-GO);82. Vicente Limongi Netto – cunhado da chefe-de-gabinete de Marconi Perillo;83. Taciana Pradines Coelho – irmã da chefe-de-gabinete do senador Mário Couto (PSDB-PA);84. Regina Célia Carreiro da Silva – sobrinha do ex-secretário-geral da Mesa do Senado Raimundo Carreiro, ministro do TCU;85. Edmilson Barbosa Teles – irmão do chefe-de-gabinete do senador Paulo Duque (PMDB-RJ);86. Paulo Elisio Brito Junior – filho do diretor da Subsecretaria de Administração de Patrimônio, Paulo Elias Brito;87. Virgínia de Lucena Rabello – trabalha no gabinete João Durval (PDT-BA) e é irmã da chefe-de-gabinete do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) – nepotismo cruzado.(Congresso em Foco)

quarta-feira, outubro 29, 2008

Operação silenciosa

A movimentação política em torno de nomes para a presidência do Senado Federal é muito discreta, mas nos bastidores já se tem como certa a possibilidade de o senador José Sarney sair como o nome de consenso entre as principais bancadas. A assessoria do velho cacique disfarça e diz que é muito cedo para falar em eleição na Casa. Não é o que pensa o senador Tião Vianna (PT-AC), que trabalha seu nome como sucessor de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). A situação torna-se mais nebulosa porque há a disposição de quebra de um acordo que colocaria na presidência do Senado um petista e na presidência da Câmara um peemedebista. Michel Temer (SP) já se lançou candidato na Câmara, mas seu nome não tem trânsito fácil. Por fora, corre o primeiro-secretário, o deputado Osmar Serraglio (PR).(Ucho.Info)

terça-feira, outubro 28, 2008

Maioria dos governadores não emplaca apadrinhados

Contrariando prognósticos, os resultados das eleições municipais mostraram a incapacidade de governadores-estrela e do presidente Lula de transferirem votos e elegerem “candidatos-postes” ou outros políticos desprovidos de luz própria. Dos 26 governadores do Brasil envolvidos diretamente no pleito, apenas 11 viram seus candidatos serem eleitos no primeiro ou no segundo turno. É o caso, por exemplo, de São Paulo e Porto Alegre. O número reduzido de governadores que emplacaram prefeitos nas capitais este ano é uma prova de que o eleitor foi subestimado. Quem avalia é Paulo Kramer, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB). “É imatura a crença de que o presidente ou certos governadores poderiam eleger até um poste. Se considerarmos as amplas expectativas geradas, o resultado dessas eleições mostra que Lula não consegue transmitir votos, mas sim um resfriado através de seu pé”, resume. Para o professor David Fleisher, é fato que os governadores têm mais possibilidade de transferir votos que os presidentes, mas nem sempre isso acontece. No Rio Grande do Norte, a força de Lula e de Wilma Faria (PSB) não conseguiu fazer Fátima Bezerra (PT) vencer Micarla Sousa (PV), apoiada pelo DEM. Ainda assim, algumas dessas 11 vitórias não significaram exatamente o fortalecimento do governador em questão.
Em Minas Gerais, houve a vitória no segundo turno de Márcio Lacerda (PSB), que durante a primeira etapa do pleito ficou escondido sob a sombra dos padrinhos políticos, o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT). Mas isso não ajuda o tucano em seu projeto para 2010. Ao contrário: “Mesmo tendo feito seu candidato no segundo turno, Aécio sai menor que [José] Serra”, opina Kramer. Dentro do PSDB, os dois governadores travam uma disputa para serem escolhidos como candidatos do partido para as eleições presidenciais de 2010. Para Kramer, o governador de Minas investiu tanto no triunfo de Lacerda no primeiro turno que acabou obscurecendo a luz de seu candidato. O eleitorado não gostou. “Eles exigiram a cortesia mínima de saberem quem era o adversário de Leonardo Quintão.” A população não queria votar em alguém apenas porque era apoiado por Aécio. “Foi uma transferência negativa. O feitiço virou contra o feiticeiro”, comenta Fleischer.

Apoios decisivos

O peso do apoio de um governador foi notado no Rio de Janeiro. Eduardo Paes (PMDB) teve uma vitória apertada sobre Fernando Gabeira (PV) – com uma diferença de votos equivalente a menos da metade de um Maracanã. Segundo Kramer, isso demonstrou que, em certos casos, o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o presidente Lula podem ser decisivos. Com o governo bem avaliado pelos cariocas, Cabral empenhou-se em eleger seu candidato e contou, para isso, com o apoio declarado do presidente da República a partir do segundo turno. O respaldo dos tucanos e a simpatia do eleitorado progressista do Rio não foram suficientes para que Gabeira superasse a união da máquina estadual com a federal. “O Sérgio Cabral mobilizou os vereadores eleitos na campanha do Paes e pôs a máquina para funcionar a favor dele”, opina Fleischer. Para ele, o governador do Rio “tirou” votos de Paes ao antecipar o feriado do dia do servidor público desta segunda-feira (27) para sexta-feira (24). No primeiro turno, a abstenção no Rio foi de 14% e, no segundo, de 20%. A saída de eleitores se concentrou no público de Gabeira, na opinião de Fleisher. “Isso tirou a vitória do Gabeira. Se o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] fosse mais esperto, não teria deixado isso acontecer”. (Congresso em Foco)

sábado, outubro 25, 2008

Servidora não concursada vai ao STF para reaver cargo


A resistência ao fim do nepotismo no Senado chegou oficialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma servidora da Casa. A assistente parlamentar Taciana Pradines Coelho, irmã da chefe-de-gabinete do senador Mário Couto (PSDB-PA), ajuizou na corte um mandado de segurança preventivo para anular a sua exoneração, publicada na última quinta-feira 23 de outubro em boletim da Secretaria de Recursos Humanos.
Trata-se da primeira reação oficial desde que foram anunciadas as demissões por nepotismo no Senado. Em menos de um mês, 86 servidores foram exonerados por ter até terceiro grau de parentesco com senador ou ocupante de cargo direção.

De acordo com a comissão diretora do Senado instalada especialmente para analisar os casos que configuram nepotismo, contrariando a Súmula Vinculante nº 13 editada pelo STF, Taciana é uma das servidoras que estavam em situação irregular. Hoje, a Secretaria de Recursos Humanos da Casa voltou a divulgar boletim administrativo, desta vez sem exonerações.
Nesta sexta-feira venceu o prazo estabelecido pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), para que todos os casos de nepotismo fossem anulados. A medida foi uma resposta à reclamação ajuizada no STF, na segunda-feira (20), pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, para quem a Casa legislativa teria desrespeitado o teor da súmula 13. Tal "desrespeito" levou ao afastamento do advogado-geral da Casa, Alberto Cascais, responsável pelo entendimento jurídico do caso. E à certa pressão, tanto de senadores de oposição quanto da base governista, sobre Garibaldi.
Precaução

Diante das ameaças de que seria exonerada, Taciana entrou com o mandado de segurança ontem, antes da divulgação do boletim interno do Senado. A defesa da servidora alega que a Mesa Diretora estaria “extrapolando” a determinação do STF que proíbe o nepotismo na administração pública, e que a prática não está caracterizada na contratação. A defesa argumenta que Taciana não foi nomeada por sua irmã, muito menos convocada para trabalhar no mesmo gabinete. Além disso, não teria ocorrido o chamado “nepotismo cruzado”, ou ajuste de designação recíproca, em que uma autoridade indica algum apadrinhado para trabalhar no gabinete de outra, que faria o mesmo como contrapartida. A “troca de favores” também foi proibida pela súmula. “Não há que se exigir o fato danoso consumado para legitimar a impetração da segurança preventiva”, diz trecho do mandado de segurança, referindo-se ao fato de que a apresentação do instrumento jurídico, apresentado antes da publicação do boletim, não estaria condicionada à oficialização da exoneração. A assessoria de imprensa do Supremo confirmou o protocolamento do mandado de segurança e informou que a matéria terá como relatora a ministra Carmem Lucia. A tendência é que a solicitação seja arquivada pela ministra, uma vez que o caso está descrito na súmula 13 e já foi publicado no boletim. Caso não haja arquivamento, a situação de Taciana será submetida à apreciação dos ministros da corte. (Congresso em Foco)

sexta-feira, outubro 24, 2008

Novas diretrizes para os cursos de jornalismo


O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu a criação de uma comissão que vai definir as diretrizes básicas dos cursos de graduação em jornalismo. O objetivo é assegurar a qualidade da formação dos jornalistas, profissão considerada pelo ministro como central para o sistema democrático.
De acordo com informações que chegam ao Ministério, 80% dos cursos de jornalismo em funcionamento no País são de baixa qualidade. A comissão ficará encarregada de fazer propostas ao Conselho Nacional de Educação que, por sua vez, irá formular novas diretrizes curriculares. Elas servirão de base para a autorização e reconhecimento de novos cursos e para o controle da qualidade dos que já existem, permitindo, inclusive, o fechamento dos que não estiverem adequados.

Comissão será formada em breve

A comissão será formada por pessoas com sólida formação teórica, mas que também possuam experiência profissional. Ainda não existe data fixada, mas, segundo a assessoria do Ministério, ela deverá ser instituída nos próximos dias.
O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira 23 de outubro, durante encontro com representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).

MEC não vai interferir na regulamentação da profissão

Segundo o coordenador-geral de comunicação do Ministério, Núnzio Filho, a reunião também serviu para esclarecer que o ministro não irá interferir na regulamentação da profissão, mas na qualidade dos cursos de graduação em jornalismo.
“Se o Supremo decidir pela manutenção da obrigação do diploma, os cursos têm que melhorar. Se derrubar, eles têm que melhorar muito”, afirma Núnzio.
O presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, apóia a decisão do ministro e pretende participar ativamente na construção das novas diretrizes básicas.
“A Fenaj, assim como o MEC, se preocupa com a qualidade da graduação do jornalista”, avaliou Murillo.(Comunique-se)

quarta-feira, outubro 22, 2008

O bê-a-bá da reforma política


A tão falada em verso e prosa (mais prosa do que verso) reforma política já deveria estar na rua. Não da maneira como querem alguns intelectualóides do Congresso Nacional, mas de uma forma simples, direta, objetiva, sem parágrafos, sem incisos, sem alíneas, entre outros artifícios que, em última instância, só servem para aliviar a situação em favor de muitos dos nossos políticos e, em especial, dos politiqueiros, aqueles que querem se perpetuar, junto com familiares, com os amigos, no poder.

Algumas sugestões para análise:

a) (In)fidelidade partidária: Trocou de partido, perde o mandato;
b) Aceitou, como parlamentar, cargo de secretário de Estado, ministro, e não se deu bem na nova função, perde o mandato;
c) Mandato para todos os cargos: 5 anos;
d) Fim da reeleição;
e) Fim do segundo turno. Um candidato fez um voto na eleição, o adversário fez dois, este é eleito;
f) Eleições gerais, de vereador a presidente. A propósito: isso, com certeza, nos obriga a prorrogar os atuais mandados do presidente, dos governadores, dos deputados (federais/estaduais) e dos senadores por mais dois anos, mas penso que vale o sacrifício;
g) Fim das coligações: o partido não tem candidato próprio? Não participa de eleições!;
h) Financiamento público de campanha: valores iguais para todos os partidos. E quanto menor este valor, melhor!;
i) Tempo de rádio/televisão, no tal horário eleitoral gratuito (?), para candidatos a prefeito, governador e presidente: igual, dividido entre todos. O mesmo critério pode ser usado no caso dos candidatos a vereador, deputado (estadual e federal), assim como para o Senado;
j) Nepotismo zero;

k) (**) Fim do voto secreto nas votações no Congresso (Câmara e Senado), assembléias e câmaras de vereadores;
l) Diminuição do número de partidos políticos, em particular os chamados nanicos que, raras exceções, só servem para arranjos em eleições, onde hoje somam tempo de rádio e televisão no tal horário eleitoral gratuito (?), para ajudar a terceiros.
Este assunto, apesar de 'urgente, urgentíssimo' (termos muito usados em Brasília!) somente deverá voltar à baila após as eleições do segundo turno. E como já,já é Natal, recesso, férias parlamentares (merecidas, diga-se de passagem), entre outros argumentos que virão à tona, ficará para 2009... Se a eleição de 2010 não atrapalhar, lógico! Mas, já diz o dito popular: a esperança é a última que morre. (Curt Nees)

Platéia vazia


A longa exposição do ministro Guido Mantega (Fazenda) e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sobre a crise financeira internacional com reflexos na economia brasileira, não interessou aos parlamentares da Câmara dos Deputados. Somente os líderes questionaram a dupla, que admitiu que a situação requer atenção especial. “Será uma longa crise”, disse Mantega. Mesmo a alguns passos da Câmara, os senadores não prestigiaram o evento, mas decidiram dar um prazo até hoje para que as duas autoridades falem sobre o mesmo assunto no Senado Federal. Se isso não acontecer, Mantega e Meirelles serão convocados por ofício pelo presidente da Casa, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

A irritação tem justificativa porque por duas vezes Guido Mantega e Henrique Meireles adiaram o convite para falar na Comissão de Assuntos Econômicos. Até o senador Aloízio Mercadante (PT-SP), presidente da CAE, telefonou para Garibaldi Alves Filho hipotecando apoio. O ministro das Relações Institucionais, deputado licenciado José Múcio Monteiro (PTB-PE), colocou panos quentes no assunto.(Ucho.Info)