quinta-feira, outubro 29, 2009
quarta-feira, outubro 21, 2009
TV Pública no Brasil – Por Luciana Melo Ramalho
O Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa no Brasil foi criado, informalmente, em 1979, mas só recebeu amparo legal em 1982. A TVE do Rio de Janeiro ficou com a responsabilidade da coordenação político-administrativa e pela operação da rede, por ser a única emissora com acesso ao satélite, um quadro que mudou a partir de 1993, quando a TV Cultura passou a contar com o mesmo acesso e a gerar programas para o sistema nacional.
O crescimento acelerado do número de emissoras educativas no país mudou, gradativamente,assim como o perfil e o projeto da rede, uma situação desencadeada a partir de 1989, quando uma portaria do Governo Federal atraiu a adesão de entidades privadas, universidades, prefeituras e grupos políticos para a implantação de TVs retransmissoras.
O exemplo mais conhecido de TV pública no mundo é a BBC de Londres. A rede ao longo dos seus oitenta e sete anos de existência se tornou um fenômeno de mídia no Reino Unido, enquanto a BBC World depende de publicidade, o dinheiro da matriz britânica vem de uma taxa anual de 116 libras cobrada por cada casa com aparelho de TV. Isso equivale a 12 centavos de libra por habitante e dá um orçamento de 2,5 bilhões de libras. “Esse sistema é bem aceito porque é a proposta inicial, e existe mesmo participação da sociedade e controle sobre o que deve ser exibido na TV ”, diz o professor da USP, Laurindo Leal Filho, autor do livro ‘A Melhor TV do Mundo, o Modelo Britânico de Televisão’.
A constante comunicação com a audiência também ajuda na identificação do público inglês com a emissora. Com oito canais de TV e cerca de 50 emissoras regionais, a BBC de Londres é hoje uma rede que se propõe a “entreter, educar e informar” e é usada por 90% da população inglesa, segundo informações institucionais.
O controle é feito com uma administração bem definida: diretor-geral mais 12 diretores, todos se reportando a um Conselho Curador que representa o povo. Esse Conselho monitora o que é feito na BBC e faz um relatório anual apresentado à população e ao Parlamento. Modelo bastante eficiente, segundo a pesquisadora Tereza Otondo: “Se o Brasil quiser se inspirar na BBC pode começar por sua rigorosa prestação de contas anual.”
No Brasil a discussão tem sido bastante acirrada no que diz respeito a EBC e a sua programação, sobretudo no Congresso Nacional onde a oposição alega que a TV pública é usada como mais uma ferramenta de auto promoção do governo Lula,alguns chegam a chamá-la de Lula News... já a base governista defende que a participação popular é o referencial e o balizador das atividades.Brigas e pelejas à parte o fato concreto é que a TV pública no Brasil ainda não mostrou a que veio.
Os próprios dirigentes da TV assumem as dificuldades para superar as resistências no Legislativo: “No Senado, reconhecemos que a situação é mais difícil. A situação política é de uma oposição mais forte, aguerrida. É onde as propostas do governo têm mais dificuldade na sua tramitação”, reconhece Tereza Cruvinel, presidente da Empresa Brasileira de Comunicação - EBC. “Tudo isso faz parte do processo democrático”. Mas de democrática a EBC não tem mesmo nada, só é possível trabalhar lá por indicação de algum membro influente do PT, leia-se (ministro,senador ou deputado federal), além do mais a programação é muito ruim!A tela fica preta durante a exibição do principal telejornal, este tipo de ‘falha técnica’ é coisa de amadores, quem é do meio sabe o que digo...E para completar o ministro das comunicações do presidente Lula, o senhor Franklin Martins, em Brasília mais conhecido por ‘Franklinstein’ e a própria Tereza Cruvinel distorceram a recente pesquisa feita pelo Datafolha para tentar negar o seu fiasco de audiência. Logo abaixo você pode ler parte do texto que a EBC divulgou sobre a pesquisa:
“Com menos de dois anos de existência, a antiga TVE e atual TV Brasil, já é conhecida por um terço da população brasileira, ou 34%, dos quais 15% já assistiram ao canal e 10% o assistem regulamente. A programação é considerada ótima por 22% dos telespectadores e boa por 58%, totalizando 80% de aprovação. Entre os que costumam assistir a TV Brasil em casa, 42% sintonizam o canal por antena parabólica. Os resultados são de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha.
(…) Em consulta espontânea sobre os canais mais freqüentemente assistidos, a TV Brasil foi mencionada por 1% dos entrevistados, juntamente com outros canais abertos e fechados menos conhecidos. Na consulta estimulada (pesquisador menciona o nome do canal), 15% dos entrevistados disseram já ter assistido ao canal alguma vez e 10% declararam assisti-lo atualmente.
Três programas destacaram-se na preferência destes telespectadores: Programa de Cinema (filmes), com 34%, o telejornal Repórter Brasil - Noite, com 31% e o programa Sem Censura, com 26%. São preferidos ainda os Documentários (24%), Repórter Brasil - Manhã (20%), Programas Musicais (19%) e os Programas Infantis (17%)." Eita!
Aqui em Brasília os comentários sobre a referida TV é que ela ainda não aconteceu, é o que tecnicamente chamamos de ‘traço’, ou seja, ninguém assiste.Percebemos a nítida manipulação da informação. 34% conhecem a TV Brasil - “conhecem”, ???????? No entanto apenas 15% já assistiram a sua programação alguma vez na vida .Mas Atenção!!!É bom que se entenda que são 15% dos 34%, entenderam? A pesquisa se refere ao total de brasileiros — 190 milhões — ou de telespectadores — 52 milhões? Digamos que se refira a todo o povo. Então 64,6 milhões sabem da existência da TV Brasil, mas apenas 9,69 milhões a sintonizaram alguma vez na vida — 5% da população. Passaram a ver regularmente o canal, 10% (dos 34% ou dos 15%?). Se for dos 34% (hipótese favorável), são 6,46 milhões de pessoas — 3,4% dos brasileiros.Viu a confusão? Percebeu o trocadilho nas informações divulgadas? Bem , o que se sabe é que na TV Brasil os seus programas ficam invariavelmente abaixo de 1 ponto no Ibope. Cada ponto, nesse tipo de verificação, é referido aos domicílios realmente existentes. Uma pesquisa que pretenda medir audiência deve ter como universo os… telespectadores! Que não são os 190 milhões de brasileiros. Eles são estimados em 52 milhões de pessoas atualmente no Brasil. Mais um vexame nacional e um péssimo modelo de TV Pública.
segunda-feira, outubro 19, 2009
O PMDB DE HOJE - Por Luciana Melo Ramalho

As mudanças de rumo do maior partido brasileiro
Partido oficialmente criado em 24 de março de 1966 sob o nome de Movimento Democrático Brasileiro - MDB, depois que o Ato Institucional nº 2 extinguiu os partidos políticos no Brasil durante o governo militar e instaurou o bipartidarismo no país, mas o partido já vinha se organizando desde 04 de dezembro de 1965 como oposição ao Arena, quem o batizou foi Tancredo Neves depois de um forte embate com o também membro do partido Ulysses Guimarães que preferia o termo Ação a Movimento.
O MDB como era chamado até 1980, quando foi oficialmente extinto e passou a ser chamado de PMDB, é atualmente o maior partido do país, apesar de não ter elegido nenhum Presidente da República, é também o partido com maior número de filiados, como também o que tem mais prefeitos(1.057),vereadores( 8.315) e governadores eleitos (7) e ainda maior representatividade no Congresso Nacional , são ao todo 92 Deputados Federais e 20 Senadores, além de 140 deputados nas câmaras municipais.
O artigo objetiva fazer um breve retrospecto da história deste partido a partir das entrevistas de alguns de seus membros como também a coleta de informações nos periódicos e no site oficial do partido.
CRIAÇÃO DO MDB
Partido político de âmbito nacional de oposição ao governo, fundado em 24 de março de 1966, dentro do sistema de bipartidarismo instaurado no país depois da edição do Ato Institucional n° 2 (27/10/1965), que extinguiu os partidos existentes até então, e do Ato complementar n° 4, que estabeleceu as condições para a formação de novos partidos (MDB e ARENA).
Congressistas originários de todos os partidos de oposição, unidos pelo propósito comum de restaurar a normalidade democrática, decidiram criar o MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO – MDB, tendo como presidente o Senador OSCAR PASSOS (AC).
DO MDB PARA O PMDB
A abertura lenta e gradual do regime militar, o burburinho político alimentado pela crise econômica e a pressão política promoveram o retorno dos exilados. Surgiram também as pressões sociais com um sindicalismo cada vez mais atuante e organizado, principalmente no ABC paulista.
A estratégia de manter o poder, ou de promover a abertura lenta e gradual, levaria o Governo central a argumentar que a democracia que se avizinhava não suportaria as duas amarras políticas do bipartidarismo, a Arena de um lado, que também possuía os seus rebeldes de ocasião, e o MDB, com os autênticos, de várias origens, e os moderados, normalmente circulando em torno de Tancredo Neves. Começava a se configurar a estratégia de abrir espaço para o grande trunfo civil do governo: Petrônio Portella - piauiense com bom trânsito em todas as correntes - alçado ao Ministério da Justiça.
Promoveu-se a reforma política através do Congresso acabando com o bipartidarismo. Os núcleos do MDB, transformado em PMDB, e Arena, com o nome de PDS, foram mantidos. Mas a mudança que mais agitou a esfera política foi a criação de um novo partido o PP, com Tancredo Neves à frente - o que esvaziava o PMDB e apresentava uma saída possível para o regime. Ele deveria abrigar a provável candidatura Petrônio Portella, alternativa civil do regime.
Em torno desses três partidos, gravitavam duas outras siglas partidárias criadas para abrigar os trabalhistas, que mal se continham dentro do MDB com o retorno de Leonel Brizola - do histórico PTB, depois repartido em PDT - e os sindicalistas do Sul e Sudeste liderados pelos líderes sindicais do ABC paulista, o PT. Como se esperava, outros partidos que possuíam3 história antes do regime militar como PSD, UDN e PDC, preferiram ficar sob o guarda chuva do PMDB ou PDS.
O PP se aglutinou rapidamente em torno de 90 deputados, quase retirando a maioria do PDS. Mas a morte de Petrônio Portella fez o partido refluir para menos de 70 deputados. O PMDB também perdeu quase metade de sua bancada, mesmo acomodando uma tendência social democrata que ganhou força com a volta dos exilados. Esta tendência resultaria em 1988 no PSDB.
Com a morte de Petrônio, o governo de João Baptista Figueiredo tratou de proteger o PDS. As novas normas eleitorais traziam o voto vinculado e a proibição de coligações para evitar que o partido de sustentação do governo perdesse a maioria. Com isto o PP se inviabilizou. Parte retornou ao ninho peemedebista. Em 1982 o PMDB ganharia nove estados elegendo, entre outros, Tancredo Neves, em Minas Gerais, Franco Montoro, em São Paulo, e José Richa, no Paraná. Como o PDS perdeu sua maioria absoluta na Câmara, o governo tratou de rachar o PTB de Leonel Brizola, entregando a sigla a Ivete Vargas, que se coligou à maioria governista.
Foi extinta em 29 de novembro de 1979. A Lei n° 5.682/71 em seu art. 5° § 1° instituiu que, do nome das organizações partidárias constariam a palavra ‘partido’, com os qualificativos, seguidos da sigla, esta correspondente às iniciais de cada palavra. O PMDB reuniu-se em 06 de dezembro de 1980 para aprovação do novo Estatuto e para a eleição do novo Diretório Nacional e, conseqüentemente, nova Comissão Executiva Nacional.
A Emenda Constitucional n° 25 (1985), altera a redação do art. 152 da Constituição de 1967: “É livre a criação de partidos políticos. Sua organização e funcionamento resguardarão a soberania nacional, o regime democrático, o pluralismo partidário e os direitos fundamentais da pessoa humana”. É decretado o fim do bipartidarismo e abriu-se espaço para a reorganização de um novo sistema multipartidário. Na eleição de 15 de novembro de 1986, os partidos, com registro aprovado pelo TSE, concorreram a eleição. Esta foi uma época conturbada na história política do país.
O PMDB só crescia em força e tamanho mesmo perdendo políticos para os partidos de esquerda, que em 1985 saíram da clandestinidade, do berço peemedebista (PCB, PC do B e PSB).Se em 1985 amargou a derrota de Fernando Henrique Cardoso para Jânio Quadros na Prefeitura de São Paulo,um ano depois, se refez ajudado em boa dose pelo sucesso inicial do Plano Cruzado, vencendo fácil as eleições de 1986. Elegeu 22 dos 23 governadores de estado. Com 260 deputados federais e 44 senadores, o PMDB funcionava com um bloco único no Congresso para fincar a sua grande bandeira, bandeira esta que seria também um marco na história recente do país. A Assembléia Nacional Constituinte, que foi comandada por Ulysses Guimarães e sempre esteve associada ao PMDB.
Ainda assim, as divisões internas foram inevitáveis. Divisões que se agravam muito quando o partido apoiou o mandato de cinco anos para o presidente Sarney. A principal ala que discordava da prorrogação do mandato estava em torno do Movimento de Unidade Progressista – MPU - que em 1988 viria a ser o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), com 10,7 % na Assembléia Nacional Constituinte.
O fracasso do Plano Cruzado e a perda da ala esquerdista do partido,levou o PMDB a sofrer um esvaziamento já em 1989.Talvez este tenha sido um divisor de águas dentro da ideologia partidária adotada até então pelos caciques fundadores e combatentes da ditadura militar.A partir de 1989 percebe-se um outro perfil do PMDB, o partido aos poucos foi mudando de cara e mudando a sua estratégia de fazer política, deixou de ser um partido de frente para ir aos poucos se contentando em ser “sombra”, já não se via membros tão aguerridos no confronto de idéias, passou a fazer alianças políticas em troca de apoio a este ou aquele candidato.Tanto assim que das 75 prefeituras nas maiores cidades brasileiras ficaram apenas com 20 em meio ao surgimento de tantos partidos que se habilitaram para disputar a sucessão de José Sarney.Collor venceu as eleições com um egresso do PMDB como vice, o senador Itamar Franco, então no PRN, mas sem base parlamentar. Envolvido em inúmeras denúncias de corrupção, o mandato de Collor foi encurtado rapidamente.
Com o impeachement de Collor, o PMDB ganha algum espaço no poder através de Itamar.Mas o vice alçado a condição de titular não fez um governo expressivo,seu maior mérito viria a ser o Plano Real. No entanto, a sua sucessão era o que agitava o partido. Uma pesquisa interna mostrava que a cúpula preferia como sucessor de Itamar, o governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto com 35% das intenções.
Surgem também várias candidaturas internas,entre elas a de Orestes Quércia e José Sarney. A cúpula quer Britto. Sarney é que tem as preferências nas pesquisas de opinião pública, vindo logo a seguir do primeiro colocado, Lula, do PT. No processo interno quem domina a convenção é Orestes Quércia. Ele ganha a indicação. Sarney ainda faria uma tentativa frustrada de candidatura fora do PMDB, através do minúsculo PSC. Mas Já não havia prazo legal para uma nova filiação partidária naquela altura.
Mas nesta profusão de possibilidades de tantos nomes a candidatura presidencial, o quadro sucessório muda drasticamente com o sucesso do Plano Real. E desta forma um outro ex-peemedebista e um dos fundadores do PSDB, o ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, consegue atrair para si os benefícios eleitorais da nova moeda, que havia acabado de fato com a hiperinflação, que batia recordes históricos naquele momento. Ele ganha em primeiro turno com mais de 50% dos votos v Com 103 deputados, 23 senadores e 9 governadores, o PMDB continua um partido de peso suficiente para ajudar muito ou atrapalhar muito. Assim, embora a aliança que elegeu Fernando Henrique fosse constituída basicamente pelo PSDB, PFL e PTB, o PMDB ocupa um espaço importante, mesmo mantendo um certo distanciamento e inicialmente oscilando entre apoio e oposição. A melhor prova da divisão seria dada logo no ano seguinte com a eleição de Paes de Andrade para a Presidência do partido por 76 a 75 votos. Seu adversário era Alberto Goldman, um deputado próximo a Fernando Henrique Cardoso.
A ESPERA DE 2002
Na eleição presidencial de 1998, uma ala do partido resolve apoiar a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Como das outras vezes, esta decisão provoca enormes conflitos internos em algumas áreas, particularmente nos setores que apostavam em possíveis candidatos os dois ex-presidentes Itamar Franco e José Sarney. Ao final de mais de seis meses de discussão, o partido não apóia a reeleição, mas também não lança candidato. Fernando Henrique Cardoso é reeleito. As divisões dentro do partido levam a substituição de Paes de Andrade pelo senador Jader Barbalho na Presidência do partido.
E é na Presidência da Câmara dos Deputados que o partido colhe seus melhores frutos. Por dois mandatos consecutivos foi eleito o deputado Michel Temer, um jurista e professor universitário que chegou à vida pública pelas mãos e administração do ex-governador de São Paulo, Franco Montoro. Depois da primeira eleição apertada, quando substituiu o deputado Luís Eduardo Magalhães na Presidência da Câmara. Além de desengavetar e dar novos impulsos a projetos como o código civil, a reforma tributária e a limitação das medidas provisórias, foi com ele (Temer) que os trabalhos da Câmara dos Deputados tornaram-se transparentes. Nas suas duas gestões – entre 1997 e 2001 - a casa melhorou a comunicação social com TV, rádio, agência de notícias, jornal e redes de acesso aos trabalhos dos deputados, das comissões e do plenário através da Internet.
No Senado,Jader Barbalho assumiu com um discurso a favor de mobilizar o Congresso para garantir a estabilidade da moeda apoiando o governo em dois pontos prioritários: a conclusão da reforma da previdência e a reforma tributária, reformas estas que ficaram apenas no campo da retórica até hoje. O reflexo desta aproximação com o Governo reverbera dentro do Congresso. PMDB e PSDB se unem afastando momentaneamente o PFL: o senador Jader Barbalho é eleito Presidente do Senado e o deputado Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais,Presidente da Câmara.O PMDB aqui se mostra um partido claramente oportunista.
A frente da presidência do Senado Jader Barbalho se viu envolvido em uma série de acusações que poderiam levá-lo a um processo de cassação por quebra do decoro parlamentar, Jader renuncia, mas o partido mantém o posto de presidente do Senado e do Congresso com o senador Ramez Tebet (MS).É neste cenário que eclode uma imensa onda de denúncias de corrupção dentro do governo FHC - a violação do painel do Senado e o caso Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), Banpará (Banco do Estado do Pará) e TDAs (Títulos da Dívida Agrária), envolvendo o senador Jader Barbalho.
Numa entrevista dada ao jornal O Estado de S.Paulo (18/07/01:A4) o presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que:
"O novo que vivemos é que talvez pela primeira vez na nossa história a sociedade está passando a limpo, e o governo está deixando passar a limpo. Em vez de pensar que aumentou a taxa de corrupção, o que há é um reconhecimento (...) A sociedade está cobrando mais (...) O que está acontecendo é que o que chama a atenção é aquilo que aqui se chama de 'escândalos'(...) a mídia no Brasil tem a capacidade de antecipar processos e, assim, participa da criação de situações”.
Dependendo das alianças feitas no período eleitoral, os chefes do executivo tendem a minimizar a gravidade dos ilícitos cometidos pelos seus apoiadores, foi assim com FHC,como vemos claramente desta declaração feira a revista Veja em julho de 2001.E Como faz agora o próprio presidente Lula, ao também minimizar a inexplicável situação do senador José Sarney.
Em ambos escândalos a imprensa veem adquirindo importância e relevância no que diz respeito a divulgação dos fatos acontecidos dentro do Congresso Nacional, porque além de contar com maior liberdade de expressão, o jornalismo brasileiro têm uma postura de jornalismo investigativo, de apuração, sempre atento, denunciando, mostrando efetivamente os fatos, e atuando em muitos casos como colaborador do Ministério Público e da Polícia.
Antonio Carlos Magalhães (PFL), Jader Barbalho(PMDB) e José Roberto Arruda(PFL) foram os personagens principais da crise política do Senado Federal durante o governo FHC. Senadores experientes, com passagem pelo Executivo, e que possuíam um traço comum: foram articuladores políticos do governo FHC em momentos decisivos para os interesses de sua gestão.
Os problemas no Senado não tiveram origem na disputa pelo comando da mesa diretora da casa durante o ano de 2000,como normalmente acontece.Os conflitos entre Jader e ACM começaram ainda em 1999, quando disputavam o controle da relatoria do Plano Plurianual (PPA) para o quadriênio 2000-2003, o plano era um conjunto de políticas sociais do governo que foi batizado de Programa Avança Brasil.
Com um volume de recursos em torno de R$1,1 trilhão, a disputa pela função estratégica no PPA provocou uma verdadeira guerra entre os dois parlamentares com a anuência do governo federal. E de acordo com a revista ISTOÉ, “Fernando Henrique simplesmente estimulou Jader a medir forças com 'Toninho Malvadeza”. E ambos já haviam protagonizado uma série de trocas de acusações públicas. Jader acusou ACM de ser sócio do ex-banqueiro Ângelo Calmon de Sá, antigo proprietário do falido Banco Econômico, numa empresa situada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman.Já as acusações feitas por ACM ao seu adversário também não eram novas; o senador baiano denunciou que Barbalho havia provocado um desfalque no Banpará, no período em que governou aquele Estado (ISTOÉ, 29/09/99, no 1.565).
Simultaneamente a conturbada briga pública entre dois grandes personagens da política brasileira, seguiam as investigações sobre o escândalo da construção da sede do TRT de São Paulo, que envolvia diretamente o senador Luiz Estevão do PMDB-DF com denúncias de participação em um esquema de superfaturamento da obra e de desvio de recursos públicos. Estevão, que havia sido sub-relator do PPA, estava sendo investigado pelo próprio Senado. Luiz Estevão passa então para a história política do país não só como o primeiro senador cassado, mas também pela sua participação na violação do painel eletrônico.
SUCESSÃO NO CONGRESSO
A crise no Senado Federal acabou tomando grande proporção pública com a disputa pela sucessão da mesa diretora, protagonizada mais uma vez por Antonio Carlos Magalhães e Jader Barbalho. Após quatro anos à frente do comando da casa, ACM não aceitava a idéia de passar a presidência para o parlamentar peemedebista, principalmente após ter sido derrotado politicamente por Jader durante a escolha da relatoria do PPA.
Como já foi dito anteriormente,um acordo entre o PSDB e o PMDB acabou garantindo a presidência do Senado para os peemedebistas e a presidência da Câmara dos Deputados para os tucanos. Desta forma ACM começou a mover todos os seus esforços na busca de um nome alternativo ao de Jader e também novas denúncias para desqualificar moralmente o senador paraense na tentativa de tornar sua candidatura inviável.
A revista Veja (25/10/2000, no 1.672) partiu para o ataque contra o senador paraense. Em sua reportagem de capa, trouxe a fotografia do senador Jader Barbalho,acompanhado da manchete:
"O senador de 30 milhões de reais", destacou também que "nos últimos 34 anos, Jader Barbalho só não ocupou cargos públicos durante 11 meses. Mas, apesar da luta na vida pública, conseguiu erguer uma fortuna invejável".
A revista demonstrou que o patrimônio do senador peemedebista saltou de R$ 61.200,00 (corrigidos em valores atuais) em 1974, para cerca de R$ 30.000.000,00 no ano 2000.Foi, portanto,dessa forma que as crises do Senado começaram a ganhar status de escândalo político, conquistando espaço em toda a imprensa e despertando a curiosidade e indignação popular. Passados nove anos, parece que nada mudou dentro do “modus operandi” do Senado Federal, tudo ou quase tudo funciona como sempre funcionou.Alianças, acordos feitos a portas fechadas, atos secretos, desvios de verbas públicas, apoios em troca de cargos e nomeações, dentro de todas estes ilícitos parece ter um “dedo” do PMDB.Há sempre um senador ou ministro do partido envolvido.
O CASO JADER BARBALHO
As denúncias contra Jader Barbalho sumiram da esfera política da imprensa no período em que os casos dos senadores Antonio Carlos Magalhães e José Roberto ganharam maior visibilidade. Mas, isso não significou que as suspeitas de desvios de dinheiro público envolvendo o senador paraense houvessem caído no esquecimento.E a situação começou a se agravar no momento em que as fontes oficiais que investigavam os desvios de recursos no Banpará e na Sudam concluíram de fato que o senador estava envolvido. Mesmo assim ele continuava a negar e desmentir qualquer participação em todos os casos.
O destaque para o caso de Jader Barbalho é apenas um dos exemplos dentre muitos outros acontecidos no cenário político envolvendo os grandes “caciques” da política brasileira. E é oportuno ressaltar a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos quanto a trajetória do seu partido,na referida entrevista o senador pernambucano diz claramente que o PMDB é corrupto.Diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição do atual presidente do senado - José Sarney é um retrocesso para o país. As declarações do senador causaram grande impacto dentro do seu próprio partido e também um grande debate nacional quanto ao avanço da corrupção no país.
Aqui alguns trechos da entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (Veja18/02/2009, no 2.100)
“É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente apareceu Sarney como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu.A moralização e a renovação são incompatíveis coma figura do senador”.
“Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional.Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo a sua grandeza.Hoje,o PMDB é um partido sem bandeiras , sem propostas, sem um norte.É uma confederação de líderes regionais ,cada um com seu interesse , sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos”.
“A maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados:manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral.A corrupção está impregnada em todos os partidos.Boa parte do PMDB que mesmo é corrupção”.
“De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com a Dilma Rousseff.Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3° andar, mas terá vários gabinetes ao lado”.
Em 22 de abril do mesmo ano a revista Veja entrevistou o Presidente do PMDB e atual presidente da Câmara dos Deputados - Michel Temer, aqui trechos da opinião do deputado sobre as declarações de Vasconcelos.
“Tenho muito respeito pelo senador Jarbas, mas ele foi genérico demais naquela entrevista. Fui pressionado para mandá-lo para a comissão de ética do partido, para expulsá-lo do PMDB, mas não fiz nada disso. Apenas pedi que especificasse as acusações, o que ele nunca fez. Como a afirmação é muito genérica, não há condições de apurar essa corrupção”.
“O legislativo só é enaltecido quando o país está saindo de um regime autoritário. Na história brasileira sempre foi assim. Em 1964, o Congresso estava com sua imagem no chão, o que deu no regime militar”.
Baseada nas declarações destes dois expoentes do PMDB,fui buscar uma terceira opinião sobre os novos rumos deste partido que vem mudando de cara ao longo dos seus 43 anos de criação. Entrevistei o senador potiguar Garibaldi Alves, que já foi presidente do Senado e as opiniões dele com relação as declarações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos são mais ponderadas.Na entrevista o senador potiguar fala que de fato o seu partido recebeu muitos filiados, muitos deles sem um real compromisso com o passado partidário e que estes novos membros(políticos eleitos) talvez estejam mais interessados em obter vantagens pessoais proporcionadas pelo poder.Em contrapartida ele também cita os nomes dos senadores Pedro Simon,o próprio Jarbas Vasconcelos e até se inclui entre os que lutam em honrar o passado de conquistas históricas e se empenham para continuar a merecer o respeito da opinião pública.Leia na íntegra a entrevista feita com o senador Garibaldi Alves a seguir:
LMR - Em entrevista a revista Veja o senador Jarbas Vasconcelos disse que a maioria dos integrantes do PMDB só pensa em corrupção: manipulação de licitações, contratações dirigidas e corrupção em geral, como o senhor interpreta estas afirmações?
GF - Tenho respeito pelo senador Jarbas Vasconcelos oriundo do antigo MDB, como eu, mas acho que ele foi muito rigoroso quando considerou a maioria do PMDB como políticos de perfil fisiológico. O partido, é verdade, recebeu muitos filiados nos últimos anos, alguns sem compromissos com o nosso passado, mas, talvez, interessados em partilhar de vantagens circunstanciais proporcionados pelo poder. Em contrapartida,há filiados de alto valor qualitativo.Aqui no Senado, são exemplos dentre outros, o senador Pedro Simon o próprio Jarbas e - sem modéstia - até me incluo , que honram a história de lutas do partido e se empenham para continuar a merecer o respeito da opinião pública.
LMR - O PMDB foi criado ainda no regime militar, quando surgiu o pluripartidarismo no Brasil. De acordo com o senador Jarbas Vasconcelos o MDB ao longo do tempo foi perdendo as suas bandeiras, sua grandeza, qual é a visão do senhor para a trajetória do seu partido daquela época até hoje?
GF - O regime militar permitiu o bipartidarismo: a Arena, do governo e o MDB uma frente de oposição. Na medida em que conquistamos a redemocratização,a legislação eleitoral flexibilizou o sistema partidário e aí, o PMDB perdeu importantes lideranças que construíram outras legendas. Quer dizer, o PMDB foi o grande responsável pelo restabelecimento do regime democrático. Sob o comando de Ulysses Guimarães o partido teve a ousadia de participar com anticandidatos à Presidência da República perante um colégio eleitoral sabidamente governista. Mas valia a pregação da doutrina do partido. Depois, os novos partidos, sobretudo o PSDB, acolheram respeitáveis lideres formados no nosso partido como Franco Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e Teotônio Vilela.
LMR - Como o senhor entrou para a vida pública e como foi a sua entrada no PMDB? Qual é o PMDB do senador Garibaldi Filho? Há diferenças entre o PMDB do RN para o PMDB de São Paulo, por exemplo?
GF - Venho de uma família política do Rio Grande do Norte. Mas meu ingresso se deveu ao jornalismo. Tive sempre presença no rádio e no jornal.Mas o movimento militar, em 1969, cassou o mandato e suspendeu os direitos políticos do meu tio Aluízio Alves e do meu Garibaldi. Na eleição seguinte , em 1970, Henrique Eduardo, filho de Aluízio e eu,concorremos à Câmara dos Deputados e à Assembléia Legislativa, nos elegemos pelo MDB. A partir daí fui eleito mais três vezes para deputado estadual, fui o primeiro prefeito eleito de Natal - depois da redemocratização, em 1985, senador em 1990, governador em 1994 e 1998 e senador em 2002.
Os diretórios comparativamente têm divergências e semelhanças.É natural e democrático. Registro que tenho um convívio harmônico com um dos expoentes do PMDB paulista, o deputado Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados e presidente licenciado do nosso partido.
LMR - Ainda na fala do senador Vasconcelos, de 1994 para cá o partido adotou uma nova estratégia de usufruir dos governos sem vencer eleição, como o senhor vê esta mudança de rumo?
GF - Depois das eleições diretas para presidente da República, a partir de 1989, o PMDB participou de duas eleições e perdeu.Optou por alianças políticas e elegeu grandes bancadas.Por isso, tem sido uma legenda importante no apoio aos governos eleitos. Foi assim com Fernando Henrique e agora com o presidente Lula. Não creio que seja estratégia, acho que há ausência de nomes que empolguem o eleitorado. Falta ao PMDB e também a maioria dos partidos. Estamos às vésperas de outra eleição presidencial e já antevemos uma bipolarização entre os tucanos e o PT, ou seja, um cenário que se repete há 15 anos.
LMR - A entrevista do senador Vasconcelos foi concedida a revista Veja em 18 de fevereiro deste ano (2009) e causou um grande mal estar dentro do partido, em 22 de abril o presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer, que também é presidente do partido, declarou que a crise de ética atinge uma minoria do parlamento, mas que se nada for feito, arrastará toda a instituição, o senhor acha que é apenas uma minoria dos parlamentares que tem cometido ilícitos dentro do Congresso?
GF - É uma minoria, sim e que comprovados os ilícitos precisa ser punida. Comportamento reprovável a gente sabe que existe aqui, na Inglaterra, no Japão, nos Estados Unidos etc. Seja no executivo, no legislativo ou judiciário o que a sociedade exige é punir o infrator.
LMR - A reprovação ao Congresso só aumenta. De acordo com o Datafolha, 37% dos brasileiros consideram a atuação dos parlamentares ruim ou péssima, qual é o comentário que o senhor pode fazer sobre este número?
GF - No último DataFolha até que subiu entre os mais pobres. Mas os congressistas precisam estar mais sintonizados com a opinião pública. O poder legislativo é mais exposto à mídia, a população tem acesso mais fácil aos parlamentares. Ocorre que o deslize de uma minoria não pode comprometer o trabalho sério, às vezes até sem visibilidade, que outros realizam . O Congresso precisa é ser autônomo, se fazer respeitar. O regime democrático não sobrevive sem um parlamento.
LMR - Em 02 de abril de 2008, ainda quando era presidente do Congresso Nacional o senhor declarou “O Legislativo não é mais uma voz da sociedade nem uma caixa de ressonância. Está meio sem função”,o senhor também está descrente quanto as funções e atribuições do Legislativo brasileiro?
GF - Pelo contrário, a minha advertência é um grito de alerta. Eu creio na seriedade de boa parte dos homens e mulheres que integram o congresso nacional.
LMR - O PMDB esteve ao lado do PSDB, mas agora apóia os petistas, 2010 é um ano eleitoral, o que o senhor vislumbra para o seu partido nas próximas eleições?
GF – Setores do PMDB já apoiaram o PT, aliás, o próprio Lula em outras eleições presidenciais , como segundo turno de 1989 e de 1994. Em 2010, o PMDB continua dividido. Há diretórios estaduais que divergem sobre o apoio as duas pré-candidaturas da ministra Dilma e do governador Serra. Não arrisco qualquer palpite.
LMR - E para concluir, qual é o PMDB de hoje?
GF - O PMDB de hoje deveria ter um nome forte - não um anticandidato - para disputar as eleições presidenciais e poder difundir um programa para este Brasil do século XXI. Como dificilmente teremos este nome, é aguardar que as próximas eleições quando serão renovados 2/3 do Senado Federal e toda a Câmara dos Deputados seja o momento para se repensar o partido,cuja força inegável pela sua base municipal precisa refletir nacionalmente.
terça-feira, outubro 13, 2009
Democracia e os Partidos Políticos - Por Luciana Melo Ramalho

A democracia é entendida por proporcionar um estilo de vida identificado pelo respeito à dignidade da pessoa, pela liberdade e pela igualdade de direitos e oportunidades, pela implementação de um regime político que se caracterize pelo contínuo aprimoramento da liberdade de expressão política, e de pensamento.
Na vida política das nações têm sido criadas as mais variadas formas de atuação política, entre elas os partidos políticos.
Na vida política das nações têm sido criadas as mais variadas formas de atuação política, entre elas os partidos políticos.
A essência da democracia reside em dois princípios fundamentais: o voto e os Partidos Políticos.Quando nascem a liberdade e a democracia, aparecem os partidos políticos, símbolos da participação do povo na soberania do Estado. Portanto, o Partido Político é a divisão do povo de uma nação em vários agrupamentos, cada um deles possuindo seu próprio pensamento no que diz respeito à maneira como a Nação poderá ser governada. Os partidos servem para formar a opinião pública. São foco permanente de difusão do pensamento político, além de estimular os indivíduos a manter, exprimir e defender suas opiniões,pelo menos é o que diz a teoria, mas no Brasil este conceito vem sendo posto de lado.
Os partidos políticos têm basicamente, através dos séculos, se mantido iguais só no nome, já que os seus programas, doutrinas e estilos de fazer política têm variado enormemente com o passar do tempo. A história dos partidos políticos nos revela que no começo eles foram reprimidos, hostilizados e desprezados, tanto na doutrina como na prática das instituições.
Há também os que procuram definir, no nome, claramente sua doutrina - como faziam, por exemplo, o Partido Fascista, Liberal , Nazista, Socialista e o Comunista.No Brasil a primeira vez que se usou este termo foi por ocasião da Independência, em que se falava em Partido Português e Partido Brasileiro. Mas os primeiros partidos políticos brasileiros que tiveram existência legal foram o Partido Conservador e o Partido Liberal, no Segundo Reinado (1840-1889). Estes e o Partido Republicano Paulista foram os partidos políticos de mais longa duração no Brasil.
Na República Velha(1889-1930), os partidos políticos eram organizações regionais, existindo um Partido Republicano em cada estado, cada um tendo estatutos e direções próprias.
Durante o regime militar instaurado pela Revolução de 1964, vigorou o bipartidarismo, quando na prática, devido às muitas exigências legais para se criarem partidos políticos, existiam só a ARENA e o MDB.
Durante o regime militar instaurado pela Revolução de 1964, vigorou o bipartidarismo, quando na prática, devido às muitas exigências legais para se criarem partidos políticos, existiam só a ARENA e o MDB.
Quando se estuda a criação das agremiações políticas, percebemos que de fato elas são mais do que necessárias para que se possa tentar organizar o debate, as eleições e os caminhos que o Estado pretende seguir, e é bom que lembremos que os Partidos Políticos são instituições que norteiam o perfil político de uma nação, é a partir das ações dessas instituições que se pode traçar o quão evoluído ou atrasado é um país.E lamentavelmente temos visto que no Brasil o debate, ou seja a exposição de idéias está cada vez mais empobrecido, não sei como serão as discussões na arena pública para as próximas eleições,quando o que vemos são demonstrações de puro desamor pela pátria e pelo povo.(artigo publicado na Revista Política do Distrito Federal)
quarta-feira, setembro 09, 2009
Yemen: civilians continue to face hardship

More than three weeks of intense armed confrontations in northern Yemen have left the civilian population in parts of Sa'ada, Amran and Jawf in dire need of food, shelter and medical care. Access to the affected people remains difficult because of ongoing fighting.
"It was a nightmare for my family to leave our home last week," said Mariam, a 36-year-old woman who lost her husband because of the fighting. "I was carrying my four-year-old daughter, and my two sons, who are 10 and 11 years old, followed us in the heavy rain. We walked for nine hours. Now we depend on assistance from relatives and food rations from the ICRC to survive." Mariam is but one of thousands of women who succeeded in fleeing the fighting only to be faced with the cruel reality of having to cope with the current situation and fend for their families.
"It was a nightmare for my family to leave our home last week," said Mariam, a 36-year-old woman who lost her husband because of the fighting. "I was carrying my four-year-old daughter, and my two sons, who are 10 and 11 years old, followed us in the heavy rain. We walked for nine hours. Now we depend on assistance from relatives and food rations from the ICRC to survive." Mariam is but one of thousands of women who succeeded in fleeing the fighting only to be faced with the cruel reality of having to cope with the current situation and fend for their families.
Fleeing the fighting has become a recurrent feature of the lives of some civilians, who have had to deal with the danger of getting caught in the fire zone many times since 2004. "Five years of fighting have placed a considerable strain on people's lives," said Martin Amacher, the acting head of the ICRC delegation in Yemen. "Civilians are now having to experience not only the direct impact of the fighting currently under way but also the cumulative harm, in terms of personal security and economic, physical and psychological well-being, of many years of fighting."
While some civilians have managed to flee to Amran, Sa'ada or elsewhere, others remain in their homes in areas where fighting continues, at great risk to their lives. Thousands of people in need of help are stranded with no security and no means of escape.
Some areas were hard hit during the first two weeks of August by heavy rainfall, followed by flash floods and drastically falling temperatures. Many civilians who fled their homes had to struggle to reach safer areas, where they now face harsh living conditions. Some displaced people (IDPs) took shelter in school buildings. However, the new school year will begin at the end of September, and their presence on school premises will be problematic for students and teachers.
While some civilians have managed to flee to Amran, Sa'ada or elsewhere, others remain in their homes in areas where fighting continues, at great risk to their lives. Thousands of people in need of help are stranded with no security and no means of escape.
Some areas were hard hit during the first two weeks of August by heavy rainfall, followed by flash floods and drastically falling temperatures. Many civilians who fled their homes had to struggle to reach safer areas, where they now face harsh living conditions. Some displaced people (IDPs) took shelter in school buildings. However, the new school year will begin at the end of September, and their presence on school premises will be problematic for students and teachers.
The estimated 20,000 people who made their way to Sa'ada to flee the fighting boosted the town's population by a third. The prices of basic commodities have soared – fuel, for example, now costs twice as much as it used to. The resident population has had to share already limited food, water and medical resources.
The ICRC and the Yemen Red Crescent Society continue to provide the displaced population in Amran and Sa'ada with food, clean water, medical care and other essentials. However, access remains difficult as the fighting continues. It is imperative that all parties involved in the fighting take all measures necessary to spare the lives and property of civilians. Respect for principles of international humanitarian law becomes more urgent by the day.
The ICRC and the Yemen Red Crescent Society continue to provide the displaced population in Amran and Sa'ada with food, clean water, medical care and other essentials. However, access remains difficult as the fighting continues. It is imperative that all parties involved in the fighting take all measures necessary to spare the lives and property of civilians. Respect for principles of international humanitarian law becomes more urgent by the day.
Water and shelter
Mohamed Rashid lives in al Talh, north of Sa'ada city. He and the families of his four sons live off his farm and a little herd of goats. "Since last year, we receive less than half the quantities of water that we need to grow vegetables," he said. "Now, we can only plant half of our land and are barely able to get through the month. I am afraid that in a few months the problem will be worse."
There was already a shortage of drinking water, and the conflict has made it more severe. There is no surface water at all, and few public water sources. With water availability of only 96 cubic metres per person per year, Yemen is one of the driest countries in the world. In northern Yemen, water infrastructure in rural areas is either non-existent or obsolete.
The limited water resources are now shared with the displaced population. "With 20 litres a day, we have to be very careful. The priority for us is to have water for drinking and cooking," said Amina Abdulla, currently displaced in Al Mahather, south of Sa'ada. "We mainly depend on deliveries by Yemen Red Crescent water trucks."
The displaced people are also in need of appropriate shelter. For those staying with relatives or in public buildings such as schools or health centres, the situation is not critical. However, those sheltering under tarpaulins or in tents in the open are suffering from harsh weather conditions. The rains and flash floods of recent weeks have added to their hardships. More rains and lower temperatures are expected shortly. If aid cannot reach the displaced people, it is not clear how they will be able to cope with winter.
Mohamed Rashid lives in al Talh, north of Sa'ada city. He and the families of his four sons live off his farm and a little herd of goats. "Since last year, we receive less than half the quantities of water that we need to grow vegetables," he said. "Now, we can only plant half of our land and are barely able to get through the month. I am afraid that in a few months the problem will be worse."
There was already a shortage of drinking water, and the conflict has made it more severe. There is no surface water at all, and few public water sources. With water availability of only 96 cubic metres per person per year, Yemen is one of the driest countries in the world. In northern Yemen, water infrastructure in rural areas is either non-existent or obsolete.
The limited water resources are now shared with the displaced population. "With 20 litres a day, we have to be very careful. The priority for us is to have water for drinking and cooking," said Amina Abdulla, currently displaced in Al Mahather, south of Sa'ada. "We mainly depend on deliveries by Yemen Red Crescent water trucks."
The displaced people are also in need of appropriate shelter. For those staying with relatives or in public buildings such as schools or health centres, the situation is not critical. However, those sheltering under tarpaulins or in tents in the open are suffering from harsh weather conditions. The rains and flash floods of recent weeks have added to their hardships. More rains and lower temperatures are expected shortly. If aid cannot reach the displaced people, it is not clear how they will be able to cope with winter.
In Sa'ada governorate, the ICRC and the Yemen Red Crescent continue to supply 21,700 displaced people in Al Ehsaa, Sam and Al Talh camps and in the regions of Baqim, Al Mahader and Al Azgool with 414,000 litres of water a day. In Amran governorate, more than 3,800 displaced people and 4,200 residents are receiving around 51,000 litres of water a day from the ICRC.
· The ICRC is currently upgrading a water point serving both residents and displaced people in Al Hamra, Amran governorate, and building latrines in Sa'ada governorate.
· The ICRC and the Yemen Red Crescent recently distributed 479 tents to displaced families in Sa'ada governorate.
· The ICRC is currently upgrading a water point serving both residents and displaced people in Al Hamra, Amran governorate, and building latrines in Sa'ada governorate.
· The ICRC and the Yemen Red Crescent recently distributed 479 tents to displaced families in Sa'ada governorate.
Health care
Obtaining urgent medical care is difficult. "There are thousands of displaced people – pregnant women, children and old people – who should have access to health care at all times," said Miranda Odam, an ICRC health delegate working in Amran. "The Ministry of Health staff working in health centres in Amran are doing a great job. However, more resources are needed to meet the needs of both the resident and displaced populations."
The lack of proper sanitary facilities such as latrines is another problem faced by most displaced people in the north of Yemen. If this issue is not addressed soon, the consequences for public health could be serious.
Because the fighting has disrupted the telecommunication system, it has become almost impossible to collect the accurate medical statistics needed to have a clear understanding of the main problems and to act accordingly.
· The ICRC has provided support enabling Yemen Red Crescent medical staff to provide consultations, dressings and medicines for those in need among the 12,000 displaced people at five locations in and around Sa'ada city.
· A health centre in Wadi Khaiwan, Amran governorate, was given basic medicines and a tent that will serve as a waiting room.
Obtaining urgent medical care is difficult. "There are thousands of displaced people – pregnant women, children and old people – who should have access to health care at all times," said Miranda Odam, an ICRC health delegate working in Amran. "The Ministry of Health staff working in health centres in Amran are doing a great job. However, more resources are needed to meet the needs of both the resident and displaced populations."
The lack of proper sanitary facilities such as latrines is another problem faced by most displaced people in the north of Yemen. If this issue is not addressed soon, the consequences for public health could be serious.
Because the fighting has disrupted the telecommunication system, it has become almost impossible to collect the accurate medical statistics needed to have a clear understanding of the main problems and to act accordingly.
· The ICRC has provided support enabling Yemen Red Crescent medical staff to provide consultations, dressings and medicines for those in need among the 12,000 displaced people at five locations in and around Sa'ada city.
· A health centre in Wadi Khaiwan, Amran governorate, was given basic medicines and a tent that will serve as a waiting room.
Since July, around 17,500 people in Sa'ada, Amran and Hajjah governorates have benefited from ICRC and Yemen Red Crescent medical care.
Food and other essential items
"Two weeks ago, my sister, her husband and their five children came to live in our house," said Mohamed Saleh, who lives with his wife and two daughters in Sa'ada town. "Our house is not really big enough for so many people, so everyone sleeps in the same room except for the men, who sleep in the courtyard. Finding enough food is becoming a serious problem and our main diet now consists of rice and soup." Mohamed and many others were lucky enough to receive food and other essential items from the ICRC and the Yemen Red Crescent. The resident population is bearing a heavy burden, as it has to share its already limited resources with the displaced families.
Prices of foodstuffs have soared. The average monthly salary of almost 20,000 Yemeni rials (about 100 US dollars) may not be enough even to buy a daily supply of bread. Prices of vegetables have risen by almost 200%. High fuel prices are responsible for much of the increase in food and transportation costs. The price of one litre of diesel has gone up from 35 to 150 Yemeni rials.
"Thousands of displaced people are currently stranded in rural areas out of reach of humanitarian assistance," said Daniel Gagnon, who is currently in charge of ICRC's sub-delegation in Sa'ada. "We do not have a clear understanding of the extent of the problems they could be facing. The main issue for us is not a lack of resources but rather not having immediate access to all persons affected by the ongoing fighting."
"Two weeks ago, my sister, her husband and their five children came to live in our house," said Mohamed Saleh, who lives with his wife and two daughters in Sa'ada town. "Our house is not really big enough for so many people, so everyone sleeps in the same room except for the men, who sleep in the courtyard. Finding enough food is becoming a serious problem and our main diet now consists of rice and soup." Mohamed and many others were lucky enough to receive food and other essential items from the ICRC and the Yemen Red Crescent. The resident population is bearing a heavy burden, as it has to share its already limited resources with the displaced families.
Prices of foodstuffs have soared. The average monthly salary of almost 20,000 Yemeni rials (about 100 US dollars) may not be enough even to buy a daily supply of bread. Prices of vegetables have risen by almost 200%. High fuel prices are responsible for much of the increase in food and transportation costs. The price of one litre of diesel has gone up from 35 to 150 Yemeni rials.
"Thousands of displaced people are currently stranded in rural areas out of reach of humanitarian assistance," said Daniel Gagnon, who is currently in charge of ICRC's sub-delegation in Sa'ada. "We do not have a clear understanding of the extent of the problems they could be facing. The main issue for us is not a lack of resources but rather not having immediate access to all persons affected by the ongoing fighting."
The ICRC has registered some 1,500 displaced families in Amran governorate. Of these, 300 families have already been given such essential items as tarpaulins, blankets, mattresses, stoves and gas bottles. Assistance to other families is ongoing.
· In Amran city, the ICRC and the Yemen Red Crescent distributed two-month food rations consisting of wheat, oil, sugar, beans, rice and salt to more than 2,700 people.
· Since July, the ICRC and the Yemen Red Crescent have distributed food to more than 73,500 people, and other essential items to more than 53,500 people, in Sa'ada and Amran governorates.
The ICRC has been working in Yemen since 1962 and in Sa'ada governorate since 2004. Its workforce has been increasing steadily since the beginning of the year; the organization currently has 111 staff based in the country – 69 in the capital Sana'a, including 19 expatriates, and 42 in Sa'ada, including five expatriates.
· In Amran city, the ICRC and the Yemen Red Crescent distributed two-month food rations consisting of wheat, oil, sugar, beans, rice and salt to more than 2,700 people.
· Since July, the ICRC and the Yemen Red Crescent have distributed food to more than 73,500 people, and other essential items to more than 53,500 people, in Sa'ada and Amran governorates.
The ICRC has been working in Yemen since 1962 and in Sa'ada governorate since 2004. Its workforce has been increasing steadily since the beginning of the year; the organization currently has 111 staff based in the country – 69 in the capital Sana'a, including 19 expatriates, and 42 in Sa'ada, including five expatriates.
quarta-feira, setembro 02, 2009
C.I.A. Resists Disclosure of Records on Detention
The Central Intelligence Agency is refusing to make public hundreds of pages of internal documents about the agency’s defunct detention and interrogation program, saying such disclosures would jeopardize national security by revealing classified intelligence sources and operations.The C.I.A.’s argument to withhold the material, laid out Monday in a declaration to a federal court in New York, comes a week after the Obama administration declassified documents about abuses in the C.I.A.’s secret overseas prisons and the Justice Department began investigating the actions of C.I.A. operatives.
Among the documents the agency is trying to keep classified are President George W. Bush’s September 2001 authorization for the C.I.A. to begin secretly holding terrorism suspects; cables between C.I.A. officers in the secret prisons, known as black sites, and their bosses in Washington; and assessments by C.I.A. lawyers about the legality of the detention program.
The C.I.A.’s 33-page court declaration, made public on Tuesday, said that releasing C.I.A. interrogation procedures “is reasonably likely to degrade the U.S.G.’s ability to effectively question terrorist detainees and elicit information necessary to protect the American people.” (The abbreviation “U.S.G.” refers to the United States government.)
“These interrogation methods are integral to the U.S.G.’s interrogation program” and are therefore considered top secret, said the C.I.A. declaration, written by Wendy M. Hilton, an officer in the agency’s clandestine service who reviews documents for public release.
President Obama signed an executive order on Jan. 22 banning the harsh interrogation methods used by the C.I.A. during the Bush administration. The procedures, called “enhanced interrogation techniques” by the C.I.A., included waterboarding and “wall slamming.”
President Obama signed an executive order on Jan. 22 banning the harsh interrogation methods used by the C.I.A. during the Bush administration. The procedures, called “enhanced interrogation techniques” by the C.I.A., included waterboarding and “wall slamming.”
Paul Gimigliano, a C.I.A. spokesman, said that the reference in Ms. Hilton’s declaration was to questions that were asked of detainees “and the procedures used to ask them, not to enhanced interrogation techniques, which are no longer employed.”
Lawyers at the American Civil Liberties Union, which sued the government in 2003 for release of the detention documents, said the C.I.A.’s declaration undercut the Obama administration’s pledges of greater transparency.
“There’s really no distance at all between this declaration and the declarations the C.I.A. was filing during the Bush administration,” said Jameel Jaffer, an A.C.L.U. lawyer.
Mr. Jaffer said the A.C.L.U. would petition the judge in the case, Alvin K. Hellerstein of Federal District Court, to get the documents declassified.
Last week, Attorney General Eric H. Holder Jr. appointed a federal prosecutor to investigate abuses enumerated in a 2004 report by the C.I.A.’s inspector general, including a number of cases involving the deaths of detainees in C.I.A. custody.
Lawyers at the American Civil Liberties Union, which sued the government in 2003 for release of the detention documents, said the C.I.A.’s declaration undercut the Obama administration’s pledges of greater transparency.
“There’s really no distance at all between this declaration and the declarations the C.I.A. was filing during the Bush administration,” said Jameel Jaffer, an A.C.L.U. lawyer.
Mr. Jaffer said the A.C.L.U. would petition the judge in the case, Alvin K. Hellerstein of Federal District Court, to get the documents declassified.
Last week, Attorney General Eric H. Holder Jr. appointed a federal prosecutor to investigate abuses enumerated in a 2004 report by the C.I.A.’s inspector general, including a number of cases involving the deaths of detainees in C.I.A. custody.
The decision brought a stinging rebuke from some Republicans, including former Vice President Dick Cheney, who contended that the abuse cases had already been investigated and that Mr. Holder had appointed a prosecutor to placate liberals.
“It’s clearly a political move,” said Mr. Cheney, appearing on “Fox News Sunday.” “I mean, there’s no other rationale for why they’re doing this.”
The C.I.A. declaration is similar to a court filing in June by Leon E. Panetta, the agency’s director. For months, Mr. Panetta had been urging the Obama administration not to reveal classified operational details about the program, and in July he sent the C.I.A.’s top lawyer to the Justice Department to try to persuade Mr. Holder’s aides not to begin a criminal investigation into the detention program.
Although Mr. Obama banned the C.I.A. interrogation methods and Mr. Panetta later ordered that the secret prisons be closed, the agency has sought to protect some still-classified aspects of the program, including the exact locations of the prisons and the help that the C.I.A. received from foreign spy services.
“It’s clearly a political move,” said Mr. Cheney, appearing on “Fox News Sunday.” “I mean, there’s no other rationale for why they’re doing this.”
The C.I.A. declaration is similar to a court filing in June by Leon E. Panetta, the agency’s director. For months, Mr. Panetta had been urging the Obama administration not to reveal classified operational details about the program, and in July he sent the C.I.A.’s top lawyer to the Justice Department to try to persuade Mr. Holder’s aides not to begin a criminal investigation into the detention program.
Although Mr. Obama banned the C.I.A. interrogation methods and Mr. Panetta later ordered that the secret prisons be closed, the agency has sought to protect some still-classified aspects of the program, including the exact locations of the prisons and the help that the C.I.A. received from foreign spy services.
According to the C.I.A. declaration, the agency put these classified details into a top secret program “to enhance protection from unauthorized disclosure.”NYT
terça-feira, setembro 01, 2009
Somalia: conflict and drought compound civilians' woes

The longstanding armed conflict in Somalia is taking a heavy toll on the country's population. Thousands of people continue to flee the hostilities in Mogadishu. They either find refuge with relatives or host families or look for shelter in makeshift camps. In cooperation with the Somali Red Crescent Society, the International Committee of the Red Cross (ICRC) completed a distribution last week of items such as blankets, kitchen sets, jerrycans, sleeping mats and clothes for 75,000 displaced people (IDPs) from Mogadishu in southern and central Somalia.
In the drought-affected Sool region, in the northern part of the country, 36,000 displaced people received a two-month ration of beans, rice and oil. In addition, 120,000 displaced people and residents in various parts of the country were given seed that will enable them to harvest tomatoes, onions,
"Somalia's children have never known what it is like to live in peace; armed violence has ravaged the country ever since they were born," said Dr Ahmed M. Hassan, the president of the Somali Red Crescent. "Although they have adapted their short lives to the situation, they deserve all the support they can get."
Thousands of children have to cope with the task of surviving in a hostile environment where there is a constant danger of being caught in crossfire. Child-care institutions across the country are doing their best to provide children with food, clothes and medical care, at a time when it is becoming increasingly difficult for civilians to contend with the deadly violence.
During the fasting month of Ramadan, the ICRC and the Somali Red Crescent are supplying various orphanages in Mogadishu and the Shabelle region with food. Around 5,800 children are receiving rice, flour, dates and oil. For Eid al fitr, the festival that marks the end of Ramadan, the orphans will receive clothes.
The ICRC has been working in Somalia since 1977. It focuses on providing emergency aid and restoring family links for people directly affected by armed conflict, often in combination with natural disasters, and runs extensive first-aid, basic health-care and other medical programmes to treat the wounded and sick. It also carries out agricultural and water projects designed to improve the economic security of vulnerable communities over the medium term. It works closely with and supports the development of the Somali Red Crescent Society.
In the drought-affected Sool region, in the northern part of the country, 36,000 displaced people received a two-month ration of beans, rice and oil. In addition, 120,000 displaced people and residents in various parts of the country were given seed that will enable them to harvest tomatoes, onions,
"Somalia's children have never known what it is like to live in peace; armed violence has ravaged the country ever since they were born," said Dr Ahmed M. Hassan, the president of the Somali Red Crescent. "Although they have adapted their short lives to the situation, they deserve all the support they can get."
Thousands of children have to cope with the task of surviving in a hostile environment where there is a constant danger of being caught in crossfire. Child-care institutions across the country are doing their best to provide children with food, clothes and medical care, at a time when it is becoming increasingly difficult for civilians to contend with the deadly violence.
During the fasting month of Ramadan, the ICRC and the Somali Red Crescent are supplying various orphanages in Mogadishu and the Shabelle region with food. Around 5,800 children are receiving rice, flour, dates and oil. For Eid al fitr, the festival that marks the end of Ramadan, the orphans will receive clothes.
The ICRC has been working in Somalia since 1977. It focuses on providing emergency aid and restoring family links for people directly affected by armed conflict, often in combination with natural disasters, and runs extensive first-aid, basic health-care and other medical programmes to treat the wounded and sick. It also carries out agricultural and water projects designed to improve the economic security of vulnerable communities over the medium term. It works closely with and supports the development of the Somali Red Crescent Society.
segunda-feira, agosto 31, 2009
Genebra sedia reunião sobre ciclos climáticos extremos

Começa nesta segunda-feira em Genebra , na Suiça a 3ª Conferência Mundial sobre o Clima. Com o objetivo de estabelecer mecanismos que permitam aos governos uma melhor administração de ciclos climáticos extremos.
A reunião também vai debater formas de ajudar as populações a se adaptarem às mudanças climáticas.
Riscos Climáticos
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, irá fazer o discurso inaugural do segmento de alto nível da conferência na próxima quinta-feira.
O evento é patrocinado pela Organização Meteorológica Mundial, OMM, e tem o apoio de 150 países, incluindo o Brasil. Cerca de 1,5 mil especialistas e representantes de governos participarão do encontro.
A pauta da conferência inclui debates sobre riscos climáticos, incluindo secas, cheias e ondas extremas de calor e frio, e como estes fatores influenciam na produção de alimentos, energia e preservação de recursos naturais.
Epidemias
A OMM destaca que também serão analisados os efeitos do clima na propagação de certas epidemias que afetam a vida de pessoas e animais domésticos.
A 3ª Conferência Mundial sobre o Clima, que tem a participação confirmada de 20 presidentes e mais de 80 ministros, será encerrada no dia 4 de setembro.ONU
A reunião também vai debater formas de ajudar as populações a se adaptarem às mudanças climáticas.
Riscos Climáticos
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, irá fazer o discurso inaugural do segmento de alto nível da conferência na próxima quinta-feira.
O evento é patrocinado pela Organização Meteorológica Mundial, OMM, e tem o apoio de 150 países, incluindo o Brasil. Cerca de 1,5 mil especialistas e representantes de governos participarão do encontro.
A pauta da conferência inclui debates sobre riscos climáticos, incluindo secas, cheias e ondas extremas de calor e frio, e como estes fatores influenciam na produção de alimentos, energia e preservação de recursos naturais.
Epidemias
A OMM destaca que também serão analisados os efeitos do clima na propagação de certas epidemias que afetam a vida de pessoas e animais domésticos.
A 3ª Conferência Mundial sobre o Clima, que tem a participação confirmada de 20 presidentes e mais de 80 ministros, será encerrada no dia 4 de setembro.ONU
quinta-feira, agosto 27, 2009
Iraq/Iran/Kuwait: never-ending uncertainty for those seeking missing relatives

The families of hundreds of thousands of people who went missing in past wars in the Gulf region need continued support in their quest to find out what happened to their loved ones, the International Committee of the Red Cross (ICRC) said today. Marking the International Day of the Disappeared on 30 August, the ICRC said families in Iraq longed to obtain news of those who vanished in the armed conflict that broke out in 2003 and in other armed violence over recent decades, while families in Iraq, Iran and Kuwait still hoped to discover what happened to their fathers, brothers and sons who went missing during the 1980-1988 Iran-Iraq war and the 1990-1991 Gulf War.
"This never-ending uncertainty is a source of immense anguish for families in all three countries," said Beatrice Mégévand, the ICRC's head of operations for the Middle East and North Africa. "They want to know and they have a right to know what happened to their missing relatives, even if it means having it confirmed that they are dead."
In an effort to determine what befell people missing in connection with recent conflicts in the region, the ICRC has been providing support for the authorities and for forensic experts, especially in Iraq and Iran. Where necessary, the ICRC has provided training, supplied equipment and repaired facilities. In addition, it has facilitated the exchange of information relating to missing persons between the countries concerned.
"This never-ending uncertainty is a source of immense anguish for families in all three countries," said Beatrice Mégévand, the ICRC's head of operations for the Middle East and North Africa. "They want to know and they have a right to know what happened to their missing relatives, even if it means having it confirmed that they are dead."
In an effort to determine what befell people missing in connection with recent conflicts in the region, the ICRC has been providing support for the authorities and for forensic experts, especially in Iraq and Iran. Where necessary, the ICRC has provided training, supplied equipment and repaired facilities. In addition, it has facilitated the exchange of information relating to missing persons between the countries concerned.
"It's a blessing that I saw my son and buried him," said Sabria, an Iraqi mother who retrieved the mortal remains of her son, who went missing during the Iran-Iraq war, in November 2008. "Now he is in a cemetery and I will be buried beside him."
The ICRC calls on the authorities concerned to do everything in their power, in accordance with international humanitarian law, to clarify what happened to those who went missing in armed conflict and to provide the families with any information they obtain.
The ICRC calls on the authorities concerned to do everything in their power, in accordance with international humanitarian law, to clarify what happened to those who went missing in armed conflict and to provide the families with any information they obtain.
quarta-feira, agosto 26, 2009
Bloomberg Campaign Is Juggernaut of Detail

To her friends and neighbors on 156th Street in Queens, she is Camille Casey. To Mayor Michael R. Bloomberg’s re-election campaign, she is voter No. 301213652, assigned a black and white bar code like those stamped on cereal boxes and soup cans.
With the click of a supermarket-style scanner, her profile emerges. She is a registered Democrat. She is worried about rising subway fares. And she is a guaranteed vote for the mayor (making her a “1” on the campaign’s five-point scale of Bloomberg allegiance).
As New Yorkers go about their lives this election season, the Bloomberg campaign is busy condensing and cataloging them into tiny data points, allowing consultants to study them much as Fortune 500 companies analyze their customers.
It is one of the many ways in which Mr. Bloomberg is using his vast fortune to try to engineer chance out of the typically unpredictable election process.
Even as he sits comfortably ahead of lesser-known rivals, the mayor is assembling the most expensive and, interviews suggest, most meticulous campaign in New York City’s history, with a tab of $37 million so far, all of it from Mr. Bloomberg’s pocket.
That money has paid for 15 political field offices, 80 staff members and about 10,000 television ad spots, and helped amass a volunteer army of 5,000.
But most of all, it has underwritten an obsessive, even comical attention to detail, an unheard-of luxury for most campaigns scrimping by on donations.
To spice up dull campaign work, aides to the mayor recently hired a disc jockey to play background music as volunteers called voters, at a cost of $300. “People loved it,” said Larry Scott Blackmon, a campaign staff member who helped dream up the idea.
When aides decided to organize a party for young black professionals at a nightclub in Times Square, it took eight weeks of planning. Never mind that entry was free, or that shrimp and wine were plentiful — incentive enough for most partygoers. The campaign set up a 31-member host committee. It held weekly conference calls to plot strategy. And it called potential guests — repeatedly — to remind them to attend, lest the turnout disappoint.
In the end, 1,000 people showed up.
Want to quickly endorse the mayor? Forget about it. The campaign asks potential endorsers to sit for videotapings; hand over their organization’s mailing list; send letters to their neighbors; and write an opinion piece for newspapers praising Mr. Bloomberg.
“The campaign’s whole philosophy is leave no stone unturned,” said Karen Persichilli Keogh, a political consultant overseeing its outreach to women.
The campaign is indistinguishable from its candidate, a former bond trader whose faith in cutting-edge technology and number-crunching earned him billions as founder of the media giant Bloomberg L.P.
His field team is so persistent that, when volunteers call to solicit voters’ support, some report that they have already been called by the campaign — three times.
After a volunteer shift at the campaign office in Queens the other day, Mike Abbate, 72, was relaxing at home when his phone rang: It was a fellow volunteer, asking if the mayor could count on his vote. “Let me stop you right there,” Mr. Abbate told the caller. “I already work for him.”
The mayor’s success in luring thousands of volunteers to a re-election campaign with record-shattering resources and a big lead can seem puzzling, and there is none of the ragtag romanticism that defines insurgent efforts. But volunteers, including retired city workers, unemployed professionals and high school students trying to burnish their résumés, seem delighted — and a little awestruck — to be part of such an efficient operation.
“I like the professionalism of it,” said Mary Malone Mills, a hospital office manager from Brooklyn. Lennox Bayne, 69, a retiree, conceded that the campaign might look like overkill, but said it had opened his eyes to professional politics and kept him “plenty busy.”
The campaign has found ways to make the experience interesting. Volunteers are briefed by senior campaign officials, and get early glimpses of TV ads. There are internal competitions, for the most volunteer hours or referrals to friends. (The prize: lunch with the mayor.)(TNYT)
Even as he sits comfortably ahead of lesser-known rivals, the mayor is assembling the most expensive and, interviews suggest, most meticulous campaign in New York City’s history, with a tab of $37 million so far, all of it from Mr. Bloomberg’s pocket.
That money has paid for 15 political field offices, 80 staff members and about 10,000 television ad spots, and helped amass a volunteer army of 5,000.
But most of all, it has underwritten an obsessive, even comical attention to detail, an unheard-of luxury for most campaigns scrimping by on donations.
To spice up dull campaign work, aides to the mayor recently hired a disc jockey to play background music as volunteers called voters, at a cost of $300. “People loved it,” said Larry Scott Blackmon, a campaign staff member who helped dream up the idea.
When aides decided to organize a party for young black professionals at a nightclub in Times Square, it took eight weeks of planning. Never mind that entry was free, or that shrimp and wine were plentiful — incentive enough for most partygoers. The campaign set up a 31-member host committee. It held weekly conference calls to plot strategy. And it called potential guests — repeatedly — to remind them to attend, lest the turnout disappoint.
In the end, 1,000 people showed up.
Want to quickly endorse the mayor? Forget about it. The campaign asks potential endorsers to sit for videotapings; hand over their organization’s mailing list; send letters to their neighbors; and write an opinion piece for newspapers praising Mr. Bloomberg.
“The campaign’s whole philosophy is leave no stone unturned,” said Karen Persichilli Keogh, a political consultant overseeing its outreach to women.
The campaign is indistinguishable from its candidate, a former bond trader whose faith in cutting-edge technology and number-crunching earned him billions as founder of the media giant Bloomberg L.P.
His field team is so persistent that, when volunteers call to solicit voters’ support, some report that they have already been called by the campaign — three times.
After a volunteer shift at the campaign office in Queens the other day, Mike Abbate, 72, was relaxing at home when his phone rang: It was a fellow volunteer, asking if the mayor could count on his vote. “Let me stop you right there,” Mr. Abbate told the caller. “I already work for him.”
The mayor’s success in luring thousands of volunteers to a re-election campaign with record-shattering resources and a big lead can seem puzzling, and there is none of the ragtag romanticism that defines insurgent efforts. But volunteers, including retired city workers, unemployed professionals and high school students trying to burnish their résumés, seem delighted — and a little awestruck — to be part of such an efficient operation.
“I like the professionalism of it,” said Mary Malone Mills, a hospital office manager from Brooklyn. Lennox Bayne, 69, a retiree, conceded that the campaign might look like overkill, but said it had opened his eyes to professional politics and kept him “plenty busy.”
The campaign has found ways to make the experience interesting. Volunteers are briefed by senior campaign officials, and get early glimpses of TV ads. There are internal competitions, for the most volunteer hours or referrals to friends. (The prize: lunch with the mayor.)(TNYT)
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