sexta-feira, janeiro 15, 2010
Marina começa a perder apoio do Psol

Más notícias para a senadora Marina Silva e para a sua candidatura à Presidência pelo PV. O Psol, da ex-senadora Heloisa Helena, anunciou em nota que tende a desembarcar da candidatura de Marina, por conta das aproximações do PV com o PSDB e o DEM, partidos que o Psol considera muito conservadores. No centro da polêmica, está a candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) ao governo do Rio de Janeiro. Gabeira negocia o apoio do PSDB e do DEM à sua candidatura. Para o Psol, se isso ocorrer, Marina acabará amarrada aos projetos conservadores desses dois partidos na sua tentativa de eleger-se presidente. E, aí, não será possível ao Psol, com seu discurso de esquerda, manter-se ligada a ela.
No ano passado, Marina e Heloisa Helena estiveram juntas no Senado e selaram um compromisso de
aliança. Em 2006, Heloisa Helena teve 6,85% dos votos válidos. O apoio a Marina seria importante para agregar essa votação, e também para aumentar o exíguo tempo de TV que ela terá para a sua candidatura.
A nota do PSol é assinada pela deputada Luciana Genro (Psol/RS) e por outros dois dirigentes do partido, Martiniano Cavalcanti e Roberto Robaina. Não é, como eles deixam claro, uma posição fechada, mas uma tendência. O assunto será debatido pela Executiva Nacional do PSol no dia 21 de janeiro.
Leia a íntegra da nota do PSol:
“São remotas as possibilidades do PSOL apoiar a candidatura de Marina Silva”
por Luciana Genro, Martiniano Cavalcanti e Roberto Robaina (dirigentes do PSOL)
"Desde quando o PSOL votou realizar negociações com o PV explorando as possibilidades de apoio à candidatura de Marina Silva, temos trabalhado seriamente para que as divergências e convergências entre os dois partidos sejam bem identificadas e permitam uma definição clara e correta acerca da necessidade ou não, da justiça ou não, de tal aliança para o país e para os trabalhadores. Partimos nesta busca de uma premissa que reivindicamos totalmente e não abandonamos jamais: no pleito de 2010 o Brasil necessita de uma candidatura independente que seja um contraponto à polarização conservadora do PSDB e do PT. E até aqui insistimos para que Marina Silva assuma este papel. Em parte isso é definido pelo programa, pelo perfil político e pelo conjunto dos aliados que sua candidatura envolve".
"Infelizmente, apesar de nossos reais e sinceros esforços, está ficando claro que não teremos uma base programática capaz de unir nossas forças nestas eleições. Na carta que dirigimos ao PV, o PSOL colocou como seu principal ponto de negociação a necessidade de que a candidatura Marina fosse expressão justamente de uma política independente, capaz de enfrentar a polarização conservadora entre PSDB e PT. Uma forma objetiva básica com o qual buscamos materializar a candidatura independente foi com a defesa de que os candidatos ao governo nos estados não estivessem aliados nem com o PT/PMDB nem com o PSDB/DEM. Ou seja, os candidatos aos governos tinham que expressar a independência em relação às forças de dominação do grande capital. As negociações estavam em curso. A direção do PV respondeu à carta da Executiva Nacional do PSOL declarando-se de acordo com este critério, que foi o primeiro item do PSOL. Na carta do PV, uma carta muito educada e mostrando disposição de negociação, tinha vários pontos com o qual não concordávamos, mas este ponto era claro e positivo. Dizia claramente estar a favor de candidaturas independentes em todos os estados".
"Pois no dia de ontem a notícia da Folha de SP é que Gabeira será candidato ao governo pelo PV em aliança com o PSDB e com DEM
Para ser fiel ao texto, citamos: "Apontado como o candidato ideal do governador José Serra (PSDB) ao governo do Rio de Janeiro, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) admitiu ontem a possibilidade de entrar na disputa estadual. Em reunião com tucanos do Estado, Gabeira condicionou sua candidatura à consolidação de uma aliança entre PSDB e PV do Rio. "Se todos se sentirem confortáveis, eu topo", disse o deputado à Folha. A operação conta com o aval da pré-candidata do PV, Marina Silva (AC). Grife da sigla, Gabeira ameaçava desistir até do Senado se o partido insistisse no lançamento de uma chapa "puro-sangue" no Estado. A candidatura de Gabeira é crucial para Serra por oferecer um palanque forte ao PSDB no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país”."
"Bem, mais claro impossível. No dia de hoje novamente a notícia foi dada, sem desmentido algum. Assim, caso esta posição se mantenha, estaremos de fato caminhando para o encerramento das negociações entre o PSOL e o PV. Como já dissemos em outras oportunidades, a independência em relação aos projetos capitalistas representados pelo PSDB e pelo PT é uma condição da qual não abrimos mão. Não vamos, portanto, abrir mão do primeiro ponto que apresentamos nas negociações, ponto, aliás, com o qual o PV declarou estar de acordo. Este acordo declarado do PV possibilitou que as negociações entre PV e PSOL continuassem. Por sua vez, a confirmação da aliança de Gabeira no Rio de Janeiro, certamente, as encerraria na prática. Não contestamos que tal aliança torna a candidatura de Gabeira forte no Rio de Janeiro. Mas uma força a serviço do capital e dos tucanos".
"O princípio fundamental para que a aliança ao redor do nome de Marina fosse concretizada é a viabilização mínima de uma política independente dos dois blocos de poder do capital, um contraponto à polarização conservadora. Mas se no terceiro colégio eleitoral do país o PV é abertamente instrumentalizado pelos tucanos na disputa, então a independência está sepultada. Tal aliança no RJ é o símbolo deste sepultamento. Consideramos uma clara derrota que Marina não se converta em candidata independente, mas a realidade está caminhando claramente para confirmar esta derrota. Perdem os que querem uma nova política. Perde o país".
"Informamos, é claro, a nossa presidente, a camarada Heloísa Helena, nossa preocupação e reflexão, que refletem a elaboração coletiva de nossas correntes. Heloísa Helena sabe muito bem conduzir este momento e temos total confiança em sua condução partidária. A reunião da Executiva Nacional do PSOL será realizada no próximo dia 21 e presidida por ela. Teremos aí a oportunidade para conversar e definir nossos rumos com toda a direção partidária. Em particular, estaremos com nossos camaradas da APS com o qual temos trabalhado juntos até aqui e com certeza seguiremos trabalhando".(Congresso em Foco)
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Senadores aumentam gastos com publicidade em 52%
Os senadores aumentaram significativamente os gastos com dinheiro público para divulgar seus mandatos no ano em que o Senado viveu a maior crise administrativa de sua história. Levantamento feito pelo site Congresso em Foco revela que saltou de R$ 1,16 milhão, em 2008, para R$ 1,78 milhão, em 2009, a despesa dos parlamentares com a divulgação de suas atividades. Foram R$ 614 mil gastos a mais, um crescimento de 52% em comparação com o ano anterior.
A disposição dos senadores em mostrar serviço para os eleitores coincide com a proximidade do calendário eleitoral: 87% das despesas foram feitas por pré-candidatos às eleições de outubro. Dos 20 senadores que mais utilizaram recursos da chamada verba indenizatória para dar publicidade às suas ações, apenas dois não pretendem se candidatar este ano. Somente esses 18 pré-candidatos receberam R$ 1,24 milhão do Senado para ressarcir gastos com a divulgação do mandato. Isso equivale a 70% de todo o montante.
Os campeões de despesa foram os senadores João Ribeiro (PR-TO), que gastou R$ 144,58 mil; Valdir Raupp (PMDB-RO), que destinou R$ 140,53 mil para divulgar suas ações, e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que reservou R$ 105,80 mil para publicidade. João Ribeiro é pré-candidato ao governo do Tocantins; Raupp e Valadares pretendem disputar a reeleição.
O levantamento foi feito a partir de informações declaradas pelos gabinetes no Portal da Transparência no Senado, mostra ainda que o gasto geral com a verba indenizatória reduziu ligeiramente no ano passado em comparação com 2008. Em 2009, os senadores gastaram R$ 10,7 milhões, contra os R$ 11,2 milhões registrados no ano anterior, uma redução de 4,63%. Apenas os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Marco Maciel (DEM-PE) não utilizaram o recurso ao longo de todo o ano.
A verba indenizatória é um benefício destinado aos parlamentares para cobrir gastos relacionados ao mandato como aluguel de escritório, materiais de escritório, locomoção, consultoria, alimentação. Cada senador tem direito a ser ressarcido em R$ 15 mil por mês mediante apresentação de nota fiscal, ou seja, a R$ 180 mil por ano. O crédito não utilizado em um mês pode acumular e ser usado em outro.
O uso da verba indenizatória para a divulgação do mandato é legal, mas controverso. O Senado oferece gigantesca estrutura de comunicação aos senadores, como a TV Senado, a Rádio Senado, o Jornal do Senado e a Agência Senado, além do site onde cada senador tem espaço para hospedar sua página pessoal. Além disso, os senadores podem usar a gráfica do Senado para imprimir publicações relacionadas ao seu mandato.
Cocaína andina é traficada via oeste da África
O oeste da África corre o risco de se tornar o novo epicentro do tráfico de drogas, além de crimes associados a esse comércio ilegal e corrupção, avisou a diretora executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Maria Costa.
Do total da cocaína que chega às ruas na Europa, 40% entra pelo oeste da África. Os perigos que a nova rota africana coloca estão na pauta do Conselho de Segurança da ONU.
As rotas da cocaína
Três países concentram a maior parte do cultivo mundial de cocaína: Colômbia, Peru e Bolívia. De acordo com o Relatório sobre Drogas no Mundo de 2009, da UNODC, em 2008 a Colômbia detinha 51% da produção da droga, o Peru, 36%, e a Bolívia, 13%.
Os principais mercados para a cocaína são os Estados Unidos e a Europa. O Departamento Nacional Antinarcóticos da Polícia da Colômbia confirmou que 50% dessa droga com produção na região andina destina-se para a Europa e 40% para os EUA.
Informações que a agência policial pan-europeia Europol reuniu para a UNODC em 2008 indicam que, tradicionalmente, os traficantes usavam duas rotas para a Europa: uma pelo norte (América do Sul-Caribe-Açores-Portugal-Espanha) e outra pelo centro (América do Sul-Cabo Verde/Madeira-Ilhas Canárias-Europa).
O Departamento Nacional Antinarcóticos da Colômbia explicou , que a cocaína que segue para a Europa por essas rotas corre maior risco de apreensão por alfândegas e autoridades antinarcóticos nacionais.
Uma fonte da UNODC cuja identidade não será revelada por razões de segurança confirmou à reportagem que, só em 2003, mais de 16 embarcações com drogas com destino à Europa foram apreendidas na rota central convencional, ou seja, América do sul-Cabo Verde-Ilhas Canárias-Europa, em operações de interceptação no mar promovidas por autoridades de fronteira. O sucesso dessas iniciativas foi um dos principais fatores que levaram as organizações criminosas sul-americanas a buscar caminhos alternativos.
A nova rota: o oeste da África
Para evitar os problemas que estavam enfrentando nas rotas tradicionais, os traficantes sul-americanos precisavam utilizar países caracterizados pela violência e pela instabilidade política, com forças de segurança sem muita experiência em lidar com o tráfico de drogas. Em 2008, a Europol informou à UNODC que isso deu origem a uma nova rota na qual a cocaína, a partir do oeste da África, segue para Portugal e Espanha.
“Em consequência do aumento do controle em outras regiões, o oeste da África transformou-se em corredor de trânsito entre a América Latina, em particular a Colômbia, e a Europa, sobretudo para o tráfico de cocaína”, afirmou o professor Philippe Hugon, especializado em assuntos africanos e desenvolvimento internacional do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas – IRIS, na sigla em francês, de Paris. “[No oeste da África], as fronteiras não são devidamente controladas e, à parte a recente interceptação de alguns aviões no Mali, uma revista nas fronteiras não é muito provável”, diz o especialista. Segundo Hugon, operam nesses países redes com especialização em outros tipos de tráfico ilegal, como o de armas ou diamantes, e os governos centrais, em geral fracos, não contam com recursos para monitorar seu território.
Da América do Sul para o oeste africano
De acordo com o Departamento Nacional Antinarcóticos da Colômbia, outro fator determinante para a criação da nova rota africana é a falta de monitoramento eficaz da extensa fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, grande parte dela em áreas remotas. Isso permite que a cocaína transite com facilidade da Colômbia para a Venezuela, onde, em vez de seguir diretamente para a Europa, é enviada para o oeste da África por via marítima ou aérea.
O que torna a rota viável para os traficantes é a fragilidade dos controles aeroportuários nos voos com destino ao oeste da África, um problema que já levou o governo colombiano a reclamar com a Venezuela.
A situação é mais complicada no transporte marítimo, porque as embarcações deixam o porto com a aprovação dos oficiais da alfândega venezuelanos sem cocaína a bordo. Então, recebem a carga no mar, entregue por pequenos barcos rápidos. Da mesma forma, a cocaína é transferida para pequenas embarcações antes de chegar à África.
Os países afetados
De acordo com o Departamento Nacional Antinarcóticos colombiano, Mauritânia, Senegal, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Serra Leoa, Libéria, Costa-do-Marfim, Mali, Burkina Faso, Gana, Togo, Benin e Nigéria são os países que compõem o corredor de trânsito e entreposto de drogas no oeste africano.
“No momento, um dos países mais relevantes para o trânsito é a Guiné-Bissau, que se transformou em um narco-estado no qual o Exército e pessoas próximas do governo têm envolvimento com o tráfico”, confirma Hugon. A ex-colônia portuguesa, comenta, hoje é amplamente financiada pelas drogas e lucra com elas. “Alguns analistas têm se referido ao fenômeno como 'criminalização do Estado', mas países nos quais os governos não estão envolvidos também servem de corredor, como Gana, Senegal e Mauritânia”, acrescenta Hugon.
Do oeste da África para a Europa
Segundo o Departamento Nacional Antinarcóticos da Colômbia, "mulas" humanas são usadas para transportar cocaína do oeste africano para a Europa em voos comerciais, em troca de pagamento em dinheiro ou de uma parte da droga.
Conforme informações do UNODC, os maiores grupos de usuários de cocaína da Europa estão na Espanha e no Reino Unido. Os dois países também são os que mais detêm "mulas". Mas o suprimento para os mercados italiano, belga e holandês também usa a rota.
A Espanha é o principal destino e centro de distribuição. Lá, muitas vezes a droga é distribuída por africanos que vivem no país.
O UNODC também revela que, com frequência crescente, organizações criminosas da Grã-Bretanha, Itália, França e do Leste Europeu tendem a receber embarques de cocaína que, do oeste da África, seguem diretamente para seus países.
Vínculos terroristas
Relatórios do Departamento Nacional Antinarcóticos informam que representantes de um dos principais produtores de cocaína colombianos, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), tem presença no oeste da África, presumivelmente com o objetivo de facilitar o tráfico de entorpecentes para a Europa e levantar fundos para financiar suas atividades terroristas.
Operações coordenadas
Não se sabe quanto a nova rota africana vai durar.
“Uma nova rota aparece sempre que as polícias descobrem alguma já em uso. Os traficantes fazem levantamentos diários para pesquisar novas rotas e têm pessoal de contato em pontos estratégicos para eles”, afirmou uma fonte do escritório central do Departamento Nacional de Narcóticos da Colômbia cuja identidade será mantida em sigilo por motivo de segurança.
Para acelerar a descoberta dos novos caminhos do tráfico, a Colômbia e os países do Oeste da África, com o apoio da UNODC, estão desenvolvendo uma plataforma com informações em tempo real. O sistema garantirá a coordenação de estratégias antidrogas. Afinal, o sucesso no combate ao tráfico de entorpecentes vai depender desse intercâmbio livre e franco de informações.(Com informações do Infosur)
Do total da cocaína que chega às ruas na Europa, 40% entra pelo oeste da África. Os perigos que a nova rota africana coloca estão na pauta do Conselho de Segurança da ONU.
As rotas da cocaína
Três países concentram a maior parte do cultivo mundial de cocaína: Colômbia, Peru e Bolívia. De acordo com o Relatório sobre Drogas no Mundo de 2009, da UNODC, em 2008 a Colômbia detinha 51% da produção da droga, o Peru, 36%, e a Bolívia, 13%.
Os principais mercados para a cocaína são os Estados Unidos e a Europa. O Departamento Nacional Antinarcóticos da Polícia da Colômbia confirmou que 50% dessa droga com produção na região andina destina-se para a Europa e 40% para os EUA.
Informações que a agência policial pan-europeia Europol reuniu para a UNODC em 2008 indicam que, tradicionalmente, os traficantes usavam duas rotas para a Europa: uma pelo norte (América do Sul-Caribe-Açores-Portugal-Espanha) e outra pelo centro (América do Sul-Cabo Verde/Madeira-Ilhas Canárias-Europa).
O Departamento Nacional Antinarcóticos da Colômbia explicou , que a cocaína que segue para a Europa por essas rotas corre maior risco de apreensão por alfândegas e autoridades antinarcóticos nacionais.
Uma fonte da UNODC cuja identidade não será revelada por razões de segurança confirmou à reportagem que, só em 2003, mais de 16 embarcações com drogas com destino à Europa foram apreendidas na rota central convencional, ou seja, América do sul-Cabo Verde-Ilhas Canárias-Europa, em operações de interceptação no mar promovidas por autoridades de fronteira. O sucesso dessas iniciativas foi um dos principais fatores que levaram as organizações criminosas sul-americanas a buscar caminhos alternativos.
A nova rota: o oeste da África
Para evitar os problemas que estavam enfrentando nas rotas tradicionais, os traficantes sul-americanos precisavam utilizar países caracterizados pela violência e pela instabilidade política, com forças de segurança sem muita experiência em lidar com o tráfico de drogas. Em 2008, a Europol informou à UNODC que isso deu origem a uma nova rota na qual a cocaína, a partir do oeste da África, segue para Portugal e Espanha.
“Em consequência do aumento do controle em outras regiões, o oeste da África transformou-se em corredor de trânsito entre a América Latina, em particular a Colômbia, e a Europa, sobretudo para o tráfico de cocaína”, afirmou o professor Philippe Hugon, especializado em assuntos africanos e desenvolvimento internacional do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas – IRIS, na sigla em francês, de Paris. “[No oeste da África], as fronteiras não são devidamente controladas e, à parte a recente interceptação de alguns aviões no Mali, uma revista nas fronteiras não é muito provável”, diz o especialista. Segundo Hugon, operam nesses países redes com especialização em outros tipos de tráfico ilegal, como o de armas ou diamantes, e os governos centrais, em geral fracos, não contam com recursos para monitorar seu território.
Da América do Sul para o oeste africano
De acordo com o Departamento Nacional Antinarcóticos da Colômbia, outro fator determinante para a criação da nova rota africana é a falta de monitoramento eficaz da extensa fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, grande parte dela em áreas remotas. Isso permite que a cocaína transite com facilidade da Colômbia para a Venezuela, onde, em vez de seguir diretamente para a Europa, é enviada para o oeste da África por via marítima ou aérea.
O que torna a rota viável para os traficantes é a fragilidade dos controles aeroportuários nos voos com destino ao oeste da África, um problema que já levou o governo colombiano a reclamar com a Venezuela.
A situação é mais complicada no transporte marítimo, porque as embarcações deixam o porto com a aprovação dos oficiais da alfândega venezuelanos sem cocaína a bordo. Então, recebem a carga no mar, entregue por pequenos barcos rápidos. Da mesma forma, a cocaína é transferida para pequenas embarcações antes de chegar à África.
Os países afetados
De acordo com o Departamento Nacional Antinarcóticos colombiano, Mauritânia, Senegal, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Serra Leoa, Libéria, Costa-do-Marfim, Mali, Burkina Faso, Gana, Togo, Benin e Nigéria são os países que compõem o corredor de trânsito e entreposto de drogas no oeste africano.
“No momento, um dos países mais relevantes para o trânsito é a Guiné-Bissau, que se transformou em um narco-estado no qual o Exército e pessoas próximas do governo têm envolvimento com o tráfico”, confirma Hugon. A ex-colônia portuguesa, comenta, hoje é amplamente financiada pelas drogas e lucra com elas. “Alguns analistas têm se referido ao fenômeno como 'criminalização do Estado', mas países nos quais os governos não estão envolvidos também servem de corredor, como Gana, Senegal e Mauritânia”, acrescenta Hugon.
Do oeste da África para a Europa
Segundo o Departamento Nacional Antinarcóticos da Colômbia, "mulas" humanas são usadas para transportar cocaína do oeste africano para a Europa em voos comerciais, em troca de pagamento em dinheiro ou de uma parte da droga.
Conforme informações do UNODC, os maiores grupos de usuários de cocaína da Europa estão na Espanha e no Reino Unido. Os dois países também são os que mais detêm "mulas". Mas o suprimento para os mercados italiano, belga e holandês também usa a rota.
A Espanha é o principal destino e centro de distribuição. Lá, muitas vezes a droga é distribuída por africanos que vivem no país.
O UNODC também revela que, com frequência crescente, organizações criminosas da Grã-Bretanha, Itália, França e do Leste Europeu tendem a receber embarques de cocaína que, do oeste da África, seguem diretamente para seus países.
Vínculos terroristas
Relatórios do Departamento Nacional Antinarcóticos informam que representantes de um dos principais produtores de cocaína colombianos, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), tem presença no oeste da África, presumivelmente com o objetivo de facilitar o tráfico de entorpecentes para a Europa e levantar fundos para financiar suas atividades terroristas.
Operações coordenadas
Não se sabe quanto a nova rota africana vai durar.
“Uma nova rota aparece sempre que as polícias descobrem alguma já em uso. Os traficantes fazem levantamentos diários para pesquisar novas rotas e têm pessoal de contato em pontos estratégicos para eles”, afirmou uma fonte do escritório central do Departamento Nacional de Narcóticos da Colômbia cuja identidade será mantida em sigilo por motivo de segurança.
Para acelerar a descoberta dos novos caminhos do tráfico, a Colômbia e os países do Oeste da África, com o apoio da UNODC, estão desenvolvendo uma plataforma com informações em tempo real. O sistema garantirá a coordenação de estratégias antidrogas. Afinal, o sucesso no combate ao tráfico de entorpecentes vai depender desse intercâmbio livre e franco de informações.(Com informações do Infosur)
Lula decreta luto oficial de três dias por vítimas de terremoto no Haiti
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta quarta-feira (13) luto oficial de três dias no país por conta das vítimas do terremoto que devastou o Haiti nesta terça-feira (12).
O anúncio foi feito pelo presidente durante evento de assinatura de termo de compromisso com governadores e prefeitos de 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
Durante a cerimônia de assinatura dos termos de responsabilidade entre estados e municípios pelas obras da Copa do Mundo de 2014, Lula pediu que a platéia fizesse um minuto de silêncio pelas vítimas de catástrofes naturais e do terremoto no Haiti.(G1)
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Tragédia no Haiti mata militares brasileiros
Comando do Exército confirmou nesta quarta-feira (13) que quatro militares brasileiros morreram no Haiti, em função do terremoto de magnitude 7 que atingiu o país na véspera.
De acordo com o Exército, os militares mortos são: 1º tenente Bruno Ribeiro Mário, o 2º sargento Davi Ramos de Lima, o soldado Antônio José Anacleto e o soldado Tiago Anaya Detimermani, todos do 5° batalhão de Infantaria Leve, com sede em Lorena (SP). Todos eles estavam fora da base no momento do terremoto.
Um terremoto de magnitude 7 na escala Ritcher atingiu o país na terça-feira (12), destruindo vários prédios na capital, Porto Príncipe, e causando devastação no país da América Central. O tremor afetou a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.(G1)
terça-feira, janeiro 12, 2010
Conspiração contra a Venezuela!Outra vez?
O governo venezuelano não desiste da acusação de que a Holanda estaria apoiando os Estados Unidos a prepararem um ataque contra um país sul-americano.
O presidente Hugo Chávez afirmou que um avião militar americano incursionou duas vezes pelo espaço aéreo da Venezuela no dia 10 de janeiro da ilha caribenha holandesa de Curaçau – acusação negada pelo governo americano.
Chávez mostrou uma imagem do suposto avião, identificado como um P-3. Jornais da Espanha e da Colômbia reportaram que a imagem pode ser facilmente obtida no Google, mas que não correspondia ao avião que supostamente incursionou pelo espaço aéreo venezuelano.
O Comando do Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) negou a acusação.
O subsecretário adjunto de Defesa para o Hemisfério Ocidental, Frank Mora, classificou as acusações de “infundadas” e de “desvio de atenção” de desafios nacionais. “Quanto mais o presidente Hugo Chávez enfrenta desafios domésticos, mais sua retórica esquenta”, disse Mora. “É interessante que ele fez essa acusação infundada... ao mesmo tempo ele estava anunciando a desvalorização monetária. Isso é, na minha visão, um desvio da atenção de um desafio doméstico em particular, tentando, mais uma vez, usar os Estados Unidos de bode expiatório.”
Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, realizada no mês passado, Chávez afirmou que os Estados Unidos estariam usando Aruba e Curaçau – com permissão do governo holandês – como base militar para invadir a Venezuela. Exigindo intervenção da União Europeia, Chávez disse que os americanos levaram navios de guerra e aviões de espionagem para Aruba, Curaçau e Bonaire – ilhas que ele considera estarem dentro das águas territoriais venezuelanas.
O governo holandês negou veementemente essas acusações.
“A reiterada alegação da Venezuela de que Curaçau e Aruba estariam sendo utilizadas pelos Estados Unidos como preparação de um ataque ao país é falsa, infundada, mera fantasia”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Maxime Verhagen. “A Holanda não permite que seu território seja utilizado para atos de agressão, e tem interesse em manter boas relações com a Venezuela."
Na semana passada, Chávez reiterou suas acusações e retirou o suporte às operações antidrogas na região.
“A Venezuela coloca em dúvida que as instalações alocadas pelo governo da Holanda sejam realmente utilizadas para supervisionar o narcotráfico”, afirmou Chávez.
Porta-voz do SOUTHCOM em Miami, na Flórida, Stephen Lucas, também negou as acusações e informou que lamenta a decisão da Venezuelana de descontinuar o apoio à luta contra o narcotráfico.
Os acessos de Chávez irritaram outras autoridades holandesas.
A ex-ministra da Imigração e atual membro do Parlamento Rita Verdonk exigiu, através da rede nacional de televisão holandesa, que seja tomada uma ação política contra Chávez.
Chamando o presidente venezuelano de “ditador debutante”, ela insistiu no aumento da presença militar na Ilha Holandesa.
“Vejo Sr. Chávez cada vez mais como um ditador, e a situação naquele país está se tornando cada vez mais tensa”, disse ela. “Nossas ilhas deveriam ser seguras.”
Protesto diferente em Brasília
Os aprovados para o cargo de técnico penitenciário que estão à espera de serem convocados pelo Governo do Distrito Federal farão um protesto diferente nesta quarta-feira (13). Eles farão um mutirão de doação de sangue no Hemocentro de Brasília. A manifestação é uma forma de chamar atenção para a situação da categoria, que até hoje aguarda a nomeação para o cargo. O edital para técnico penitenciário ofereceu 1.600 vagas com promessa de convocação imediata. Vários dos aprovados, inclusive, largaram os empregos para fazer o curso de formação exigido. Mas ao todo, só 1 mil foram convocados.
O mutirão de doação de sangue será feito num momento importante: nas férias, os bancos de sangue do Hemocentro sofrem grande baixa no estoque. A doação está marcada para às 8h.Bom exemplo de protesto esse!
Brasil no mundo - Death toll in Brazil mudslides rises to 76
The death toll in mudslides in Brazil, triggered by incessant rains and deadly floods, has risen to 66, and the government says it may temporarily close down two nuclear plants affected by landslides.
Addressing a news conference on Sunday, Rio de Janeiro Mayor Tuca Jordao said that if landslides continue in the hills, the two nuclear plants, Angra I and Angra II, will be shut down.
The seaside town of Angra overlooks Ilha Grande Island, where 29 people were killed in Friday's landslides, including 28 in the luxurious Hotel Sankay nestled at the foot of a jungle-covered hill. Another 15 people were killed in the center of Angra.
Mayor Jordao said he gave the shut down warning for the nuclear plants because in the event of a catastrophe, there was no way to quickly evacuate the city's more than 35,000 inhabitants, since the main road leading out is partly blocked by landslides.
He added that the plants' closure would not affect electricity supplies to Rio de Janeiro, which has alternative power sources.
Since Wednesday, dozens have gone missing and more than 4,000 people have evacuated their homes, Civil Defense officials said on Sunday. They added that the rescue crews are continuing the search for victims among the mud and rubble at the Hotel Sankay.
Addressing a news conference on Sunday, Rio de Janeiro Mayor Tuca Jordao said that if landslides continue in the hills, the two nuclear plants, Angra I and Angra II, will be shut down.
The seaside town of Angra overlooks Ilha Grande Island, where 29 people were killed in Friday's landslides, including 28 in the luxurious Hotel Sankay nestled at the foot of a jungle-covered hill. Another 15 people were killed in the center of Angra.
Mayor Jordao said he gave the shut down warning for the nuclear plants because in the event of a catastrophe, there was no way to quickly evacuate the city's more than 35,000 inhabitants, since the main road leading out is partly blocked by landslides.
He added that the plants' closure would not affect electricity supplies to Rio de Janeiro, which has alternative power sources.
Transferência de título de eleitor é até dia 05 de maio
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou em 5 de maio a data limite para requisição do título de eleitor ou para a transferência de domicílio eleitoral. Quem quiser votar e escolher os próximos presidente da República, governadores, senadores, deputados estaduais, distritais e federais tem até esta data também para atualizar os dados eleitorais. Atualmente estão cadastrados 131.883.788 eleitores no Brasil.
Segundo o TSE, é possível adiantar o processo para solicitar o título pela página da internet do tribunal, na seção "título net". É preciso, inicialmente, preencher o formulário virtual, com todas as informações solicitadas. Mas, para completar o procedimento, é preciso comparecer a um cartório eleitoral, em até cinco dias, com os originais e as cópias dos documentos pedidos, além do número de protocolo gerado pelo pré-atendimento online.
Quem não se apresentar pessoalmente no cartório, dentro do prazo determinado, terá o processo cancelado. Os documentos exigidos são: identidade, comprovante de residência, título anterior (se for o caso) e, para os cidadãos do sexo masculino, comprovante de quitação militar.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Desculpas não satisfazem a ninguém!
Ontem eu postei aqui no blog alguns vídeos do ‘O Bem Amado’- Novela exibida pela TV Globo ainda na década de 70/80. E passados pelo menos 36 anos desde a exibição do primeiro capítulo, não percebo que tivemos mudanças significativas no perfil dos nossos políticos.
Odorico Paraguaçu (interpretado por Paulo Gracindo) era o personagem principal da trama, ele não passava de uma caricatura dos políticos daquela época, mas se compararmos com os homens públicos de agora, sobretudo os de Brasília (a conduta ética, ou melhor, anti-ética dos mensaleiros do DEM local) vemos que continuamos a eleger as mesmas figuras caricatas do passado...
O tempo passa, o país vem tomando avanço em várias áreas, mas na política é tudo tão medíocre... Tudo tão esperado, tudo tão sem surpresas. Há um conformismo no país irritante, vejo uma sociedade fragmentada e cheia de seus próprios conflitos, seus próprios problemas domésticos, pessoais e individuais que já não se tem tempo para pensar no país e naquilo que é bom para todos. Os poucos que tentam fazer isso são logo rotulados de idealistas, sonhadores e outros adjetivos pouco lisonjeiros para os dias atuais. É mais ou menos como se fosse infantil, inocente ou até engraçado olhar mais a frente.
Toda sociedade tem seus códigos e limites muito bem definidos, a sociedade brasileira optou em viver no país do faz de conta, no país do samba, carnaval e futebol. Em geral somos todos tímidos, temos a atitude de querer agradar, optamos por evitar tensões e conflitos, nos limitamos a reclamar, a aceitar a conduta errada do outro, o abuso do poder das autoridades, a má prestação dos serviços públicos, os estratosféricos impostos que pagamos, a política suja que assistimos acontecer sem nos indignar.
Agora virou moda político errar e depois pedir desculpas...Ora,o erro não desaparece com um simples pedido de desculpas,ele apenas cresce e se inflama.Desculpas não satisfazem a ninguém!
Artigo Publicado no Observatório da Imprensa
MÍDIA & ALIENAÇÃO A opinião dos "grandes jornalistas políticos" Por Luciana Lopez em 5/1/2010 O poder é essencialmente amoral. E esta afirmação me faz pensar ainda mais sobre todos os desdobramentos políticos e jornalísticos aqui em Brasília e no Brasil... Agora, as críticas se voltam para um jornalista da grande mídia corporativa. Acredito que todas elas são bem apropriadas para a "gafe". Gafe? Não vejo uma atitude de puro preconceito e prepotência como apenas uma "gafe". Gafe é quando você troca o nome de uma pessoa ou não sabe com que talher comer peixe ou lagosta em uma recepção, por exemplo, mas desmerecer pessoas, falar de forma arrogante e em tom de deboche é desrespeitoso, ultrajante e, por que não, decadente, sobretudo para um "grande jornalista". Que só pediu desculpas porque o áudio "vazou" no ar e o Brasil inteiro ouviu! É tudo muito mascarado nas redações das grandes emissoras de TV. É inacreditável como todos eles são "politicamente corretos" e passam a imagem dos "acima de qualquer suspeita", dão verdadeiras lições de moral neste ou naquele político corrupto; mas basta as luzes das câmeras se apagarem que eles mostram a verdadeira personalidade soberba, contraditória e competitiva. E este fato serve para nos fazer pelo menos pensar sobre que mídia temos neste país, em especial a cobertura política. Sempre acompanhei a opinião desses ditos "grandes jornalistas políticos", mas quando os conhecemos, ou quando estudamos com eles e voltamos as nossas atenções a nos aprofundar no estudo da Ciência Política, acabamos por perceber e/ou constatar o quão infantil, talvez até inocente, é essa cobertura política brasileira. Lamentavelmente é fraca! Não chegamos nem aos pés dos jornalistas políticos dos Estados Unidos, por exemplo. Com menos de 30 anos, ninguém segura microfone É notória a falta de preparo da maioria dos jornalistas políti cos de Brasília e do Brasil. Ficamos mais na área do "achismo habitual" do que numa contribuição mais eficaz para a população. É um tal de: "Eu acho isso" "Eu acho aquilo", sobretudo os mais novinhos que entram nas redações por pura indicação política (o que é deplorável e que são substituídos quase semanalmente) não sabem sequer formular perguntas ou mesmo segurar o microfone. Mas há casos mais graves: que são aqueles jornalistas amigos dos políticos, aqueles com carreira já consolidada, os famosos "formadores de opinião" que mantêm uma relação quase promíscua com os "nobres políticos", uma relação de profunda amizade e respeito. Estes "grandes jornalistas" apenas seguram o microfone para dar voz ao que os políticos/amigos ou seria amigos/políticos querem divulgar... É melancólico ver entrevistados e entrevistadores políticos hoje em dia no Brasil... Há todo um jogo político e teatral dentro das redações... Sei não... Para onde caminha o jornalismo político neste país? Os nossos formadores de opinião estão formando que opinião? O brasileiro não tem opinião formada sobre nenhum assunto que diga respeito à política que é feita em Brasília (principalmente) e é alheio a todas grandes decisões que são tomadas no centro do poder político, decisões que afetam as suas vidas diretamente; muito dessa responsabilidade se deve ao desserviço das nossas grandes corporações jornalísticas e midiáticas. Os telejornais estão bobos! Quem é que agüenta assistir ao Jornal da Globo? Puxa, até rimou! O último que assisti foi patético! Uma reportagem sobre um casal que se conheceu na São Silvestre do ano passado... Mas qual é a relevância disso? Quem é que quer saber sobre este casal? Que conteúdo jornalístico tem isso? Quem são os editores deste telejornal? Fico vendo as jovens jornalistas decorando os textos sem ter a menor idéia do que esta ou aquela notícia significa. Este ano, me dei ao trabalho de ir conhecer um pouco mais de perto a forma como se faz TV nos Estados Unidos (Nova York) e fiquei maravilhada com tamanha responsabilidade das emissoras consideradas sérias por lá. Jornalista com menos de 30 anos não segura microfone, não é comentarista político. Aliás, não é comentarista de nada! Não faz entrevistas consideradas importantes, nem sequer está na frente das câmeras em rede nacional como é de praxe por aqui. TV aberta beira o ridículo e o constrangedor Por lá eles passam anos a fio fazendo produção, estudando e se preparando para só então assumirem uma reportagem. Âncora só depois de muito tempo de experiência e com carreira já consolidada, coisa para lá de 10 anos de profissão. Lá existe uma conduta ética desconhecida por aqui. As emissoras oferecem oportunidades iguais para todos os candidatos a jornalista (também é assim em outras profissões). Os candidatos a um determinado cargo são avaliados por seus currículos, e não por seus "padrinhos". Por que temos a sensação de que muitos dos profissionais deste país são despreparados? Essa sensação vai do médico do posto de saúde, ao próprio presidente da República. No jornalismo acontece a mesma coisa, sobretudo na corte tupiniquim... Por aqui, trabalhar em grandes emissoras de TV só com o famoso Q. I. (Quem Indica). Quanta irresponsabilidade vai ao ar, a quanta opinião boba e desnecessária assistimos em nossas casas todos os dias? E isso sem falar naqueles famosos curiosos que nem jornalistas são, mas que estão ali para dar pitaco sobre isto e aquilo, ensinando a população como ela deve se vestir, se portar, como deve ir a uma entrevista de emprego, onde investir o seu parco dinheirinho etc. É tudo muito triste, demagógico e até cruel. O povo brasileiro está sujeito a tudo mesmo. Somos um povo desrespeitado até por aqueles que dizem nos representar, ser a voz do povo! Imprensa, o 4° poder! Poder de que? Poder de tornar um povo cada vez mais oprimido? Com menos auto-estima do que já tem? Com menos informação de qualidade? As opções da TV aberta são as piores possíveis, beirando o ridículo e o constrangedor. Acorda Brasil! | ||||||||||||||||||||||
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domingo, janeiro 10, 2010
Al Qaeda é como McDonald's, diz analista
Situada nos confins do Iêmen, a rede terrorista Al Qaeda funciona como uma multinacional cosmopolita na qual os integrantes têm ampla autonomia para executar as ordens da cúpula, ainda comandada pelos fundadores Osama bin Laden e Ayman Al Zawahiri.
A avaliação é do cientista político e filósofo francês Olivier Roy, especialista em terrorismo islâmico e professor no Instituto Universitário Europeu de Florença (Itália).
Segundo ele, a organização "é uma empresa moderna, na qual há um núcleo de liderança e uma grande flexibilidade descentralizada na execução". "A maioria dos terroristas tem vínculos, mesmo que só pela internet, com o centro de comando. A rede se parece mais com um sistema de franquia, uma espécie de McDonald's", afirmou.
Além disso, o especialista disse que as novas regras de segurança nos aeroportos só servem para acalmar a população. "Essas medidas servem principalmente para satisfazer a opinião pública. Trata-se de gesticulação mais do que política concreta. E aí há uma contradição. Por um lado, a opinião pública quer mais segurança, do outro, ela quer mais facilidades para viajar."
sábado, janeiro 09, 2010
Tony Blair vai trabalhar para Louis Vuitton.Uau! Que chique!!!
O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, deverá trabalhar para o grupo de luxo Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), controlado pelo empresário francês Bernard Arnault, que chegou a ficar hospedado em uma das residências do Executivo britânico durante o mandato do político trabalhista, informa o jornal "The Daily Telegraph" neste sábado (9).
Segundo a publicação, Blair, que foi chefe de governo entre 1997 e 2007, está prestes a assinar um contrato com a LVMH, para quem deve começar a trabalhar no fim do ano.
Arnault, o homem mais rico da França, convidou Blair até a sua casa, ao passo que o ex-chefe do Executivo hospedou o empresário em Chequers, a casa de campo dos primeiros-ministros do Reino Unido.
Estas revelações, acrescentou o "Daily Telegraph", indicam que pode ter havido conflito de interesses quando Blair recebeu Arnault, já que código de conduta do Governo determina que nenhum ministro ou membro de sua família deveriam aceitar convites capazes de fazê-los se sentirem obrigados a retribuir esse gesto.
Uma fonte próxima ao ex-primeiro-ministro disse à publicação: "Há, a princípio, um acordo. Mas nada foi assinado ainda. Blair não se unirá ao conselho [de administração do grupo], mas terá um trabalho de assessoria. Ele trabalhará muito estreitamente com Arnault. Em particular, seu trabalho pode se concentrar na atração de novos clientes".
Segundo o "Daily Telegraph", a relação de Arnault e Blair começou em 2003, quando o empresário fez a primeira de suas duas visitas a Chequers, enquanto Euan Blair, o filho mais velho do político, trabalhou dois meses em uma rádio de propriedade do empresário e se hospedou em um apartamento deste em Paris.
Além disso, Kathryn Blair, filha do ex-primeiro-ministro, ficou na mansão de Arnault em Paris enquanto fazia um curso de três meses na universidade da Sorbonne.
Blair já é assessor do banco JP Morgan Chase, do qual recebe 2 milhões de libras ao ano (2,2 milhões de euros), e do Zurique Financial, onde fatura 500.000 libras (555.000 euros) por ano, fora os elevados cachês que ganha para fazer palestras.
Estima-se que o político trabalhista, já ganhou pelo menos 15 milhões de libras (16,6 milhão de euros) desde que deixou o poder.
Plano de direitos humanos enfrentará resistência no Congresso, avaliam líderes

O governo enfrentará dificuldades para aprovar as 27 leis previstas no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), de acordo com líderes partidários.
Os pontos do programa estão no decreto 7.037, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 21 de dezembro de 2009. O PNDH acabou se tornando a primeira grande polêmica do ano na política depois que pontos previstos no decreto passaram a ser criticados por ministros do próprio governo e entidades como militares, OAB e igreja.
O programa traça "diretrizes" e "objetivos estratégicos" do governo que incluem, entre outros, a defesa da descriminalização do aborto, da união civil homossexual, da revisão da Lei da Anistia, da mudança de regras na reintegração de posse em invasões de terras e da instituição de "critérios de acompanhamento editorial" de meios de comunicação.
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