sábado, dezembro 11, 2010
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Nível das escolas no Brasil passa ‘de desastroso a muito ruim‘, diz ‘Economist’
Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist diz que dados recém-divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a educação brasileira teve “ganhos sólidos” na última década.
A Economist se referia à divulgação, na última terça-feira, do 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países. O Brasil ficou na 53º colocação, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência.
O desempenho do país em cada uma das três áreas foi, em média, 20 pontos superior ao registrado no último teste, em 2006. O resultado fez com que a OCDE considerasse que o caso brasileiro revelava “lições encorajadoras”.
Em entrevista à Economist, a pesquisadora Barbara Bruns, do Banco Mundial, cita entre os motivos para a melhoria o sistema brasileiro de avaliação escolar, criado há 15 anos.
“De um ponto de partida em que não havia nenhuma informação sobre o aprendizado do estudante, as duas (últimas) presidências construíram um dos sistemas de medição de resultados educacionais mais impressionantes do mundo”, disse ela.
Apesar do avanço, a revista diz que dois terços dos jovens de 15 anos são incapazes de fazer qualquer coisa além de aritmética básica.
“Mesmo escolas privadas e pagas são medíocres. Seus pupilos vêm das casas mais ricas, mas eles se tornam jovens de 15 anos que não se saem melhor que um adolescente médio da OCDE”, afirma a publicação.
Segundo a Economist, uma das razões para a má qualidade do ensino é o desperdício de dinheiro. “Como os professores se aposentam com salários integrais após 25 anos para mulheres e 30 para homens, até a metade dos orçamentos da escola vai para as aposentadorias”, diz a revista.
A publicação afirma ainda que, exceto em poucos locais, professores podem faltar em 40 dos 200 dias escolares sem ter o salário descontado.
A Economist diz que o país estabeleceu a meta de alcançar a média da OCDE na próxima década, mas alerta que, “no ritmo atual, chegará só até a metade do caminho”.
A solução, aponta a revista, é propagar iniciativas como a da cidade do Rio (que combate a falta de professores dando pagando bônus às escolas que atingirem metas) e a do Estado de São Paulo (que criou plano de carreira a professores que vão bem em testes de conhecimento).
“Se o Brasil alcançar a nota, será porque conseguiu espalhar essas práticas inovadoras por todos os cantos”, conclui a revista.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
IBGE revisa para baixo PIB de 2009
O desempenho da economia brasileira no ano passado foi um pouco pior do que o inicialmente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a revisão anunciada nesta quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 0,6% em 2009 – e não 0,2% como anunciado no início do ano.
Consequência da crise financeira internacional, a retração de 2009 foi a primeira dos últimos 17 anos.
Dentre os setores, a indústria sofreu a maior alteração. O recuo da atividade foi de 6,4% na comparação com 2008. Antes da revisão, o número estava negativo em 5,5%.
As revisões mais abrangentes das contas nacionais são consideradas normais e costumam ser divulgadas junto com o PIB do 3º trimestre.
Os resultados do 1º e 2º trimestres deste ano também foram recalculados. Segundo o IBGE, o Brasil cresceu 9,3% de janeiro a março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, e não 9,0%.
O PIB do 2º trimestre também ficou ligeiramente maior. Com a revisão, passou de 8,8% para 9,2%.
De acordo com a revisão anunciada nesta quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 0,6% em 2009 – e não 0,2% como anunciado no início do ano.
Consequência da crise financeira internacional, a retração de 2009 foi a primeira dos últimos 17 anos.
Dentre os setores, a indústria sofreu a maior alteração. O recuo da atividade foi de 6,4% na comparação com 2008. Antes da revisão, o número estava negativo em 5,5%.
As revisões mais abrangentes das contas nacionais são consideradas normais e costumam ser divulgadas junto com o PIB do 3º trimestre.
Os resultados do 1º e 2º trimestres deste ano também foram recalculados. Segundo o IBGE, o Brasil cresceu 9,3% de janeiro a março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, e não 9,0%.
O PIB do 2º trimestre também ficou ligeiramente maior. Com a revisão, passou de 8,8% para 9,2%.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Desigualdade na educação 'é calcanhar de Aquiles do Brasil', diz jornal
Uma análise publicada nesta quarta-feira pelo jornal francês Le Monde afirma que as desigualdades no sistema educacional são o "calcanhar de Aquiles do Brasil".
"Elogiado por seus inúmeros progressos nos campos econômico e social, o Brasil permanece estagnado em uma área crucial: a educação", diz o texto.
A análise nota que o país conseguiu "praticamente vencer" o analfabetismo entre os mais jovens, mas "continua a castigar um em cada dez brasileiros de 15 a 17 anos". "Na prática, a escolarização não é universal."
Para o jornal francês, "o marasmo brasileiro é resultado em parte da democratização do ensino promovida nos anos 1990. O afluxo de milhões de novas crianças levou a uma queda no nível de ensino, acentuada pela rejeição a expulsar os piores estudantes de das escolas".
"A mediocridade do ensino público está no centro do problema", diz o texto, segundo o qual "os professores são mal formados e mal pagos". "Muitos têm pouca bagagem escolar e experiência", afirma o Monde.
Além disso, "a estrutura federal do Brasil – em três escalões – agrava esses fenômenos" ao criar mais burocracia e abrir espaço para a corrupção no setor.
"Assim se perpetua, com algumas exceções, um ensino de base em dois níveis: público, gratuito, muitas vezes em estado de calamidade, para as crianças das famílias pobres; privado, pago, de bom nível, para os filhos das famílias abastadas, mais bem preparados para o vestibular e gozar do terceiro ciclo e dos centros de pesquisa financiados com dinheiro público", descreve o vespertino francês.
O jornal avalia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ensaiou algumas ações, "reais, embora tardias e insuficientes". Exemplo disso é o orçamento da saúde, que "tem crescido, mas permanece muito longe, em termos per capita, dos níveis do Chile ou a Argentina", lista o artigo.
"O Brasil tomou consciência do seu calcanhar de Aquiles diante de uma dupla urgência, econômica e social. De um lado, seu forte crescimento obriga à formação da mão-de-obra qualificada que lhe falta, sob pena de perder competitividade. De outro, uma classe média em plena ascensão reivindica seu direito ao conhecimento, chave de um futuro melhor", avalia o vespertino francês.
"Esta dupla necessidade deveria incitar a presidente eleita, Dilma Rousseff, a prolongar o ciclo virtuoso que mal começou a ser esboçado sob o governo de seu predecessor."
Novembro tem maior inflação em mais de 5 anos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial utilizada pelo governo - fechou novembro em 0,83%, a maior taxa mensal desde abril de 2005, quando foi de 0,87%.
Em outubro, o índice ficou em 0,75%. O IPCA de novembro foi maior do que o dobro do registrado em novembro do ano passado, quando fechou em 0,41%, segundo informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.
Segundo o IBGE, no acumulado do ano, o índice está em 5,25%, acima do centro da meta do governo para 2010, que é de 4,5%.
O acumulado do ano também é maior do que o registrado no mesmo período de 2009, quando ficou em 3,93%, levando-se em conta o período que vai de janeiro a novembro.
Nos últimos 12 meses, o índice foi de 5,63%, também acima dos 5,2% registrados entre outubro deste ano e novembro de 2009.
Assim como no mês anterior, os alimentos e as bebidas tiveram a alta mais intensa em novembro, passando de 1,89% para 2,22%. Isso representa 0,51 ponto percentual, ou 61% do IPCA do mês.
Fortaleza, com 1,55%, foi a região metropolitana com a maior inflação em novembro, enquanto São Paulo teve a menor alta de preços pelo índice do IBGE (0,62%).
terça-feira, dezembro 07, 2010
Para OCDE, alunos do Brasil têm leitura semelhante à de Trinidad e Tobago
Os estudantes brasileiros ficaram em 51° lugar no ranking de leitura entre 65 países, segundo indica uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta terça-feira.
O número representa uma melhora do Brasil em termos de leitura na comparação com a última pesquisa, realizada em 2006, quando o país obteve 396 pontos.
A média em leitura dos alunos dos países ricos que integram a OCDE foi de 493 pontos. O melhor resultado foi dos alunos de Xangai (China), que obtiveram 556 pontos. A pesquisa também incluiu Taiwan, Macau e Hong Kong.
Na área de matemática, os alunos brasileiros ficaram em 55° lugar entre 65 países, com 386 pontos, número similar aos de Albânia, Jordânia, Colômbia e Argentina.
Com isso, o Brasil ficou abaixo do nível básico de compreensão em matemática, que é de 400 pontos – embora tenha crescido 30 pontos em relação a 2006.
Na área de ciências, o Brasil totalizou 405 pontos e também melhorou a performance em relação à pesquisa anterior, que havia sido de 390 pontos. No ranking de 65 países, o Brasil ficou na 52ª posição na disciplina.
O Pisa avalia a cada três anos a performance de estudantes em leitura, matemática e ciências, com idade de 15 anos ou mais, matriculados a partir da 7ª série do ensino fundamental.
Participaram do estudo 20,1 mil estudantes brasileiros, de um total de 470 mil de 65 países. Em 2006, foram pesquisadas 57 nações.
Crescimento
Em 2009, o Brasil conseguiu ultrapassar em leitura a faixa dos 400 pontos, considerada o nível de competências básicas para ler e saber interpretar um texto. Com isso, superou a Argentina na nova pesquisa.
Apesar disso, quase a metade (49,6%) dos alunos brasileiros obteve menos de 407 pontos (classificado como nível 2) de competências básicas. No entanto, houve progresso, já que esse índice era de 55% na pesquisa anterior.
"O Brasil aumentou os resultados nas três áreas do estudo (leitura, ciências e matemática). Não são muitos os países que conseguiram fazer isso", disse Guillermo Montt, analista de educação da OCDE.
O aumento mais importante foi na área de matemática, de 30 pontos, "o segundo maior crescimento nessa disciplina registrado pela pesquisa", segundo Montt.
"O Brasil mostrou que sabe e pode melhorar seu rendimento. Não é uma surpresa que o país continue em posições baixas no ranking, já que o processo de melhoria do ensino é algo lento e muito amplo", diz o analista da OCDE.(BBC NEWS)
Brasil vai liderar mudança no desenvolvimento global, diz Nicholas Stern
O Brasil tem tudo para liderar a América Latina e o mundo na transformação do modelo econômico atual para um mundo para uma economia de baixo carbono, na opinião do economista britânico Nicholas Stern.
"Na América Latina, você pode ter ganhos enormes provenientes das oportunidades das novas tecnologias, já que é esse o caminho que o mundo está tomando", disse o inglês, em Cancún.
"Acho que a região será um dos motores da mudança."
Nicholas Stern citou o Brasil como líder atual na produção de biocombustíveis e disse apostar que o país possa liderar também nas tecnologias de biocombustíveis de segunda geração, ou seja, a partir de restos da produção de cana-de-açúcar ou milho, por exemplo.
Potencial do Brasil
Outra tecnologia do futuro, a produção de combustível a partir de algas, também seria um dos possíveis potenciais do Brasil, que, segundo Stern, ainda tem a vantagem de ter uma comunidade científica expressiva e um centro tecnológico.
"O Brasil poderia ser uma das principais fontes de produtos que dependem da biomassa. Florestas têm um tremendo potencial como combustível, se forem bem administradas."
"Acho que o Brasil realmente tem um potencial tremendo", disse.
O economista destacou principalmente as oportunidades latino-americanas. Para ele, se exploradas sustentavelmente, as riquezas naturais podem alçar a região ao desenvolvimento.
Vulnerabilidade
No ano passado, Nicholas Stern participou da produção de um relatório encomendado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, sobre como levantar os US$ 100 bilhões anuais prometidos pelos países desenvolvidos às nações em desenvolvimento até 2020.
Ele também ressaltou a vulnerabilidade da região aos impactos da mudança do clima, como furacões, secas e subida do nível do mar.
Por isso, Stern acredita que todos os países latino-americano devem ser beneficiados com as verbas deste fundo verde bilionário.
Entre as principais tarefas futuras na região, segundo o inglês, está o fim do desmatamento na Amazônia.
"Não há forma de combater mudanças climáticas sem acabar com o desmatamento. Mas qualquer que seja a nossa forma de acabar com ela, tem que ser em parceria com o resto do mundo, liderada pelos países onde as florestas estão."
Para Stern, o trabalho precisa ser feito de forma a eliminar também a pobreza e fomentar o desenvolvimento.
"Temos que combater pobreza e mudança climática - se falharmos em um, falhamos no outro", afirmou.(BBC NEWS)
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Banco suíço congela contas do fundador do Wikileaks

O banco suíço PostFinance congelou as contas do fundador do site Wikileaks, Julian Assange. O site diz que a medida bloqueia 31 mil euros.
O Wikileaks tem publicado centenas de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos, provocando a ira do governo americano e levando empresas como a PayPal e a Amazon a deixarem de prestar serviços ao site.
Paralelamente, um mandado de prisão para Assange chegou a autoridades da Grã-Bretanha. Fontes disseram que o mandado foi emitido na tarde desta segunda-feira.
Promotores suecos querem interrogar Assange sobre denúncias de estupro, que ele nega.
Acredita-se que Assange esteja escondido em algum lugar no sudeste da Inglaterra. Se a polícia o encontrar, ele deverá ser intimado a comparecer à corte em 24 horas e pode ser extraditado para a Suécia.
Ataques ao Wikileaks
A Suécia expediu um mandado de prisão para Assange em 18 de novembro, mas a ação foi invalidada por um erro processual. Um novo mandado foi emitido em 2 de dezembro.
A decisão do banco PostFinance de congelar as contas do Wikileaks são a última medida contra o site desde que este começou a publicar documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, na semana passada.
Em um comunicado em seu site, o banco diz que Assange "forneceu informações falsas sobre o seu local de residência" durante o processo de abertura de conta.
Segundo o PostFinance, o fundador do Wikileaks registrou-se como morador de Genebra, mas uma inspeção do banco revelou que a informação era incorreta.
O banco diz que, por não morar na Suíça, Assange não pode manter uma conta no banco.
Perdas
Em comunicado, o Wikileaks afirmou que Assange perdeu 100 mil euros em bens em uma semana.
"No fim da última semana, a gigante de pagamentos na internet PayPal congelou 60 mil euros em doações para a caridade alemã Wau Holland Foundation que foram destinadas a promover a difusão de conhecimento via Wikileaks", disse o site.
Nesta segunda-feira, o Wikileaks divulgou uma lista de instalações ao redor do mundo que os Estados Unidos classificam como vitais para a sua segurança nacional. A lista inclui oleodutos e centros de comunicação e transporte.
Tratam-se provavelmente dos dados mais controvertidos já divulgados pelo site.
O ex-secretário britânico do exterior Malcolm Rifkind afirmou que as ações do Wikileaks estavam "beirando o crime".
"Não é só negligência, não é só estupidez, é algo que pode ser de grande ajuda a organizações terroristas", disse Rifkind. (BBC NEWS)
Prefeito de Londres cancela convite para executivos da Fifa após perda da Copa
O prefeito de Londres, Boris Johnson, cancelou uma oferta para estadia grátis de executivos da Fifa em um hotel de luxo da cidade durante a Olimpíada de 2012 após a entidade que comanda o futebol mundial ter escolhido a Rússia para organizar a Copa do Mundo de 2018, para a qual a Inglaterra era candidata.
O prefeito havia oferecido acomodações para o presidente da Fifa, Sepp Blatter, e outros diretores da entidade, no hotel Dorchester, um dos mais caros da capital britânica.
A oferta teria sido cancelada após Johnson ter discutido o assunto com o presidente do comitê organizador da Olimpíada, Sebastian Coe. O prefeito não comentou a decisão.
Logo após a derrota da candidatura inglesa, Johnson, que havia ido a Zurique para pessoalmente fazer campanha pela Copa 2018, disse que o resultado era “um grande golpe e tremendamente decepcionante”.
“Nós apresentamos uma candidatura excelente, nossas especificações técnicas eram de mais alta qualidade e os estádios ficariam lotados”, afirmou.
Uma fonte do governo disse que ao menos cinco membros do comitê executivo da Fifa haviam assegurado pessoalmente ao príncipe William e ao jogador David Beckham, que participaram da candidatura inglesa, que votariam na Inglaterra.
Google inaugura loja digital de livros nos Estados Unidos
O site de buscas mais popular do mundo, o Google, está inaugurando sua loja de livros digitais, batizada de eBooks, nesta segunda-feira, nos Estados Unidos.
O novo serviço vai competir diretamente com o equivalente oferecido pela loja Amazon - onde títulos são baixados no aparelho Kindle, da própria Amazon - e com a loja iBookstore, da Apple.
A inauguração foi adiada em função de disputas técnicas e de cunho legal, mas o Google disse esperar que o lançamento represente um marco na história do livro digital.
"(A loja) beneficia autores porque eles vão poder ficar mais visíveis e mais acessíveis do que é fisicamente possível no espaço restrito de uma livraria", disse o diretor de livros do Google, Santiago de la Mora.
"Ela também vai ser boa para as editoras, que poderão promover lançamentos anteriores", afirmou.
Posição do Google
Analistas da indústria apostam que o Google pode vir a ocupar uma posição de peso no setor.
Segundo James McQuivey, da empresa de pesquisas Forrester, o site possui informações que a concorrência não tem. O Google sabe, por exemplo, quando seu usuário está procurando certos títulos e certos autores.
"(A loja) pode não ser capaz de atrair os usuários do Kindle, porém existem milhares de pessoas que leem, mas não possuem um Kindle". ele acrescentou.
Segundo a Forrester, 10,3 milhões de aparelhos para leitura digital (e-readers) foram vendidos nos Estados Unidos em 2010, sem incluir o iPad. A empresa prevê que, no final deste ano, o valor deste mercado alcance cerca de US$ 966 milhões.
A previsão de McQuivey é que este mercado dobre de tamanho em 2011.
Objeções
O relacionamento do Google com a indústria de livros é um tanto quanto conturbado.
Críticos do site protestaram quando o Google anunciou que pretendia escanear milhões de livros. Eles argumentavam que o site poderia se tornar o único curador de uma enorme biblioteca online.
Além disto, o Google vem travando há dois anos uma batalha legal com autores e editoras nos Estados Unidos.
O site concordou em criar um Books Rights Registry, um registro de direitos onde autores podem registrar seus títulos e receber indenização, mas a decisão do tribunal americano que avalia o caso ainda não foi anunciada.
McQuivey acredita que a habilidade do Google de oferecer a seus usuários o acesso a clássicos da literatura pode beneficiar seu projeto eBook.
"Se você pode ler Les Miserables de graça usando o sistema do Google, esta é uma forma de atrair as pessoas e abrir seu apetite por leitura digital".
O serviço eBook europeu do Google deve ser lançado na Europa
domingo, dezembro 05, 2010
Cabral pede desculpas a Dilma por anúncio 'precipitado' de 'ministro'
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu desculpas nesta quinta-feira por ter se “precipitado” ao anunciado o nome do secretário de Saúde de seu governo, Sérgio Côrtes, como futuro ministro da Saúde do gabinete da presidente eleita Dilma Rousseff.
Cabral havia anunciado Côrtes como ministro na segunda-feira, no Rio. Dois dias depois, a presidente eleita disse, por meio de sua assessoria, que a decisão sobre quem ocuparia o posto na Saúde não havia sido tomada.
O governador contou que conversou, na quarta-feira, por telefone, três vezes, com Dilma. “Já é um episódio superado”, disse.
Cabral afirmou ainda que se “entusiasmou” com a possibilidade de Côrtes ser ministro e por isso cometeu a “precipitação”.
Para ele, o secretário não entraria na cota de ministérios do PMDB, aliado do PT no governo, mas por suas “qualidades técnicas que estão mudando o setor de saúde no Rio”.
Cabral participou, em Lomas de Zamora, na Província de Buenos Aires, da inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), centro de atenção à saúde já existente em vários pontos do Rio de Janeiro, com o objetivo de reduzir filas nos hospitais.
A cerimônia da inauguração da UPA argentina contou com a participação da presidente Cristina Kirchner e do ex-jogador Diego Armando Maradona.
Guerra ao tráfico
Na entrevista a jornalistas brasileiros, Cabral disse que as operações de combate ao tráfico de drogas são de “longo prazo”.
“A violência degradou o Rio de Janeiro e estamos recuperando território para a cidadania. A polícia de pacificação (das comunidades carentes) vai continuar”, disse.
O governador do Rio afirmou ainda que policiais acusados de má conduta durante as operações no Complexo do Alemão serão “punidos”.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
'Economist' alerta para 'triunfalismo’ em pacificação de favelas no Rio
Os anúncios de “liberação” das favelas cariocas do Complexo do Alemão e a vitória sobre as gangues de traficantes serão “mero triunfalismo” se o governo não for bem-sucedido em manter o território, opina última edição da revista Economist em uma análise sobre as recentes operações policiais e militares no Rio.
Outras “grandes inimigas do Rio” são as milícias, “controladas por policiais aposentados e fora de serviço que agora controlam tantas favelas quanto os traficantes”, continua a Economist.
Mas a revista faz a ressalva de que, pela primeira vez, há “vontade política de estender a cidadania às favelas” e que os moradores locais começam a acreditar que talvez possam contar com o Estado.
Ao falar das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), a reportagem diz que o modelo “envolve um ultimato para a saída dos criminosos (da favela), seguido de meses de forte patrulhamento e a chegada de recrutas novos e especialmente treinados para policiamento comunitário 24 horas por dia”.
‘Ponto de virada’
O resultado é que, apesar de o tráfico de drogas continuar a existir nesses locais, “ele é mais discreto, e os traficantes deixam de carregar armamento pesado”. Caem os números de assassinatos e de crimes como prostituição infantil, diz a Economist, e crescem as expectativas por melhores escolas, atendimento médico e opções de lazer.
Para a revista, muitos cariocas viram os acontecimentos recentes no Rio como “um ponto de virada em uma cidade que sofreu com décadas de má governança”.
“Por décadas, a polícia entrou (nas favelas) após episódios de violência em busca de vingança (contra traficantes), para depois recuar deixando para trás corpos e as gangues, que retornavam aos seus negócios. Mas, no mês passado, quando gangues começaram a atear fogo em carros, a resposta das autoridades foi diferente”, relata a Economist sobre as operações policiais no Alemão.
Para conter crédito e inflação, BC eleva compulsório bancário
O Banco Central anunciou nesta sexta-feira o aumento do compulsório bancário sobre depósitos à vista e a prazo e mudanças que, segundo comunicado da instituição, causarão a retirada de R$ 61 bilhões da economia.
O compulsório bancário é a quantia que os bancos são obrigados a depositar no BC. Sua elevação reduz a oferta de crédito para os clientes dos bancos, controlando, dessa forma, a pressão inflacionária.
A exigência de capital para as operações de crédito para pessoas físicas também aumentou, com a elevação de 100% para 150% do Fator de Ponderação de Risco (o que força os bancos a aumentarem em 5,5 pontos percentuais sua reserva para garantir cada crédito fornecido).
O CMN estabeleceu também um “cronograma de redução gradual do volume de depósitos que bancos podem emitir com a garantia especial concedida pelo Fundo Garantidor de Crédito”. A redução começará em janeiro de 2012, ao ritmo de 20% ao ano, e será concluída em 2016.
Segundo anúncio feito pelo BC e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o objetivo é “permitir a continuidade do desenvolvimento sustentável do mercado de crédito e dar prosseguimento à retirada gradual dos incentivos introduzidos para mitigar os efeitos da crise financeira de 2008”.
As medidas devem entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Fundador do Wikileaks 'tem poucos lugares para se esconder'
O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, tinha fama de ser paranoico mesmo antes de estar sendo procurado por todos.
Até quinta-feira, Assange também poderia ser preso em qualquer um dos 188 países-membros da Interpol - do Afeganistão ao Zimbábue - e ser extraditado para a Suécia.
Visto pela última vez em Londres, acredita-se que Assange esteja na Grã-Bretanha agora, apesar de ele estar sempre mudando de lugar.
Se ele aparecer em público, a polícia britânica será obrigada a prendê-lo, seguindo um Mandado de Prisão Europeu emitido pelas autoridades suecas.
Isso apesar de não ter ficado claro se alguém vai fazer algum esforço para encontrá-lo.
"Se não há indício de que o acusado está em uma região em particular, não se espera que forças policiais do local investiguem se ele está", disse um porta-voz da agência britânica de combate ao crime organizado, SOCA.
Então, supondo que Assange ainda esteja no Reino Unido, e que pretenda permanecer incógnito, ele poderia evitar a prisão. Na primavera, entretanto, seu visto de seis meses no país vai expirar, criando mais problemas para ele.
Sussurros
Não seria seguro para Assange aparecer em pessoa em uma entrevista coletiva, mas ele mostrou esta semana que pode continuar a se comunicar com jornalistas de forma virtual - através de vídeos pré-gravados em telefone celular, ou via Skype.
De acordo com o repórter do "New York Times" John F. Burns, que entrevistou Assange em outubro, ele muda de telefones celulares "como outros homens mudam de camisa", usa dinheiro em vez de cartões de crédito e fica hospedado com amigos, ou em hotéis, com nome falso.
Quando os dois se encontraram em um restaurante etíope em Londres, Assange falou aos sussurros, por medo de estar sendo alvo de escuta de agentes de inteligência ocidentais.
Outro jornalista, que conheceu Assange no começo do ano, disse que seu comportamento "extra desconfiando" tornou o encontro desnecessariamente esquisito.
"Você faz a ele uma pergunta nada nociva - e ele olha para você como se dissesse 'Por que você quer saber?'", disse o repórter.
E àquela época Assange não era um homem procurado. Sua liberdade de movimento foi seriamente restringida bem recentemente.
Em abril ele viajou para Washington, para mostrar, no Clube Nacional de Imprensa, um vídeo de um helicóptero militar dos EUA matando 12 pessoas em Bagdá, em 2007, entre eles dois jornalistas da Reuters.
A posição dele ficou mais difícil em julho, depois de o Wikileaks ter vazado 77 mil documentos militares dos EUA sobre o conflito no Afeganistão, e ainda mais com a publicação de cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque, em outubro.
Assange ainda conseguiu vazar documentos sobre o Iraque para a imprensa em uma coletiva em Londres, apesar de autoridades dos EUA já estarem começando a falar à época de um possível processo por espionagem.
Um possível obstáculo para a abertura de um processo sob a Lei de Espionagem americana seria a Primeira Emenda da Constituição dos EUA - que garante liberdade de expressão e de imprensa.
Já foi dito, entretanto, que a Primeira Emenda não impediria Assange de ser enquadrado na Lei de Espionagem, sob acusação de se recusar a entregar informação a autoridades, apesar de pedidos formais de devolução. O Departamento de Estado dos EUA fez exatamente tal pedido no sábado, antes do início da divulgação pelo site Wikileaks da mais recente série de documentos.
Acusação de estupro
Após o vazamento dos documentos sobre o Afeganistão, Assange viajou à Suécia e pediu residência e um visto de trabalho no país. Com uma tradição forte de leis que defendem a liberdade de imprensa, o país poderia se tornar um refúgio seguro para Assange. Entertanto, ele rapidamente foi acusado de estupro e abuso sexual por duas mulheres suecas, o que agora representa a ameaça mais imediata à sua liberdade.
Ela nega ter feito algo de errado, dizendo que fez sexo com as mulheres de forma consensual.
Em novembro um pedido de prisão foi emitido contra ele, para permitir que as autoridades suecas o interrogassem. Assange apelou contra os dois pedidos junto à Justiça sueca, mas não teve sucesso - o segundo foi negado nesta quinta-feira.
O advogado de Assange em Londres, Mark Stephens, disse que a Ordem de Prisão Europeia é inválida, porque seu cliente não foi formalmente indiciado. Entretanto, a SOCA afirma que não é necessária qualquer acusação - é suficiente que o individuo esteja "enfrentando um processo".
Em meio a estes processos legais, em outubro a Suécia rejeitou seu pedido de residência. Em seguida, Assange teria aventado a possibilidade de buscar refúgio na Suíça ou na Islândia.
Apesar de ambos os países serem membros da Interpol, e de terem tratados de extradição com os EUA, isso não significa que sejam territórios hostis para Assange.
'Notificação vermelha'
A Interpol emitiu na terça-feira uma "notificação vermelha", informando todos os seus 188 membros de que ele é procurado na Suécia. O documento não obriga qualquer dos países a entregar Assangue - apesar de um porta-voz da Interpol ter dito que "geralmente os países se sentem compelidos a fazê-lo".
Da mesma forma, embora se espere que um país que tenha acordo de extradição com os EUA entregue Assange, é possível que isso não aconteça, se o crime em questão for considerado como de natureza política.
O Equador parecia ter se tornado, por um breve momento no começo da semana, um possível refúgio para o fundador do Wikileaks, quando o vice-chanceler Kintto Lucas disse que Assange seria bem-vindo e poderia pedir residência por lá. Mas o presidente Rafael Correa rapidamente descartou a ideia.
Outro destino possível poderia ser, em tese, a Austrália, já que Assange é australiano e tem passaporte australiano. No entanto, essa não parece ser uma boa escolha para ele. Assim como Islândia e Suíça, a Austrália também é membroda Interpol e tem tratado de extradição com os EUA. Além disso, o procurador-geral da Austrália, Robert McClelland, disse esta semana que a polícia estava investigando se a última rodada de vazamentos do Wikileaks havia violado as leis do país.
Para piorar ainda mais a situação de Assange em seu país, um funcionário de alto escalão do governo australiano uma vez Assange, dizendo que já que ele agia "fora das regras", seria tratado como um fora da lei - ou pelo menos foi isso que ele disse ao New York Times.
Seja qual for o país para o qual Assange for em seguida, seu problema pode ser chegar a ele.
Se ele estiver neste momento em um país-membro da União Européia, ele se arrisca a ser preso assim que apresentar seu passaporte na fronteira.
Governo dos Estados Unidos admite ter derrubado WikiLeaks
O Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos e o senador americano Joe Lieberman, presidente da comissão de Segurança Nacional do Senado, confirmaram ter pressionado a Amazon para que derrubasse o site WikiLeaks, que publica documentos secretos do governo estadunidense. A página online ficou fora do ar por cerca de cinco horas.
"Eu peço a qualquer outra companhia ou organização que esteja abrigando o WikiLeaks a imediatamente encerrar a sua relação com o site", afirmou Lieberman.
A página era hospeda no servidor da Amazon Web Services. Com o corte do serviço, o site foi transferido para o servidor sueco Bahnhof. A Amazon não se pronunciou sobre as acusações.
No Twitter, o WikiLeaks, de Julian Assange, demostrou ironia. "Servidores do WikiLeaks na Amazon derrubados. Liberdade de expressão na terra dos livres. Tudo bem, nosso $ agora é gasto para empregar pessoas na Europa".
Assange é procurado pela Interpol, a pedido da corte criminal de Estocolmo. O fundador do site é acusado de estupro, assédio sexual e coerção ilegal. Assange nega todos os crimes e diz que as acusações fazem parte de uma perseguição para desmerecer seu trabalho.
"Eu peço a qualquer outra companhia ou organização que esteja abrigando o WikiLeaks a imediatamente encerrar a sua relação com o site", afirmou Lieberman.
A página era hospeda no servidor da Amazon Web Services. Com o corte do serviço, o site foi transferido para o servidor sueco Bahnhof. A Amazon não se pronunciou sobre as acusações.
No Twitter, o WikiLeaks, de Julian Assange, demostrou ironia. "Servidores do WikiLeaks na Amazon derrubados. Liberdade de expressão na terra dos livres. Tudo bem, nosso $ agora é gasto para empregar pessoas na Europa".
Assange é procurado pela Interpol, a pedido da corte criminal de Estocolmo. O fundador do site é acusado de estupro, assédio sexual e coerção ilegal. Assange nega todos os crimes e diz que as acusações fazem parte de uma perseguição para desmerecer seu trabalho.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Ex-embaixador dos EUA vê ‘paranoia brasileira' com Amazônia
O Plano Nacional de Defesa (PND) do Brasil, lançado em 2008, seria condescendente com a "tradicional paranoia brasileira" em relação às organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na Amazônia, segundo um telegrama do ex-embaixador americano no Brasil Clifford Sobel revelado pelo site Wikileaks.
"Um dos elementos mais notáveis da estratégia (PND) tem sido o foco na defesa da região amazônica", diz o documento vazado.
"Enquanto o documento nota que a região enfrenta desafios correntes, desde fronteiras não-controladas e potencial instabilidade em países vizinhos, ele também é condescendente com a tradicional paranoia brasileira sobre as atividades de ONGs e outras forças estrangeiras obscuras, popularmente percebidas como possíveis ameaças à soberania brasileira", afirma Sobel no telegrama.
O ex-embaixador criticou o PND como não sendo uma estratégia, mas "um conjunto de ideias".
Clifford afirma no comunicado que o documento não especifica como as medidas vão ser implementadas ou como vão ser financiadas.
"É provável que os gastos com a Defesa não vão aumentar a ponto de cumprir as metas a curto prazo de equipar as Forças Armadas com tecnologia de ponta produzida no Brasil", diz.
O embaixador descreve como “independência” (escrita no telegrama entre aspas) o que percebe ser o desejo brasileiro de controlar a produção de armamentos e priorizar alianças com países que transfiram tecnologia.
Ele comenta que o então ministro do Planejamento Roberto Mangabeira Unger “dá mais importância à ‘independência’ do que à capacidade militar ou ao uso eficiente de recursos”.
'Elefante branco'
O telegrama ainda descreve o submarino nuclear brasileiro, cuja construção foi anunciada em 2008, em parceria com a França, como um “elefante branco politicamente popular”.
No comunicado, Sobel também critica o trabalho da mídia a respeito o PND. "Talvez o comentário mais significativo do Brasil sobre a estratégia de defesa seja a falta de comentário”, diz.
“A maior parte da cobertura na imprensa brasileira se baseou em comunicados de imprensa oficiais, em alguns casos, por exemplo, relatando com inexatidão que a estratégia poderia incluir a possível taxação de empresas privadas para financiar a Defesa.”
Vazamento do Wikileaks
O Wikileaks começou no último domingo a publicar um lote de 250 mil mensagens secretas trocadas entre diplomatas dos Estados Unidos.
Os comunicados – muitos deles confidenciais - revelaram opiniões controversas de autoridades americanas a respeito de líderes mundiais e trouxeram à tona informações sobre os mais variados assuntos relacionados à política externa.
A divulgação dos dados causou fortes reações de repúdio nos Estados Unidos. A Casa Branca afirmou que o Wikileaks é “irresponsável” e “coloca vidas em risco”.
Já o fundador do site, o australiano Julian Assange, defendeu o vazamento e disse que as autoridades americanas têm medo de assumir responsabilidades.
'Não tenho pretensão de acabar com tráfico', diz secretário de Segurança do RJ
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse nesta terça-feira que não tem a pretensão de acabar com o tráfico de drogas no Estado.
Nos holofotes desde a semana passada, quando começou a megaoperação policial no Rio, Beltrame respondia às perguntas de usuários do Twitter.
Os participantes - cerca de 300 no auge da transmissão - enviavam as mensagens por escrito ao secretário. Uma assessora então as selecionava e as lia a Beltrame, que respondia ao vivo, transmitido por uma “twitcam”.
A maior parte das mensagens parabenizava o secretário pelas operações, mas também houve perguntas críticas, como uma que questionava quais eram as garantias de que os traficantes expulsos das favelas não voltariam a se armar.
“Não existe garantia. Ninguém vai assinar um cheque em branco. Mas não fazer (a operação) sob a alegação de que o traficante vai voltar é muito fácil. A gente apresentou uma solução concreta, e agora é outra realidade para manter isso”, respondeu Beltrame.
Formação
O secretário afirmou que a ocupação de áreas ainda controladas por traficantes levará tempo. “Temos que ir por partes, formar policiais com outro perfil, de polícia comunitária, e aí entrar nas comunidades. Isso demanda tempo, não podemos fazer de forma atabalhoada.”
Segundo ele, o “Rio ficou muito tempo sem se preocupar com a polícia, com as academias sem nenhuma lógica para fazer concursos”.
O secretário afirmou que a operação policial em curso no Estado, que resultou na ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, tradicionais redutos de facções criminosas, aconteceu 14 meses antes do previsto.
Segundo Beltrame, os planos foram antecipados porque as forças de segurança perceberam que grupos criminosos haviam se articulado para promover ataques por toda a cidade, em resposta à implantação de postos policiais em favelas anteriormente controladas por traficantes.
Beltrame também tratou das denúncias de abusos cometidos nas favelas recém-ocupadas – alguns moradores afirmam que tiveram o patrimônio danificado por policiais nas revistas.
Ele disse que as forças de segurança estão à procura de famílias que se queixaram das ações e que, se comprovadas as irregularidades, os policiais serão punidos e as famílias poderão ser ressarcidas.
“Mas precisamos de denúncias sérias. Se só levantar a bola e não provar, vamos ficar no achismo, no denuncismo.”
O secretário ainda afirmou que a polícia não tem condições de evitar que traficantes fujam para outros Estados. “Tem muita gente (criminosos) daqui que vai para o Nordeste, e temos que ir lá fazer as prisões, mas não temos condição de não permitir que vão para lá”.
Forças Armadas
Nesta terça-feira, o governo do Rio formalizou um pedido ao Ministério da Defesa para que as Forças Armadas permaneçam atuando no Estado até outubro de 2011.
O presidente Lula aceitou o pedido, dizendo que os militares ficariam à disposição do Estado o tempo que fosse necessário para garantir a paz.
O prazo de 11 meses, maior do que o previsto inicialmente, foi adotado "por precaução", segundo o governador Sérgio Cabral, que disse que o período será usado para formar policiais para atuar em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Complexo do Alemão e na favela de Vila Cruzeiro.
Na segunda-feira, Cabral havia dito que solicitaria a presença de pelo menos 2 mil militares para as operações de pacificação do Complexo do Alemão.
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