terça-feira, junho 07, 2011

IBGE: preços dos alimentos voltam a acelerar no IPCA

Os preços dos alimentos registraram leve aceleração de abril para maio, com a inflação no grupo passando de 0,58% para 0,63%, considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo dados divulgados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA geral apontou inflação de 0,47% em maio, ante 0,77% de abril.

Entre os alimentos, os destaques negativos de abril para maio foram o tomate (de -18,69% para 9,41%) e o leite pasteurizado (de 2,66% para 3,15%). "O tomate voltou a apresentar pressão, devido a problemas de clima", disse a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. "As carnes, apesar de não terem tido um aumento expressivo, saíram de uma queda em abril, então exercem influência na taxa. O aumento de 0,27% em maio não foi generalizado, foi provocado por três regiões importantes onde houve aumento (dos preços) da carne."

De acordo com o IBGE, registraram quedas nos preços de abril para maio o frango inteiro (de 0,03% para -2,02%), os ovos (de 4,41% para -1,15%) e o feijão preto (de 0,31% para -0,83%), entre outros itens.(IBGE e Agência Estado)

Lula sugere a Dilma manter Palocci na equipe


Num parecer de 27 páginas, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, arquivou nesta segunda-feira a representação da oposição que pedia abertura de inquérito contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Mas a presidente Dilma Rousseff estudava pelo menos duas alternativas: tirar o ministro e conter a crise política ou mantê-lo no cargo, como recomendou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Gurgel sustenta que não há na representação dos partidos de oposição qualquer prova ou indício que configure crime envolvendo o ministro e que apenas apresentar como prova o enriquecimento do ministro também não é suficiente para o Ministério Público abrir um inquérito. E, depois de lembrar que defendeu a condenação de Palocci no caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, agora, não vai pedir a abertura de investigação apenas porque o caso ocupa páginas de jornais. A Casa Civil emitiu nota oficial logo após a decisão da PGR. Nela, Palocci reafirmou que prestou todos os esclarecimentos de forma pública.

"Entreguei à Procuradoria Geral da República, órgão legalmente competente para avaliar a apuração dos fatos, todos os documentos relativos à empresa Projeto. Espero que esta decisão recoloque o embate político nos termos da razão, do equilíbrio e da Justiça".
 
Em nota divulgada pelo Ministério Público, Gurgel diz que a enorme repercussão do caso, que tem estado nas primeiras páginas dos grandes jornais há semanas, em razão da notória importância do representado no cenário político nacional, talvez recomendasse, como caminho mais simpático para o Ministério Público que, a despeito da insuficiência absoluta de indícios, promovesse a continuidade da investigação, porque "procurando, vai achar", porque "certamente há algo de errado" e outras trivialidades.

A Constituição e as graves responsabilidades da instituição e do seu cargo não autorizam, porém, o Procurador-Geral da República a ceder a tais bordões. Como destaquei em meu discurso de posse, reiterando compromisso assumido perante o Senado, o Ministério Público, a despeito de não se afastar do exato cumprimento do dever de apurar desmandos e desvios na conduta dos agentes públicos, não se prestará a servir de instrumento do enfraquecimento institucional de qualquer dos poderes, por todos os motivos indesejável para a democracia e, por isso mesmo, contrário aos mais altos interesses da sociedade brasileira", sustenta o procurador-geral.
 
Gurgel ressalva, no entanto, que a decisão dele de arquivar não atinge o procedimento aberto na primeira instância para apurar crime de enriquecimento ilícito. Essa investigação corre na Justiça Federal. Gurgel só atuaria se houvesse uma apuração criminal, o que, segundo ele, não há indícios para fazer.
"As quatro representações não vieram instruídas com qualquer documento. Nenhum elemento que revelasse, ainda, que superficialmente, a verossimilhança dos fatos relatados. As representações ora em análise e as matérias jornalísticas a que se referem não contêm, reitere-se, a descrição de um único fato que constitua causa idônea e hábil a autorizar o requerimento de quebra de sigilo do representado, de sua empresa e de eventuais clientes.

Além da ausência de indício idôneo da existência da afirmada ação do representado perante os órgãos públicos para beneficiar os clientes da Projeto, tem-se que os fatos, do modo como descritos nas representações, não se enquadram, sequer em tese, no crime de tráfico de influência" afirmou o procurador.
 
Gurgel insiste que nem nas matérias jornalísticas nem na representação da oposição há elementos para reforçar a tese de que Palocci usou sua empresa Projeto para fazer tráfico de influência. " No presente caso, examinadas as representações, com toda a atenção que a alta qualificação dos seus autores e a gravidade do seu conteúdo impõem, e as matérias jornalísticas bem como as informações e os esclarecimentos prestados pelo representado, acompanhados de documentos, não é possível concluir pela presença de indício idôneo de que a renda havida pelo representado como parlamentar, ou por intermédio da Projeto, adveio da prática de delitos nem que tenha usado do mandato de Deputado Federal para beneficiar eventuais clientes de sua empresa perante a administração pública".


Ministro pode ganhar sobrevida no cargo
 
A Procuradoria tinha dado prazo de 15 dias para se manifestar. Com a decisão de arquivar a representação, o ministro pode ganhar uma sobrevida e se manter no cargo. Tudo irá depender da vontade de Dilma em permanecer com Palocci na pasta, apesar do desgaste provocado no governo.
Mais cedo, partidos da base aliada cobraram do governo uma solução para a crise com o ministro-chefe da Casa Civil. No Senado, até o início da noite já haviam sido recolhidas 20 assinaturas para que seja instalada uma CPI contra Palocci. São necessárias 27 assinaturas para totalizar um terço dos 81 senadores.
 
Também nesta segunda-feira, a Força Sindical divulgou uma nota em que pediu o afastamento imediato do ministro-chefe da Casa Civil. O pedido reforçou nota divulgada no site de outro aliado do governo, o PCdo B, que postou no site oficial do partido um texto em que a direção comunista exige rápida solução da crise aberta com as denúncias contra o ministro "para fortalecer a autoridade da presidente Dilma e avançar nas mudanças que a nação reclama".


Lula desiste de vir a Brasília
 
A hipótese de manter Palocci no cargo, com a alegação de que o procurador-geral o inocentou, foi defendida nesta segunda-feira pelo ex-presidente Lula em conversas por telefone com a presidente Dilma. Lula desistiu de ir a Brasília nesta terça-feira, como previsto inicialmente, mas deu suas sugestões à sucessora. Nesta segunda-feira à noite, depois de articular com Lula por telefone, Dilma se reuniu com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e a informação era que, apesar da pressão dos aliados, a presidente fora convencida a segurar Palocci.
 
O argumento de Lula para essa solução é que, neste momento, o estrago seria menor com a permanência de Palocci no governo do que com uma mexida que afetaria todo o núcleo do governo. O problema é que, sem investigação do Ministério Público, a oposição pode contar com assinaturas de muitos governistas para instalar no Congresso uma CPI para apurar as suspeitas que pesam sobre o ministro.(O Globo)





segunda-feira, junho 06, 2011

Protestos contra o PT no Twitter...

 Edna_stos GURGELé uma fraude !!!Procurador Geral ??? RT @folha_poder: PGR avisa Dilma que vai arquivar denúncia contra Palocci. http://bit.ly/mOqy3M


 Blog Tijoladas tijoladas Joinville - povo na rua quer o couro do Carlito prefeito do PT #grevejoinville. 

bbthcruz Escândalo aborta plano eleitoral de Palocci para 2014 http://t.co/8u9IMos vía @VEJA
  
lapena pra quem chegou agora e não sabia: MEC distribui livro de matemática escrito por Palocci http://migre.me/4JIph
     
 semCensura_ @LopezLuciana Veja: @rogeriocorreia_ PT-MG alem pixar muros, faz saques em dinheiro de cartao da União: http://migre.me/4HN20
 c_de_jesus @LopezLuciana fala sério só vc mesmo para conseguir esses furos, parabens...
 blogdonnysilva @Aurelianoe @LopezLuciana O companheiro Palocci não viu nada, não sabe de nada, não ouve nada e o dinheiro é nada!!!

Curtas de hoje...

 O ex-ministro Ciro Gomes rompeu com Luizianne Lins (PT), prefeita de Fortaleza.
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Parte das facções do PT defende não apenas a demissão de Antônio Palocci, mas também a de seu irmão, Ademar, diretor da Eletronorte.
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Ollanta Humala é eleito novo presidente do Peru // Mais um bolivariano para coleção do Chávez.
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O Senado vai gastar R$ 331,1 mil em armários embutidos, revela o site Contas Abertas.
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Os rodoviários provocaram grande tumulto em todas as cidades do DF, nesta segunda-feira, com a greve "de advertência".
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blogdojefferson Caindo ou ficando Antonio Palocci, o governo Dilma não será mais o mesmo.
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Livro sobre trajetória política de Covas será lançado em Brasília amanhã às 18h na Biblioteca do Senado.
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A Receita Federal deixa de emitir o CPF em cartões de plástico a partir desta segunda (6).
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Ministra Ellen decide antecipar aposentadoria.
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Ex-diretor do FMI comparecerá ante tribunal nova-iorquino.
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Dilma Rousseff recebeu na manhã desta segunda-feira (6/6), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, às 10h30, no Palácio do Planalto.

Logo mais às 13h Dilma e Chávez almoçam no Itamaraty, onde ele recebe homenagem...

DF: greve nos ônibus povoca tumultos

Os rodoviários provocaram grande tumulto em todas as cidades do DF, nesta segunda-feira, com a greve "de advertência". O sindicato da categoria afirma que 30% dos ônibus deixaram de circular, mas os relatos indicam que parou a quase totalidade da frota. Em assembleia realizada ontem (5), o Sindicato dos Rodoviários decretou que a categoria entrará em greve por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda (13).

 Porém, a partir desta segunda (6), os rodoviários suspenderam a meia viagem (que é o aumento de ônibus nos horários de pico, de 5h às 7h30 e das 16h às 18h) reduzindo a frota em 30%. Nesta manhã, cerca de 900 ônibus deixaram de circular. Os rodoviários reivindicam aumento de 16,69%, jornada de trabalho corrida de seis horas, vale-alimentação além de cesta-básica. Informações do Jornal de Brasília.

Centro-direita vence socialistas e governará Portugal

O Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, obteve uma sólida vitória nas eleições parlamentares realizadas em Portugal no domingo, punindo assim o governo socialista por buscar uma ajuda internacional de 78 bilhões de euros que mergulhará o país num período de forte austeridade econômica.

O resultado deve pôr fim a meses de incerteza política que começou com o colapso do governo socialista, em março, e levou Portugal a se tornar o terceiro país da zona do euro a recorrer a um pacote de ajuda financeira, como já haviam feito Grécia e Irlanda.

Resultados parciais da apuração e pesquisas de boca-de-urna mostram o PSD com cerca de 39 por cento dos votos, os Socialistas com 28 por cento e o CDS com 12 por cento.
O líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, deve agora formar uma coalizão majoritária com o CDS, pequeno partido de direita, e implementar medidas de austeridade pactuadas com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), como exigência para a obtenção do pacote de resgate.

O resultado eleitoral mostrou que muitos portugueses culpam os socialistas, no poder há seis anos, pela crise econômica do país.

"É uma vitória que mostra um grande cartão vermelho para José Sócrates (o primeiro-ministro socialista), que deixou este país de joelhos", disse Júlio Peixoto, 43 anos, portando uma bandeira gigante do PSD diante da sede da campanha eleitoral do partido, em Lisboa.

Sócrates renunciou em março, depois que seu governo não conseguiu aprovar um pacote de medidas de austeridade, mas se manteve internamente no cargo. Ele se responsabilizou pela derrota e deixou a liderança do Partido Socialista.(Reuters)

domingo, junho 05, 2011

O esquema hemograna

Criada há sete anos como resposta a um escândalo no Ministério da Saúde, a Hemobrás já consumiu mais de R$ 130 milhões e até hoje não conseguiu produzir nada
Após sete anos de criação, apenas 2,9% da fábrica da Hemobrás foi construída

Em 2004 os brasileiros se assombraram com a descoberta de uma modalidade de corrupção que há anos se instalara no Ministério da Saúde: uma quadrilha formada por funcionários de diversos escalões e grandes laboratórios fraudava licitações e o governo comprava derivados de sangue para distribuição a hospitais públicos e doentes carentes com um sobrepreço superior a 100%. Para evitar que casos como esse, que ficou conhecido no Brasil como a Máfia dos Vampiros, voltasse a ocorrer, o governo decidiu, com a aprovação do Congresso, criar a Hemobrás, uma estatal dedicada à produção de hemoderivados. Passados sete anos, o projeto já consumiu pelo menos R$ 138 milhões, emprega cerca de 90 pessoas, financiou mais de 40 viagens ao Exterior a seus executivos – sendo 26 delas apenas para Paris –, não produziu uma só gota de derivados de sangue e teve apenas 2,9% das obras de construção de sua fábrica construída. Ou seja, no lugar da Hemobrás se tem uma Hemograna, um esquema que suga dinheiro público há quase uma década.

No Tribunal de Contas da União encontram-se alguns elementos que ajudam a explicar como a Hemobrás se transformou em Hemograna. Ao longo dos últimos anos, por quatro vezes o TCU contestou contratos firmados entre a estatal e seus fornecedores. Na maior parte dos casos, as ações de fiscalização do tribunal encontraram indícios de sobrepreço, que se transformariam em superfaturamento caso os contratos fossem cumpridos. Ainda na primeira fase de construção da fábrica de Goiana (PE), que irá produzir 500 mil litros de plasma por ano quando estiver em pleno funcionamento, o TCU anulou duas concorrências. De acordo com o tribunal, foram encontrados indícios de restrição à competitividade entre os concorrentes e sobrepreço. Com isso, as obras só foram licitadas em 2009, um ano antes da previsão inicial da conclusão da fábrica.

Mesmo assim, a Hemobrás decidiu licitar a segunda parte da construção, orçada em mais de R$ 269 milhões. No mês passado, antes mesmo de os operários iniciarem as obras, mais uma vez o TCU encontrou irregularidades. De acordo com o tribunal, um dos contratos estava superfarturado em R$ 21 milhões e determinou a revisão em toda a planilha de preços para evitar prejuízo aos cofres públicos. A Hemobrás, por sua vez, diz que, antes mesmo de conhecer o resultado da auditoria, já havia revisado a planilha, reduzindo o valor do contrato em R$ 8,6 milhões. O resultado pode ser ainda mais atraso.




“Vou trabalhar em uma empresa de biotecnologia,

ela não terá contrato com a Hemobrás”

Márcia Mazzoli, ex-secretária executiva do Ministério da Saúde

e recém- contratada pelo fornecedor francês da Hemobrás

Como se não bastassem os casos clássicos de superfaturamento em contratos com empreiteiras, a Hemobrás também chamou a atenção do TCU por um termo aditivo que, senão inédito, bastante raro. A Hemobrás, sem consultar os órgãos reguladores, simplesmente aprovou um aditivo que ampliou de R$ 9 milhões para incríveis R$ 230 milhões um contrato firmado em 2007 com o laboratório francês LFB. Além disso, a estatal simplesmente mudou o objeto do contrato original, sem realizar nova licitação, como determina a lei. Pelo acordo original, a LFB receberia os R$ 9 milhões para fornecer a tecnologia para fracionamento do sangue, o processo básico para a produção de hemoderivados. No aditivo, além de receber R$ 220 milhões a mais do que o previsto inicialmente, os franceses ficaram responsáveis eles mesmos por fracionar o sangue.

Também rara, senão inédita, foi a conclusão a que o relator do processo, o ministro Aroldo Cedraz, chegou ao analisar o caso. Para ele, o acréscimo de 2.700% no contrato representa, a princípio, “afronta à Lei de Licitações”, mas o resultado prático de uma nova tomada de preços “provavelmente seria o mesmo”, ou seja, a contratação do laboratório francês. Com isso, aprovou o aditivo, apesar de os técnicos do TCU afirmarem que existem “indícios de que o aditamento não encontra amparo na Lei 8.666/93”.

Em meio a esse turbilhão de problemas com os órgãos fiscalizadores, os executivos da Hemobrás parecem ter dedicado boa parte do seu tempo de trabalho conhecendo experiências internacionais no setor de hemoderivados. Ao longo dos sete anos de vida da Hemobrás, funcionários ou representantes da empresa realizaram ao menos 40 viagens ao Exterior para conhecer fábricas de hemoderivados ou fechar contratos. A França, sede da empresa que foi contratada pela Hemobrás, foi a que mais atraiu a atenção dos executivos da estatal. Ao menos 26 viagens a Paris foram pagas com dinheiro público aos servidores. A ex-secretária executiva do Ministério da Saúde Márcia Mazolli ficou tão ligada ao país da “Marselhesa” e à empresa que fechou contrato com a Hemobrás que até decidiu abandonar o governo. Márcia agora vai dividir seu tempo entre a França e o Brasil. Ela foi contratada pela Cell for Cure, uma empresa que, apesar do nome anglófono, é francesa de origem e faz parte do mesmo grupo que é dono da LFB, a fornecedora da Hemobrás. Apesar de tantas coincidências incômodas, Márcia não vê nenhum problema em assumir um posto no mesmo grupo que obteve um termo aditivo de 2.700% com a estatal brasileira. “É uma empresa de biotecnologia, é outra área, não terá contratos com a Hemobrás”, justifica a ex-servidora.



Fonte: Revista Isto É


Abriram as assembleias de voto para segunda volta das presidenciais no Peru

A segunda volta das eleições presidenciais que se realiza hoje no Peru, em que estão inscritos mais de 19 milhões de eleitores, começou com a abertura das assembleias de voto, às 08:00 locais (14:00 de Lisboa).

Os eleitores, que vão escolher entre Ollanta Humala e Keiko Fujimori, podem votar até às 16:00 locais (22:00 de Lisboa).

O voto é obrigatório para os peruanos com idades compreendidas entre os 18 e 70 anos e a multa vai dos 18 aos 72 soles (entre cinco a 20 euros), conforme o nível económico do infrator.(Lusa)

Cesta básica aumenta em 12 capitais

A cesta básica ficou mais cara, em maio, em 12 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento aponta que os maiores aumentos de preço ocorreram em Recife (2,79%), em Fortaleza (2,54%), no Rio de Janeiro (1,90%), em Vitória (1,75%) e em São Paulo (1,66%). Na capital paulista, o conjunto de itens básicos custa R$ 272,98, o maior valor entre as localidades pesquisadas. Com um custo de R$ 186,67, Aracaju tem o menor preço da cesta.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, 16 cidades apresentam elevação nos valores cobrados pela cesta básica. Os maiores aumentos foram verificados em Vitória (7,68%), no Rio de Janeiro (7,14%), em Florianópolis (7,13%), em Brasília (6,53%), em Aracaju (6,13%) e em Fortaleza (6,01%). A única queda ocorreu em Manaus (-2,59%). O tomate foi o maior responsável pela alta verificada em maio. Em 13 capitais, houve aumento do preço do produto.

A carne, produto com grande peso na composição dos preços da cesta, ficou mais barata em 14 localidades. As maiores reduções foram apontadas no Rio de Janeiro (-2,91%), em Fortaleza (-2,85%), em Natal (-2,50%) e em Curitiba (-2,03%). O produto teve alta, entretanto, em Aracaju (0,64%) e em Belo Horizonte (0,28%)

sábado, junho 04, 2011

Brasil na Imprensa internacional...

Esta semana, o Financial Times advertiu para “risco de bolha” no Brasil. E a revista Economist publicou que “maior economia da América Latina é mais frágil do que parece e poderá perder o brilho”.

PT x Dilma: uma batalha interminável

O verdadeiro problema de Dilma Rousseff  não se chama Antônio Palocci, apesar do óbvio desgaste causado no governo pelo chefe da Casa Civil. Grave, mesmo, sem que qualquer caneta possa resolver, é o relacionamento da presidente com o PT. Melhor dizendo, do PT com a presidente. Menos pelas origens, porque ela foi fundadora e militante do PDT de Leonel Brizola, mais porque os companheiros não a escolheram. Deglutiram  sua indicação, posta  goela abaixo pela vontade do todo-poderoso Lula.(Carlos Chagas)

sexta-feira, junho 03, 2011

Hessel: "La indignación debe ir seguida de compromiso"


Con 93 años, este diplomático francés, escritor y activista del progreso, ha inspirado a los jóvenes europeos, y con mucha fuerza a los españoles, bajo el lema de su libro: '¡Indignaos!'.

Sobre la mesa de su salón parisiense, Stéphane Hessel guarda un ejemplar de EL PAÍS en el que aparece una foto con jóvenes españoles indignados. Pertenece a los primeros días de la convocatoria de una ola de manifestaciones bajo el título de su libro, que va camino de vender 400.000 ejemplares en España y que ha alcanzado los dos millones en Francia.

Este chaval de 93 años apareció en el momento justo, con la palabra justa. Su único mérito ha sido recapitular. Colocar en alza valores que hoy están amenazados y que han costado años y décadas de lucha y sacrificio. Libertad, igualdad, justicia, legalidad, compromiso, derechos humanos. Palabras labradas a base de sangre y fuego, en su caso no con demagogia barata. Porque Hessel tiene sus razones para indignarse cuando vislumbra la amenaza de verlas desaparecer. No es un charlatán, ni un panfletario, aunque reivindique el género en el que Marx y Engels redactaron el Manifiesto comunista -él no comulga con ello- o Zola lanzara su Yo acuso sobre el caso Dreyfus.

Nacido en Berlín en 1917, se convirtió en francés después de que sus padres huyeran de la amenaza nazi y se instalaran en París. Se enroló en la Resistencia, fue condenado a muerte y torturado por la Gestapo, pasó temporadas en varios campos de concentración y fue testigo de excepción en la histórica redacción de la Declaración de Derechos Humanos. Una vida y una altura moral más que suficientes para sacudir conciencias a nivel global. Un héroe civil, un agitador pacífico y con las ideas claras.

Miles de personas manifestándose en España al grito de "¡Indignaos!". Estará satisfecho. Su mensaje ha calado.

Ya lo he visto. Me alegro. Cuando empezamos con la idea de este pequeño libro teníamos a Francia en la cabeza. Ocurrió que en pocas semanas se produjeron varios acontecimientos. La popularidad de Sarkozy se fue hundiendo, lo mismo ocurrió en Italia con Berlusconi, e incluso en España con Zapatero, y en Portugal con Sócrates. Antes de que se produjeran las revueltas del norte de África, la idea de que los Gobiernos de varias partes del mundo rozaban comportamientos que provocaban la indignación de la gente era algo que raramente habíamos visto.

Y le dio por escribir este discurso y convertirlo en libro.

No es un trabajo literario, en absoluto. Queríamos lanzar algo corto y estimulante. Puede que hasta tenga faltas de sintaxis. La editora se sentó justo donde está usted ahora, yo empecé a hablar, lo redactó, me lo dio, lo corregimos y lo lanzamos.

Como una entrevista. Una pena para mí, podía haberme tocado, ya que estamos.

Exactamente, así ocurrió. Lo digo porque surgió de manera natural, como una conversación. Y una vez en la calle corrió como la pólvora.

Es que hay mucha gente esperando un discurso que aglutine ciertos sentimientos. La palabra justa, la expresión que todos tienen en la cabeza. Esa indignación.

Lo he podido comprobar, efectivamente. Pero el libro está basado en dos textos: el programa de la Resistencia, no muy bueno, pero escrito en el momento y en el lugar justos; cuando los franceses se sentían acorralados por un enemigo como los nazis. El otro es la Declaración Universal de los Derechos Humanos.

De la que usted fue testigo de excepción.

Estuve allí cuando se redactó. Yo era demasiado joven para formar parte de ese grupo de 12 sabios, pero fui asistente. Les ayudé a organizar las reuniones, a redactar las actas. Los que estaban allí eran figuras de primer nivel en la esfera de la política y el derecho como la viuda del presidente Roosevelt, Eleanor. Se encontraban en Nueva York y en Ginebra y yo me encargaba de prepararles los papeles y asegurarme de que hacían el trabajo.

¿Vigilándoles?

Como secretario. Yo era un joven diplomático, carecía de autoridad, pero me sobraba curiosidad. Tenía motivaciones muy profundas para que el trabajo saliera de la mejor manera. El hecho de haber acabado la guerra en tres campos de concentración era suficiente impulso para mí.

Estuvo usted en Buchenwald.

Allí conocí a Jorge Semprún. Un gran amigo; guardo una anécdota de él importante. Cuando llegó al campo y le preguntaron a qué se dedicaba respondió: estudiante. "Si pongo eso", dijo el que tomaba el registro, "le matarán inmediatamente, voy a dejar las primeras letras y lo voy a transformar en estucador. Así, por lo menos, le asignarán trabajos manuales". Era lo único que buscaban. Pero volvamos a ¡Indignaos!

Me gustaría que contara el significado que para usted lleva ese término. Es una palabra que utiliza con un sentido positivo. Apela a aquellos que la sienten para contagiársela a quienes no la llevan dentro.

Contiene su lado positivo, pero también sus partes oscuras.

Y si es así, ¿cómo cree que se puede contagiar su parte de luz?

 Le confieso que el título fue propuesto por la editora, Sylvie Crossman. Pero lo acepté inmediatamente.

¿Con su llamada imperativa?

Sí, señor, y con su signo de exclamación. Es fuerte. Mucho más de lo que yo hubiera propuesto, porque no me considero un revolucionario, soy diplomático que cree en la no violencia. Busco poner a la gente de acuerdo, más que enfrentarla.

Eso es bastante radical para los tiempos que corren. Estamos rodeados de políticos que nos llevan a la guerra. ¿El diálogo es hoy revolucionario?

Puede ser. Pero si nos atenemos a los significados, le diré que lo que más me convence de la palabra es que contiene otro término fundamental: dignidad. Por eso lo acepté. Cuando la dignidad se pone en cuestión es necesario reaccionar. La indignación viene del pisoteo de la dignidad que cada ser humano lleva consigo. Por eso siempre me remito a la Declaración de Derechos Humanos. En su artículo primero ya dice: Todos los seres humanos somos iguales en dignidad y en derechos.

Y ahora viene a apelar al compromiso.

 El nuevo libro se titula precisamente Comprometeos. Es el paso moral siguiente a la indignación. Nadie puede molestarse por que el prójimo se comprometa con algo. Puede molestarse si se rebela, si se remonta impulsivamente, eso es hacer el caldo a otros como Marine Le Pen [líder de la ultraderecha en Francia]. Lo que ella proclama es eso, pero yo apoyo la indignación en el sentido contrario. La que me sacude cuando los derechos básicos son atacados, perseguidos. Enfadarse y ya, para mí no tiene sentido. La ira no conduce a ninguna parte, debe ir seguida de compromiso.

Difícil.

No propongo a la gente que se enfade sin más, sino que se pregunte cuáles son las razones que ponen en peligro esos valores fundamentales que hemos heredado y que ahora tiemblan. No es fácil, no.


Sobre todo, aclararnos en toda esta confusión. Un caldo de cultivo para diferentes indignaciones, para diferentes intereses.

Al leer el libro quedan claros los valores, los peligros y los retos.

Son tres o cuatro. Empezando por los de la Revolución Francesa.

Por algunos de ellos. Otros, insisto, la Declaración Universal de Derechos Humanos.

¿Los ve en la picota?

Bastante, pero no olvidemos que en el tiempo en que fue redactada aquella declaración, el mundo todavía estaba amenazado por algunos totalitarismos. El fascismo había sido derrotado. Pero el comunismo pervivía. Luego se ha ido imponiendo otra ideología perversa basada en el mercado y nada más que en el mercado. Hoy, usted y yo, sufrimos sus consecuencias, las de un grupo privilegiado que busca sus beneficios a nuestras expensas. ¿Qué proponer como alternativa? La democracia real.

Bonita palabra.

Confiar en depositar cada vez más poder en la gente común para que sus necesidades sean la prioridad a resolver por los Gobiernos, el primer deber. Los Gobiernos deben asegurar libertad, hermandad, igualdad y justicia social.

Y progreso. Otro concepto en crisis. Lo confundimos con progreso técnico, científico, pero no con bienestar.

Absolutamente. Es algo muy sencillo, progresar significa tender a la mejoría. La palabra mejor es importante. ¿Cuál es la diferencia entre el bien y el mal? ¿Es mejor ganar dinero a cualquier precio o preservar la decencia y el honor? ¿Es mejor entrar en la espiral de un progreso científico a toda costa o guardarnos de descubrimientos que superen la dignidad del ser humano? Progreso no significa acelerarse, sino ser consciente de cuáles son los valores que ayudan a crear un mundo mejor y cuáles no. La democracia es exigente en sí. Demanda más a los políticos y logra tejer un sistema del que es difícil salir bien parado si actúas mal.

Volvamos a los claroscuros de la palabra indignación. Hubo un tiempo en que aquel sentimiento le llevó a un camino violento. ¿Qué sentía dentro, en sus tripas?

No soy un tipo violento. Puedo entender qué lleva a la gente a la violencia. Pero a mí no me convence. Mi primera indignación tenía un nombre: los nazis. El fascismo de Franco y Mussolini, incluso Stalin, de quien ya tuvimos noticias de sus purgas en 1935. El totalitarismo. Además, teníamos el ejemplo de los republicanos españoles como contraposición a los comunistas más cerrados. Yo siempre me consideré demócrata, y cuando este sistema estaba en peligro me indignaba. Pero incluso dudé. Los estragos de la I Guerra Mundial nos hacían pensar a muchos que había que agotar todas las vías antes de entrar en otro conflicto. Negociar y dar la palabra a la gente de los diferentes países. Solo cuando vi claro que esta gente lo único que quería hacer era conquistar Europa con métodos violentos me convencí de que había que enfrentarse a ellos por las armas.

Pero esa indignación, físicamente, ¿era equiparable a la que siente ahora?

No, entonces era joven y con ganas de luchar. Cuando llegó la hora, cuando vi que era necesario levantarme y enfrentarme a ellos, me invadió un deseo de lucha. Me enrolé en el ejército sin dudarlo. Y cuando se firmó el armisticio con los alemanes me volví a indignar. Sentí que era una deshonra y una deslealtad con los británicos. Me opuse; era inaceptable. ¿Qué podía hacer? ¿Luchar en Francia? ¿Unirme fuera a De Gaulle? Eso es lo que hice.
Y tuvo una relación intensa con él, han contado algunos.

 No. Yo era muy joven y un oficial de bajo rango. Pero tuve el privilegio al llegar a Londres de cenar con él en la intimidad. Me convocó. Quería saber qué pensaba de él un joven estudiante de la Escuela Normal Superior, muy prestigiosa entonces en Francia. Deseaba conocer lo que opinábamos de él los estudiantes de ese nivel.

Por lo menos, y gracias a la fortuna, también De Gaulle se indignó. Cosa que no ocurría entre una enorme parte de los franceses. Aquello fue tan extraño en un país que había levantado las banderas de la democracia en todo el mundo... ¿Qué ocurrió?

Francia había sido tremendamente golpeada. Lo que había ocurrido entre mayo y junio de 1940 es algo muy raro en la historia. No solo fue una victoria militar. Fue una enorme derrota, humillante, en la que la gente tuvo que huir de sus casas hacia lugares insospechados. A muchos, el armisticio les supuso un respiro. La paz era tentadora para mucha gente, pero aquello no era paz.

¿Era una humillación?

Además, había otros factores. La amenaza de los soviéticos aterrorizaba a la burguesía, mientras que los fascismos no tanto, creían que no atentaban tanto a su modo de vida. Además, los nazis garantizaban el freno a los comunistas más que nadie.

Luego, en su caso particular vino otra nueva indignación. ¡

La Gestapo!

Ahí sufrió en sus propias carnes el peligro. ¿Cómo fue su detención?

En el momento en que me arrestaron estaba seguro de que no sobreviviría. Me detuvieron bajo cargos de delitos criminales graves. Sabían que había llegado de Londres para reforzar la Resistencia.

Incluso, que usted era judío.

Eso no lo sabían. Me conocían poco. Si se hubiesen enterado de que mi padre era un judío emigrado de Berlín, me habrían tratado de otra forma. Pero lo hicieron como a un espía de nivel. Y, ¿qué haces con un espía? Obviamente, sacarle información.

¿Bajo torturas?

 Efectivamente. En la bañera, ahogándome. Pero no consiguieron que delatara a nadie, y eso fue una satisfacción para mí. Después me condenaron a muerte. Afortunadamente, la justicia era lenta y me internaron en Buchenwald y la orden de ahorcarme llegó muy tarde. Ya entonces pude cambiar mi identidad con alguien que había fallecido sin que se dieran cuenta. Era una persona que no estaba condenada a muerte. Así me libré.

Me imagino que en aquellos días la indignación se había convertido en terror.

No exactamente. Se transformó en algo que solo un joven patriota puede sentir. Ese convencimiento henchido en el que crees que has cumplido con tu deber y te has sacrificado por tu país.

¡Un héroe!

[Risas] Le cuento algo Cuando me detuvieron cogí un trozo de papel y escribí un soneto de Shakespeare que sabía de memoria: "No longer morn for me when I am dead...". Como diciendo, si me fusilan mañana, que mi esposa sepa que no quiero luto, sino que sea feliz. Ridículo, esto siempre resulta ridículo.

Es una manera noble de enfrentarse a la muerte.

La vida está llena de ironías.

Si le hubieran dicho entonces que cumpliría 93 años... ¡

Y tanto! Mi siguiente indignación llegó en los campos de concentración. Yo sabía que la guerra era violenta. Pero lo que nunca pude sospechar es el grado de brutalidad al que podíamos llegar los seres humanos.

Pasó de sentirse un héroe a otro estado: el de víctima.

No solo una víctima individual, sino parte de una colectividad. Porque yo, personalmente, tuve suerte. Me salvé entre un grupo de 36 condenados a muerte. Yo y dos personas más. Me enviaron a otro campo y me escapé. Cuando lo logré me volvieron a capturar y me internaron en Dora. Allí se debatían entre colgarme o darme 25 latigazos. Pero me libré de ambas cosas porque le dije al oficial que me interrogaba: Estoy seguro de que usted, que es valiente, como yo, habría intentado escapar. Lo hice, pero fallé, con lo que no les puedo causar daño. Todo eso se lo expliqué en alemán, que es mi idioma materno. Si no hubiese hablado su lengua, seguramente nadie me habría librado del castigo.

En su vida han existido también momentos de alegría. Como el de la Declaración de Derechos. Poner de acuerdo en una posición común a países tan distintos como Francia, EE UU, la URSS o Arabia Saudí sería un esfuerzo titánico. ¿Costó?

Lo atestigüé de primera mano. Si no se hubiera conseguido en 1948, las tensiones posteriores lo habrían hecho imposible después. En ese momento histórico, los soviéticos se abstuvieron, Arabia, también, y así permitieron su aprobación. Fue el momento. Un texto ambicioso para la historia de la humanidad.

Supongo que en aquellos momentos su indignación dio paso a la esperanza.

Pues sí. Ese momento fue de auténtica, de verdadera y gran esperanza en el entendimiento de las naciones tras la guerra. Estábamos convencidos de que aquel texto encarrilaría a buena parte del mundo en el camino de la libertad y la justicia. Pero aquello duró poco, porque después llegó otro sentimiento: la ansiedad que producía el peligro de una tercera guerra, que no sería como las otras, sino que traería consigo la catástrofe nuclear. El mundo había conocido dos horrores: el Holocausto e Hiroshima, y eso nos producía un enorme temor. Era un mundo complicado e inseguro. Sentíamos que si la ONU no conseguía éxitos en sus programas de desarrollo y respeto a los derechos humanos, todo se iría derrumbando.

¿Le queda algo del optimismo de entonces?

Todavía creo que existen pequeños y lentos pasos adelante y que continuarán, con retrocesos y avances. La última década del siglo XX fue muy prometedora. Después de la caída del Muro estábamos convencidos de habernos adentrado en una nueva era. En 2000 se llegó a un acuerdo bajo la presidencia de Kofi Annan de los objetivos del milenio. Pero cayeron las Torres Gemelas... Y empezamos el siglo XXI muy mal.

Con la amenaza terrorista, pero también con la ruptura de las reglas internacionales por parte de Bush, Blair y Aznar. ¿Qué supuso aquello para el orden mundial?

Aquello es parte de mi indignación presente. El hecho de que los ciudadanos sean conscientes de que estábamos dando grandes pasos adelante y esos líderes los frenaran en seco y nos colocaran en la dirección equivocada.


¿No fue aquello una especie de paripé de cruzados por la democracia que en realidad representaban una especie de fascismo travestido?

Desde luego. Una de las reglas básicas a respetar en ese nuevo orden mundial que empezaba a configurarse a finales del siglo XX era el derecho internacional. Romperlo era adentrarse en lo peor.

Contra gobernantes de ignorancia supina, ¿qué se puede hacer? ¡

Indignarse! Necesitamos otros gobernantes, y también, compromiso de la sociedad para aupar a los más decentes. No podemos caer en esa desazón de la juventud, ni en pensar que todos los políticos son iguales, porque no es cierto. La rabia y la indiferencia no nos llevan a ninguna parte.

En su vida ha existido otra indignación persistente: Palestina.

 De nuevo, la ruptura de las reglas internacionales, la brutalidad impuesta, la situación en Gaza y Cisjordania aúnan todo lo que más he detestado en mi vida. Parecida a la que sentí en los campos de concentración. Siento un gran aprecio por el Estado de Israel, pero cuando su Gobierno se comporta de una manera similar a los peores Gobiernos que yo he tenido que soportar en mi vida, no puedo admitirlo y me rebelo y denuncio esos abusos cometidos por ellos con el permiso de Estados Unidos, la Unión Europea y algunas empresas involucradas en la situación. Es lo mismo que siento respecto a la incapacidad para ponerse de acuerdo sobre el cambio climático. Espero que ahora Obama, tras haber acabado con Bin Laden y ganado popularidad, pueda avanzar en ciertas cosas.

Por cierto, ¿qué opina de ese episodio?

Bueno, yo me alegro de que se haya acabado con él. Era un asesino capaz de cosas espantosas. Sobre todo, de haberle dado al islam una imagen siniestra en el mundo. Y no es así. La gente de los países árabes se ha encargado en pocos meses de hacernos saber que aspiran al sentido común con sus revueltas. Pero, volviendo a Bin Laden, hubiera sido deseable otro método: la detención, un juicio.

¿Dónde queda Europa con esas amenazas de políticas antiinmigración?

Justo ese es el objetivo de mi libro. Concienciar a la gente para afrontar los nuevos retos con valores dignos. No son nuestras ínfimas naciones las que están en peligro, es nuestro mundo, cada vez más amenazado por corrientes como los neocons o quienes no se mentalizan en el trato al medio ambiente. La fe en el compromiso es clave. No estamos condenados al fracaso, pero para evitarlo hay que dar un paso adelante.(El País)

AUTORIDAD MORAL

Toda una vida de lucha por el progreso, de resistencia frente a los totalitarismos, de autoridad moral, y este francés nacido en Alemania en 1917 se ha ganado el éxito y el aplauso mundial con un pequeño libro panfleto, '¡Indignaos!' (Editorial Destino, con prólogo en español de José Luis Sampedro), que ha sacudido el descontento en los países desarrollados frente a un sistema económico-político lleno de goteras.

Este judío, muy crítico con la política de Israel hacia Palestina, participó en la resistencia francesa contra los nazis, estuvo preso en varios campos de concentración y participó en la Declaración Universal de los Derechos Humanos.

Petroleiros criticam Eike em inauguração da P-56

O empresário Eike Batista virou hoje alvo de críticas durante discursos dos petroleiros na inauguração da plataforma P-56, em Angra dos Reis (RJ). Agradecendo muito à Petrobras por manter obras no País, representante da Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou o empresário por ele ter optado por contratar obras "lá fora".


"Esses empresários estão levando empregos para o exterior. O senhor Eike Batista, que comprou áreas de exploração de petróleo no Brasil, agora quer construir lá fora petroleiros, plataformas e tudo", disse no palanque em que se encontrava a presidente Dilma Rousseff, acompanhada de ministros e diretores da Petrobras.
 

Pouco antes, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos local, Helio Ribeiro, apesar de ter anunciado ao longo da semana uma série de protestos para o dia da inauguração da P-56, apenas agradeceu à presidente Dilma Rousseff que, enquanto ministra, "encampou" a reivindicação do setor metalúrgico por maior concentração de obras de construção de plataformas e navios petroleiros no Brasil.

Já o prefeito de Angra dos Reis, Lucas Jordão, depois de ter sido vaiado ao ter seu nome anunciado na cerimônia, conseguiu arrancar aplausos dos cerca de oito mil trabalhadores que estavam sob o sol, assistindo aos discursos, ao defender a contratação imediata das sondas de perfuração para o pré-sal, em vez da realização de uma nova licitação, como pretende a Petrobrás.

Navios
 

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, admitiu a dificuldade de alguns estaleiros em realizar as obras de construção de navios petroleiros, plataformas e sondas de perfuração, por conta de uma necessária "curva de aprendizado".
 

Sem citar as dificuldades que o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) está enfrentando pela falta de experiência da mão de obra local, Rocha destacou que os prazos podem ser prejudicados, mas o trabalho "não será mal feito". "Existem certificadoras internacionais para garantir que isso não ocorra", disse.
 

Durante a semana, fontes informaram que parte do navio petroleiro João Cândido, que está sendo construído em Pernambuco, estaria com problemas estruturais e teria que ter parte das obras refeita.

Segundo Rocha, a indústria naval emprega hoje 58 mil pessoas e a licitação das 21 sondas do pré-sal que a estatal deve contratar em breve poderá gerar mais 15 mil empregos diretos. "Isso significa uma cadeia de 700 mil trabalhadores, dos quais 50% se concentram no Rio de Janeiro", destacou. Ele lembrou ainda que o Sinaval tem perspectivas de que o setor atinja 100 mil trabalhadores empregados diretos até 2015, dos quais 70% estarão no Rio de Janeiro. (Agência Estado)

NYT destaca obra de Belo Monte

O jornal The New York Times trouxe em sua  edição de ontem quinta (2), uma enorme matéria a respeito da autorização do Ibama para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte “no meio da floresta amazônica”. A publicação deu grande destaque aos vários protestos contra a obra e a favor da população indígena, "que será bastante afetada" com a construção. “Nós não vamos ceder um centímetro”, disse Antônia Melo, líder da ONG Xingu Vivo Para Sempre, entrevistada pelo NYT.

Lula deve indicar o eventual substituto de Palocci

Assim como impôs Antônio Palocci para a Casa Civil do atual governo, o ex-presidente Lula também escolherá seu eventual substituto, segundo definiu a presidenta Dilma. O mais cotado é outro homem de confiança de Lula, seu ex-secretário particular Gilberto Carvalho, hoje secretário-geral da Presidência.

quinta-feira, junho 02, 2011

PT descarta manifestação em apoio a Palocci

Fragilizado desde a revelação de sua evolução patrimonial, o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, terá hoje nova demonstração de seu isolamento político.

Reunida em Brasília, a Executiva Nacional do PT, seu partido, descartou ontem a hipótese de manifestação em apoio de Palocci. Questionado sobre a hipótese de divulgação de nota em favor do ministro, o presidente do PT, deputado Rui Falcão, disse que o caso não está na pauta do partido.(Folha)

quarta-feira, junho 01, 2011

Cartões de crédito passam a ter novas regras a partir desta quarta


Os cartões de crédito passam a ter novas regras a partir desta quarta-feira (1°). As novas regras foram aprovadas em 25 de novembro de 2010 pelo Banco Central do Brasil (Bacen), por meio da Resolução 3.919/2010 e da Circular 3.512/2010.

Dentre as novas mudanças estão o número de tarifas, que caem para cinco (antes, eram mais de 80). Agora, o consumidor também pode optar por dois tipos de cartões: o básico (para pagamentos de compras, contas e serviços) e o diferenciado (com os serviços dos básicos, acrescidos a programas de benefícios e recompensas, como bônus e milhagens). Outra mudança, é que a partir de hoje, o cliente deve pagar, no  mínimo, 15% da fatura (antes, cada banco tinha a sua própria regra); porém, em dezembro,  este valor subirá para  20%.
 
Durante um seminário sobre as novas regras dos cartões, o presidente do Bacen, Alexandre Antônio Tombini chegou a comentar que com as novas regras, aliadas ao uso racional do cartão de crédito, muitas famílias podem deixar de se endividar por excesso.
 
O site InfoMoney traz as informações que os cartões de crédito devem ter a partir de hoje:
 
-Limite de crédito total e limites individuais para cada tipo de operação de crédito passível de contratação;
-Gastos realizados, por evento, incluindo os parcelados;
-Identificação das operações de crédito contratadas e respectivos valores;
-Valores relativos aos encargos cobrados, informados de forma segregada, de acordo com os tipos de operações;
-Valores dos encargos a serem cobrados no mês seguinte, caso o cliente opte pelo pagamento mínimo da fatura;
-Custo efetivo total para o próximo período das operações de crédito passíveis de contratação.
 
Fonte: InfoMoney e Uol