sábado, maio 05, 2012

Delta tem novo presidente!

Delta tem novo presidente!

Carlos Alberto Verdini substituiu Fernando Cavendish na presidência do Conselho de Administração da construtora.Verdini está na Delta há nove anos e era diretor comercial. Antes, trabalhou 13 anos para a Queiroz Galvão e 14 para a Camargo Corrêa.

Membros da CPI ameaçam ir à Justiça contra medidas de segurança

Membros da CPI ameaçam ir à Justiça contra medidas de segurança

Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investigará as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira ameaçam recorrer à Justiça contra o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que restringiu o acesso aos dados sigilosos solicitados pela comissão para balizar as investigações. Por determinação do presidente, apenas três computadores darão acesso às milhares de páginas e os assessores parlamentares estão proibidos de manusear os documentos, algo inédito em CPIs.

"A sistemática que ele adotou liquida os trabalhos da CPI, inviabiliza por completo. Teremos zero de investigação", disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que afirmou que irá à Justiça para ter direito de sua assessoria manusear os documentos. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que o presidente da CPI está "tratando parlamentares como se fossem parentes de Cachoeira indo visitá-lo no presídio". Para burlar a restrição de entrar na sala com celular, ele promete levar o aparelho escondido. "Não tem gente que esconde dinheiro na cueca? Só falta vistoriarem as partes íntimas". Vital do Rêgo disse que as críticas são precipitadas, mas não descarta recuar das medidas.

Presidente da Tim é investigado por suposta fraude na empresa

Presidente da Tim é investigado por suposta fraude na empresa


O presidente da Tim, Luca Luciani, é alvo de investigações por suposta fraude em, aproximadamente, 37 mil chips (SIM cards) para aumentar o orçamento da empresa. Há cinco anos que a empresa tem sido investigada, na época, os responsáveis pelo caso informaram que os chips foram ativados para usuários que já faleceram. A Telecom Italia não comentou o assunto e a Tim também não confirma a saída de Luciani. Em nota, a empresa diz não ter nenhum esclarecimento sobre o caso.(Com informações do Estadão)

sexta-feira, maio 04, 2012

Delta financiou a campanha de Dilma

 

Delta financiou a campanha de Dilma


A Justiça Eleitoral registra que a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão à campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, em 2010. E se transformou na empresa que mais recebeu recursos para tocar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que esses valores podem ter chegado a R$ 4 bilhões.É a quadrilha do PT/PMDB tomando conta do sistema!O Brasil está entregue a uma quadrilha muito bem organizada!

JBS aluga ativos da Frangosul e passa a atuar no mercado de frangos no Brasil

JBS aluga ativos da Frangosul e passa a atuar no mercado de frangos no Brasil


A JBS (JBSS3) anunciou nesta sexta-feira (4) que assinou um acordo para alugar os ativos da Frangosul, empresa controlada pelo grupo fancês Doux. Segundo comunicado, a companhia não assumirá pendências, encargos, constrição ou penhora.

A companhia estima que a, partir desta operação, ela aumentará em mais de 15% a sua capacidade de produção mundial, para cerca de nove milhões de aves por dia. Com a aquisição destes ativos, a JBS vai criar uma nova divisão de negócios denominada JBS Aves Brasil, que será comandada pelo CEO (Chief Executive Officer) James Cleary.

Consolidação

Com essa operação, a JBS espera atuar de forma consistente no mercado de frango brasileiro. Atualmente, Brasil e Estados Unidos são os dois maiores players globais no segmento de aves, com 30% do consumo mundial, 365 da produção global e 70% da carne de frango exportada no mundo.(Infomoney)

quinta-feira, maio 03, 2012

Veja como fica o novo cálculo da poupança

Veja como fica o novo cálculo da poupança

Como é a remuneração da poupança hoje:

O dinheiro depositado nas cadernetas é corrigido mensalmente pela variação da Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês de juros. Criada em 1991, a TR é calculada a partir da remuneração mensal média de impostos, depósitos a prazo dos bancos e títulos públicos. Um depósito feito em 3 de maio de 2011 rendeu 7,47% nos últimos 12 meses.

2.Como é a nova regra de remuneração:

A remuneração de novos depósitos ou novas cadernetas seguirá a variação da taxa básica de juros (Selic), definida pelo Banco Central. Se a Selic cair para 8,50% ou menos, o saldo da poupança será corrigido por 70% da taxa básica, acrescida da variação da TR.

3. Se a Selic ficar acima de 8,50%?

Se a taxa básica de juros ficar acima de 8,50%, o rendimento da poupança segue a regra atual de correção: 0,50% ao mês, mais a variação da TR. Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. O mercado acredita que o juro pode cair para 8,50% em maio ou julho.

4. A nova não regra afeta as cadernetas antigas:

Somente os novos depósitos ou cadernetas abertas a partir do dia 4 de maio (sexta-feira). Os saldos registrados até o final do expediente bancário desta quinta-feira seguem sendo corrigidos pela regra antiga.

5. A nova remuneração vale a partir desta sexta-feira, todos os depósitos ou cadernetas abertas já estarão sujeitos à nova regra de remuneração.

6. A caderneta não deixará de ser isenta do Imposto de Renda.A isenção do imposto continua valendo na nova regra.

7. Historicamente, a caderneta de poupança nunca pagou mais do que o equivalente a 70% da taxa básica de juros.

8.A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O porcentual definido na reunião servirá de baliza para a remuneração da poupança no dia seguinte ao da decisão. O Copom se reúne de 45 em 45 dias. São oito encontros por ano.

9. A liquidez não será alterada: a liquidez diária continua valendo dentro da nova regra de remuneração.

Procurador-geral recusa convite para falar em CPI

Procurador-geral recusa convite para falar em CPI

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recusou o convite para falar sobre o inquérito que investiga o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e as relações do empresário de jogos ilegais Carlos Cachoeira, com políticos e agentes privados.

Segundo o presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), Gurgel alegou ter impedimentos técnicos para comparecer e informou que as investigações não estão concluídas.
No entendimento do Ministério Público Federal, Gurgel não poderia participar da CPI como testemunha, uma vez que terá que oferecer a denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o inquérito que investiga o caso.

A recusa não descarta totalmente a presença de Gurgel na comissão que pode ser convocado, o que torna o comparecimento obrigatório e ouvido em sessão secreta. A CPI já recebeu requerimentos convocando Gurgel a falar sobre as apurações.

"Essa decisão não afasta a possibilidade de convocação. Eu expliquei ao procurador que a minha visita foi institucional, mas tem uma solicitação de convocação."

E completou: "a CPI entende que qualquer cidadão tem o dever de depor", disse.
Gurgel, porém, teria se comprometido a manter um canal de diálogo com a CPI.

Além de ouvir Gurgel, o comando da CPI quer ouvir delegados envolvidos nas operações Monte Carlo e Las Vegas que investigam as relações Cachoeira, com políticos e agentes privados.
Eles vão pedir ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) que libere os delegados. A ideia é que sejam ouvidos em sessão secreta para evitar exposição.

Forças Armadas fazem megaoperação na Amazônia

Forças Armadas fazem megaoperação na Amazônia


O governo brasileiro iniciou ontem uma megaoperação para combater narcotráfico, garimpos ilegais e desmatamento irregular na fronteira norte da Amazônia. O Exército chegou a enviar um representante a países vizinhos para esclarecer eventuais temores com a operação.

A ação, denominada "Agata 4", levará 8.700 militares para a fronteira do Brasil com Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Serão usados ainda 11 navios, nove helicópteros e 27 aviões.

Cássio questiona presença de Protógenes em CPMI do Cachoeira

Cássio questiona presença de Protógenes em CPMI do Cachoeira


O senador Cássio Cunha Lima (PSDB–PB) apresentou questão de ordem contra a presença do deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) como integrante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, alegando que o parlamentar teria atuado em conluio com Cachoeira e com os principais personagens que serão investigados pela CPMI. “Tendo em vista as circunstâncias, o deputado é diretamente interessado nos rumos dos investigados pela comissão parlamentar de inquérito”, disse. Protógenes reagiu afirmando que a sua participação no colegiado é legítima e lembrou que ele foi autor do primeiro pedido de investigação do esquema de Cachoeira, em CPI na Câmara que tinha em vista as atividades de contravenção no jogo do bicho.

quarta-feira, maio 02, 2012

Dilma deve discutir hoje mudanças na remuneração da poupança

 

Dilma deve discutir hoje mudanças na remuneração da poupança


A presidente Dilma Rousseff se reúne nesta quarta-feira (2) com líderes dos partidos governistas para discutir medidas econômicas que permitam efetuar novas reduções das taxas de juros bancárias e mudanças na remuneração da caderneta de poupança podem estar na pauta da reunião.

A mudança na remuneração da caderneta de poupança, que atualmente paga TR (Taxa Referencial) mais 0,5% ao mês, seria necessária para que o Governo consiga continuar reduzindo a taxa de juro no País. Isso porque, com a Selic em níveis muito baixos, a poupança ofereceria uma rentabilidade maior do que os títulos públicos e outros ativos de renda fixa.

A presidente já afirmou que pretende reduzir os juros reais (descontado a inflação) para no máximo 2% ao ano até o fim de seu mandato.

Deputados a favor

De acordo com matéria publicada no Valor Econômico, 49% dos deputados federais são favoráveis à alteração do cálculo de remuneração da poupança, enquanto 31% são contra e 19% disseram não saber opinar ou não responderam.

CPI mista que investiga Cachoeira recebe inquérito do STF

CPI mista que investiga Cachoeira recebe inquérito do STF



O presidente da CPI mista que investiga as relações do contraventor Carlos Cachoeira com agentes públicos e privados, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), receberam às 10h22 desta quarta-feira (2), do Supremo Tribunal Federal, os 40 volumes do inquérito aberto para investigar o esquema, em papel e em CD. O inquérito, requerido por Vital na instalação da comissão, foi depositado em um cofre localizado na sala da Subsecretaria de Apoio às Comissões Especiais e Parlamentares de Inquérito.

Também nesta quarta-feira, a CPI se reúne para traçar seu plano de trabalho. Uma das providências agendadas é uma visita, às 11h, do senador Vital do Rêgo e do deputado Odair Cunha, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Vital e Odair pedirão ao procurador que venha ao Senado, para atualizar os integrantes da CPI com informações sobre o inquérito conduzido pela Polícia Federal.

Dilma pode demitir ministro Patriota

Dilma pode demitir ministro Patriota

O ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) escapou de um presente desagradável na sexta (28), dia do seu aniversário de 58 anos. Sua demissão já havia sido definida pela presidente Dilma, que na última hora resolveu colocar o assunto na geladeira. Ela não vê a hora de substituí-lo. Não gosta do jeito dele, discreto, quase medroso, e detestou sua atuação durante a visita dela a Washington, em abril.

terça-feira, maio 01, 2012

Gravações da PF indicam ligação de jogador Túlio com Cachoeira

Gravações da PF indicam ligação de jogador Túlio com Cachoeira


Diálogo interceptado pela Polícia Federal mostra o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tratando com um integrante do seu grupo sobre um contrato de R$ 30 mil para o atacante e ex-vereador Túlio Maravilha.É o mundo todo!

Endividados e sem tecnologia, produtores de cacau não atendem mercado interno

Endividados e sem tecnologia, produtores de cacau não atendem mercado interno


O endividamento, a falta de crédito rural dos produtores e a tecnologia de produção pouco difundida são alguns dos obstáculos ao crescimento da produção de cacau no Brasil. Os produtores brasileiros, que já foram responsáveis pela segunda maior produção do mundo na década de 80, ainda não se recuperaram dos prejuízos causados pela vassoura de bruxa, a praga que destruiu boa parte de suas lavouras no início da década de 90. E agora pedem apoio do governo para ampliar a produção.

A situação da cacauicultura no país foi discutida em audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) na tarde desta sexta-feira (27). Produtores, empresários e representantes do Ministério da Agricultura afirmaram que o consumo de chocolate cresceu significativamente nos últimos anos, tanto no mercado interno como no mercado externo. É preciso agora incrementar a produção brasileira para conquistar esse mercado.

Temos todos os elos da cadeia: produzimos, processamos e consumimos cacau. Seria falta de senso se continuássemos exportando produto barato e importando chocolate caro – argumentou na audiência o diretor da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Jay Wallace da Silva Mota.

Segundo Jay Wallace, o cacau é hoje produzido em seis estados brasileiros: Bahia, Pará, Rondônia, Espírito Santo, Mato Grosso e Amazonas, sendo a Bahia o maior produtor. A produção nacional, que já chegou a 400 mil toneladas por ano na década de 80, atualmente fica, em média, em 230 mil toneladas (dados de 2010). O mercado consumidor, no entanto, saltou de 300 gramas por pessoa em 2002 para 1,3 quilo por pessoa hoje. Ou seja, atualmente, a produção nacional de cacau não consegue atender à demanda interna, fazendo com que as indústrias tenham de importar matéria-prima.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Guilherme Galvão, um dos motivos de a produção nacional não ter se recuperado dos prejuízos da vassoura de bruxa – praga que teria sido propositadamente inserida nas lavouras cacaueiras da Bahia no final da década de 80 – é o grau de endividamento dos produtores. Galvão explicou que, desde os primeiros financiamentos feitos para recuperação da produção, e que não produziram os resultados esperados, pois a praga não foi integralmente contida, os agricultores não conseguem quitar suas dívidas com os bancos.

Com a produção caindo ano a ano, os agricultores seguem sem recursos para investir em tecnologia e aumentar a produtividade. Assim, perdem para a concorrência externa, vinda principalmente da Costa do Marfim e da Malásia. Galvão advertiu que cerca de U$ 1,5 bilhão devem ser gastos com importação de matéria-prima do cacau para processamento no país. Para ele, o Brasil não precisa voltar a ser o maior produtor de cacau do mundo mas, ao menos, conseguir ser autossuficiente no setor.

A preocupação foi compartilhada pelo secretário-executivo da Associação de Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Walter Tegani. Ele explicou que há mais de uma década as empresas não conseguem fazer investimentos efetivos para ampliação da capacidade de processamento por não ter matéria-prima para trabalhar. Se ampliarem o processamento, precisarão aumentar a importação do produto, já que o mercado interno não consegue atendê-las.

- O mercado brasileiro é o único com boa produção, área para expandir, indústria processadora e mercado consumidor em crescimento. Nossa preocupação hoje não é procurar cliente, mas procurar matéria-prima para viabilizar a manutenção das indústrias e, no futuro, para ampliá-las – lamentou.

Cultura sustentável

Outro ponto destacado pelo representante dos produtores de cacau foi a sustentabilidade. Guilherme Galvão explicou que a lavoura de cacau, especialmente quando cultivada pelo modelo de cabruca (em que o cacau é plantado junto a espécies da flora nativa para que possa usufruir de suas sombras e aumentar a produção de frutos), é uma “escola de sustentabilidade”. Com preservação da mata nativa, proteção do solo e resgate de carbono, a lavoura de cacau é considerada uma das mais ambientalmente corretas. A cacauicultura também representa grande mercado de mão de obra rural para o país. Com cultivo pouco mecanizado, as fazendas de cacau correspondem na Bahia a 60% do mercado rural.

A solução, defenderam os convidados da audiência, passa por renegociar as dívidas dos produtores e investir na divulgação de tecnologias – com implantação de mudas mais resistentes às pragas, controle do sombreamento e do manejo e métodos que aumentem a produtividade por área.

Presidente da CRA, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) afirmou que a comissão fará todo o possível para solucionar os problemas que emperram a produção de cacau no país. O senador se comprometeu a analisar na comissão todas as propostas legislativas relacionadas ao setor e anunciou que a CRA promoverá agora em maio uma audiência pública com representantes do governo federal para debater especificamente o problema de endividamento dos produtores rurais. A reunião tentará encontrar soluções de renegociações das dívidas, que afetam não apenas os cacauicultores mas agricultores de todo o país.

Também participaram da discussão Eduardo Brandão Costa, representante da Conderação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA); Wilson Destro, superintendente regional da CEPLAC em Rondônia; e Rafael Hercelin, responsável pelo projeto Phoenix, promovido pela Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) para incentivar o aumento da produção de cacau no país.

População não quer bebida alcoólica na Copa e 62% defendem feriado para os jogos

População não quer bebida alcoólica na Copa e 62% defendem feriado para os jogos


De acordo com pesquisa realizada pelo DataSenado, 80% dos brasileiros são contra a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos da Copa do Brasil em 2014, tendo em vista a legislação federal existente no país. Segundo essa parcela da população, o Brasil não deve abrir exceções. Para cerca de 19%, contudo, a bebida deve ser liberada; e 1% não soube opinar ou não quis responder.

A polêmica em torno do tema surgiu porque o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), alterado em 2010, passou a proibir a posse de bebidas por torcedores durante competições esportivas, em estádios e ginásios, como forma de prevenção à violência. Antes do Estatuto, já havia leis estaduais e municipais que proibiam expressamente a venda de bebidas alcoólicas em recintos esportivos, durante os jogos. No entanto, no acordo firmado com a FIFA, para sediar o Mundial de 2014, o Brasil assumiu o compromisso de liberar a venda de bebidas nos estádios – o que fere a legislação atualmente em vigor.

Em busca de uma solução para o impasse, após longa discussão, a Câmara dos Deputados aprovou o texto do projeto da Lei Geral da Copa, liberando a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios, durante o Mundial de 2014. O projeto foi enviado ao Senado, onde tramita como PLC 10/2012. Caso o texto venha a sofrer nova alteração – e seja aprovado no Senado e outra vez na Câmara com a proibição de bebidas alcoólicas – a Copa de 2014 no Brasil será a primeira na História em que os torcedores não poderão consumir cerveja nos estádios.

A assessoria de imprensa da FIFA alega que a venda de cerveja para o público geral foi permitida em todas as Copas do Mundo e que, até o momento, nunca causou problemas. De acordo com a FIFA, a venda de cerveja (ao invés de bebidas alcoólicas mais fortes) ajuda no controle da multidão, desde que servida em recipientes de plástico, por segurança. Além disso, o regulamento da instituição prevê que especificamente em jogos de alto risco a venda de bebidas possa ser proibida.

Os Superadvogados brasileiros!

  
Os Superadvogados brasileiros!

Excesso de causas na Justiça e honorários milionários fazem do direito a carreira mais promissora do momento

Nunca os advogados tiveram tanto serviço e ganharam tanto dinheiro. Faça as contas: Priscila Corrêa da Fonseca, de São Paulo, é especialista em direito de família, recebe seis novos casos de divórcio diariamente e cobra entre 10.000 e 30.000 por um serviço desses. Mantendo tal ritmo, seu escritório pode receber 100.000 reais por dia, ou algo como 2,5 milhões de reais por mês. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, de Brasília, não atende ninguém por menos de 75.000 reais. A não ser alguns poucos amigos. Contratado há quinze dias pelo banqueiro Salvatore Cacciola, do Banco Marka, o escritório de Almeida Castro tem dezenas de ações tramitando nos tribunais superiores. Especializado em direito internacional e comercial, o advogado paulista Hermes Marcelo Huck costuma receber pelos seus serviços por hora: cobra 550 reais de quem se interessar. Se trabalhar oito horas por dia e cinco dias por semana, pode ganhar quase 90.000 reais por mês, fora honorários a que tem direito quando vence uma ação.
Esses profissionais são alguns integrantes de um grupo cada vez maior de superadvogados. Gente que oferece atendimento e desempenho de primeira. Em troca, cobra pesado. O país já teve a fase dos engenheiros bem-sucedidos, principalmente na década de 70, tempo de Brasil grande. Viveu em seguida a fase da fartura no mercado financeiro, que pagava bonificações milionárias até outro dia. Está agora atravessando a fase dos superadvogados. Nos dias de hoje poucas profissões exibem possibilidade de ascensão tão espetacular quanto o direito. O começo de carreira é um tédio.
O jovem bacharel tem de redigir petições, ir ao fórum tirar xerox de processos e buscar jurisprudências, algo como um contínuo de luxo. Vencida a decepção inicial, a profissão promete. Basta ver o ganho dos profissionais mais graduados. "Os advogados estão vivendo uma fase de ouro", afirma o advogado Márcio Thomaz Bastos, um peso pesado do direito criminal. Ele próprio não entra numa causa por menos de 50.000 reais. "Você pode nunca precisar de um arquiteto ou de um engenheiro. É só não querer construir uma casa. Mas advogado não é querer, é precisar", diz Priscila Corrêa da Fonseca. Seu escritório tem hoje um estoque de 400 causas de separação litigiosa em andamento. Os clientes são jogadores de futebol, cantores, empresários, presidentes de empresas. "Sucesso não vem de graça. Fiz muito esforço, sacrifiquei minha vida pessoal, mas acho que valeu a pena", afirma. Sem filhos, solteira e trabalhando catorze horas por dia, Priscila é hoje dona de um dos cinco escritórios mais movimentados do país nessa área. "Muda a moeda, o presidente, mas sempre haverá gente se separando e brigando na partilha de bens", afirma. Com a advocacia comprou uma cobertura de 900 metros quadrados, uma casa paradisíaca na praia e uma adega com garrafas que chegam a custar 5.000 reais cada. Seu patrimônio é estimado em alguns milhões de reais. "Não sou rica, mas vivo bem." Para espairecer, quatro vezes por ano a advogada embarca para Nova York numa quarta-feira, assiste a óperas todas as noites, janta em restaurantes em que a conta nunca é menor que 250 reais por pessoa e volta a São Paulo no domingo à noite.
Sofisticação no mercado

O surgimento dos superadvogados ocorre num momento em que a profissão no Brasil está passando por uma transformação interessante. Antigamente, os bons escritórios pertenciam a nomões tradicionais e praticamente acabavam após a morte do dono. Essa gente sempre ganhou bem, e os remanescentes continuam a fazer sucesso, como é o caso do escritório do jurista José Luiz Bulhões Pedreira, do Rio de Janeiro. Hoje, há alguns escritórios estrangeiros na lista das melhores bancas brasileiras: Baker & Mackenzie, Clifford Chance, Linklaters & Alliance e White & Case. Trouxeram consigo oportunidades de emprego para jovens, salários acima da média e novos métodos de trabalho. Há outras mudanças perceptíveis. Os advogados sempre foram muito bairristas.

O criminalista carioca não pegava casos em São Paulo, e o tributarista gaúcho não buscava clientes na Bahia. Não é mais assim. Entre os maiores nomes da advocacia, boa parte criou filiais fora de seus Estados. Outra fatia montou estruturas de representação em algumas capitais, como se fossem franquias. Até pouco tempo atrás, o direito pagava salários equivalentes a duas outras profissões igualmente tradicionais: medicina e engenharia. Atualmente, advogados têm um rendimento médio até três vezes maior do que médicos e engenheiros.

A razão de tanta mudança é de uma simplicidade irritante: viver está mais complicado. Como a preocupação ecológica é cada vez maior, surgiu uma especialidade do direito ligada à legislação ambiental. Com o código do consumidor, desenvolveu-se um setor de trabalho ligado especificamente a essa lei. Com a abertura de mercado, cresceu uma demanda por especialistas em direito comercial e societário. E com as privatizações e a globalização ganharam força os especialistas em telecomunicações e em direito internacional. Nas transações com o exterior, as empresas costumam eleger tribunais de Nova York ou Londres para resolver eventuais disputas. Na hora de negociar, o advogado tem de conhecer as leis desses locais. Por trás de cada dólar que entra no país, há um aparato judicial que vai nortear contratos e transações econômicas. Isso sem falar nas novidades surgidas nos segmentos tradicionais do direito. O ramo trabalhista não é mais o mesmo depois de alguns acordos assinados entre patrões e empregados prevendo redução de salário, programas de demissão voluntária e terceirização. O direito tributário ficou mais complexo após a guerra fiscal e o direito de família vive em mutação. A última é a lei em discussão no Congresso sobre a união civil estável de homossexuais, o chamado casamento gay.

Já não há vagas nos grandes escritórios para advogados com formação genérica, como direito comercial apenas. Quem quiser um lugar ao sol terá de estudar mais. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Reginaldo Oscar de Castro, acha que atingir essa qualificação é algo mais complexo do que parece em função das limitações do atual sistema de ensino. "O Brasil tem quase o dobro de cursos de direito que os Estados Unidos. Não faz o menor sentido. Virou um negócio para os empresários do ensino", afirma. Todos os anos, 260 faculdades despejam no mercado cerca de 30.000 novos bacharéis. Como há 250.000 advogados em atividade no país, quem quer um destaque precisa acordar mais cedo, ler o que puder, estudar mais e trilhar um caminho diferente dos demais.

Foi o que fez Roberto Trigueiro Fontes, 35 anos. Ao perceber a mudança em curso, abriu filiais de seu escritório do Recife em Natal, Salvador e Fortaleza. É um dos maiores do Nordeste, com 67 pessoas. Conseguiu reunir clientes como Esso, Renault e Antarctica. A especialidade é direito comercial. "As pessoas daqui tinham de ir a São Paulo ou ao Rio atrás de advogados. O Nordeste é um mercado imenso, ainda mais depois da chegada das multinacionais", afirma. Trigueiro costuma cobrar de honorários o equivalente a até 2% do valor de uma causa ou 140 reais por hora de trabalho. Defende a Esso em uma ação avaliada em 3,5 milhões de reais por má-fé de postos de gasolina que quebraram contratos com a empresa. "Um cliente bom puxa outro. Descobri uma oportunidade que foi a de assessorar as empresas num lugar onde não havia ninguém especializado", relata.

Outra lição de perseverança vem do Espírito Santo. O advogado Sérgio Carlos de Souza queria associar-se a um grande escritório brasileiro para alavancar sua banca local. Durante quase dois anos, Souza enviou fax e cartas mensais a uma banca tradicional de São Paulo, Pinheiro Neto. Após dezenas de negativas, o dono do escritório resolveu recebê-lo em São Paulo. Seis meses depois, como seu representante no Espírito Santo, Souza tem uma carteira de cinqüenta empresas. Uma de suas maiores causas é contra o governo estadual. Seu cliente quebrou porque ficou sem receber pagamentos devidos pelo Estado. Está processando o governo em 100 milhões de reais. Se ganhar, Souza pode embolsar 15 milhões de reais em honorários.

Ainda estamos longe...

Ainda estamos longe...

Cerca de 5,2 milhões de turistas visitaram o Brasil em 2010, segundo o IBGE. Só o museu do Louvre, em Paris, recebe 7 milhões por ano.O nosso turismo ainda está longe de ser de primeiro mundo...