terça-feira, novembro 03, 2009

Aposentados fecham cerco ao Congresso por aumento




Entidade pressiona deputados a aprovarem proposta que vincula reajuste da aposentadoria ao mínimo e que acaba com o fator previdenciário. Parlamentar que votar contra projetos dos aposentados terá nome divulgado.

Representantes de aposentados prometem fechar o cerco ao Congresso esta semana para pressionar os deputados a aprovarem duas propostas que interessam à maioria dos 26 milhões de beneficiários da Previdência Social em todo o país. O objetivo é forçar a Câmara a aprovar o projeto (PL 1/07) que vincula o reajuste das aposentadorias ao salário mínimo e o que extingue (PL 3299/08) o índice que reduz o valor do benefício de quem se aposenta antes da idade prevista em lei, o chamado fator previdenciário.


O primeiro item está na pauta do Plenário e pode ser votado amanhã (leia mais). O segundo deve ser votado hoje (3) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) promete levar centenas de aposentados à Casa nesta terça-feira e ameaça divulgar os nomes dos parlamentares que votarem contra essas duas propostas.
“Em 2010 teremos eleições. Será o momento propício para os 26 milhões de aposentados brasileiros saberem realmente quem são seus amigos na Câmara. Assim poderão votar de forma consciente, sem medo de se arrepender", afirmou o presidente da Cobap, Warley Martins Gonçalles.

A estratégia do grupo é usar a agenda eleitoral para minar a resistência dos deputados que costumam votar de acordo com as orientações do governo. O Ministério da Previdência é taxativamente contra a aprovação das duas proposições e articula, no caso do fator previdenciário, a aprovação de uma medida alternativa.
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), cobra o cumprimento de um acordo fechado em agosto por representantes do Executivo e de entidades de aposentados e sindicalistas. Na ocasião, foi acertado que os aposentados que recebem acima de um salário mínimo terão reajuste de 2,5% a partir de 2010.
Para que essa proposta vá adiante, de acordo com o petista, foi acertado que algumas proposições não seriam mais votadas pelos parlamentares. Entre elas, o PL 01/07 e o veto presidencial a um trecho da MP 268, que garantia aumento de 16,67% aos aposentados retroativo a 2006 (leia mais).

Atrelamento ao mínimo
 
O texto original do PL 01/07 estabelece reajustes permanentes do mínimo e já foi aprovado pelos senadores com emendas. A proposta, que beneficia 8,1 milhões de aposentados, aguarda há meses deliberação da Câmara. Os deputados devem votar a emenda apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) à proposição, que garante a todos os beneficiários da Previdência Social o mesmo modelo de aumento do mínimo. A nova regra valeria já em 2010.    
   
O governo afirma que os cofres públicos perderiam R$ 3,5 bilhões apenas em 2008 caso o PL 01/07 já tivesse sido aprovado. De acordo com cálculos do Ministério da Previdência, somente a aprovação do reajuste beneficiário atrelado ao salário mínimo causaria um impacto imediato de R$ 6,8 bilhões nas contas da Previdência em 2009.


“Compreendemos as reivindicações, mas isso não é possível neste momento”, afirma Henrique Fontana. O petista explica que existe uma política de governo para valorizar as aposentadorias.
O relator do projeto que extingue o fator previdenciário, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), rebate o líder do governo e diz que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), assumiu o compromisso de submeter as duas propostas ao plenário. “Se cumprirem o acordo de votar o PL 01, tudo bem. Se não cumprirem, a pressão aumenta”, avalia.

Fim do fator previdenciário

No parecer que apresentará à CCJ, última etapa de tramitação da proposta antes do plenário, Arnaldo defende a extinção do fator previdenciário. “Meu voto será pela constitucionalidade do fim do fator previdenciário”, adiantou o deputado paulista. Segundo ele, o índice leva a perdas de até 40% nas aposentadorias dos homens e de até 50% nas das mulheres.
 
“Estamos mantendo o texto do Senado”, explica o relator. Caso o texto original do Senado - de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) - seja aprovado pelos deputados, caberá ao presidente Lula decidir se o fator previdenciário será realmente enterrado. “Por ser próximo a ano eleitoral, o governo vai deixar as barbas de molho”, considera o deputado do PTB.
 
O relatório elaborado por Arnaldo Faria de Sá também estabelece que as aposentadorias voltem a ser calculadas de acordo com a média aritmética simples dos últimos 36 salários de contribuição do trabalhador.
 
Criado em 1999 pelo governo Fernando Henrique Cardoso para conter os gastos da Previdência Social, o fator previdenciário é inversamente proporcional à idade de aposentadoria do segurado. Ou seja, quanto menor a idade no momento da aposentadoria, maior é o redutor e, consequentemente, menor o valor do benefício recebido. Dessa forma, quem se aposenta sob a influência do fator não recebe o mesmo valor com que contribuiu para a seguridade social.
 
“Avanço possível”
 
O governo anuncia que vai tentar emplacar outro parecer, produzido pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS) na Comissão de Finanças e Tributação. Líder do governo na Câmara, Henrique Fontana descarta a extinção súbita do fator previdenciário, porque isso, segundo ele, traria dificuldades orçamentárias para o governo.
Segundo o governo, esse instrumento injetará mais de R$ 1 bilhão na Previdência apenas em 2009. Para Fontana, o texto produzido por Pepe Vargas é o “avanço possível” e “responsável”, uma vez que garantirá R$ 404 milhões a mais para a Previdência apenas no próximo ano.
 
O relatório de Pepe propõe tempo mínimo de idade, somado ao tempo de contribuição, para que homens e mulheres se livrem do redutor de aposentadorias.
Pela proposta, elas terão de contribuir 30 anos e ter, no mínimo, 55 anos de idade para não pagar o fator. Já eles, para se livrarem do fator, devem contribuir por 35 anos e ter, no mínimo, 60 anos de idade.
 
Ou seja, somente quando a soma do tempo de contribuição previdenciária com a idade chegar a 85 (para as mulheres) e 95 (para os homens), o fator previdenciário deixará de existir.(Congresso em Foco)
 

 

Carta à Shell - 1986 - Relíquia histórica


A empresa Shell abriu seus arquivos e veio a conhecer o conteúdo e uma
carta enviada
por um consumidor, nos anos 80, ao seu Serviço de Atendimento ao
Consumidor. Ela
está transcrita na sua forma original, inclusive com os erros
gramaticais.

Conheça a carta:
"Olá!Tenho um Corcel II 1986 a álco e sou cliente dos posto Shell.
Não abasteço em nenhum otro posto há mais de 5 ano. Tô escrevendo
porque tô com uma
dúvida na qual acho que vocês são os mais indicado a me ajuda. A questã
é que tô
progamando uma viage para domingo dia 27/10. Nesse dia será realizado o
2º turno das
eleição e mais uma vez vai tê a proibição de venda de alco da meia
noite até a meia
noite de domingo. A chamada lei seca. Mas o trajeto que pretendo
percorre no domingo
é muito maior do que cabe de alco no tanque do meu carro, já que não
vai tê venda de
alco, vô te que carrega em alguma vasilha o resto que segundo meus
cálculo é um
tanque e meio quase 100 litro .
Gostaria de sabe qual a vasilha mais segura pra transporta o alco ou se
tem alguma
outra solução pro meu pobrema. Pensei em talvez abastece com gasolina
por que a
proibição de venda é so de alco pelo que eu vi.
Caso a solução seja mesmo a de transporta o combustive a se usado,
gostaria de sabe
se algum posto de vocês na região da Grande ABC poderia faze um
desconto por que eu
vo está comprando mais de 150 Litro de alco no sábado.
Conto com a ajuda de vocês.

Assinado:
Luis Inacio da Silva
Torneiro Mecânico
São Bernardo do Campo/SP"

Resposta da SHELL:
Prezado Sr. Luis Inácio da Silva
 Em retorno à sua carta, gostaríamos de esclarecer que a lei a que o
senhor se
 refere, proíbe apenas a venda de bebidas alcoólicas nos dias de
eleições e não a de
 combustíveis automotores.
 Shell Brasil S.A. Petróleo
 
 POR "MERO" ACASO, HOJE ESTE É O SEU PRESIDENTE.(Esta foi enviada por minha comadre)
 
 
 
 

GUATEMALA: TEMOR PELA SEGURANÇA DE COMUNIDADES DESALOJADAS



Duas comunidades indígenas foram despejadas à força no município de Panzós, Guatemala. A polícia queimou as casas e destruiu seus pertences. As autoridades não providenciaram abrigo alternativo às comunidades                                

Cerca de 80 pessoas das comunidades indígenas maias queqchi perto de Bella Flor e 8 de Agosto, na área rural de Panzós, Departamento de Alta Verapaz, foram despejadas no dia 2 de setembro. Alguns membros da comunidade Bella Flor se refugiaram em casas vazias na vizinhança. A comunidade 8 de Agosto foi despejada e ficou ao relento à beira da estrada por cerca de três semanas, quando reocuparam a terra de onde foram expulsos.
  
No dia 2 de setembro a polícia, apoiada pelo exército, expulsou as 27 famílias de Bella Flor. Membros da comunidade relataram que os policiais lhes deram 15 minutos para juntar o que podiam e deixar as casas. Os policiais então queimaram as casas da comunidade de Bella Flor. Além da perda de seus pertences, a comunidade também teve a lavoura destruída. A polícia também despejou 11 famílias da comunidade vizinha, 8 de Agosto.  A comunidade declarou que a polícia lhes deu 20 minutos para pegar seus pertences antes do despejo. Começaram então a destruir as casas (algumas com uso de facões, outras queimadas) e depois queimaram o restante de seus pertences. Membros da comunidade afirmaram que três policiais tentaram estuprar uma jovem de 15 anos. A comunidade foi levada para a beira da estrada pela polícia, ficando por lá até 21 de setembro, quando retornaram ao local de onde foram expulsos.
  
Essas comunidades estavam vivendo na área desde 2007. Houve tentativas anteriores, infrutíferas, de resolver a questão da propriedade da terra. A terra onde a comunidade 8 de Agosto construiu suas casas é supostamente de propriedade do governo. A terra de onde foi expulsa a comunidade Bella Flor seria de propriedade particular. A comunidade Bella Flor tem solicitado permissão às autoridades para retornar às terras para fazer a colheita da lavoura. Os membros da comunidade 8 de Agosto correm risco de despejo pela segunda vez, depois de terem voltado.
 


  De acordo com  informações da comunidade, as tentativas anteriores para resolver a questão da posse da propriedade foram infrutíferas devido à ausência dos proprietários nas reuniões. Nem os advogados que apóiam a comunidade, nem a Amnesty International foram capazes de examinar os direitos de posse dos supostos proprietários.
 
A Guatemala faz parte do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (ICESCR) ratificado em 1988. O Comitê das Nações Unidas sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CESCR) é um órgão de peritos independentes encarregado de monitorar o cumprimento por parte dos Estados, das obrigações sob a ICESCR. O CESCR determinou uma série de obrigações antes, durante e após despejos. Incluem dar oportunidade de consulta com os afetados, e prover ajuda legal jurídica às pessoas envolvidas. Além disso, a CESCR determinou que os Estados-membros garantam que “os despejos não resultem em pessoas sem-teto ou sob risco de violação de outros direitos humanos”.
   
O Ministério do Interior informou que houve 22 despejos na área rural em 2008. Todos os governos têm falhado na implantação de medidas visando garantir a imparcialidade no sistema judiciário no que se refere a disputas de terra ou de dar abrigo adequado às comunidades despejadas. Como resultado, as comunidades rurais e indígenas continuam sendo despejadas e sem acesso à justiça.
 
   





segunda-feira, novembro 02, 2009

Mais um sinal dos tempos...




Saiu na agência France Press que uma empresa de Hong kong está oferecendo empréstimos pessoais usando bolsas de grifes famosas como garantia.
A empresa Lady Finance empresta até 70% do valor da bolsa, com juros anuais de 28%. Caso o empréstimo não seja pago em dia, a bolsa fica para a empresa.
Esse esquema funciona bem na região por causa do forte mercado de bolsas de segunda-mão em Hong Kong, onde uma Louis Vuitton usada chega a ser vendida por U$ 2,6 mil (cerca de R$ 4,5 mil).

Berlim, duas décadas depois do Muro



No dia 9 de novembro comemoram-se 20 anos  da queda do Muro de Berlim. As exposições alusivas ao episódio da história contemporânea mundial já começaram e revelam, na verdade, a divisão que imperou em Berlim de 1945 a 1990. Na mídia, a contagem regressiva suscita debates e polêmicas. O povo alemão assiste a tudo, atento.

O Memorial do Muro de Berlim nunca foi tão visitado, segundo Tim Starke, do departamento de turismo berlinense. As fotos são a senhora da razão. O amplo acervo data de 1961, quando em plena construção do Muro as pessoas pulavam para o lado ocidental, em busca de liberdade.

Os 155 quilômetros de barreira entre Leste (soviético) e Oeste (americano, inglês e francês) mancharam com tintas cruéis a história recente mundial. Deixaram um corredor fúnebre: a “Faixa da Morte”, identificada com placas no chão.

As exposições, a maioria delas em praça pública, mergulham no resgate dos fatos e mostram que até mesmo no lado ocidental havia problemas. Muitos. Os três setores – inglês, americano e francês - mantinham barreiras de entrada. Trafegar de carro entre eles era quase impossível.

O Check Point by Charles, por exemplo, ficou imortalizado e até hoje recebe turistas, que posam para fotos com soldados americano e inglês (a foto custa 1 euro), cada qual com sua bandeira. Imaginem que muitos utilizavam avião para poder trocar de setor naquela época de tanta subdivisão do território alemão.

O musical “QI”, apresentado de terça a domingo no Friedrichstadt Palast, o melhor e maior teatro da cidade, é o grande acontecimento do show business berlinense. Com capacidade para 1.200 pessoas, o local fica praticamente lotado todas as noites. A estrutura do evento, que está em cartaz há um ano e meio, é grandiosa. São 250 pessoas envolvidas, das quais cerca de 100 artistas. Os ingressos custam de 20 a 100 euros.

O espetáculo é interessante. Não se deve compará-lo, porém, aos melhores musicais da Broadway nem aos mais concorridos shows de Las Vegas ou Londres. O QI é um mix de músicas americanas com coreografias apenas razoáveis, a cargo de bailarinos alemães. Tem bons trapezistas e um excelente malabarista. Mas o melhor de tudo é a empatia que gera com o público, que aplaude de pé o musical. No metrô e nos ônibus, a propaganda do espetáculo é constante. Virou orgulho dos berlinenses.

Antes ou depois do show, que começa pontualmente às 19h30, uma dica é jantar no restaurante panorâmico giratório de Berlim, em plena torre de TV, na Alexanderplatz. A cada 30 minutos, cumpre-se a rotação de 360 graus, com direito a vários e diferentes ângulos da cidade, tanto a Leste quanto a Oeste. O restaurante, construído há 40 anos para mostrar a “superioridade” do lado ocidental frente à ocupação soviética, fica a uma altura de 204 metros. O elevador leva 38 segundos para chegar até lá.

Gastro Ralye - O programa cult em Berlim é fazer um Gastro Ralye. Trata-se de uma visita guiada a um antigo bairro do Leste, tipo Old Berlim. O programa consiste num aperitivo bem germânico em bar de calçada, jantar em restaurante com cozinha internacional (geralmente italiano) e sobremesa num bistrô. Boas opções não faltam.

A atmosfera por lá é totalmente diferente do reto da cidade. É o lado oriental preservado, com bondes e clima despojado, num contraponto ao ar sombrio da época do Muro. O casario antigo foi conservado. E a vida noturna, numa comparação com São Paulo, se assemelha à da Vila Madalena.

Mas nem só de gastronomia vive essa Old Berlim. O bairro abriga artistas, escritores, músicos e boêmios em geral. Alguns bares só fecham quando o sol bate à porta. E há clubes e lounges onde dançar faz parte da cena. Imaginem que tem até casa de tango, onde se pratica algo parecido com a famosa dança de salão latina.  Para fazer um Gastro Ralye (desfrutar da gastronomia) é necessário fazer reserva no departamento de Turismo de Berlim. Há vários postos de atendimento. Alguns deles: Portão de Brandeburgo e Alexanderplatz.

East Side

Difícil desfrutar de toda a cultura que Berlim oferece. Mas alguns locais são visita obrigatória, como o moderno e badalado East Side Galery, um paredão com 1,3 quilômetro de pinturas alusivas ao Muro. Dos traços infantis ao mais hermético futurismo, encontra-se de tudo por trás dos pincéis e da imaginação de pintores anônimos que imaginaram o Muro com ângulos bem peculiares.

Berlim está em obras permanentemente e esse é outro aspecto que o turista menos avisado observará. Para uma melhor compreensão histórica e política, vale a pena lembrar que a capital alemã é, na verdade, uma cidade-estado, com funções políticas federais. Seus 12 bairros (já foram 23) têm prefeito e parlamento próprios. A política, como se vê, é distrital.

Um dos problemas que vem ocorrendo com frequência, nos últimos dois anos, diz respeito á abertura de terrenos próximos ao antigo Muro para o capital estrangeiro. Berlim quer trazer grandes conglomerados mundiais, a exemplo da Sony e da Universal Studios, que já estão por lá. Mas a população resiste. Quer que as áreas próximas ao Muro fiquem resguardadas, longe do capital e da especulação.

Mais um detalhe: Berlim já teve quatro milhões de habitantes nos anos 20. Hoje tem 3,4 milhões. A população, em geral, acha o número ideal. Teme um inchaço, o que roubaria qualidade de vida e poderia tirar uma identidade que resistiu a duras penas ao longo dos últimos 70 anos. Berlim ainda é uma torre-de-babel, com ares multirraciais que vão das ciclovias às grandes avenidas. Mas, pelo menos nos dias de hoje, a convivência pacífica dos povos virou grife da cidade. 

“Mais museus do que dias chuvosos”

Responsável pela promoção do Turismo de Berlim para o Sul da Europa e América Latina, Tim Starke disse que o marketing de Berlim tem sido direto e criativo: “Mais museus do que dias chuvosos”. Ele comenta que a frase de efeito vem trazendo retorno, pois cresce bastante o número de turistas que visitam Berlim em busca de cultura e história.

O representante do Turismo da cidade abordou vários ângulos de Berlim, cuja topografia reserva 30% de parques e 300 lagos, além de 770 quilômetros de ciclovias e 200 quilômetros navegáveis no Rio Spree.

Com 11 restaurantes no hermético e disputado Guia Michelin, Berlim mostra que comer bem é outro item em evidência atualmente. Já em relação à hotelaria, Tim Starke salientou que há cerca de 100 mil leitos na capital alemã. E lembrou que estão em construção oito hotéis de grande porte, o que elevará a capacidade da hoteleira, nos próximos dois anos, para quase 110 mil leitos.

Ainda de acordo com o representante do Turismo de Berlim, a própria Alemanha, que é forte no turismo interno, é o primeiro polo emissor de turistas para a cidade (60% do share), seguida pela Espanha e pela Itália. Na América Latina o Brasil detém a segunda posição no fluxo de turistas para Berlim, atrás apenas do México. 

“O mexicano visita muito a Espanha e costuma prosseguir a viagem até Berlim. Já em relação o Brasil um dos problemas é a falta de voo direto”. Starke revelou ainda que a cidade recebeu 7,9 milhões de visitantes no ano passado. Ele ressalta, porém, que o número sobe para 140 milhões se for levado em consideração o turista bate-e-volta, que não dorme na cidade. (Antonio Roberto Rocha)

Deputados deverão votar reajuste para aposentados


Proposta que equipara aumento dos aposentados ao salário mínimo está na pauta do plenário da Câmara para esta semana. A Mudança enfrenta grande resistência do governo.Os aposentados prometem acompanhar a votação "in loco".O Resenha Política também!

domingo, novembro 01, 2009

Certas verdades continuam...

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei .

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;já não havia mais ninguém para reclamar..."

Martin Niemöller, 1933

Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. - Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. - Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. - Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. - Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. "Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane".

sábado, outubro 31, 2009

Deu no Globo.com


Liberdade de imprensa em Natal


Em Natal/RN a prefeita Micarla, que é jornalista sancionou a lei que institui o Dia Municipal da Liberdade de Imprensa.
Para ser festejado a cada 2 de junho, em homenagem ao jornalista Carlos Alberto de Souza (pai de Micarla), integrando o Calendário Oficial do Município.
A Prefeitura fica autorizada a realizar eventos alusivos à data, com “despesas de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário”.
Está em vigor desde o dia 27 de outubro.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Tragédias ajudam a imprensa - Por Luciana Melo Ramalho


Tragédias não faltam no dia-a-dia das pessoas aqui no Brasil, a cada dia,cada esquina, e a cada noite o que mais se vê é a intolerância e a violência, sobretudo dentro das famílias brasileiras e nos grandes centros urbanos.

O brasileiro está ficando anestesiado com o sofrimento alheio, é tanto desespero dentro dos hospitais, dentro das favelas e dos lares, que já não é motivo de indignação o assassinato de uma criança ,de um casal de idosos ou mesmo de uma jovem e promissora atriz por exemplo, são tantas tragédias todos os dias que o tema já não é de interesse para os repórteres, mas um caso chocou a opinião pública no último ano .

O caso Isabella Nardoni,não saiu dos noticiários por meses a fio e agora mais de um ano depois o caso volta as manchetes dos jornais e aos noticiários de TV.Até parece que ninguém mais morreu ou que nenhuma outra criança sofreu abusos, torturas ou mesmo foi vítima de violência doméstica, a pauta principal da imprensa tem sido a cobertura exaustiva, dramática e em muitos casos e canais, até patética. O sensacionalismo e a corrida pela audiência fazem com que o bom jornalismo seja negligenciado em nome do ”achismo” de cada apresentador.

É lamentável que este caso em especial tenha causado tanta comoção hipócrita quando  se sabe  que milhares de crianças e bebês são assassinados nos bairros mais pobres das grandes cidades , nas barrigas de suas mães, ou mesmo por falta de atendimento nos pronto-socorros.

O que este caso tem de tão espetacular? Nada! A maldade humana é uma só, mas o que transforma uma tragédia familiar em notícia de tanto interesse popular? O ineditismo? A utilidade pública?Não! O motivo do súbito interesse é o simples fato do crime ter sido cometido, ou melhor, supostamente cometido por pessoas da classe média paulistana e também porque a imprensa brasileira passa por um período de ‘limbo’ nas redações. A imprensa por falta de criatividade e de competência transformou este caso em manchete nacional e explora o tema de forma distorcida dos manuais da ética jornalística.

Na disputa pela audiência vale tudo para ficar em primeiro lugar no ibope ou no Datafolha; é triste, pequeno e mesquinho o que se vê na cobertura da imprensa brasileira, onde está a grande mídia nos infanticídios lá do Acre, milhares de crianças são assassinadas nas aldeias indígenas diariamente e ninguém sabe disso, a população brasileira não tem conhecimento desses crimes bárbaros, mas a imprensa tem. Cadê os grandes repórteres lá no meio da selva fazendo a mesma cobertura dramática e exaustiva? Onde está a tão competente imprensa na cobertura da dramática situação das mulheres escalpeladas do Rio Amazonas? Será que estas pessoas também não merecem ter mais visibilidade em suas tragédias? Será que este Brasil tão rico em tragédias humanas não merece ser mais visto e mostrado? É preciso que a imprensa repense o seu papel enquanto formadora da opinião pública.

 Estamos formando uma geração de alienados, de pessoas bobas que só usam e falam o que a mídia corporativa induz diariamente nos seus resumidos telejornais. É melancólico ver a falta de propriedade das opiniões, a superficialidade das relações.Qual é a saída? Por onde começar o movimento de conscientização?De maior participação das pessoas para nos transformarmos em uma nação e não apenas em um país de terceiro mundo, onde cada um só quer tirar proveito pessoal,onde quem vence é o mais esperto.Muitas pessoas sequer sabem a diferença do que é moral e do que é ética.Não sei se esta é a melhor resposta, mas entendo que tudo que queremos transformar deve começar por nós mesmos.Comece por você! Comece a ver o mundo com mais critério, com mais respeito a si mesmo, aos outros, aos animais, ao meio ambiente, ao seu país!Ah!Esta senhora da foto é a Maria Trindade Gomes que  eu conheci lá no Congresso Nacional quando ela me procurou para fazer uma denúncia sobre o escalpelamento das mulheres no Rio Amazonas.

Boicote ao Shopping

Desde ontem o Parkshopping de Brasília passou a cobrar estacionamento.Atitude imediatamente repudiada por quase 100% de seus frequentadores, eu mesma já recebi inúmeros e-mails.Leia abaixo o protesto:


O ParkShopping de Brasília vai passar a cobrar pelo estacionamento a partir do próximo dia 28. Isso é ridículo. Você vai às compras ou diversão em um local, não muito barato, claro, e ainda por cima tem que pagar para estacionar. Será que os altos preços pagos nas lojas de lá já  não são suficientes?

Toda a população de Brasília está convocada, a não ser aqueles que concordam com essa prática, a boicotar o ParkShopping. Essa é a melhor forma de protestar contra a cobrança. Por isso, no próximo fim de semana BOICOTE, NÃO VÁ AO PARSHOPPING DE BRASÍLIA.

Repasse para o maior número de pessoas.Recado dado galera!

Luiz Carlos Azenha e outros blogueiros


Luiz Carlos Azenha durante palestra