domingo, janeiro 31, 2010
Cidades Inovadoras!
Capital do Paraná, Curitiba receberá, de 10 a 13 de março, os maiores especialistas em questões urbanas de todo o mundo.
Motivo: a 1ª Conferência de Cidades Inovadoras, que apresentará soluções urbanas a partir das experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, etc, etc, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
Deputado defende revisão territorial
Os moradores da localidade rural de Laje do Meio, a 28km de Apodi, nunca tiveram certeza de onde estão. Embora sejam eleitores do Rio Grande do Norte, a escola da comunidade pertence ao Ceará e o território onde moram está dividido entre os municípios cearenses de Limoeiro e Taboleiro do Norte. Uma pedra de calcário marca a divisa entre os dois Estados, com letreiros pintados à mão. Mesmo pesando centenas de quilos, a pedra sempre está sendo movimentada, às vezes para frente, às vezes para trás.
O mais interessante é que na localidade conhecida como Laje Feia, vários quilômetros depois de Laje do Meio no sentido Ceará, alguns moradores afirmam que é território potiguar. Eles garantem que a Petrobras e algumas empresas que exploram o calcário nas redondezas confirmam essa informação através do GPS.
Essa dúvida sobre a situação das divisas se repete em todo o Rio Grande do Norte, que faz limite também com a Paraíba. No sopé da serra de São José, onde se localiza a cidade de Venha-Ver, tem gente que não sabe quando está no RN, CE ou em terras paraibanas, já que a cidade se divide entre os três Estados.
A preocupação com a definição das fronteiras levou o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) a apresentar projeto que prevê a realização de plebiscito no Piauí, no Ceará e no Rio Grande do Norte para definir limites de municípios que ficam em região de fronteira entre esses Estados. O projeto de decreto legislativo 2.226/09 já está tramitando na Câmara dos Deputados. Pela proposta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os órgãos que desenvolvem as atividades de estudos, pesquisas e planejamento nesses Estados prestarão apoio técnico à Justiça Eleitoral na delimitação das áreas geográficas com indefinição.
Segundo Raimundo de Matos, cerca de dez mil pessoas são privadas dos elementos essenciais ao exercício da cidadania, pois desconhecem, formalmente, em qual Estado e município estão situadas as localidades onde vivem.
De acordo com o deputado, essa população é privada de eleger pessoas que representem, de fato, a região. “A exclusão do planejamento e do orçamento de ações governamentais priva a população local do mais sagrado direito do exercício da cidadania: a cobrança junto aos agentes políticos e aos servidores públicos. Ficam, então, dependentes de favores e concessões, pois, de fato, não são detentores dos direitos e prerrogativas da cidadania”, conclui.
Militares enfrentam mobilização anti-Brasil no Haiti
Em meio ao caos instalado no Haiti, após os terremotos, começa uma mobilização por parte de simpatizantes do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide (deposto e 2004) exigindo a saída das tropas brasileiras daquele país.
Os insurgentes vivem a maioria em bairros miseráveis da capital haitiana, Porto Principe, como Cité Soleil e Bel Air, onde Aristide aparece em grafites nos muros ao lado de Bob Marley e Martin Luther King.O ressentimento que alimenta esses haitianos partidários de Aristide insulta os brasileiros especialmente porque as operações de "pacificação" conduzidas pelos militares do Brasil entre 2004 e 2007, desarmaram gangues pró-Aristide após duros combates.
E apontam a presença dos militares brasileiros como fator que dificulta o retorno do ex-presidente. A maioria da população haitiana em Porto Príncipe, no entanto, mantém um sentimento de apreço aos brasileiros. A liderança militar da Minustah por brasileiros, a força de paz da ONU, em geral é bem aceita pelos haitianos.
Mas a resistência existe, especialmente em guetos de favelas e entre o movimento estudantil. A movimentação dos partidários de Jean-Bertrand Aristide é algo acompanhado com cautela pelo comando da Minustah.Com informações da Agência Folha
Postos de alimentos no Haiti só permitirão entrada de mulheres
O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) inicia neste domingo um novo esquema de distribuição de alimentos em 16 postos fixos na capital do Haiti, Porto Príncipe, no qual apenas mulheres terão autorização para entrar.
Segundo o PMA, experiências anteriores em outras grandes catástrofes mostraram que esta é a melhor maneira de garantir que os alimentos cheguem às pessoas necessitadas.
A decisão pode ter sido tomada por causa do mau comportamento de homens nas filas para coleta de alimentos desde o terremoto que atingiu o país, no dia 12 de janeiro. O WFP está incentivando os homens a acompanhar as mulheres e esperar do lado de fora dos centros de distribuição, para tentar evitar que elas sejam vítimas de ataques.
A organização disse que está trabalhando junto com autoridades locais para assegurar que homens com necessidades especiais também sejam atendidos.
Cupons
No sábado (30), o WFP começou a distribuir os cupons que poderão ser trocados nos postos. Cada família terá direito a retirar 25 kg de rações de arroz, programadas para durar duas semanas. "Até agora, a natureza desta emergência nos havia forçado a trabalhar de uma maneira 'rápida e suja' simplesmente para começar a distribuição imediata", explicou a diretora-executiva da entidade, Josette Sheeran.
"O novo sistema nos permitirá garantir a assistência alimentar a mais gente, e mais rapidamente, através de uma rede robusta de centros de distribuição.
O WFP diz ter conseguido fazer chegar mais de 16 milhões de refeições a 600 mil pessoas desde o terremoto, em meio a grandes problemas de logística causados pela destruição da infraestrutura do Haiti.(BBC)
sábado, janeiro 30, 2010
Erro do governo revela apadrinhamento de deputado para concessão de TV
Um erro burocrático do Ministério das Comunicações revelou que o deputado federal Mendes Ribeiro Filho, do PMDB, apadrinhou a Fundação Núcleo Cultural Bento Gonçalvense, do Rio Grande do Sul, para que a instituição obtivesse, no início do mês, uma concessão de TV educativa em Bento Gonçalves.
A falha partiu dos técnicos do site do ministério, que registraram o nome do parlamentar em vez de digitar o nome da fundação como beneficiária da TV.
O deputado confirmou a participação no processo para acelerar a concessão de emissoras educativas de seu estado. "O Hélio Costa endureceu para aprovar outorgas de radiodifusão. Fui procurado muitas vezes porque ele aumentava as exigências de vinculação com universidades para aprovar (as outorgas)", afirmou.
Segundo Ribeiro, não havia interesse pessoal ou econômico no apadrinhamento. "Não sou parente, não sou amigo (dos dirigentes da fundação que pleiteou a concessão), nem tenho interesse econômico na causa. Como interessa ao Rio Grande do Sul, eu peço", justificou.
O pedido de concessão para a TV Educativa de Bento Gonçalves foi feito em 2003. De acordo com o presidente da Fundação, Jorge Menezes, o deputado entrou no caso no início do processo, quando a consultoria jurídica do ministério exigiu alguns documentos para sua aprovação. Menezes ainda disse que procurou o parlamentar "porque não se consegue falar com o ministro das Comunicações sem estar acompanhado de um deputado".
O Ministério das Comunicações confirmou que o nome do deputado como beneficiário foi um erro técnico, mas informou que a citação do parlamentar no site mostra, "de algum modo", a transparência nos registros.
As informações são da Folha de S. Paulo.
Tony Blair será consultor da Rio-2016
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou neste sábado, em Londres, que o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, fará consultoria para o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2016.
"Tony Blair é o grande responsável pela vitória e pela preparação de Londres para sediar a Olimpíada de 2012. E se Londres chega a 2010 com todas as obras em dia, é porque se preparou com planejamento e projetos no período de Blair ainda como primeiro-ministro", disse Cabral, após encontro com o ex-premiê em sua casa, na capital britânica, do qual também participaram o ministro dos Esportes, Orlando Silva, e o presidente da Rio 2016, Carlos Nuzman."A contratação dele é a grande ponte Londres-Rio. A passagem da tocha, que acontecerá em 2012, se antecipou."
Segundo o governador, o trabalho de Blair será pago por empresas particulares e não com recursos públicos, e o ex-premiê irá ao Rio em maio para assinar o contrato.
Blair criticado
A visita dos brasileiros e o anúncio ocorrem um dia depois de Tony Blair ter sido sabatinado durante seis horas por membros de um inquérito sobre a participação da Grã-Bretanha na guerra ao Iraque.
Em seu depoimento, na sexta-feira, o ex-premiê disse que não se arrepende de ter ajudado a derrubar o governo de Saddam Hussein e que tomaria novamente a decisão de enviar tropas ao país.
Por causa de suas declarações, Blair foi alvo de protestos e críticas por parte da população, da imprensa britânica e até de antigos membros de seu governo.
Os representantes da Rio 2016 estão desde a última quinta-feira em Londres, onde visitaram instalações do futuro Parque Olímpico e se reuniram com representantes do comitê organizador dos Jogos de 2012.(BBC)
Brasília 50 anos!
A partir da próxima segunda-feira (1) o saguão de desembarque do Aeroporto Internacional JK se transforma em galeria de arte para receber as imagens da Expo Brasília 50 Anos. A exposição fotográfica é uma coletânea do trabalho de catorze profissionais da agência de fotojornalismo BG Press. A mostra é uma homenagem à cidade, com olhares diferentes de paisagens que vemos todos dia.
A exposição ficará no aeroporto até o dia 28 de fevereiro. Depois poderá ser conferida pelos moradores do Gama, Taguatinga e Plano Piloto. De 2 a 16 de março, a mostra estará no Gama Shopping. De 17 a 28 de março, no Taguatinga Shopping, de 29de março a 6 e abril no Boulevard Shopping (Asa Norte), e de 7 a 19 de abril, na estação central do Metrô.
Procurador-geral da República é contra revisão da Lei da Anistia
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um parecer se posicionando contrário a revisão da Lei da Anistia, promulgada em 1979. No texto assinado no final da tarde de sexta-feira, Gurgel defende a abertura e o livre acesso dos arquivos da ditadura militar.
Na avaliação do procurador-geral, a lei foi construída a partir de um longo debate nacional promovido na década de 70 e foi resultado do entendimento de diversos setores da sociedade civil. Segundo Gurgel, a revisão seria "romper com o compromisso feito naquele contexto histórico".
"A sociedade civil brasileira, para além de uma singela participação neste processo, articulou-se e marcou na história do país uma luta pela democracia e pela transição pacífica e harmônica, capaz de evitar maiores conflitos", afirma Gurgel.
O STF analisa uma ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que contesta o primeiro artigo da lei que considera como conexos e igualmente perdoados os crimes "de qualquer natureza" relacionados aos crimes políticos ou praticados por motivação política no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979. Os ministros da Suprema Corte terão que decidir se cabe punição para quem praticou tortura durante o regime militar.
O procurador-geral afirma ainda que a OAB participou ativamente do processo de elaboração da lei que tinha o objetivo de viabilizar a transição entre o regime autoritário militar e o regime democrático atual.
Com perfeita consciência do contexto histórico e de suas implicações, com espírito conciliatório e agindo em defesa aberta da anistia ampla, geral e irrestrita, é que a Ordem saiu às ruas, mobilizou forças políticas e sociais e pressionou o Congresso Nacional a aprovar a lei da anistia", afirmou.
Para Gurgel, também é importante o livre acesso aos arquivos da ditadura, impedindo que a visão restritiva da anistia crie embaraços ao pleno exercício do direito à verdade.
"Se esse Supremo Tribunal Federal reconhecer a legitimidade da Lei da Anistia e, no mesmo compasso, afirmar a possibilidade de acesso aos documentos históricos como forma de exercício do direito fundamental à verdade, o Brasil certamente estará em condições de, atento às lições do passado, prosseguir na construção madura do futuro democrático", disse.
A revisão da Lei da Anistia não é consenso dentro do governo. O Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos defendem que os agentes do Estado sejam incluídos na Lei de Anistia porque a tortura seria um crime imprescritível. Para o Ministério da Defesa e a Advocacia Geral da União, no entanto, a anistia brasileira foi "ampla e irrestrita", o que perdoaria os crimes cometidos pelos agentes da repressão.(Folha)
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Jornalistas acreditam que blogs podem pautar a imprensa
Notícias exclusivas e assuntos diferenciados postados em blogs podem pautar a grande imprensa. É o que os jornalistas reunidos no painel "Jornalismo na rede", na Campus Party, acreditam. Um exemplo é o PEbodycount, blog sobre segurança pública, mantido pelo jornalista Eduardo Machado e sua equipe, que retrata os índices de violência em Pernambuco.A página já chegou a pautar veículos e programas como Le Monde, Los Angeles Times, Profissão Repórter e Fantástico.
O blog apresenta números de homicídios e detalhes dos crimes que são atualizados diariamente. "A força disso é que quando o governo dizia que tinha tido um dia tranquilo, ou que a violência estava diminuindo, nós tínhamos esses dados para confrontar”, explica Machado.
O jornalista, que também é repórter do Jornal do Commercio de Pernambuco, conta que já rebateu uma informação oficial, de que uma das mortes registradas no estado teria sido causada por um atropelamento, saindo assim dos índices de criminalidade. Na realidade, os dados do blog, obtidos por fontes confiáveis, afirmavam que a pessoa havia sido morta a tiros. Para confrontar a informação oficial, os blogueiros postaram o texto “Atropelado por três tiros”, que gerou grande repercussão.
Para manter o blog, Machado conta com mais três profissionais na equipe e apoio da Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPE), que oferece R$ 1,5 mil de orçamento mensal para a manutenção da página.
Caminhos alternativos
Sem encontrar espaço nos grandes veículos ou patrocínio, muitos jornalistas optam por criar páginas independentes, como é o caso de Paulo Fehlauer, do blog garapa.org, coletivo multimídia, e André Deak, que mantém, ao lado de outros profissionais, o Haiti.org.br. No caso do portal sobre o Haiti, que é atualizado com informações gerais sobre o país, os jornalistas pretendem levantar uma verba para viajarem até o Haiti para cobrir o país de perto. Outra ideia é uma exposição com o trabalho dos principais fotógrafos que atuaram no Haiti.
Em todas essas investidas, os jornalistas não sabiam se teriam algum retorno ou não. “Nós sempre fizemos as coisas sem saber qual seria o retorno financeiro disso”, diz Fehlauer.
Nos blogs e sites alternativos, os profissionais acreditam que conseguem fazer o tipo de jornalismo que pretendem e investir nas reportagens multimídias, um grande diferencial. Deak só não entende porque os veículos brasileiros se afastam desse tipo de trabalho. “Os jornais do Brasil não valorizam a reportagem multimídia. É uma cegueira dos chefes de redação”.
Apesar de concordarem que o bom jornalismo custa caro, os profissionais criticam a cobrança de conteúdo na web. “Cobrar pelo conteúdo na internet é a vanguarda do atraso”, contesta Deak.
Exercício do jornalismo
Para exercer a profissão de jornalista, os palestrantes defenderam o fim da obrigatoriedade do diploma. Para eles, a faculdade é importante, mas não deve ser uma exigência para fazer jornalismo.
“Os melhores sites de economia são feitos por economistas. A faculdade é importante, mas é como no caso de publicidade, que é um curso aberto”, defendeu Marcelo Soares, jornalista profissional que escreve para o blog E você com isso?, da MTV.
Deak também é da mesma opinião. ”Os blogs nos mostraram que existe vida inteligente fora das redações”.
Maurício Stycer concorda e compara o trabalho de um blogueiro a de um jornalista. “Existem coisas que valem para qualquer mídia, como a apuração. São os princípios do bom jornalismo. A ideia do blog como ferramenta jornalística tem me fascinado”, declara.
O blog apresenta números de homicídios e detalhes dos crimes que são atualizados diariamente. "A força disso é que quando o governo dizia que tinha tido um dia tranquilo, ou que a violência estava diminuindo, nós tínhamos esses dados para confrontar”, explica Machado.
O jornalista, que também é repórter do Jornal do Commercio de Pernambuco, conta que já rebateu uma informação oficial, de que uma das mortes registradas no estado teria sido causada por um atropelamento, saindo assim dos índices de criminalidade. Na realidade, os dados do blog, obtidos por fontes confiáveis, afirmavam que a pessoa havia sido morta a tiros. Para confrontar a informação oficial, os blogueiros postaram o texto “Atropelado por três tiros”, que gerou grande repercussão.
Para manter o blog, Machado conta com mais três profissionais na equipe e apoio da Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPE), que oferece R$ 1,5 mil de orçamento mensal para a manutenção da página.
Caminhos alternativos
Sem encontrar espaço nos grandes veículos ou patrocínio, muitos jornalistas optam por criar páginas independentes, como é o caso de Paulo Fehlauer, do blog garapa.org, coletivo multimídia, e André Deak, que mantém, ao lado de outros profissionais, o Haiti.org.br. No caso do portal sobre o Haiti, que é atualizado com informações gerais sobre o país, os jornalistas pretendem levantar uma verba para viajarem até o Haiti para cobrir o país de perto. Outra ideia é uma exposição com o trabalho dos principais fotógrafos que atuaram no Haiti.
Em todas essas investidas, os jornalistas não sabiam se teriam algum retorno ou não. “Nós sempre fizemos as coisas sem saber qual seria o retorno financeiro disso”, diz Fehlauer.
Nos blogs e sites alternativos, os profissionais acreditam que conseguem fazer o tipo de jornalismo que pretendem e investir nas reportagens multimídias, um grande diferencial. Deak só não entende porque os veículos brasileiros se afastam desse tipo de trabalho. “Os jornais do Brasil não valorizam a reportagem multimídia. É uma cegueira dos chefes de redação”.
Apesar de concordarem que o bom jornalismo custa caro, os profissionais criticam a cobrança de conteúdo na web. “Cobrar pelo conteúdo na internet é a vanguarda do atraso”, contesta Deak.
Exercício do jornalismo
Para exercer a profissão de jornalista, os palestrantes defenderam o fim da obrigatoriedade do diploma. Para eles, a faculdade é importante, mas não deve ser uma exigência para fazer jornalismo.
“Os melhores sites de economia são feitos por economistas. A faculdade é importante, mas é como no caso de publicidade, que é um curso aberto”, defendeu Marcelo Soares, jornalista profissional que escreve para o blog E você com isso?, da MTV.
Deak também é da mesma opinião. ”Os blogs nos mostraram que existe vida inteligente fora das redações”.
Maurício Stycer concorda e compara o trabalho de um blogueiro a de um jornalista. “Existem coisas que valem para qualquer mídia, como a apuração. São os princípios do bom jornalismo. A ideia do blog como ferramenta jornalística tem me fascinado”, declara.
Protógenes Queiroz recebe outra punição
A Corregedoria da Polícia Federal aplicou nova punição ao delegado Protógenes Queiroz. Segundo a Portaria 007/2010, Protógenes foi suspenso por dois dias por ter publicado em seu blog uma nota afirmando que foi afastado pelo Ministério da Justiça das atividades de delegado para "possivelmente" favorecer o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.
Com a decisão, o delegado vai sofrer um desconto no salário pelos dias sem trabalhar. Afastado da função de delegado desde março, Protógenes coordenou a Operação Satiagraha contra Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta (morto em novembro passado) e o investidor Naji Nahas. Todos foram soltos depois. A Satiagraha investiga supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro.
Após a ação da PF, ele passou a responder processo disciplinar por suspeita de vazamento de informações e cumpre funções administrativas.
Apesar da projeção nacional, ele foi afastado da investigação e acabou virando alvo de um inquérito da PF que investiga desvios durante a Satiagraha. Entre os problemas na investigação estaria a utilização irregular de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Também há suspeita de Protógenes ter espionado, ilegalmente, autoridades dos Três Poderes.
O delegado se filiou em setembro do ano passado ao PC do B e deve se lançar candidato nas eleições de outubro.
O nosso Brasil está tão desacreditado que vivemos uma evidente inversão de velores,eu particularmente simpatizo com o Protógenes, ele foi meu vizinho por dois anos aqui em Brasília e sempre tivemos um bom convívio.Homem sério que está sendo alvo de perseguição.Se candidata Protógenes que o povo vota em você!
quinta-feira, janeiro 28, 2010
New York Times se rende aos blogueiros
Por ROBERT WRIGHT, no New York Times
Na semana passada a estreia de minha coluna online no New York Times (ou seja, esta coluna) aconteceu no mesmo dia em que o jornal anunciou seu plano para cobrar por conteúdo online. Coincidência?
Infelizmente, sim. Adoraria pensar que o Times estava usando minha prosa como um exemplo de algo pelo qual valesse a pena pagar, mas temo que não foi isso.
Bem, se não sou a chave para o futuro deste jornal, talvez eu possa pelo menos contribuir com meus dois centavos sobre aquele futuro. Aqui vai.
Minha primeira reação ao anúncio do Times foi: "Dava para prever. Assim que eu apareço eles decidem construir uma parede maciça que vai me relegar à obscuridade como resultado do fim do atual domínio do Times em sua categoria de conteúdo".
Minha segunda reação (depois de ler as letras minúsculas) foi: "Ainda bem, pelo menos eles vão esperar um ano antes de cometer um erro estratégico. Se bem que o George Bush esperou dois anos, mas a guerra do Iraque ainda foi a guerra do Iraque".
Minha terceira reação (depois de ler mais detalhes) foi: "Na verdade, pode funcionar, já que não se trata propriamente de uma parede. Mesmo assim, acho que precisa de uma mudança significativa".
O desafio básico enfrentado pelo jornal é simples: Colher renda de pessoas como eu, que lêem dezenas de artigos do Times por mês e que pagariam pelo privilégio, ainda assim mantendo leitores menos comprometidos. Dois grupos de leitores não comprometidos, particularmente: pessoas que vem à edição online através dos buscadores e pessoas que chegam até aqui através de links em blogs e outros sites da internet.
O primeiro grupo -- os buscadores -- é presumivelmente maior, mas o segundo grupo é crucial; se os melhores blogueiros deixarem de linkar conteúdo do Times porque os links levam a uma parede [pedagiada], então a atual propaganda do Times -- "Onde as conversas começam" -- deve ser mudada para "Onde as conversas terminam". Mas o fato é que o Times está construindo uma parede porosa de duas maneiras. Primeiro, através de um sistema de medição. Todo mundo tem algumas compensações: você pode vir ao site e ler um artigo de graça por seis, oito ou dez vezes por mês, mas assim que você excede o limite você terá que assinar ou será banido para a ilha vazia que é a parte da internet que não é do New York Times.
Se essa fosse a única porosidade, os blogueiros ainda poderiam temer que seus links levassem seus leitores a uma colisão de cabeça com uma parede de pagamento. Mas não será assim, como a seção de perguntas e respostas sobre o novo modelo explicou: "Se você está vindo ao NYTimes.com de outro site da internet e veio até aqui ler um artigo citado, você terá acesso àquele artigo e o acesso não vai contar para a sua cota de acessos gratuitos".
O que remove a preocupação de blogueiros em colocar links para conteúdo pago.
Mas, a longo prazo, pelo menos, essa solução é problemática. A tendência é de que mais pessoas vão ler mais coisas por indicação de outras; elas não começarão o dia buscando as home pages dos grandes jornais e revistas mas em geral seguirão as indicações de seus blogueiros -- ou, crescentemente, de tuiteiros que seguem ou de amigos (ou pelo menos "amigos") do Facebook.
Se a tendência continuar, você poderia ter alguns milhares de blogueiros e de outros formadores de opinião pagando ao Times para ajudá-los a começar a conversa, enquanto todos os demais -- os zilhões de pessoas que se juntam à conversa downstream -- participariam de graça. Assim, o futuro desse modelo não parece brilhante.
Por outro lado, o futuro ainda não chegou. Por enquanto, há muita gente que, como eu, começa o dia passando pela home do NY Times e de alguns outros sites comparáveis. Podemos ser mais velhos do que a turma que chega do Facebook, mas, epa, não estamos mortos ainda! E extrair dinheiro de gente velha é um modelo de negócio que se provou surpreendentemente duradouro. Os telejornais noturnos estão para acabar faz tempo -- já não conheço ninguém da minha idade que os assista -- mas enquanto isso estão fazendo uma grana decente, embora em queda, vendendo Cialis.
E o Times, ao contrário das redes de TV, neste cenário continuaria próximo de um grupo de leitores mais jovens -- as pessoas que chegam através dos blogs, do Facebook ou de um tweet -- de forma que, se surgir uma forma de extrair dinheiro deles, poderia mudar o modelo. Você poderia dizer que o Times está "ganhando tempo", o que é melhor que o fim dos tempos.
O que acontece quando você não dispõe nem mesmo do tempo comprado [dos leitores]? Há dois caminhos para a salvação.
O primeiro é "micropagamentos" -- pagamento de 5 centavos, 10 centavos ou 25 centavos por artigo. Os micropagamentos faz tempo são desprezados pelos visionários da nova mídia como Clay Shirky, mas eu pessoalmente penso que as perspectivas de curto prazo são suficientemente boas para que eles mereçam o que não tem nesse momento: um lugar no modelo do Times.
A posição de Shirky contra os micropagamentos se sustenta largamente no fato de que eles demandam "custos de transação mental", ou seja, "a energia exigida para decidir se vale a pena ou não comprar, independentemente do preço".
Mas, se isso em si fosse mortal, a história humana não teria nenhum comércio, já que todas as transações requerem essa energia inicial. Mas Shirky sustenta a sua teoria com provas: os micropagamentos nunca funcionaram.
Sim, isso é verdade. No entanto, ninguém nunca inventou um sistema de micropagamento tão simples que o custo daquela "transação mental" fosse a única fonte de desgaste. Pela minha experiência, não se trata de uma questão de decidir pagar 10 centavos com o click de um mouse. Em geral você tem que colocar as informações de um cartão de crédito, se inscrever em alguma companhia com um serviço chamado CyberDigiCash ou descobrir a senha de uma conta do PayPal (conta que você provavelmente nem tem).
Minha pergunta é: Por que a Amazon não adapta o seu sistema de "encomenda com um click" para uso como um sistema de micropagamentos de toda a rede? Uma vez que você está inscrito neste sistema -- muitos leitores do Times estão -- a Amazon claramente tem a capacidade de ler os cookies de seu browser e fazer o serviço a partir deles. E quanto ao sistema do iTunes -- outro site onde muitos leitores do Times já deixaram suas informações de cartão de crédito? Presumivelmente tanto a Amazon quanto a Apple amariam emitir micro-moedas globais e não se importariam de usar o Times para fazer propaganda de seu papel.
Assim sendo, já que falamos de micropagamentos, seguem meus dois centavos:
(1) Quando leitores "pedagiados" esgotarem os seus créditos, eles deveriam ver na tela os dois primeiros parágrafos do artigo e três botões: a) assine o Times e veja este e todos os outros artigos no site do Times; b) leia apenas este artigo pagando 10 ou 25 centavos através de sua conta na Amazon; c) o mesmo via sua contra no iTunes.
(2) Se em cinco anos virturalmente todo o tráfego do Times vier através de links de terceiro, o jornal deveria dar a esses leitores duas opções: assinem o Times ou façam micropagamentos.
Na verdade, o segundo passo pode nem ser necessário. Há razões para acreditar que dentro de alguns anos a tecnologia permitirá que a renda da propaganda online seja muito maior para os jornais e outros endereços da internet. Mas vou deixar esse tema -- o do segundo caminho para a salvação de longo prazo -- para outra hora.
Na semana passada a estreia de minha coluna online no New York Times (ou seja, esta coluna) aconteceu no mesmo dia em que o jornal anunciou seu plano para cobrar por conteúdo online. Coincidência?
Infelizmente, sim. Adoraria pensar que o Times estava usando minha prosa como um exemplo de algo pelo qual valesse a pena pagar, mas temo que não foi isso.
Bem, se não sou a chave para o futuro deste jornal, talvez eu possa pelo menos contribuir com meus dois centavos sobre aquele futuro. Aqui vai.
Minha primeira reação ao anúncio do Times foi: "Dava para prever. Assim que eu apareço eles decidem construir uma parede maciça que vai me relegar à obscuridade como resultado do fim do atual domínio do Times em sua categoria de conteúdo".
Minha segunda reação (depois de ler as letras minúsculas) foi: "Ainda bem, pelo menos eles vão esperar um ano antes de cometer um erro estratégico. Se bem que o George Bush esperou dois anos, mas a guerra do Iraque ainda foi a guerra do Iraque".
Minha terceira reação (depois de ler mais detalhes) foi: "Na verdade, pode funcionar, já que não se trata propriamente de uma parede. Mesmo assim, acho que precisa de uma mudança significativa".
O desafio básico enfrentado pelo jornal é simples: Colher renda de pessoas como eu, que lêem dezenas de artigos do Times por mês e que pagariam pelo privilégio, ainda assim mantendo leitores menos comprometidos. Dois grupos de leitores não comprometidos, particularmente: pessoas que vem à edição online através dos buscadores e pessoas que chegam até aqui através de links em blogs e outros sites da internet.
O primeiro grupo -- os buscadores -- é presumivelmente maior, mas o segundo grupo é crucial; se os melhores blogueiros deixarem de linkar conteúdo do Times porque os links levam a uma parede [pedagiada], então a atual propaganda do Times -- "Onde as conversas começam" -- deve ser mudada para "Onde as conversas terminam". Mas o fato é que o Times está construindo uma parede porosa de duas maneiras. Primeiro, através de um sistema de medição. Todo mundo tem algumas compensações: você pode vir ao site e ler um artigo de graça por seis, oito ou dez vezes por mês, mas assim que você excede o limite você terá que assinar ou será banido para a ilha vazia que é a parte da internet que não é do New York Times.
Se essa fosse a única porosidade, os blogueiros ainda poderiam temer que seus links levassem seus leitores a uma colisão de cabeça com uma parede de pagamento. Mas não será assim, como a seção de perguntas e respostas sobre o novo modelo explicou: "Se você está vindo ao NYTimes.com de outro site da internet e veio até aqui ler um artigo citado, você terá acesso àquele artigo e o acesso não vai contar para a sua cota de acessos gratuitos".
O que remove a preocupação de blogueiros em colocar links para conteúdo pago.
Mas, a longo prazo, pelo menos, essa solução é problemática. A tendência é de que mais pessoas vão ler mais coisas por indicação de outras; elas não começarão o dia buscando as home pages dos grandes jornais e revistas mas em geral seguirão as indicações de seus blogueiros -- ou, crescentemente, de tuiteiros que seguem ou de amigos (ou pelo menos "amigos") do Facebook.
Se a tendência continuar, você poderia ter alguns milhares de blogueiros e de outros formadores de opinião pagando ao Times para ajudá-los a começar a conversa, enquanto todos os demais -- os zilhões de pessoas que se juntam à conversa downstream -- participariam de graça. Assim, o futuro desse modelo não parece brilhante.
Por outro lado, o futuro ainda não chegou. Por enquanto, há muita gente que, como eu, começa o dia passando pela home do NY Times e de alguns outros sites comparáveis. Podemos ser mais velhos do que a turma que chega do Facebook, mas, epa, não estamos mortos ainda! E extrair dinheiro de gente velha é um modelo de negócio que se provou surpreendentemente duradouro. Os telejornais noturnos estão para acabar faz tempo -- já não conheço ninguém da minha idade que os assista -- mas enquanto isso estão fazendo uma grana decente, embora em queda, vendendo Cialis.
E o Times, ao contrário das redes de TV, neste cenário continuaria próximo de um grupo de leitores mais jovens -- as pessoas que chegam através dos blogs, do Facebook ou de um tweet -- de forma que, se surgir uma forma de extrair dinheiro deles, poderia mudar o modelo. Você poderia dizer que o Times está "ganhando tempo", o que é melhor que o fim dos tempos.
O que acontece quando você não dispõe nem mesmo do tempo comprado [dos leitores]? Há dois caminhos para a salvação.
O primeiro é "micropagamentos" -- pagamento de 5 centavos, 10 centavos ou 25 centavos por artigo. Os micropagamentos faz tempo são desprezados pelos visionários da nova mídia como Clay Shirky, mas eu pessoalmente penso que as perspectivas de curto prazo são suficientemente boas para que eles mereçam o que não tem nesse momento: um lugar no modelo do Times.
A posição de Shirky contra os micropagamentos se sustenta largamente no fato de que eles demandam "custos de transação mental", ou seja, "a energia exigida para decidir se vale a pena ou não comprar, independentemente do preço".
Mas, se isso em si fosse mortal, a história humana não teria nenhum comércio, já que todas as transações requerem essa energia inicial. Mas Shirky sustenta a sua teoria com provas: os micropagamentos nunca funcionaram.
Sim, isso é verdade. No entanto, ninguém nunca inventou um sistema de micropagamento tão simples que o custo daquela "transação mental" fosse a única fonte de desgaste. Pela minha experiência, não se trata de uma questão de decidir pagar 10 centavos com o click de um mouse. Em geral você tem que colocar as informações de um cartão de crédito, se inscrever em alguma companhia com um serviço chamado CyberDigiCash ou descobrir a senha de uma conta do PayPal (conta que você provavelmente nem tem).
Minha pergunta é: Por que a Amazon não adapta o seu sistema de "encomenda com um click" para uso como um sistema de micropagamentos de toda a rede? Uma vez que você está inscrito neste sistema -- muitos leitores do Times estão -- a Amazon claramente tem a capacidade de ler os cookies de seu browser e fazer o serviço a partir deles. E quanto ao sistema do iTunes -- outro site onde muitos leitores do Times já deixaram suas informações de cartão de crédito? Presumivelmente tanto a Amazon quanto a Apple amariam emitir micro-moedas globais e não se importariam de usar o Times para fazer propaganda de seu papel.
Assim sendo, já que falamos de micropagamentos, seguem meus dois centavos:
(1) Quando leitores "pedagiados" esgotarem os seus créditos, eles deveriam ver na tela os dois primeiros parágrafos do artigo e três botões: a) assine o Times e veja este e todos os outros artigos no site do Times; b) leia apenas este artigo pagando 10 ou 25 centavos através de sua conta na Amazon; c) o mesmo via sua contra no iTunes.
(2) Se em cinco anos virturalmente todo o tráfego do Times vier através de links de terceiro, o jornal deveria dar a esses leitores duas opções: assinem o Times ou façam micropagamentos.
Na verdade, o segundo passo pode nem ser necessário. Há razões para acreditar que dentro de alguns anos a tecnologia permitirá que a renda da propaganda online seja muito maior para os jornais e outros endereços da internet. Mas vou deixar esse tema -- o do segundo caminho para a salvação de longo prazo -- para outra hora.
O primeiro ano de Obama na Casa Branca
O discurso de Obama ontem foi bom,foi positivo e em tom de "Mea Culpa" em reconhecer que não realizou algumas promessas de campanha, mas o que pouca gente sabe é estes tão comentados discursos presidenciais são feitos por um rapaz de pouco mais de 27 anos(Jon Favreau)que prontamente afirma que o seu chefe é um grande autor e que ele só faz ajudar e organizar as palavras .Obama aprendeu direitinho a decorar e a fazer uma boa interpretação,o que não deixa de ser um talento.Assista aqui um pequeno trecho.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
O país dos juros altos!
Com a provável manutenção da taxa básica pelo Copom hoje, o Brasil irá assegurar a liderança do ranking mundial de juros, título nada honroso. Enquanto nossa taxa real está em 4% anuais, a média das 40 principais economias do mundo é de 0,1% negativo. O juro alto esfria a atividade econômica e afeta, por exemplo, as exportações, ao ajudar a valorizar o real.
Em 2009, as vendas ao exterior tiveram a maior queda em quase 60 anos. Com o país se especializando na exportação de matérias-primas, 1.066 empresas deixaram o mercado externo nos últimos dois anos. Entre nossas dez maiores exportadoras, só uma vende produtos manufaturados.(Fonte Pauta em Ponto)
E vai começar mais um ano legislativo...É esperar para ver...
O Congresso Nacional reabre na próxima terça-feira (2/2) os trabalhos legislativos. A sessão de abertura está marcada para as 11 horas no plenário da Câmara dos Deputados.
O presidente do Congresso, senador José Sarney, vai presidir a sessão, que contará com a presença do presidente da Câmara, Michel Temer; do primeiro-secretário da Mesa do Congresso, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG); do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes; e da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, que trará a mensagem do Poder Executivo.
As votações na Câmara serão retomadas na quarta-feira (3), para dar continuidade à análise dos projetos que tratam da exploração do pré-sal.
TSE recebe segunda representação do DEM, PSDB e PPS contra Lula e Dilma neste ano
DEM, PSDB e PPS entraram com uma nova representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (26/1), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. Esta já é a segunda representação protocolada neste ano.
A acusação é de fazer propaganda eleitoral antecipada - o período permitido por lei começa no início de julho - em mais um dos comícios que eles participaram em inaugurações de obras pelo país.
Desta vez, a acusação cita uma fala de Lula em evento realizado em São Paulo, durante inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd/SP) na última sexta-feira (22/1). “Eu penso que a cara do Brasil vai mudar muito. E quem vier depois de mim – e eu, por questões legais, não posso dizer quem é; espero que vocês adivinhem”, disse Lula, de acordo com acusação.
Segundo os partidos de oposição, o presidente Lula utilizou o evento em São Paulo, no qual participou junto com Dilma, “para, mais uma vez, tentar projetar, ainda que de forma subliminar,” a candidatura da ministra a presidente em 2010.E isso vai dar em alguma coisa??????????
A acusação é de fazer propaganda eleitoral antecipada - o período permitido por lei começa no início de julho - em mais um dos comícios que eles participaram em inaugurações de obras pelo país.
Desta vez, a acusação cita uma fala de Lula em evento realizado em São Paulo, durante inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd/SP) na última sexta-feira (22/1). “Eu penso que a cara do Brasil vai mudar muito. E quem vier depois de mim – e eu, por questões legais, não posso dizer quem é; espero que vocês adivinhem”, disse Lula, de acordo com acusação.
Segundo os partidos de oposição, o presidente Lula utilizou o evento em São Paulo, no qual participou junto com Dilma, “para, mais uma vez, tentar projetar, ainda que de forma subliminar,” a candidatura da ministra a presidente em 2010.E isso vai dar em alguma coisa??????????
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