quarta-feira, novembro 17, 2010

Acorda povo brasileiro!

Videogame que ‘elimina’ imigrantes causa polêmica em campanha eleitoral catalã


O conservador Partido Popular (oposição) causou polêmica na Espanha ao lançar um videogame que dava ao jogador a missão de eliminar imigrantes do país.

O jogo, usado na campanha eleitoral regional da Catalunha, é baseado em Tomb Rider, só que a heroína é a candidata ao governo catalão Alicia Sánchez-Camacho. O objetivo é atirar e somar pontos ao acertar alvos que “criam problemas para a Catalunha”.

Entre os inimigos da região a serem eliminados estão imigrantes, independentistas, falta de liberdade, desemprego e o desperdício de dinheiro público.

A partida virtual começa com um grande pássaro branco, símbolo do partido, em que a candidata Sánchez-Camacho está montada. Um cartaz de abertura avisa: “ajude Alicia e sua gaivota Pepe a resgatar a Catalunha da crise”.

O jogo, chamado Resgate, foi criado pelo grupo Novas Gerações do PP, setor mais jovem do partido, sob encomenda para a campanha eleitoral catalã.

Lançado para celulares, o software foi promovido no site do partido na noite de terça-feira e permitia downloads gratuitos até receber denúncias de associações de direitos humanos na manhã desta quarta-feira.

O objetivo era “promover as ideias do PP para sair da crise econômica”, como explicou a assessoria de imprensa em uma nota, alegando que a empresa que desenvolveu o jogo não seguiu as indicações do partido. “O erro identificado já foi corrigido.”

A direção do Partido Popular retirou a versão original do jogo do site oficial.

O governo socialista acusou o partido adversário de xenofobia. O ministro de Fomento, José Blanco, chamou a campanha conservadora na Catalunha de “racista, xenófoba e perigosa” e o PP de “aluno avançado da ultra-direita francesa de Jean Marie Le Pen e da Liga Norte da Itália por amparar uma caça, por ora virtual, de imigrantes”.

O vice-secretário-geral de política regional do PP, Javier Arenas, disse que houve “um pequeno erro; embora o importante não seja este erro, mas a questão de fundo num país com um discurso absolutamente irresponsável do governo socialista dizendo que na Espanha cabe todo o mundo”.

Lei de imigração

A crítica à imigração irregular é uma das bandeiras de campanha do Partido Popular na Catalunha, segundo o jornal El País.

Durante um comício no município de Santa Coloma de Gramanet, próximo a Barcelona, onde é alto o índice de população imigrante, a candidata Sánchez-Camacho prometeu que, se eleita, criará uma “lei regional de contrato de convivência para os estrangeiros”.

A lei incluiria obrigar os imigrantes (mesmo em situação legal) a se comprometer por escrito a abandonar a Catalunha caso fiquem desempregados. Também pede aos catalães que delatem os ilegais nas delegacias para que estes sejam identificados e expulsos.

Apesar de ter sido retirado do site do PP, o polêmico videogame Resgate continua circulando pela internet e sendo passado através de e-mails na Espanha.

Curtas de hoje...

O suplente de senador João Faustino analisa convite para voltar a chefiar a Casa Civil do Governo Geraldo Alckimin em São Paulo.
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Lula comentou nesta quarta (17) a formação do ‘superbloco’ de partidos na Câmara dos Deputados, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto. “Tenho uma definição de política que é a seguinte: política é como o leito de um rio, se a gente não for um desmancha ambiente, a gente deixa a água correr tranquilamente e tudo vai se colocando de acordo com o que é mais importante. Se as pessoas tentam de forma conturbada mexer na política pode não ser muito bom”, afirmou.

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A gráfica responsável pela impressão do Enem vai custear a reaplicação das provas para os alunos prejudicados pelos erros nos cadernos amarelos. A informação foi confirmada nesta quarta (17), pelo ministro Fernando Haddad (Educação).
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Lula indicará o novo ministro do STF até dia 17 de dezembro.

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Composição do novo governo será anunciada até dia 15 de dezembro.

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terça-feira, novembro 16, 2010

Nos EUA, deportações atingem recorde no governo Obama

As deportações de imigrantes ilegais atingiram números recordes nos Estados Unidos durante o governo de Barack Obama, considerado mais rígido que os anteriores na fiscalização desses casos e na aplicação de penalidades.

No último ano fiscal (encerrado no fim de setembro), os Estados Unidos deportaram 392.862 imigrantes ilegais, um aumento em relação às 389 mil deportações registradas em 2009 e às 369 mil de 2008.

Além do maior número de deportações que seu antecessor, George W. Bush, o governo Obama também tem aumentado a fiscalização sobre empresas e estabelecimentos comerciais que contratam imigrantes ilegais.
Mais de 2,2 mil estabelecimentos foram investigados neste ano sob suspeita de empregarem imigrantes ilegais – em 2009, esse número foi de menos de 1,5 mil.

Segundo o Departamento de Segurança Interna, essas ações resultaram em acusações criminais contra quase 200 empregadores e mais de US$ 50 milhões (R$ 86 milhões) em multas.

Críticas

O governo americano diz que metade dos deportados no último ano fiscal eram criminosos já condenados e que estavam nos Estados Unidos ilegalmente.

Afirma ainda que cerca de um terço dos criminosos deportados haviam cometido crimes graves, como assassinato ou estupro.

Apesar das justificativas, o rigor empregado contra os imigrantes ilegais é recebido com críticas por alguns setores, que insistem na necessidade de uma ampla reforma das leis de imigração no país.

“Os imigrantes não estão apenas decepcionados com o governo Obama. Estão com raiva”, disse a ativista Sarahi Uribe, coordenadora nacional da campanha “Uncover the Truth” (Revele a Verdade, em tradução livre), que tem como foco a política de deportações do governo.

“Não conseguem acreditar que, sob o governo Obama, estejam sendo mais atacados do que já foram em décadas”, afirma Uribe.
“É simplesmente incrível que o governo vá a público dizer que sua política de deportações é um sucesso”, diz a ativista.

Desafio

A reforma das leis de imigração era uma das promessas de campanha de Obama, que foi eleito em 2008 com grande apoio dos imigrantes.
A promessa de aprovar as mudanças ainda no primeiro ano de mandato acabou adiada diante da crise econômica e da forte resistência da oposição republicana.

Obama enfrenta críticas dos dois lados: tanto dos que reclamam de rigidez excessiva e cobram uma solução mais rápida para legalizar a situação dos imigrantes que já estão no país, quanto daqueles que consideram as ações do governo brandas demais e querem maior rigor na fiscalização das fronteiras para impedir a entrada de ilegais.

Apesar de nos Estados Unidos as políticas de imigração serem responsabilidade do governo federal, muitos Estados analisam a adoção de medidas próprias para coibir a entrada de imigrantes ilegais.
O caso mais polêmico é o do Arizona, que em abril anunciou uma lei que torna crime estadual a presença de imigrantes ilegais.

A legislação provocou protestos, especialmente entre a comunidade hispânica, que considera a medida discriminatória.

A lei acabou entrando em vigor sem seus trechos mais polêmicos, que foram bloqueados pela Justiça à espera de uma decisão sobre sua constitucionalidade, mas vários outros Estados já consideram adotar medidas semelhantes.

Com quase 12 milhões de ilegais vivendo nos Estados Unidos, o tema da imigração é um dos principais desafios do presidente americano, que entra na segunda metade de seu mandato enfraquecido pela perda da maioria democrata na Câmara dos Representantes.(BBC NEWS)

segunda-feira, novembro 15, 2010

Quatro integrantes do governo de Berlusconi renunciam na Itália


Quatro integrantes do governo do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, renunciaram nesta segunda-feira em protesto contra sua liderança.

Os pedidos de demissão do ministro para a Europa, de um vice-ministro para Desenvolvimento Econômico e de outros dois ministros de segundo escalão estão sendo vistos como um forte golpe contra a autoridade de Berlusconi.

Todos eles fazem parte do recém-formado partido Futuro e Liberdade, uma dissidência da legenda do premiê liderada pelo ex-aliado Gianfranco Fini, presidente da Câmara, que se apresenta como a "nova direita italiana".

Os ministros criticaram o envolvimento de Berlusconi em uma série de escândalos de corrupção e pessoais e pediram que o primeiro-ministro deixe o cargo.

A saída dos integrantes do governo não afeta de imediato a capacidade de Berlusconi governar o país,a crise está ganhando proporções cada vez maiores dentro da coalizão do premiê e pode levar a mudanças radicais em sua composição.

Segundo Kennedy, os acontecimentos podem também aumentar as chances de realização de novas eleições nos próximos meses.

Declaração polêmica

No início do mês, Silvio Berlusconi rejeitou pedidos para que renunciasse por causa de alegações de envolvimento com uma menor de idade e causou nova polêmica ao dizer que "é melhor gostar de garotas bonitas do que ser gay".

A oposição acusa Berlusconi de abuso de poder com base nas informações de que ele teria telefonado para a polícia milanesa, em maio, para interceder a favor de uma garota fugitiva, apelidada pela imprensa italiana de Ruby, acusada de furto.

A imprensa italiana afirma que, no telefonema, Berlusconi teria dito para a polícia que a garota seria neta do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

À época, a bailarina de dança do ventre marroquina tinha 17 anos de idade e há relatos de que ela teria visitado a casa de Berlusconi pelo menos uma vez.

A declaração de Berlusconi, feita durante um evento público em Milão, provocou protestos de grupos de defesa dos direitos dos gays, que acusam o líder italiano de estimular a homofobia.

O Mediaset, conglomerado de mídia do premiê italiano, também é alvo de investigações por supostos crimes de evasão fiscal.

Itália apreende 1 tonelada de cocaína vinda do Brasil

Um contêiner com uma tonelada de cocaína foi apreendido no porto de Gioia Tauro, na região da Calábria, no sul da Itália. A droga foi desembarcada de um navio mercante proveniente do Brasil e estava escondida dentro de maquinários usados para o transporte agrícola.

Segundo as autoridades italianas, esta é maior apreensão dos últimos 15 anos no país e uma das mais importantes na luta contra o crime organizado em toda a Europa.

Para descobrir a droga os policiais usaram aparelhos de scanner. Durante a vistoria nos equipamentos agrícolas, eles notaram falhas na solda da estrutura dos tubos metálicos. Um maçarico foi usado para abri-los e revelar o conteúdo. A cocaína “puríssima” estava dividida em mil pacotes de um quilo cada um.

Os policiais do Núcleo de Investigação de Roma realizaram a operação durante a madrugada. O valor da cocaína no mercado renderia aos traficantes cerca de 250 milhões de euros (R$ 588 milhões). A grande quantidade leva a crer que a droga deveria ser distribuída não apenas na Itália.

Rota

Segundo especialistas, a descoberta da droga no porto do Sul da Itália confirma a tese de que o tráfico expande as rotas de acesso ao mercados dos países no centro e no norte da Europa e que os portos na costa atlântica europeia começam a dar lugar àqueles no litoral do mar Mediterrâneo.
Esta seria a primeira vez que a droga, normalmente destinada aos portos da Holanda, desembarcaria na Itália.

As investigações começaram a partir de uma informação passada às autoridades italianas pelo governo britânico. Policiais da Soca (Serious Organised Crime Agency, responsável pelo combate ao crime organizado), advertiram os colegas italianos sobre a viagem de um navio mercante zarpado do porto de Santos, algumas semanas atrás. O navio tinha bandeira italiana, e a droga provavelmente tinha como origem inicial a Colômbia.

As informações iniciais, por não serem muito precisas, levaram os policiais italianos a controlar com maior rigor os desembarques no porto, que movimenta 2 milhões de contêineres por ano.
“Conseguimos identificar o navio e, estudando a documentação da carga e os papéis da alfândega, descobrimos que era tudo falso. Acabamos por encontrar um contêiner-fantasma”, afirmou o comandante da operação, o coronel Lorenzo Sabatino.

“Esta é uma rota inédita, é um novo fluxo do tráfico internacional de drogas. Mover uma grande quantidade assim significa ter vários pontos de apoio dentro e fora do porto, uma rede criminal que é possível passar pelas mãos do crime organizado”, afirmou o procurador-chefe de Roma, Giancarlo Capaldo.

Ninguém foi preso, mas suspeita-se que a droga seria destinada ao clã mafioso da “Ndrangheta”, que “administra” o porto de Gioia Tauro. As investigações continuam, mas ainda não foi expedido nenhum mandado de captura.

domingo, novembro 14, 2010

Prisão de criminosos foragidos no Mercosul terá tempo reduzido

Ministros da Justiça e do Interior do Mercosul assinaram, nesta sexta-feira (12) em Brasília, o Acordo sobre Mandado Mercosul de Captura (MMC). O instrumento diminuirá o tempo de tramitação de processos de captura e entrega de pessoas que estejam sendo procuradas pela Justiça de seu país de origem e que estejam em outra nação do bloco.

Hoje, este trâmite leva entre um e dois anos. Com o acordo, cairá para apenas um a dois meses, segundo o ministro da Justiça do Brasil, Luiz Paulo Barreto. “É um instrumento moderno. Na Europa, onde já existe desde 2004 (o mandado europeu de captura), funciona bem. A extradição hoje como é feita é um sistema defasado”, afirmou.

O Acordo sobre Mandado Mercosul de Captura precisa ainda ser aprovado pelo parlamento dos respectivos países para entrar em vigor. Barreto, no entanto, acredita que o tema será aprovado em breve pelo Congresso Nacional por se tratar “de assunto de extrema relevância”.

Na opinião do ministro, o MMC representa um novo paradigma na segurança pública para o bloco. “A melhor maneira de garantir a segurança pública da região é permitir a integração entre os países. É preciso permitir o livre trânsito das pessoas no Mercosul e combater o crime organizado”, defendeu.

Todos os países citados no acordo firmados nesta sexta vão compartilhar seus bancos de dados com informações sobre os criminosos foragidos (Brasil Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela, Chile e Colômbia). Caso um criminoso foragido seja localizado em algum dos países, ele será entregue à nação requerente.

Barreto lembrou que, atualmente, quando o tema é segurança pública, as autoridades do Mercosul têm mais dificuldade no enfrentamento ao tráfico de drogas e de armas e no combate ao comércio de produtos falsificados.

Ministro do Interior do Paraguai, Rafael Filizola, faz coro ao ministro brasileiro. “A América Latina e Caribe possuem 8% da população mundial, mas contamos com 40% dos homicídios por arma de fogo. Com certeza, a segurança pública é nosso principal desafio”, afirmou Filizola. 

O MMC foi assinado no encerramento da 34ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul e da 28ª Reunião dos Ministros do Interior do Mercosul, que reuniu os chefes de estado do bloco esta semana em Brasília.

Sarkozy renomeia Fillon como primeiro-ministro da França

  
Um dia depois de aceitar a carta de demissão do primeiro-ministro François Fillon, o presidente francês Nicolas Sarkozy o renomeou para o cargo, na primeira etapa da reorganização do gabinete do governo.
Os outros membros do ministério também apresentaram formalmente suas demissões no último sábado, em preparação para a nova fase.

Em comunicado da Presidência da República, Sarkozy diz que Fillon está encarregado de preparar uma lista com as indicações para o novo governo, que deve ser anunciada até a segunda-feira.
Fillon, por sua vez, reafirmou em nota oficial sua "fidelidade" ao compromisso com Sarkozy, e disse que nos últimos três anos e meio foram feitas "reformas corajosas, apesar de uma dura crise econômica e financeira global".

"Estou começando uma nova fase com a determinação que permitirá que nosso país fortaleça o crescimento da economia para ajudar os empregos, promover a solidariedade e salvaguardar a segurança do povo francês", diz a nota.

A mudança do gabinete acontece em meio uma das maiores crises do governo Sarkozy.
A tensão política cresceu na França nos últimos meses com a aprovação da reforma da previdência, cuja proposta de aumentar a idade da aposentadoria de 60 para 62 anos foi contestada por manifestantes em todo o país.

De acordo com pesquisas, a popularidade do presidente está em seu nível mais baixo desde o começo do governo.

Com o novo governo, espera-se que Sarkozy tente reverter seus índices de popularidade na corrida para as próximas eleições presidenciais, em 2012.

Popular

Fillon, que já foi ministro da Educação Superior e da Pesquisa e ministro do Trabalho, é percebido pela população francesa como um político calmo e firme.

Ele diz que a popularidade de Fillon costuma ser maior do que a de Sarkozy, que precisaria de uma presença forte no atual momento do governo.

Ainda de acordo com o correspondente, outros políticos de carreira deverão sair definitivamente do governo, como o ministro da Defesa Herve Morin e o ministro de Relações Exteriores Bernard Kouchner, um socialista que recentemente expressou sua discordância com algumas das políticas do gabinete de Sarkozy.

sábado, novembro 13, 2010

PDVSA continua no projeto da refinaria em Pernambuco, diz ministro venezuelano

O ministro de Energia e Petróleo da Venezuela e presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, afirmou nesta terça-feira que a estatal venezuelana continua participando do projeto da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apesar dos problemas com o financiamento do projeto.

Até agora a PDVSA não pagou o valor inicial estabelecido no contrato com a Petrobras, de US$ 400 milhões, para efetivar a parceria com a estatal brasileira que tem arcado com os custos da construção do projeto.

A estatal brasileira já gastou R$ 4 bilhões na refinaria.

"Ratificamos nossa participação na refinaria Abreu e Lima, estamos trabalhando o assunto do financiamento", afirmou Rafael Ramírez, no palácio de governo, logo após o encontro entre os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manuel Santos.

"É um acordo que envolve os dois presidentes e nós temos que honrar a palavra e o compromisso. (Quando assinaram o acordo) Estava a ministra (de Energia) Dilma (Rousseff) também, que agora é a presidente", afirmou.

‘Tempo dos banqueiros’

O principal problema para a concretização do acordo entre as estatais está nas garantias que a PDVSA precisa oferecer ao BNDES para assumir sua parcela de 40% , equivalente à R$ 3,9 bilhões - no empréstimo de R$ 9,8 bilhões que foi concedido pelo banco para o projeto.

Ramirez disse que o problema está no "tempo dos banqueiros do BNDES", responsável pelo financiamento do projeto, mas que há uma decisão política de manter a participação venezuelana na construção da refinaria.
"Estamos discutindo (com o BNDES) o financiamento de 40%, que é a parte que nos corresponde", afirmou Ramirez.

De acordo com Asdrubal Chávez, vice-ministro de Energia, a Venezuela "já tem pronto" o pagamento inicial de US$ 400 milhões "que entregaremos quando se estruture a parte financeira do projeto. O resto dependendo do financiamento que estamos buscando (com o BNDES)", afirmou o vice-ministro à jornalistas na sede do governo.

O acordo para a construção da refinaria foi firmado em 2005 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente venezuelano Hugo Chávez. Há um ano, as estatais petroleiras firmaram o acordo de associação, porém a PDVSA ainda não pagou sua cota inicial, correspondente a uma parcela dos 40% de participação acordado no convênio de associação com a Petrobras.

A dificuldade para o cumprimento do compromisso está que o BNDES, encarregado de financiar o aporte venezuelano, disse o empréstimo ainda não foi entregue "por falta de garantias" do lado venezuelano.

O projeto original da refinaria, com custo inicial estimando em 4,5 bilhões, mas que pode triplicar a até US$12 bilhões, deverá processar 220 mil barris de petróleo por dia, dos quais, a metade do petróleo seria importado da faixa petrolífera do rio Orinoco, na Venezuela.

As dificuldades para que o projeto saia do papel não é de hoje. O presidente Lula chegou a comparar PDVSA e Petrobras como duas "misses vaidosas" em disputa.

Há duas semanas, o jornal O Estado de S.Paulo afirmou que a PDVSA estaria "virtualmente excluída" do projeto da refinaria por não ter pagado a cota inicial do projeto.

Airbus lança alerta internacional para problemas elétricos em aviões


 
A fabricante de aviões Airbus vai lançar um alerta internacional a respeito de problemas elétricos em suas aeronaves.

A companhia afirma que o alerta será voltado para os aviões A319, A320 e A321.
O alerta da Airbus ocorre depois de uma série de incidentes com seus aviões. Em agosto, um Airbus da companhia britânica British Midlands apresentou problemas e não respondeu aos comandos do piloto por vários minutos, com os displays da cabine se apagando.

As autoridades do setor de aviação há anos têm demonstrado preocupação com os problemas elétricos de aviões da Airbus, que ainda não foram explicados.

A380

A companhia também enfrentou problemas recentemente com seu modelo A380, o maior avião para passageiros do mundo, em operação há três anos.

Na segunda-feira a companhia aérea australiana Qantas suspendeu os voos de todos os seus seis aviões Airbus A380 por pelo menos mais três dias depois de descobrir vazamento de óleo em três turbinas.

Na quinta-feira da semana passada, um Airbus A380 da Qantas teve que fazer um pouso forçado em Cingapura depois da explosão de uma de suas turbinas. Foi o mais grave incidente envolvendo o A380.
As turbinas do Airbus são fabricadas pela empresa britânica Rolls-Royce e a companhia afirmou nesta sexta-feira que identificou o componente da turbina que apresentou problemas.

De acordo com a Rolls-Royce, as investigações mostraram que o problema iniciou um incêndio no óleo que vazou, um disco da turbina então se soltou e a turbina desintegrou.

A companhia britânica informou que vai substituir o componente em outras turbinas do mesmo tipo.
A Airbus, por sua vez, afirma que sua prioridade é manter suas aeronaves que já estão em serviço e, por isso poderá haver atraso na entrega de novos aviões, planejada para 2011.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Senado Federal promove VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência

O programa Senado Inclusivo, em parceria com diversas entidades e instituições, realiza entre os dias 7 e 9 de dezembro, a VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, em Brasília. O objetivo do evento é provocar na sociedade discussões sobre o tema com o intuito de garantir melhor qualidade de vida e inclusão para todas as pessoas com alguma deficiência. O evento trará à capital, dentre outras exposições, obras confeccionadas pelo artista plástico Arthur Bispo do Rosário, desfile de moda  inclusiva, shows, lançamentos de livros, palestras e fóruns sobre inserção social.
No Brasil, de acordo com dados do Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24,6 milhões de pessoas têm algum  tipo de deficiência seja desde o nascimento ou adquirida ao longo da vida. Os dados totalizam 14,5% da população nacional. Um número expressivo que vem gerando reflexões sobre formas de adaptação a essa nova realidade. “Atividades comuns como visitar o museu, ir ao cinema, pegar o ônibus, ler um livro, que acreditamos não terem dificuldade alguma, tornam-se difíceis e constrangedoras quando não adaptadas à realidade de pessoas com limitações físicas”, explica Mônica de Araújo, Chefe do Cerimonial da presidência do Senado Federal e coordenadora do programa Senado Inclusivo. Ela acrescenta que, desde 2002, o Senado Federal busca soluções para assegurar a essas pessoas  melhor qualidade de vida e espaço para que elas sejam inseridas nas atividades normais da sociedade.
Segundo o coordenador do evento, Aires Neves, cadeirante e ativista desta parcela da população, a primeira vitória que desencadeou as demais veio com a aprovação da Lei da Corde - 7.853, implantada em 1989, que assegura às pessoas com deficiência o exercício dos direitos individuais e sociais, igualdade, oportunidade, justiça social, respeito e dignidade entre tantos outros indicados na Constituição. Como essa, outras também foram obtidas, entre elas: a Lei das Cotas e a ratificação pelo Brasil da Convenção da ONU.

A segunda vitória veio com a Lei de Cotas - 8.213/91, implantada em 1999 pelo decreto 3.298, que garante adequação ambiental, reserva de vagas de emprego para pessoas com deficiência em empresas que possuam um quadro de funcionários igual ou superior a 100. “Elas devem manter cotas entre 2% e 5% do total de empregados”, complementa Aires. Além disso, a Lei dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social.

Destaques da programação

A Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência traz logo no primeiro dia o desfile de moda  inclusiva,  no qual o ex-jogador de futebol e deputado federal eleito, Romário de Souza Faria e a filha Ivy irão participar. Os comentários estão sob responsabilidade da estilista Daniela Auler, criadora do Concurso de Moda Inclusiva, da Secretaria do Estado de São Paulo dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A abertura das exposições será com a obra do renomado artista sergipano, Arthur Bispo do Rosário, com o tema “Obraviva” - Sonho e Realidade.

No segundo dia de atividades, haverá a abertura do VI Fórum Senado Debate Brasil com o tema “Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nos Planos Nacional e Internacional”. Em seguida, o capitão Nelson Leoni faz palestra sobre o livro “Haiti: uma lição de vida”. O militar já aposentado devido a um grave acidente ocorrido durante a Missão de Paz do Brasil, no Haiti conta como sobreviveu a um tiro de fuzil.

No último dia, a agenda fica por conta dos balanços e conclusões obtidas durante o VI Fórum Senado Debate Brasil com apresentação dos atletas do Comitê Paraolímpico Brasileiro e com show das bandas Toque Especial e Tribo de Jah.

Veja abaixo programação da IV Semana de Valorização das Pessoas com Deficiência:

7 de dezembro – 3ª feira
14h - Sessão Solene de Abertura da VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência.
Local: Plenário do Senado Federal
18h - Abertura da Exposição “Obravida – Sonho e Realidade”, do artista Plástico Arthur Bispo do Rosário.
Local: Salão Branco do Congresso Nacional
19h - Desfile de Moda Inclusiva, com a presença de atores da Rede Globo, do jogador Romário e sua filha Ivy e com comentários da estilista Daniela Auler, criadora do Concurso de Moda Inclusiva, da Secretaria do Estado de São Paulo dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Coquetel
Local: Salão Negro do Congresso Nacional

8 de dezembro - 4ª feira
9h às 18h – VI Fórum Senado Debate Brasil ‘Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nos Planos Nacional e Internacional’
Local: Auditório do Interlegis
Local: Salão Negro do Congresso Nacional
15h - Apresentação das peças ‘Cabrocha’ e ‘Elvis Presley’, do Grupo “Eu Danço”
16h - Palestra ‘Haiti: uma lição de vida’, do Capitão Nelson Dias Leoni – Militar ferido na Missão de Paz do Brasil no Haiti.
17h - Apresentação da Banda ‘Soul Washing Machine’, de Rodrigo Han
17h30 - Palestra “Universo Perfeito e Não Perfeito”, de Andrea Schwarz e Jaques Haber, consultores em Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.
          Coquetel e autógrafos dos livros - distribuição gratuita.

9 de dezembro - 5ª feira
9h às 18h - VI Fórum Senado Debate Brasil ‘Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nos Planos Nacional e Internacional’
Local: Auditório do Interlegis
Local: Salão Negro do Congresso Nacional
15h - Apresentação dos Atletas do Comitê Paraolímpico Brasileiro
16h - Apresentação da Banda ‘Toque Especial’
19h - Apresentação da Banda ‘Tribo de Jah’



Quatro em cada 5 vítimas de morte violenta no Brasil são homens, diz IBGE

A cada cinco pessoas que morrem por causas violentas no Brasil, quatro são homens e uma é mulher. A informação faz parte das Estatísticas do Registro Civil de 2009, divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os dados, 14,9% das mortes de homens em 2009 tiveram causas violentas, contra 16,2% em 2002. Para as mulheres, o percentual se manteve praticamente estável desde 2002, em cerca de 4%.
A proporção de mortes violentas de homens em relação às mulheres tem seu pico no Estado do Rio de Janeiro, onde 5,5 homens morrem por causas violentas para cada mulher. Em seguida, vêm Alagoas, Bahia e Paraíba (com 5,3) e Pernambuco (com 5,2).

O número de mortes violentas apresentou aumento no Norte e no Nordeste (no Norte, houve aumento de 16% para 18% em cinco anos) e redução no Sudeste (de 17% para 14%).

Casamentos

Quanto aos casamentos, os dados do IBGE apontam aumento no número de mulheres casadas com homens mais novos, assim como a idade média das noivas e das mães.

Em 2009, as mulheres eram mais velhas que seus parceiros em 23% dos casamentos. Em 1999, isso acontecia em 19,3% das vezes.

A idade média com a qual a mulher casa hoje é de 26 anos (em 1999, era 24) e também aumenta progressivamente.

Houve aumento da taxa de casamentos para as mulheres entre 25 e 29 anos, e redução das faixas de 15 a 19 anos e 20 a 24 anos.

Já a partir dos 60 anos de idade, as taxas de casamento dos homens são mais que o dobra que as das mulheres.

Nascimentos

A faixa entre os 20 e 24 anos de idade continua sendo a mais comum para elas casarem e terem filhos. Mas a natalidade nesse grupo caiu nos últimos dez anos (de 30,5% para 28,4%), enquanto aumentou o número de grávidas entre 30 e 34 anos (de 14,8% para 16,8%).

O número de mães com idades entre 35 e 39 anos também subiu de 6,6% para 8% no período.

Dos nascimentos ocorridos em 2009, 26,1% ocorreram fora do município de residência da mãe, o que reflete, segundo o IBGE, a falta de redes de saúde adequadas.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Rio de Janeiro é palco da 14ª Assembleia Geral do Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) é o anfitrião da 14ª Assembleia Geral do Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PEFC), organização não governamental que atua, em nível global, na avaliação dos esquemas de certificação florestal nacionais. No Ano Internacional da Biodiversidade, o Rio de Janeiro – cidade que se destaca por abrigar duas das maiores florestas urbanas do mundo – é palco de reuniões, workshops e debates de temas como a certificação de grupo de produtores florestais; a inclusão de requisitos sociais na norma de cadeia de custódia; e a questão de organismos geneticamente modificados no PEFC, entre outros. O evento, que teve início na última terça-feira (9), acontece até o próximo domingo (14) pela primeira vez no Brasil.

O Inmetro é o gestor do Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor), e, há cinco anos, é o representante do PEFC no Brasil. O Instituto participou ativamente da construção do Cerflor, que, no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, é pioneiro no país, focando as dimensões sociais, ambientais e econômicas, e cujo mecanismo aplicado é a certificação. “O Inmetro é um parceiro entusiasta do PEFC. Estamos comprometidos com a filosofia do Programa, trabalhando em conjunto para ampliarmos esse conceito de certificação florestal tão importante para o mundo”, afirma João Jornada, Presidente do Instituto, na abertura do segundo dia da Assembleia.

Para a indústria brasileira, a certificação florestal tornou-se um importante fator de competitividade e um diferenciador de seus produtos no comércio global. Exigência que se tornou crucial para os exportadores que querem colocar seus produtos em nichos de mercados nos quais prevalecem os “consumidores verdes”.
A Assembleia Geral tem como propósito fomentar a certificação florestal no Brasil por meio da disseminação do Cerflor. São aguardados representantes dos 34 países membros do PEFC, do Cerflor, de empresas certificadas, organismos acreditados, organizações governamentais e não governamentais, representantes de movimentos sociais e ambientais, academia, e demais partes interessadas. Na ocasião, também serão ressaltados os benefícios da adesão ao Cerflor pelas empresas brasileiras e o reconhecimento do Programa Brasileiro em nível internacional pelo PEFC.

“É uma oportunidade para aprofundar o diálogo em torno dos conceitos e da aplicação prática do manejo florestal sustentável no cotidiano das organizações”, afirma Maria Teresa Rezende, secretária-executiva do Cerflor e secretária nacional do PEFC no Brasil. “O momento atual exige uma mudança de paradigma na forma como os homens se relacionam entre si e com o meio ambiente. As empresas assumem papel fundamental nesta nova visão e delas é exigida, cada vez mais, uma mudança comportamental, já que suas atividades provocam impactos sociais, econômicos e ambientais. Por outro lado, o próprio governo e os consumidores, cada vez mais conscientes do seu poder de compra, devem privilegiar empresas que investem em práticas socialmente justas, ambientalmente corretas e economicamente viáveis. Para tal, o Cerflor, reconhecido internacionalmente pelo PEFC, visa a atender a esta nova realidade”, complementa.

Durante os eventos da Assembleia Geral, também será realizada visita à Floresta da International Paper, em Mogi Guaçu, São Paulo. O objetivo da viagem de campo será apresentar os conceitos e a aplicação prática do manejo florestal sustentável no cotidiano das organizações. 

De origem europeia, o PEFC passou a ter um caráter mundial com a adesão de países como Canadá, Estados Unidos, Austrália, Brasil, Chile e Malásia e, com isso, começou a fazer suas Assembleias Gerais anuais nos diversos continentes.

Em coma desde 2006, ex-premiê israelense Ariel Sharon pode deixar hospital

 
O ex-premiê israelense Ariel Sharon, em coma desde 2006, pode deixar o hospital onde se encontra e ser transferido para sua residência nos próximos dias.

A transferência para sua fazenda em Negev pode ocorrer a partir desta sexta-feira.
No mês passado, médicos do hospital Sheba em Tel Aviv disseram que Sharon permanece em estado vegetativo mas em condição estável.

"Ele tem períodos de sono e, durante o dia, ele abre os olhos. Em alguns momentos a família acredita que ele reconhece alguns", disse o médico da família Shlomo Segev.

Supervisão

O hospital confirmou estar preparando a transferência para a fazenda no sul de Israel onde a esposa de Sharon foi sepultada.

"Inicialmente, Sharon sairá em ferias", disse o hospital por meio de um comunicado.
O hospital supervisionará se a equipe médica privada contratada pela família conseguirá manter o ex-premiê de 82 anos em condição estável.

"Estas iniciativas… abrem caminho para que ele volte em definitivo para casa", disse o comunicado.
Ariel Sharon foi eleito premiê em 2001 prometendo alcançar "paz e segurança duradouras".
Ele promoveu a expansão do Estado e começou a construção da barreira israelense na Cisjordânia. Apesar da oposição interna, Sharon ordenou o desmantelamento de quatro assentamentos na Cisjordânia e quatro em Gaza.

Como ministro da Defesa, Sharon conduziu a invasão militar do Líbano em 1982.
Durante a campanha militar, militantes cristãos aliados de Israel massacraram centenas de palestinos em campos de refugiados que estavam sob controle israelense.

Curtas de hoje....

PSDB apresenta emendas ao Orçamento para garantir mínimo de R$ 600 e reajuste de 10% para aposentados.
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Líder do PMDB e petista discordam sobre presidência da Câmara.

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El Paris diz que Aécio Neves surge como líder da social democracia.
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Em coma desde 2006, ex-premiê israelense Ariel Sharon pode deixar hospital.

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Mesmo com 'dois presidentes’, Brasil chega enfraquecido ao G20, dizem analistas

Com Dilma Rousseff ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião do G20 (o grupo das 20 maiores economias do planeta), que acontece nestas quinta e sexta-feira em Seul, na Coreia do Sul, o Brasil terá a situação inédita de enviar dois líderes a um encontro multilateral de cúpula.

Mas mesmo com a participação dobrada, com a presidente eleita e o presidente em fim de mandato, o Brasil chega à reunião de Seul com a posição no grupo enfraquecida.

Uma das razões para isso, segundo eles, é a ausência de Lula na última reunião de cúpula do grupo, em Toronto, em junho, e a do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à reunião ministerial preparatória para a cúpula, realizada no mês passado em Gyeongju, na Coreia do Sul.

Para John Kirton, professor de ciência política da Universidade de Toronto e diretor do G8 Research Group e do G20 Research Group, que acompanham a atividade dos dois grupos, as ausências nas duas reuniões "foram lidas por muitos como um boicote do Brasil ao G20".

"A ausência de Lula foi a primeira de um líder do G20 a uma cúpula. Se eles não estão lá para colocar a posição brasileira, isso enfraquece a posição do país. Funcionários de baixo escalão não têm a mesma força", afirmou ele.

Lula justificou sua ausência à reunião de cúpula de Toronto alegando que tinha que permanecer no Brasil para acompanhar o auxílio às vítimas das enchentes que castigavam o Nordeste do país na ocasião.
Mantega e Meirelles disseram que não podiam comparecer à reunião ministerial de Gyeongju, no mês passado, por causa da reta final da eleição presidencial e do acompanhamento das medidas tomadas para elevar a taxação dos investimentos estrangeiros no país.

"Lula não era apenas um líder qualquer do G20, era a estrela do show. Sua ausência foi bastante sentida em Toronto, e a desculpa que ele deu foi pouco convincente, assim como foram pouco convincentes as desculpas de Mantega e Meirelles para não irem à reunião ministerial", afirmou.

'Cultuadores do G20'

 Mantega negou que o Brasil estivesse boicotando o G20 ou insatisfeito com as discussões no grupo.

"Não houve nenhuma intenção de boicote, muito pelo contrário. Nós somos os principais cultuadores do G20, desde o primeiro momento defendemos o grupo. Quando o G20 ainda não tinha reuniões de líderes, eu como presidente do G20 propus transformá-lo num grupo de líderes", afirmou Mantega.

"Há problemas internos do Brasil que tinham prioridade naquele momento (das reuniões), mas não deixamos de estar presentes de uma forma ou de outra na discussão, trazendo nossas posições nos encontros", disse.
Segundo o ministro, o Brasil continuou participando das discussões da mesma forma, mesmo com as ausências.

"Na reunião de Toronto, eu estive lá representando o presidente Lula e sentei à mesa com os líderes, para colocar nossa posição da mesma maneira", afirmou.

Segundo ele, antes da reunião ministerial do mês passado, ele enviou uma carta aos demais ministros das Finanças explicitando a posição do Brasil, que foi representado pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Galvão, e pelo diretor da Área Internacional do BC, Luiz Pereira.

Mantega afirmou que ficou em contato permanente com Galvão durante a reunião. "Ele influiu nas discussões e nas posições que foram tomadas", afirmou Mantega.
"Estávamos presentes também pela mídia internacional. Continuei me manifestando, colocando a posição do Brasil", disse.

Sem protagonismo

O economista Ignacio Angeloni, editor do G20 Monitor, publicação do instituto de pesquisas belga Bruegel, também diz que a posição do Brasil na cúpula de Seul está enfraquecida e que o país não deve ser protagonista nas discussões em relação ao principal tema da agenda, a chamada "guerra cambial", apesar de Mantega ter sido a primeira figura internacional de peso a usar o termo.

Para Angeloni, o Brasil não está entre os mais afetados pelas desvalorizações de moedas promovidas por alguns países para beneficiar suas exportações. Os Estados Unidos acusam a China de manter sua moeda, o yuan, artificialmente desvalorizada. O yuan tem o câmbio praticamente fixo, atrelado ao dólar.

Os Estados Unidos, porém, passaram a ser o alvo dos ataques após o anúncio do Fed (o Banco Central americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia local, o que pode aumentar o fluxo de divisas para os países em desenvolvimento, levando à valorização de suas moedas.

Para Angeloni, porém, apesar do possível aumento do fluxo de investimentos no Brasil com a decisão do Fed, a valorização do real acontece principalmente por outros motivos, como as taxas de juros altas no país, que servem de atração para o capital estrangeiro.
"Espero que o Brasil participe da discussão, mas não vejo o país como protagonista", disse.

 Proposta brasileira

Os analistas também consideram que a proposta brasileira para a criação de um índice do FMI para identificar manipulações cambiais e determinar eventuais punições aos países tem pouquíssimas chances de ser aprovada durante a cúpula do G20.

"Sempre apreciei a habilidade do ministro Mantega, italiano como eu, para conseguir costurar acordos. Mas não vejo muita possibilidade da aprovação da proposta brasileira", afirmou Angeloni.

"O FMI tem tentado há muito tempo colocar em prática mecanismos de controle, mas sem sucesso", disse.
Para John Kirton, a aprovação da proposta brasileira significaria colocar o FMI na condição de xerife, "apontando o dedo para os países, com a China na primeira linha de ataque como manipuladora do câmbio".
"Isso também obrigaria que o Congresso dos Estados Unidos e o Tesouro americano tivessem que identificar a China como manipuladora do câmbio e tomar medidas retaliatórias, o que eles têm evitado fazer até agora", disse.

Para ele, a proposta aprovada na reunião ministerial de Gyeongju, que deve ser referendada pelos líderes nesta semana, indicando faixas apropriadas para superávits e déficits comerciais com processos de discussão caso essas faixas sejam superadas por algum país, é mais sensata e menos polêmica.
"É uma posição muito diferente de dizer: 'Você é culpado, vou puni-lo", afirmou.

Para John Kirton, que rejeita a expressão "guerra cambial", "a contribuição brasileira foi apenas uma expressão chamativa e apocalíptica, que pegou nas manchetes da mídia, apesar de não descrever a realidade existente ou a que vai emergir (da reunião)".

Fim de governo

Outra questão que preocupa os analistas em relação à participação do Brasil na cúpula é o fim do mandato do presidente Lula.

Apesar de a eleição de Dilma Rousseff ter sido vista como uma provável continuidade das linhas adotadas por Lula, eles dizem que ainda há dúvidas sobre possíveis mudanças na política econômica brasileira com o novo governo, que toma posse em janeiro.

"Eu diria que o Brasil está em uma posição enfraquecida com Lula de saída e a necessidade do novo governo de se afirmar", afirmou Alan Alexandroff, co-diretor do G20 Research Group, da Universidade de Toronto.
Dilma, que participa da reunião de cúpula como convidada, deve acompanhar a agenda de Lula durante o encontro, mas não deverá ter uma participação ativa durante a reunião, reservada apenas aos chefes de Estado ou de Governo em exercício.(BBC NEWS)

quarta-feira, novembro 10, 2010

Comissão flexibiliza horário da Voz do Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que flexibiliza o horário de veiculação da Voz do Brasil. Atualmente, o programa oficial de informações do governo é obrigatoriamente transmitido, de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h (horário de Brasília). De acordo com a proposta aprovada, a transmissão poderá ser feita entre as 19h e as 23 horas (sempre pelo horário de Brasília).

"A flexibilização do horário de transmissão do programa atende à desejável liberdade a ser conferida aos radiodifusores de determinar o momento mais adequado para a transmissão do programa, dentro de faixas de horário legalmente estabelecidas, e não tem qualquer reflexo negativo sobre o pleno cumprimento de sua função informativa", afirmou em seu parecer, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

O projeto original incluia no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/1962) a possibilidade de emissoras transmitir "partida de futebol" no horário atual da Voz do Brasil, tendo a obrigatoriedade de divulgar o programa oficial após o evento esportivo.

Emendas apresentadas na Comissão de Ciência e Tecnologia incluem que emissoras educativas devem continuar a apresentar a Voz do Brasil, obrigatoriamente às 19h, mas que emissoras comerciais e comunitárias poderão transmitir o programa no horário entre 19h e 23h. A matéria segue agora para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).(Congresso em Foco)