O deputado federal e senador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) divulgou,hoje nota de esclarecimento. No documento, Rollemberg afirma que os eventos que ajudou a patrocinar foram efetivamente realizados e que os dois institutos também possuíam convênios diretamente com os ministérios.Leia na íntegra a nota divulgada a imprensa:
“Em relação às noticias veiculadas por alguns meios de comunicação referindo-se a emendas destinadas a eventos turísticos e culturais, faço questão de esclarecer o seguinte:
1 – Os parlamentares têm direito de apresentar emendas ao orçamento. Existem dois tipos de emendas: as coletivas, que são emendas de bancada e destinam-se a projetos estruturantes; e as individuais, que destinam-se a atender pequenas obras, projetos culturais, esportivos, projetos de inclusão social, eventos turísticos etc.
Ao longo do meu mandato consegui recursos através de emendas coletivas para a construção do Centro da Embrapa Agroenergia, o centro da Fiocruz no DF, a conclusão do metrô, a implantação da Universidade de Brasília (UnB) em Ceilândia, Gama e Planaltina, bem como recursos para hospitais, apenas para dar alguns exemplos.
Com as emendas individuais, apoiei vários projetos com a UnB, Embrapa, GDF, instituições privadas sem fins lucrativos (ONGs), entre esses vários eventos culturais e turísticos importantes para comunidades locais, levando alternativas de cultura e lazer para moradores de diversas cidades, promovendo grupos culturais e fomentando o turismo.
2 – Todas as minhas emendas individuais destinadas a instituições privadas sem fins lucrativos são para entidades conhecidas na cidade, com endereço certo e que vêm realizando atividades regulares em benefício da população.
3 – O Instituto de Pesquisa e Ação Modular (IPAM) e o Instituto Paidéia, citados nas notícias, realizaram diversos convênios com os ministérios do Turismo e da Cultura com recursos de programação orçamentária desses ministérios (ou seja, recursos não oriundos de emendas parlamentares), o que atesta, que para esses ministérios, são instituições adequadas e capazes de contribuir para a realização das políticas públicas das áreas afins. A prestação de contas é de responsabilidade das instituições.
4 – Informações fornecidas pelos dois institutos afirmam que, no caso específico das emendas de minha autoria destinadas a essas entidades, todos os eventos receberam a visita da fiscalização técnica dos ministérios, in loco, no dia da realização dos eventos, não encontrando nenhuma irregularidade.
5 – Em 2009 e 2010 foram realizados por essas instituições eventos e outras atividades relacionadas à cultura e ao turismo. Confira todos os eventos apoiados e efetivamente realizados no meu site (clique aqui)
6 – Para que não pairem dúvidas acerca da correção das atividades realizadas solicitei aos ministérios do Turismo e da Cultura informações sobre a prestação de contas dos convênios realizados e ao Tribunal de Contas da União (TCU) auditoria sobre todos os convênios oriundos de minhas emendas individuais.
7 – Reafirmo meu compromisso de continuar trabalhando com seriedade pela população de Brasília e do Brasil.
8 – Coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento.”
terça-feira, dezembro 14, 2010
Argentinos e imigrantes entram em confronto em Buenos Aires
Argentinos contrários à ocupação de terrenos por sem-tetos estrangeiros voltaram a provocar distúrbios nesta segunda-feira na periferia da capital Buenos Aires, em um confronto que já dura quase uma semana e deixou quatro mortos.
Jovens com rostos cobertos jogaram paus e pedras contra os ocupantes das terras, na localidade de Vila Lugano, formado principalmente por bolivianos, mas também por argentinos locais, segundo as emissoras de televisão locais, como a TN (Todo Noticias).
Os sem-terra que estavam em um dos terrenos reagiram, devolvendo pedradas. “É uma batalha campal”, definiu uma testemunha na TV.
O terreno pertence a um time de futebol – Clube de Lugano – e foi um dos três locais ocupados, que incluiu também um frigorífico abandonado. Cerca de 5 mil pessoas vivem nessas áreas.
A tensão começou há cerca de uma semana quando os primeiros confrontos entre moradores das redondezas teriam reagido contra a ocupação do Parque Indoamericano, no bairro de Villa Soldati, na zona sul da capital argentina.
“Confirmamos a morte de uma terceira pessoa boliviana nos distúrbios que ocorreram na Vila Soldati”, disse o presidente da Associação Civil Federativa Boliviana, Alfredo Amoraga à uma rádio local.
Autoridades da área de segurança já tinham confirmado três mortes (dois bolivianos e um paraguaio), além de outros internados em estado grave, na semana passada.
‘Apoio’
Moradores disseram ao vivo à rede de TV, na noite desta segunda, que estavam saindo de suas casas, em outros bairros, para “apoiar os argentinos que são contra a invasão de estrangeiros”.
O padre Franco Punturo, da Villa 20, comunidade carente próximo aos locais onde ocorreram os distúrbios, disse que imigrantes dos países vizinhos como bolivianos, paraguaios e peruanos, chegam em Buenos Aires esperando o “eldorado” mas acabam trabalhando em condições precárias e por isso, disse, estariam entre os “sem teto”.
Num pronunciamento, o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, pediu “diálogo” com o governo central, responsável pela segurança nos terrenos federais.
Por sua vez, o ministro chefe da Casa Civil, Aníbal Fernández, afirmou que “interesses políticos” estariam “por trás” dos distúrbios.(BBC NEWS)
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Dilma Rousseff será diplomada na sexta-feira
O presidente do Senado, José Sarney, participará, nesta sexta-feira (17), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff e do vice-presidente eleito Michel Temer. A solenidade está marcada para as 17h.
Até sexta-feira, os Tribunais Regionais Eleitorais também devem concluir a diplomação de governadores, vice-governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, além de suplentes. Por meio dos atos no TSE e nos tribunais regionais, a Justiça Eleitoral atesta quem são os escolhidos pelo povo nas eleições 2010. Com a diplomação, os eleitos se habilitam a exercer o mandato que postularam, mesmo que haja recurso pendente de julgamento contra suas posses.
Caberá ao presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, entregar os diplomas a Dilma Rousseff e Michel Temer. Em seguida, eles receberão os cumprimentos de cerca de 250 convidados, entre autoridades, familiares e amigos, que estarão presentes à cerimônia. Os diplomas foram confeccionados pela Casa da Moeda, de acordo com normas descritas no Código Eleitoral Brasileiro.
Além dos convidados de Dilma e Temer, devem participar da cerimônia no TSE os ministros da própria corte, do Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidentes dos demais tribunais superiores. Terminada a solenidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dona Marisa Letícia oferecem uma recepção no Palácio do Itamaraty.(Agência Senado)
UE pode exigir que credores privados cubram futuras crises de dívida
A União Europeia planeja obrigar credores privados a cobrir perdas de eventuais futuras crises da dívida na zona do euro.
A medida é parte de um projeto permanente – a ser financiado pelos governos da zona do euro – para substituir os atuais fundos de resgate financeiro, que expiram em 2013.
O novo mecanismo exigirá uma alteração no Tratado de Lisboa, que pode enfrentar dificuldades para ser ratificada na Irlanda e em outros países.
Os detalhes da proposta, chamada Mecanismo Europeu de Estabilidade, estão incluídos em um rascunho de um comunicado da União Europeia.
As mudanças chegariam com atraso no caso da Irlanda, que no mês passado foi forçada por parceiros europeus a assumir o resgate de seus bancos para poder obter um pacote de ajuda financeira de 85 bilhões de euros.
Repasse de perdas
No futuro, a UE pode exigir, como pré-requisito para fornecer pacotes de resgate financeiro, que governos da zona do euro afetados por crises repassem suas perdas a seus credores privados – incluindo investidores em títulos de dívidas governamentais.
E se um governo continuar endividado, seria obrigado a pedir moratória de suas outras dívidas, sem deixar de pagar as parcelas de seu pacote de resgate.
Isso, não vai agradar os mercados, que acreditavam que possuir títulos do governo era tão seguro quanto possuir dinheiro vivo.
Em geral, as medidas, se implementadas, vão significar que os credores privados dos governos enfrentarão um risco muito maior de perder o seus investimentos.
Com isso, é possível que países endividados só consigam obter dinheiro no mercado a uma taxa de juros muito mais alta.
A retóríca do rascunho contrasta com o resgate imposto à Irlanda. Nesse episódio, a UE foi acusada de ter insistido para que Dublin ajudasse os bancos insolventes do país, o que irritou parte da população.
No entanto, com os bancos tendo dificuldades para se capitalizar, os líderes europeus temiam que a crise bancária irlandesa se estendesse ao resto do continente.
Bancos
Em separado, a UE planeja levar a cabo um novo – e mais rígido – teste de risco nos bancos de grande porte.
Os testes prévios, feitos em meados do ano, foram criticados por não terem considerado a possibilidade de inadimplência por parte de governos da zona do euro.
domingo, dezembro 12, 2010
EUA dizem que Brasília pode ser alvo de ataque terrorista...
O espaço aéreo de Brasília é vulnerável ao ataque de terroristas, que podem usar um avião para atingir e destruir prédios públicos na capital federal, diz um telegrama secreto da embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Datado de 28 de março do ano passado, o despacho diplomático faz parte do lote de milhares de telegramas obtidos pela organização WikiLeaks.
O então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, fazia comentários sobre a aplicação da Lei do Abate no Brasil. A legislação é de 1998. Entrou em vigor de maneira plena em 2004, quando foi regulamentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sobel relatava aos seus superiores um episódio ocorrido em 12 de março do ano passado, quando um homem roubou um monomotor em Luziânia (GO), cidade a 56 km de Brasília.
O pequeno avião era tripulado só pelo piloto e uma menina de 5 anos, sua filha. Ambos morreram quando o Embraer EMB-712 caiu no estacionamento do maior shopping center de Goiânia.
O interesse dos norte-americanos é sobre como a Força Aérea Brasileira coloca em prática a Lei do Abate.
Para que o piloto de um caça da FAB possa atirar para destruir um avião hostil é necessário passar por vários procedimentos --até uma ordem presidencial.
Tudo funcionou no caso do avião roubado em Luziânia. Não houve disparos contra o pequeno avião, que foi acompanhado por um Mirage e por um T-27 Tucano, ambos da FAB.
O embaixador Sobel fez um comentário: "[O caso] Iluminou uma vulnerabilidade para ações com potencial terrorista, dado que a decisão [de atirar] não teria sido tomada a tempo de impedir o piloto se ele tivesse condições de jogar seu avião em um alvo, ou outro prédio, inclusive em Brasília".
O diplomata norte-americano explica haver uma lacuna na regulamentação da Lei do Abate no Brasil. A regra detalhada sobre ataque a aviões hostis se refere sobretudo a casos em que há suspeita de transporte de drogas ilícitas "na vasta região Norte do Brasil, e não a potenciais ataques a cidades".
Sobel conclui que os brasileiros "consideram os seus procedimentos de abate eficazes, mas devem buscar formas de acelerar o processo decisório durante um potencial ataque terrorista".
Nesse caso de Goiânia, a FAB de fato temeu um possível atentado igual ao 11 de Setembro de 2001, quando aviões foram sequestrados e jogados sobre o World Trade Center, em Nova York, que foi destruído, e o Pentágono, em Washington.
INFLEXÃO
As observações críticas da diplomacia norte-americana são em certa medida paradoxais. Agora, falam sobre a necessidade de o país ter mais celeridade na tomada de decisão para abater aviões.
Num passado recente, porém, o governo dos EUA se opunha fortemente ao Brasil ter uma Lei do Abate. Essa pressão deixou o país muito tempo sem regras.
Sem a lei, durante anos havia relatos sobre os milhares de voos clandestinos no espaço aéreo brasileiro.
A oposição dos EUA ocorria pelo temor de que a FAB não tivesse condições de discernir sobre quais seriam aviões de fato hostis e que mereceriam ser derrubados.
Aviões militares norte-americanos no passado costumavam entrar sem avisar no espaço aéreo brasileiro, sobretudo na fronteira norte.
Essas aeronaves em geral trabalhavam em cooperação com os governos vizinhos, como o da Colômbia.
A legislação foi aprovada em 1998, mas sua regulamentação ficou parada até 2004. Nessa época, as Forças Armadas brasileiras concordaram em fazer um acordo de cooperação: anualmente, oficiais dos EUA visitam instalações do controle aéreo nacional e falam com os que teriam de agir em caso de aplicação da Lei do Abate.
De posse dessas informações, a cada ano, o presidente dos EUA tem de renovar a "Presidential Determination" (ordem presidencial) reconhecendo que o Brasil tem procedimentos de interdição e abate de aviões seguros, que "protegem contra a perda de vidas inocentes".
Sem essa ordem da Casa Branca, não poderia haver troca de informações sobre parte do tráfego aéreo entre o Brasil e os Estados Unidos.(Com informações da Folha)
Regras originais do basquete são vendidas por US$ 4,3 milhões
Um documento histórico contendo as regras originais do jogo de basquete foi leiloado por US$ 4,3 milhões (R$ 7,3 milhões), um recorde entre itens esportivos de colecionadores.
Os compradores são David e Suzanne Booth, fãs de basquete e moradores do Estado americano de Kansas.
A venda bateu o recorde de outro item esportivo: a bola de basebol batida pelo jogador Mark McGwire em 1998 havia sido vendida no ano seguinte por US$ 3 milhões.
Invenção
Naismith havia escrito as regras para organizar um novo esporte de inverno, destinado a entreter os jovens de uma YMCA (Associação Cristã de Moços) no Estado americano de Massachusetts, onde ele era professor de educação física.
O centro havia dado a ele duas semanas para inventar um novo esporte. Ele concluiu a “invenção” do basquete apenas um dia antes do prazo final e pregou as regras em um quadro de avisos de um ginásio local.
O dinheiro obtido com o leilão do documento irá para as obras sociais da fundação de Naismith, que morreu em 1939 – a tempo de ver o basquete se tornar um esporte olímpico, em 1936.
E os compradores querem exibir o documento – chamado “Founding Rules of Basketball” – na Universidade de Kansas, onde Naismith foi o primeiro técnico da equipe de basquete.
sábado, dezembro 11, 2010
Reunião de Cancún termina com acordo não-vinculante
Sob aplausos, a 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança Climática terminou pouco depois das 4h da manhã deste sábado em Cancún, no México, com uma série de acordos que retomam a direção do processo internacional.
Representantes de 194 países aprovaram - apesar da oposição isolada da Bolívia - acordos que incluem os pontos mais importantes do Acordo de Copenhague, a carta de intenções que foi produzida na reunião de 2009, e introduzem avanços importantes.
Com o Acordo de Cancún, crescem as expectativas de que a próxima reunião do clima, em Durban, na África do Sul em 2011, possa produzir um tratado legalmente vinculante, capaz de obrigar a comunidade internacional a cortar emissões de gases do efeito estufa e combater os efeitos das mudanças climáticas.
Pela primeira vez, a manutenção da elevação da temperatura global a 2ºC, com previsões de revisão deste objetivo entre 2013 e 2015 para 1,5ºC - como recomendam cientistas - entrou em um documento internacional.
O texto também estabelece a operação de um Fundo Verde que até 2020 deverá liberar US$ 100 bilhões por ano, administrado pelas Nações Unidas, com a participação do Banco Mundial como tesoureiro.
O conselho administrativo deverá ser composto por 40 representantes: 25 de países em desenvolvimento e apenas 15 dos países ricos. Os Acordos de Cancún não especificam, entretanto, a origem das verbas que deverão alimentar o fundo.
Florestas
Foi aprovado também, embora ainda sejam necessários ajustes para garantir o início de funcionamento, o mecanismo de conservação das florestas apelidado de REDD (sigla para redução de emissões por desmatamento e degradação).
O financiamento das ações de REDD - especificamente se os fundos poderão ser provenientes de mercados de carbono ou não - ficou adiado para discussões no ano que vem.
O acordo, no entanto, encontrou críticas de organizações não-governamentais sobre as chamadas salvaguardas dos projetos REDD, para garantir, entre outros, a defesa de direitos indígenas e da biodiversidade, que acabaram incluídas em um anexo ao documento.
Apesar dos avanços, o acordo ficou aquém do que se esperava antes de Copenhague, quando existia a expectativa de um acordo legalmente vinculante, com metas ambiciosas de redução de gases para países ricos e pacotes de financiamento para países em desenvolvimento.
Talvez a maior pedra do caminho em Cancún, a continuação do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, foi habilidosamente removida por representantes brasileiros e britânicos, de forma a evitar que o Japão, seguido pela Rússia e pelo Canadá, abandonassem o instrumento.
Na primeira semana do encontro, o Japão anunciou que não participaria mais do protocolo, ameaçando o futuro da conferência, uma vez que para países em desenvolvimento, Kyoto, que prevê cortes de emissões dos países ricos, é considerado fundamental.
Surpresa
A solução encontrada foi deixar para uma reunião "o mais cedo possível" a discussão sobre os detalhes do segundo período do tratado, a partir de 2012.
Diante das baixas expectativas que cercavam o encontro desde o fracasso marcado em Copenhague no ano passado, o resultado chegou a surpreender.
Nos últimos dias, até mesmo ativistas como o líder do Greenpeace, Kumi Naidoo, já admitiam que um acordo sobre florestas seria um resultado positivo para Cancún.
"Temos de reconhecer que um quinto do pacote, se fosse fechado, seria um avanço significativo”, disse o ambientalista na quinta-feira.
Por isso, o resultado de Cancún foi considerado um sucesso - ainda que modesto - até por ambientalistas.
"Depois de Copenhague, governos chegaram em Cancún feridos e sob pressão pública para agir contra a mudança do clima. A expectativa era de que se pudesse firmar uma plataforma para o progresso, e agora, os países voltam com uma sensação renovada de boa vontade e algum senso de finalidade", afirmou o diretor da iniciativa de clima do WWF, Gordon Shepherd.
Elogios
Ao fim da sessão plenária que aprovou o acordo, ministros e negociadores não pouparam elogios ao resultado.
A presidente do encontro mexicano, a ministra do Exterior Patricia Espinosa, foi muito elogiada por proporcionar um processo marcado por transparência.
O encontro anterior, em Copenhague, foi marcado por desconfianças entre blocos de países, alimentados pela circulação de documentos "secretos" que não haviam sido negociados por todos os participantes.
Em Cancún, Espinosa acabou adiando o prazo de negociações para tentar apresentar um documento que refletisse da melhor maneira possível as opiniões díspares dos 194 países.
A estratégia funcionou, já que quando o documento foi divulgado, já no último dia do encontro, apenas a Bolívia apresentou ressalvas maiores.
A tática, entretanto, deixa para 2011 diversas questões importantes que precisam ser decididas até o encontro de Durban.
"Fiquei positivamente surpresa em adaptação, acho que avançou muito mais do que eu esperava quando cheguei aqui. REDD, ficou bom. Transferência de tecnologia tem que decidir como avançar com as prioridades nacionais, é um dever de casa para os países elegerem os focos", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.(BBC NEWS)
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Nível das escolas no Brasil passa ‘de desastroso a muito ruim‘, diz ‘Economist’
Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist diz que dados recém-divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a educação brasileira teve “ganhos sólidos” na última década.
A Economist se referia à divulgação, na última terça-feira, do 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países. O Brasil ficou na 53º colocação, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência.
O desempenho do país em cada uma das três áreas foi, em média, 20 pontos superior ao registrado no último teste, em 2006. O resultado fez com que a OCDE considerasse que o caso brasileiro revelava “lições encorajadoras”.
Em entrevista à Economist, a pesquisadora Barbara Bruns, do Banco Mundial, cita entre os motivos para a melhoria o sistema brasileiro de avaliação escolar, criado há 15 anos.
“De um ponto de partida em que não havia nenhuma informação sobre o aprendizado do estudante, as duas (últimas) presidências construíram um dos sistemas de medição de resultados educacionais mais impressionantes do mundo”, disse ela.
Apesar do avanço, a revista diz que dois terços dos jovens de 15 anos são incapazes de fazer qualquer coisa além de aritmética básica.
“Mesmo escolas privadas e pagas são medíocres. Seus pupilos vêm das casas mais ricas, mas eles se tornam jovens de 15 anos que não se saem melhor que um adolescente médio da OCDE”, afirma a publicação.
Segundo a Economist, uma das razões para a má qualidade do ensino é o desperdício de dinheiro. “Como os professores se aposentam com salários integrais após 25 anos para mulheres e 30 para homens, até a metade dos orçamentos da escola vai para as aposentadorias”, diz a revista.
A publicação afirma ainda que, exceto em poucos locais, professores podem faltar em 40 dos 200 dias escolares sem ter o salário descontado.
A Economist diz que o país estabeleceu a meta de alcançar a média da OCDE na próxima década, mas alerta que, “no ritmo atual, chegará só até a metade do caminho”.
A solução, aponta a revista, é propagar iniciativas como a da cidade do Rio (que combate a falta de professores dando pagando bônus às escolas que atingirem metas) e a do Estado de São Paulo (que criou plano de carreira a professores que vão bem em testes de conhecimento).
“Se o Brasil alcançar a nota, será porque conseguiu espalhar essas práticas inovadoras por todos os cantos”, conclui a revista.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
IBGE revisa para baixo PIB de 2009
O desempenho da economia brasileira no ano passado foi um pouco pior do que o inicialmente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a revisão anunciada nesta quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 0,6% em 2009 – e não 0,2% como anunciado no início do ano.
Consequência da crise financeira internacional, a retração de 2009 foi a primeira dos últimos 17 anos.
Dentre os setores, a indústria sofreu a maior alteração. O recuo da atividade foi de 6,4% na comparação com 2008. Antes da revisão, o número estava negativo em 5,5%.
As revisões mais abrangentes das contas nacionais são consideradas normais e costumam ser divulgadas junto com o PIB do 3º trimestre.
Os resultados do 1º e 2º trimestres deste ano também foram recalculados. Segundo o IBGE, o Brasil cresceu 9,3% de janeiro a março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, e não 9,0%.
O PIB do 2º trimestre também ficou ligeiramente maior. Com a revisão, passou de 8,8% para 9,2%.
De acordo com a revisão anunciada nesta quinta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 0,6% em 2009 – e não 0,2% como anunciado no início do ano.
Consequência da crise financeira internacional, a retração de 2009 foi a primeira dos últimos 17 anos.
Dentre os setores, a indústria sofreu a maior alteração. O recuo da atividade foi de 6,4% na comparação com 2008. Antes da revisão, o número estava negativo em 5,5%.
As revisões mais abrangentes das contas nacionais são consideradas normais e costumam ser divulgadas junto com o PIB do 3º trimestre.
Os resultados do 1º e 2º trimestres deste ano também foram recalculados. Segundo o IBGE, o Brasil cresceu 9,3% de janeiro a março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, e não 9,0%.
O PIB do 2º trimestre também ficou ligeiramente maior. Com a revisão, passou de 8,8% para 9,2%.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Desigualdade na educação 'é calcanhar de Aquiles do Brasil', diz jornal
Uma análise publicada nesta quarta-feira pelo jornal francês Le Monde afirma que as desigualdades no sistema educacional são o "calcanhar de Aquiles do Brasil".
"Elogiado por seus inúmeros progressos nos campos econômico e social, o Brasil permanece estagnado em uma área crucial: a educação", diz o texto.
A análise nota que o país conseguiu "praticamente vencer" o analfabetismo entre os mais jovens, mas "continua a castigar um em cada dez brasileiros de 15 a 17 anos". "Na prática, a escolarização não é universal."
Para o jornal francês, "o marasmo brasileiro é resultado em parte da democratização do ensino promovida nos anos 1990. O afluxo de milhões de novas crianças levou a uma queda no nível de ensino, acentuada pela rejeição a expulsar os piores estudantes de das escolas".
"A mediocridade do ensino público está no centro do problema", diz o texto, segundo o qual "os professores são mal formados e mal pagos". "Muitos têm pouca bagagem escolar e experiência", afirma o Monde.
Além disso, "a estrutura federal do Brasil – em três escalões – agrava esses fenômenos" ao criar mais burocracia e abrir espaço para a corrupção no setor.
"Assim se perpetua, com algumas exceções, um ensino de base em dois níveis: público, gratuito, muitas vezes em estado de calamidade, para as crianças das famílias pobres; privado, pago, de bom nível, para os filhos das famílias abastadas, mais bem preparados para o vestibular e gozar do terceiro ciclo e dos centros de pesquisa financiados com dinheiro público", descreve o vespertino francês.
O jornal avalia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ensaiou algumas ações, "reais, embora tardias e insuficientes". Exemplo disso é o orçamento da saúde, que "tem crescido, mas permanece muito longe, em termos per capita, dos níveis do Chile ou a Argentina", lista o artigo.
"O Brasil tomou consciência do seu calcanhar de Aquiles diante de uma dupla urgência, econômica e social. De um lado, seu forte crescimento obriga à formação da mão-de-obra qualificada que lhe falta, sob pena de perder competitividade. De outro, uma classe média em plena ascensão reivindica seu direito ao conhecimento, chave de um futuro melhor", avalia o vespertino francês.
"Esta dupla necessidade deveria incitar a presidente eleita, Dilma Rousseff, a prolongar o ciclo virtuoso que mal começou a ser esboçado sob o governo de seu predecessor."
Novembro tem maior inflação em mais de 5 anos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial utilizada pelo governo - fechou novembro em 0,83%, a maior taxa mensal desde abril de 2005, quando foi de 0,87%.
Em outubro, o índice ficou em 0,75%. O IPCA de novembro foi maior do que o dobro do registrado em novembro do ano passado, quando fechou em 0,41%, segundo informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.
Segundo o IBGE, no acumulado do ano, o índice está em 5,25%, acima do centro da meta do governo para 2010, que é de 4,5%.
O acumulado do ano também é maior do que o registrado no mesmo período de 2009, quando ficou em 3,93%, levando-se em conta o período que vai de janeiro a novembro.
Nos últimos 12 meses, o índice foi de 5,63%, também acima dos 5,2% registrados entre outubro deste ano e novembro de 2009.
Assim como no mês anterior, os alimentos e as bebidas tiveram a alta mais intensa em novembro, passando de 1,89% para 2,22%. Isso representa 0,51 ponto percentual, ou 61% do IPCA do mês.
Fortaleza, com 1,55%, foi a região metropolitana com a maior inflação em novembro, enquanto São Paulo teve a menor alta de preços pelo índice do IBGE (0,62%).
terça-feira, dezembro 07, 2010
Para OCDE, alunos do Brasil têm leitura semelhante à de Trinidad e Tobago
Os estudantes brasileiros ficaram em 51° lugar no ranking de leitura entre 65 países, segundo indica uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta terça-feira.
O número representa uma melhora do Brasil em termos de leitura na comparação com a última pesquisa, realizada em 2006, quando o país obteve 396 pontos.
A média em leitura dos alunos dos países ricos que integram a OCDE foi de 493 pontos. O melhor resultado foi dos alunos de Xangai (China), que obtiveram 556 pontos. A pesquisa também incluiu Taiwan, Macau e Hong Kong.
Na área de matemática, os alunos brasileiros ficaram em 55° lugar entre 65 países, com 386 pontos, número similar aos de Albânia, Jordânia, Colômbia e Argentina.
Com isso, o Brasil ficou abaixo do nível básico de compreensão em matemática, que é de 400 pontos – embora tenha crescido 30 pontos em relação a 2006.
Na área de ciências, o Brasil totalizou 405 pontos e também melhorou a performance em relação à pesquisa anterior, que havia sido de 390 pontos. No ranking de 65 países, o Brasil ficou na 52ª posição na disciplina.
O Pisa avalia a cada três anos a performance de estudantes em leitura, matemática e ciências, com idade de 15 anos ou mais, matriculados a partir da 7ª série do ensino fundamental.
Participaram do estudo 20,1 mil estudantes brasileiros, de um total de 470 mil de 65 países. Em 2006, foram pesquisadas 57 nações.
Crescimento
Em 2009, o Brasil conseguiu ultrapassar em leitura a faixa dos 400 pontos, considerada o nível de competências básicas para ler e saber interpretar um texto. Com isso, superou a Argentina na nova pesquisa.
Apesar disso, quase a metade (49,6%) dos alunos brasileiros obteve menos de 407 pontos (classificado como nível 2) de competências básicas. No entanto, houve progresso, já que esse índice era de 55% na pesquisa anterior.
"O Brasil aumentou os resultados nas três áreas do estudo (leitura, ciências e matemática). Não são muitos os países que conseguiram fazer isso", disse Guillermo Montt, analista de educação da OCDE.
O aumento mais importante foi na área de matemática, de 30 pontos, "o segundo maior crescimento nessa disciplina registrado pela pesquisa", segundo Montt.
"O Brasil mostrou que sabe e pode melhorar seu rendimento. Não é uma surpresa que o país continue em posições baixas no ranking, já que o processo de melhoria do ensino é algo lento e muito amplo", diz o analista da OCDE.(BBC NEWS)
Brasil vai liderar mudança no desenvolvimento global, diz Nicholas Stern
O Brasil tem tudo para liderar a América Latina e o mundo na transformação do modelo econômico atual para um mundo para uma economia de baixo carbono, na opinião do economista britânico Nicholas Stern.
"Na América Latina, você pode ter ganhos enormes provenientes das oportunidades das novas tecnologias, já que é esse o caminho que o mundo está tomando", disse o inglês, em Cancún.
"Acho que a região será um dos motores da mudança."
Nicholas Stern citou o Brasil como líder atual na produção de biocombustíveis e disse apostar que o país possa liderar também nas tecnologias de biocombustíveis de segunda geração, ou seja, a partir de restos da produção de cana-de-açúcar ou milho, por exemplo.
Potencial do Brasil
Outra tecnologia do futuro, a produção de combustível a partir de algas, também seria um dos possíveis potenciais do Brasil, que, segundo Stern, ainda tem a vantagem de ter uma comunidade científica expressiva e um centro tecnológico.
"O Brasil poderia ser uma das principais fontes de produtos que dependem da biomassa. Florestas têm um tremendo potencial como combustível, se forem bem administradas."
"Acho que o Brasil realmente tem um potencial tremendo", disse.
O economista destacou principalmente as oportunidades latino-americanas. Para ele, se exploradas sustentavelmente, as riquezas naturais podem alçar a região ao desenvolvimento.
Vulnerabilidade
No ano passado, Nicholas Stern participou da produção de um relatório encomendado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, sobre como levantar os US$ 100 bilhões anuais prometidos pelos países desenvolvidos às nações em desenvolvimento até 2020.
Ele também ressaltou a vulnerabilidade da região aos impactos da mudança do clima, como furacões, secas e subida do nível do mar.
Por isso, Stern acredita que todos os países latino-americano devem ser beneficiados com as verbas deste fundo verde bilionário.
Entre as principais tarefas futuras na região, segundo o inglês, está o fim do desmatamento na Amazônia.
"Não há forma de combater mudanças climáticas sem acabar com o desmatamento. Mas qualquer que seja a nossa forma de acabar com ela, tem que ser em parceria com o resto do mundo, liderada pelos países onde as florestas estão."
Para Stern, o trabalho precisa ser feito de forma a eliminar também a pobreza e fomentar o desenvolvimento.
"Temos que combater pobreza e mudança climática - se falharmos em um, falhamos no outro", afirmou.(BBC NEWS)
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Banco suíço congela contas do fundador do Wikileaks

O banco suíço PostFinance congelou as contas do fundador do site Wikileaks, Julian Assange. O site diz que a medida bloqueia 31 mil euros.
O Wikileaks tem publicado centenas de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos, provocando a ira do governo americano e levando empresas como a PayPal e a Amazon a deixarem de prestar serviços ao site.
Paralelamente, um mandado de prisão para Assange chegou a autoridades da Grã-Bretanha. Fontes disseram que o mandado foi emitido na tarde desta segunda-feira.
Promotores suecos querem interrogar Assange sobre denúncias de estupro, que ele nega.
Acredita-se que Assange esteja escondido em algum lugar no sudeste da Inglaterra. Se a polícia o encontrar, ele deverá ser intimado a comparecer à corte em 24 horas e pode ser extraditado para a Suécia.
Ataques ao Wikileaks
A Suécia expediu um mandado de prisão para Assange em 18 de novembro, mas a ação foi invalidada por um erro processual. Um novo mandado foi emitido em 2 de dezembro.
A decisão do banco PostFinance de congelar as contas do Wikileaks são a última medida contra o site desde que este começou a publicar documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, na semana passada.
Em um comunicado em seu site, o banco diz que Assange "forneceu informações falsas sobre o seu local de residência" durante o processo de abertura de conta.
Segundo o PostFinance, o fundador do Wikileaks registrou-se como morador de Genebra, mas uma inspeção do banco revelou que a informação era incorreta.
O banco diz que, por não morar na Suíça, Assange não pode manter uma conta no banco.
Perdas
Em comunicado, o Wikileaks afirmou que Assange perdeu 100 mil euros em bens em uma semana.
"No fim da última semana, a gigante de pagamentos na internet PayPal congelou 60 mil euros em doações para a caridade alemã Wau Holland Foundation que foram destinadas a promover a difusão de conhecimento via Wikileaks", disse o site.
Nesta segunda-feira, o Wikileaks divulgou uma lista de instalações ao redor do mundo que os Estados Unidos classificam como vitais para a sua segurança nacional. A lista inclui oleodutos e centros de comunicação e transporte.
Tratam-se provavelmente dos dados mais controvertidos já divulgados pelo site.
O ex-secretário britânico do exterior Malcolm Rifkind afirmou que as ações do Wikileaks estavam "beirando o crime".
"Não é só negligência, não é só estupidez, é algo que pode ser de grande ajuda a organizações terroristas", disse Rifkind. (BBC NEWS)
Prefeito de Londres cancela convite para executivos da Fifa após perda da Copa
O prefeito de Londres, Boris Johnson, cancelou uma oferta para estadia grátis de executivos da Fifa em um hotel de luxo da cidade durante a Olimpíada de 2012 após a entidade que comanda o futebol mundial ter escolhido a Rússia para organizar a Copa do Mundo de 2018, para a qual a Inglaterra era candidata.
O prefeito havia oferecido acomodações para o presidente da Fifa, Sepp Blatter, e outros diretores da entidade, no hotel Dorchester, um dos mais caros da capital britânica.
A oferta teria sido cancelada após Johnson ter discutido o assunto com o presidente do comitê organizador da Olimpíada, Sebastian Coe. O prefeito não comentou a decisão.
Logo após a derrota da candidatura inglesa, Johnson, que havia ido a Zurique para pessoalmente fazer campanha pela Copa 2018, disse que o resultado era “um grande golpe e tremendamente decepcionante”.
“Nós apresentamos uma candidatura excelente, nossas especificações técnicas eram de mais alta qualidade e os estádios ficariam lotados”, afirmou.
Uma fonte do governo disse que ao menos cinco membros do comitê executivo da Fifa haviam assegurado pessoalmente ao príncipe William e ao jogador David Beckham, que participaram da candidatura inglesa, que votariam na Inglaterra.
Google inaugura loja digital de livros nos Estados Unidos
O site de buscas mais popular do mundo, o Google, está inaugurando sua loja de livros digitais, batizada de eBooks, nesta segunda-feira, nos Estados Unidos.
O novo serviço vai competir diretamente com o equivalente oferecido pela loja Amazon - onde títulos são baixados no aparelho Kindle, da própria Amazon - e com a loja iBookstore, da Apple.
A inauguração foi adiada em função de disputas técnicas e de cunho legal, mas o Google disse esperar que o lançamento represente um marco na história do livro digital.
"(A loja) beneficia autores porque eles vão poder ficar mais visíveis e mais acessíveis do que é fisicamente possível no espaço restrito de uma livraria", disse o diretor de livros do Google, Santiago de la Mora.
"Ela também vai ser boa para as editoras, que poderão promover lançamentos anteriores", afirmou.
Posição do Google
Analistas da indústria apostam que o Google pode vir a ocupar uma posição de peso no setor.
Segundo James McQuivey, da empresa de pesquisas Forrester, o site possui informações que a concorrência não tem. O Google sabe, por exemplo, quando seu usuário está procurando certos títulos e certos autores.
"(A loja) pode não ser capaz de atrair os usuários do Kindle, porém existem milhares de pessoas que leem, mas não possuem um Kindle". ele acrescentou.
Segundo a Forrester, 10,3 milhões de aparelhos para leitura digital (e-readers) foram vendidos nos Estados Unidos em 2010, sem incluir o iPad. A empresa prevê que, no final deste ano, o valor deste mercado alcance cerca de US$ 966 milhões.
A previsão de McQuivey é que este mercado dobre de tamanho em 2011.
Objeções
O relacionamento do Google com a indústria de livros é um tanto quanto conturbado.
Críticos do site protestaram quando o Google anunciou que pretendia escanear milhões de livros. Eles argumentavam que o site poderia se tornar o único curador de uma enorme biblioteca online.
Além disto, o Google vem travando há dois anos uma batalha legal com autores e editoras nos Estados Unidos.
O site concordou em criar um Books Rights Registry, um registro de direitos onde autores podem registrar seus títulos e receber indenização, mas a decisão do tribunal americano que avalia o caso ainda não foi anunciada.
McQuivey acredita que a habilidade do Google de oferecer a seus usuários o acesso a clássicos da literatura pode beneficiar seu projeto eBook.
"Se você pode ler Les Miserables de graça usando o sistema do Google, esta é uma forma de atrair as pessoas e abrir seu apetite por leitura digital".
O serviço eBook europeu do Google deve ser lançado na Europa
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