sexta-feira, maio 06, 2011

José Sarney afirma que a mídia enfraquece os partidos políticos


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AL), declarou nesta quinta-feira (5/5), em congresso promovido pela legenda, que a imprensa enfraquece os poderes dos partidos políticos do País. O ex-presidente da República também disse que os veículos de comunicação sempre querem ficar com a imagem de representantes do povo.


"O Congresso depois de um mês, dois, três, começa a ser contestado. Os deputados não sabem porque foram eleitos e o eleitor não sabe mais que elegeu o deputado. A partir daí, a mídia e seus instrumentos entram e dizem: não, nós passamos a representar o povo. Esse é o grande desafio do mundo atual, da classe política", enfatizou Sarney.

O senador comentou que, além da imprensa, as Organizações Não Governamentais (ONGs) e a própria população brasileira conseguem tirar pedaços da área política. Sarney afirmou que os parlamentares precisam brigar contra esta situação. “Nós precisamos disputar esse espaço de saber quem representa a opinião pública”, disse.

Em sua participação no congresso, o antecessor de Fernando Collor de Mello no maior cargo executivo do Brasil, ainda falou sobre as criticas que sofreu da imprensa durante o tempo que foi o chefe de estado do País. “Até o tempo corrige os equívocos que a mídia corrige. Talvez eu tenha sido o presidente mais criticado da história do Brasil, mas nunca ninguém viu da minha parte nenhuma reação violenta contra isso”, comentou.
As informações são da Folha de S. Paulo.



Bolsa em novo dia de perdas

Petrobras, Vale e OGX desvalorizaram entre 0,51% e 4,3%, revelando pouca disposição dos agentes a novas apostas

Após derreter quase 4% em três pregões consecutivos, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) desceu para o seu ponto mais baixo, recuando para um nível de preços não visto desde julho de 2010. Em um contexto geral de maior aversão a risco, o mercado de ações não cumpriu os prognósticos de uma parcela mais otimista dos analistas, que via no valor depreciado das ações um estímulo forte para o retorno dos investidores às compras.

Os três papéis mais negociados da Bolsa brasileira, Petrobras, Vale e OGX desvalorizaram entre 0,51% e 4,3% neste pregão, mostrando a pouca disposição dos agentes financeiros para novas apostas.

No quadrimestre, as vendas de ações por "não-residentes" superaram as compras por R$ 3,67 bilhões, conforme estatísticas divulgadas ontem pela BM&FBovespa. O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, desvalorizou 1,09% no fechamento, aos 63.615 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,75 bilhões.

Dólar
A taxa de câmbio doméstica avançou 2% em três dias consecutivos de alta, num reflexo do aumento da aversão ao risco nos mercados, e o do estreitamento dos negócios na praça financeira doméstica. O dólar comercial encerrou o expediente na marca de R$ 1,605, em alta de 1%, o que não ocorria há quase 30 dias, bastante próximo do valor máximo (R$ 1,609) registrado ontem.

O dólar turismo, por sua vez, foi vendido por R$ 1,720 e comprado por R$ 1,590 nas casas de câmbio paulistas. Operadores das mesas de câmbio têm destacado o enxugamento da oferta de dólares no mercado, sem que o Banco Central tenha suspendido sua prática diária de comprar as "sobras" do mercado.
O saldo foi de US$ 1,5 bilhão em abril, um número 87% menor que a cifra registrada no último mês de março.

quarta-feira, maio 04, 2011

Em decisões anteriores ministros sinalizam apoio à união homoafetiva estável

O julgamento que ocorre hoje (4) à tarde no Supremo Tribunal Federal (STF) é aguardado com ansiedade por militantes em defesa dos direitos dos homossexuais. A expectativa é que não haja dificuldade para que se forme maioria em favor do reconhecimento da união estável homoafetiva.

O fato de o relator das ações ser o ministro Carlos Ayres Britto é visto com otimismo, já que ele é considerado “vanguardista” e “mente aberta” nas questões que envolvem a garantia de direitos fundamentais. Em diversas ocasiões, o ministro afirmou que as ações sobre a união homoafetiva são prioritárias em seu gabinete.

A expectativa também é positiva em relação a pelo menos três ministros, entre eles o presidente da Corte, Cezar Peluso. Em 2009, quando era vice-presidente do tribunal e presidente do STFMed – plano de saúde dos servidores e ministros do STF -, Peluso assinou ato deliberativo reconhecendo como dependentes do plano de saúde os parceiros de servidores que vivem em união homoafetiva estável.

Outro voto contado como favorável é do ministro Gilmar Mendes. Em 2004, ele foi relator do registro de candidatura da deputada estadual Maria Eulina Fernandes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela tentava a prefeitura de Vizeu Pará (PA), após sua companheira exercer dois mandatos no cargo. Segundo a Constituição Federal, os cônjuges são inelegíveis no mesmo território de jurisdição do parceiro. Mendes entendeu que, assim como no casamento ou no concubinato, há fortes laços afetivos nas relações homossexuais capazes de unir pessoas em torno de interesses políticos comuns. Foi acompanhado por unanimidade.

O voto do ministro Celso de Mello também é aguardado com otimismo. Em 2004, ele foi relator de uma ação ajuizada por entidades ligadas aos direitos dos homossexuais que pedia a inconstitucionalidade da regra que classifica como entidade familiar unicamente a união estável entre homem e mulher. O ministro arquivou a ação por razões processuais, mas afirmou que é “relevantíssima a tese pertinente ao reconhecimento, como entidade familiar, das uniões estáveis homoafetivas”.(Agência Brasil)

sexta-feira, abril 29, 2011

Dívida pública cresce R$ 15,9 bilhões em março


A dívida líquida do setor público somou R$ 1,507 trilhão em março, com aumento de R$ 15,905 bilhões em relação ao estoque da dívida em fevereiro. Esse acréscimo decorre basicamente da valorização do real em relação ao dólar norte-americano no mês passado, que foi de 2,3%, conforme revelou hoje (29) o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Túlio Maciel. Ao apresentar o Relatório de Política Fiscal relativo a março, ele reafirmou que a valorização cambial contribui para aumentar o percentual da dívida na equivalência com o Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, estimadas pelo BC em R$ 3,774 bilhões nos últimos 12 meses, em valores correntes.

 O crescimento nominal da dívida não alterou, porém, a relação dívida/PIB, que permaneceu em 39,9%, em razão da própria valorização do PIB. Mas, no trimestre, houve queda de 0,3 ponto percentual em relação aos 40,2% de dezembro. Maciel ressaltou que a tendência é de redução gradativa, de modo que a equivalência caia para 37,8% no final do ano. Segundo ele, a queda da relação dívida/PIB no trimestre é efeito do crescimento corrente do próprio PIB e do superávit primário (economia  para o pagamento de juros da dívida), que somou R$ 39,262 bilhões de janeiro a março. 

O valor é mais do que o dobro dos R$ 18,744 bilhões de superávit registrados em igual período do ano passado. De acordo com Maciel, o superávit contabilizado até agora reforça a confiança da equipe econômica quanto ao cumprimento da meta de R$ 117,9 bilhões no final do ano, equivalentes a 2,9% do PIB. Segundo ele, os R$ 39,262 bilhões de superávit acumulados em 2011 equivalem a 33,3% da meta – igual, portanto, à economia imaginada para quatro meses. O Relatório de Política Fiscal mostra que a dívida bruta do governo geral, incluindo estados e municípios, é bem mais alta e somou R$ 2,112 trilhões em março, equivalentes a 56% do PIB. A dívida bruta cresceu R$ 29,469 bilhões em relação à do mês anterior, que chegou a R$ 2,083 trilhões (55,8% do PIB), por causa do aumento da dívida mobiliária (títulos públicos) em mercado.Maciel acredita que a relação com o PIB cairá para 55,5% até o final do ano.

quinta-feira, abril 28, 2011

Lula gastou mais que FHC com publicidade no fim do mandato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou com publicidade no ano passado, o último de seu mandato, 70,3% a mais do que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), gastou em 2002, quando encerrou os oito anos de seu governo.

Segundo dados que devem ser divulgados hoje pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, o governo Lula consumiu R$ 1,629 bilhão em publicidade em 2010.
O valor se refere aos gastos da administração direta (os ministérios) e indireta (autarquias, fundações e empresas estatais). Não há ainda informação disponível sobre o mandato de Dilma Rousseff.


No seu oitavo ano no Planalto, 2002, FHC registrou gastos com publicidade de R$ 956,4 milhões, em valores atualizados pelo índice de preços IGP-M. O cálculo foi feito pelo Planalto, que não divulga valores nominais, exceto para 2010.


Lula é o primeiro presidente para o qual há dados completos dos dois mandatos. A estatística oficial sobre gastos de publicidade começou a ser produzida em 1998 de forma precária. A Secom divulga as informações de maneira regular desde 2000.


Em oito anos no Planalto, Lula registrou um gasto total de R$ 10,304 bilhões. É o equivalente a um terço do total orçado para construir o trem-bala, projetado para o trajeto Campinas-São Paulo-Rio e com custo estimado em R$ 33,1 bilhões.


Não há como saber qual foi o gasto mensal do governo Lula no ano passado com publicidade. Essa informação não é divulgada.


Ontem, quando o site do Planalto mostrava os dados considerados só até 9 de dezembro, o gasto total no ano era de R$ 1,101 bilhão.


Agora, com a contabilidade final de 2010, sabe-se que a cifra atingiu R$ 1,629 bilhão -uma diferença de R$ 528 milhões. Mas Lula não consumiu toda essa diferença nos seus últimos 22 dias.
Há um lapso entre os comerciais serem feitos, veiculados, pagos e lançados na contabilidade oficial. Não se sabe quanto é esse tempo, pois o governo não diz.


No segundo semestre do ano passado, todos os governos estavam impedidos de fazer comerciais -exceto os de real utilidade pública- porque se tratava de um período eleitoral. O veto não atinge as empresas estatais que concorrem no mercado.


Por causa dessa liberação, as empresas do governo costumam fazer comerciais em períodos eleitorais. Em 2010, o gasto das estatais foi de R$ 1,001 bilhão -61% de tudo o que a administração federal investe em propaganda.

DADOS SECRETOS
 


Folha indagou em março ao Planalto se poderia ter acesso à lista dos valores pagos a cada um dos meios de comunicação que veicularam propaganda federal. A resposta foi negativa.
"Os valores destinados a cada veículo de comunicação não são disponibilizados para preservar a estratégia de negociação de mídia promovida anualmente pela Secom com esses veículos. Desnudar esses valores contraria o interesse público, uma vez que implicará a perda de capacidade de negociação."


Nos dados divulgados, como tem sido a praxe, são revelados os valores totais investidos em cada tipo de meio. Assim, é possível saber que as TVs se mantêm como receptoras da maior parte do bolo: tiveram 61% quando Lula assumiu, em 2003; foram a 64% em 2010.
Jornais, emissoras de rádio, revistas e outdoors perderam receita. Internet, cinema e mídia exterior (carro de som, mobiliário urbano e TVs em aeroportos, entre outros) ganharam espaço.(Folha)

domingo, abril 17, 2011

Corrupção e desvio de recursos públicos marcam coleta de lixo e entulho

A coleta de lixo e de entulho e a varrição das ruas do Distrito Federal são um dos grandes focos de corrupção e de desvios de recursos públicos. Auditorias realizadas pela Secretaria de Transparência e Controle mostram que, no ano passado, o GDF gastou mais de R$ 20 milhões a mais do que o necessário para pagar as empresas responsáveis pelos serviços. A falta de fiscalização e a conivência de servidores comissionados envolvidos nos desvios criaram um ambiente propício à corrupção.

Os maiores prejuízos aos cofres públicos estão relacionados a contratos de varrição de ruas. Os acordos firmados entre o governo e as empresas privadas previam que os responsáveis deveriam recolher o lixo dos dois lados das pistas e nas laterais das calçadas. Mas as empresas varriam somente o eixo central, o que aumentava os gastos do governo para resolver o problema da sujeira. A auditoria estimou em
R$ 18,7 milhões o prejuízo do GDF, só no ano passado.

No caso da coleta de lixo residencial e comercial, as irregularidades aconteciam na pesagem dos caminhões que transportavam os resíduos. Como as empresas recebiam por tonelada recolhida, os valores registrados eram sempre maiores do que a quantidade real transportada. “Os caminhões não eram pesados da forma correta. Quem controlava eram servidores comissionados, muitas vezes indicados pelas próprias empresas e sem nenhum compromisso com o interesse público”, comenta o controlador-chefe da Secretaria de Transparência e Controle, Maurílio de Freitas.

O transporte de entulhos também foi foco de desvios. O pagamento às empresas contratadas era feito por viagem realizada entre o local da coleta e do despejo. Os auditores encontraram situações completamente inverossímeis registradas nos livros do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Em 26 de setembro do ano passado, por exemplo, servidores do órgão atestaram a realização de 3.189 viagens nessa data — quantidade completamente incompatível com a frota e com os percursos realizados pelos caminhões de transporte. O prejuízo estimado para o GDF é de R$ 350 mil.

Bolsas
Outro exemplo dos ralos de dinheiro que se propagaram pela máquina pública é o programa Bolsa Universitária. Pelo projeto, estudantes de baixa renda recebem bolsas para estudar em faculdades e universidades particulares do Distrito Federal, com subsídio total ou parcial. O projeto foi dividido entre as secretarias de Ciência e Tecnologia e de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest). No primeiro caso, a bolsa é integral: o GDF arca com 80% dos custos e as faculdades absorvem o resto. Pelo programa da Sedest, o governo paga 70% da mensalidade e o beneficiado tem que desembolsar 30% do valor do curso.

Só no ano passado, foram gastos cerca de R$ 24 milhões com o pagamento das bolsas. Mas o grande problema não era a concessão de benefícios a estudantes: as grandes irregularidades estavam na falta de controle sobre o repasse desses recursos. A legislação prevê o cumprimento de uma série de contrapartidas, mas nada era fiscalizado. Pelas normas, os beneficiados teriam que trabalhar até 40 horas semanais na rede pública de educação da cidade. Mas não havia nenhum tipo de controle de ponto ou de comprovação dos trabalhos executados.

Os estudantes beneficiados pelo Bolsa Universitária não podem ser reprovados em mais de uma disciplina sob o risco de perderem a vaga na faculdade, mas não havia na Sedest e na Secretaria de Ciência e Tecnologia nenhum histórico escolar que comprovasse o desempenho dos alunos. As 32 instituições de ensino superior cadastradas tinham que apresentar certidões para comprovar a ausência de dívidas fiscais com o governo. Mas isso não era feito. A falta de controle abriu portas para a inscrição de alunos fantasmas.

O total descontrole sobre o programa foi comprovado no início deste ano, quando a Secretaria de Ciência e Tecnologia decidiu fazer um recadastramento de estudantes e faculdades. Dos 1,8 mil alunos que constavam no cadastro, apenas 1,2 mil procuraram a secretaria para regularizar a situação e manter o benefício. Entre as instituições de ensino, apenas oito das 32 entregaram a documentação para comprovar que atendem os requisitos legais.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Gastão Ramos, explica que vai reavaliar o programa diante dos indícios de irregularidades. “Estamos fazendo um controle maior para acabar com o desperdício de recursos públicos. Assim, podemos aproveitar melhor esse dinheiro e destiná-lo a pesquisas em prol da sociedade”, justifica o secretário. Este ano, novas inscrições no Bolsa Universitária foram suspensas.

Outro problema identificado na pasta foi um convênio realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do DF, ligada à Secretaria de Ciência e Tecnologia. Pelo acordo firmado com uma empresa privada, o governo pagaria quase R$ 5 milhões pela capacitação de deficientes, que deveriam produzir cadeiras de roda, fraldas e malhas usadas por pessoas queimadas. Uma auditoria mostrou que o local indicado no convênio — uma sala pequena e mal equipada — era totalmente incompatível com as atividades descritas no projeto. Os repasses foram bloqueados.

Para o secretário de Transparência e Controle, Carlos Higino, é importante discutir também a utilidade das políticas públicas. Ele lembra que já existem outros programas do governo federal para conceder bolsas a universitários e questiona a utilidade de alguns convênios. “Em muitos casos, havia desvirtuamento das políticas públicas, não apenas desperdício de dinheiro. Por que a Secretaria de Ciência e Tecnologia deveria investir na produção de fraldas? Que tipo de inovação isso representa?”, questiona Higino. “Esse desvio de finalidade acaba com a racionalidade na aplicação de políticas públicas”, acrescenta.
Fonte: Jornal Correio Braziliense

sábado, abril 16, 2011

BC sinaliza que ciclo de alta da juros continuará



A menos de uma semana da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou que o ciclo de aumento da Selic - a taxa básica de juros do país, a partir da qual todas as demais são formadas - não terminará tão cedo quanto imagina o mercado.
- Estamos no meio de um ciclo de aperto monetário. Já subimos os juros (...) e temos adiante mais trabalho a fazer.
Em palestra em um seminário sobre as perspectivas econômicas para a América Latina, promovido pelo Brookings Institution, Tombini disse também que é "dever" do BC "assegurar a estabilidade financeira e a inflação dentro da meta".
Ele explicou ainda sua preocupação com os riscos inflacionários e com uma futura instabilidade financeira, decorrentes da intensa entrada de dólares no Brasil. O compromisso do BC, a rigor, é fazer a inflação ficare em 4,5% em 2012 - o que significa derrubar o indicador que atualmente está perto de 6,5%.

sexta-feira, abril 15, 2011

Minha Casa exclui mais pobres em SP

O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida completou dois anos sem entregar nenhum imóvel às famílias da cidade de São Paulo que recebem até três salários mínimos (R$ 1.395).

A Caixa Econômica Federal informou, em nota, que "o principal entrave é o custo dos terrenos em São Paulo, que é maior do que nas demais cidades do país".

O alto custo de produção, como preço do terreno e infraestrutura de água e esgoto, não cabe, segundo a iniciativa privada, no teto de R$ 52 mil definido pelo governo para os imóveis destinados à baixa renda.

Isso inviabilizou o sucesso do programa na cidade, diz José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil). "Você há de convir que alguma coisa em São Paulo de R$ 52 mil é obra de ficção", afirma.

Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil em São Paulo), diz que existiam 400 mil unidades a serem distribuídas no Brasil para a faixa de até três salários. A cidade de São Paulo teria 70 mil.

"Tinha o potencial, mas só foram viabilizadas 3.000 habitações. Assim mesmo, só com subsídio e doação de terreno pelo município", diz.

Estão previstos para a capital 23 empreendimentos, com 3.596 habitações, orçados em R$ 186,1 milhões. As obras de 21 deles estão em andamento, com entrega prevista para a partir do segundo semestre de 2011, informa a Caixa.(com informações da Folha)

quinta-feira, abril 14, 2011

Bovespa emenda quarto dia de perdas, e fecha em baixa de 0,61%


Cautela continua a ser a palavra de ordem na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que não acompanhou a valorização vista nas demais Bolsas na rodada desta quarta-feira.


A Bolsa brasileira não cumpriu os prognósticos de uma recuperação técnica, após três pregões consecutivos de perdas, e emendou mais um dia de baixa, com forte volume. O balanço do JP Morgan chegou a animar os negócios, mas alguns indicadores decepcionantes nos EUA voltaram a nublar o ambiente.


Analistas ainda mencionaram a expectativa dos investidores pela "bateria" de indicadores fundamentais que devem ser revelados pelo governo chinês amanhã. "Acho que muita gente no mercado ficou temerosa a respeito desses indicadores e preferiu não passar a noite na Bolsa", comenta Lucas Gontijo, da mesa de operações da Geraldo Corrêa Corretora.

Esse profissional avalia que a Bovespa, caso não esboce uma reação no curto prazo, pode descer até a casa dos 65 mil pontos, e até mesmo 64 mil, antes de voltar a subir.

Hoje, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recuou 0,61% no fechamento, para os 66.486 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,39 bilhões, parcialmente inflado pelo vencimento de contratos sobre índice. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve um alta modesta de 0,06%.

O dólar comercial foi cotado por R$ 1,591, em um declínio de 0,12%. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,710 e comprado por R$ 1,550 nas casas de câmbio paulistas.

O Banco Central brasileiro anunciou um saldo negativo nas operações comerciais e financeiras com dólar neste início do mês. A saída de moeda superou as entradas por uma diferença de US$ 14 milhões.

No acumulado do ano, entretanto, a entrada líquida de dólares ficou 46% maior do que a registrada em todo o ano de 2010, somando US$ 35,5 bilhões.

O fundamental "Livro Bege", o relatório elaborado pelo Federal Reserve (o banco central dos EUA), apontou que continua o processo de recuperação da economia, mas a autoridade monetária ressaltou que o encarecimento das commodities já começou a pressionar os preços domésticos.

Horas antes, o Departamento de Comércio americano havia reportado um aumento de 0,4% nas vendas no mês de março, após um incremento de 1,1% em fevereiro. Trata-se da menor taxa registrada em nove meses. Economistas do setor financeiro estimavam uma variação de 0,5% para esse mês.

No front corporativo, o banco JP Morgan informou um lucro líquido de US$ 5,56 bilhões para o primeiro trimestre, em um salto de 67% sobre os ganhos apurados no mesmo período em 2010.


quarta-feira, abril 13, 2011

Focus: projeção de inflação oficial cresce para 6,26%

De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira(11), a previsão para a inflação oficial sobe pela quinta vez seguida neste ano. Na estimativa, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou de 6,02%, na última semana, ante 6,26% nesta segunda-feira. 

A projeção se aproxima cada vez mais do teto da meta do Banco Central, que é de 6,50%. O centro da meta é de 4,50%. A previsão da inflação não sofreu alteração para 2012, permanecendo em 5,00%.

Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), a projeção ficou estável em 4,00%. Já para o próximo ano, a previsão teve queda de 4,24% ante os 4,30% referentes a última semana. Na questão do dólar, a estimativa recuou de R$ 1,70 para R$ 1,68. No boletim desta segunda-feira, a projeção para o dólar em 2012 caiu para R$ 1,72 ante R$ 1,75.

A taxa básica de juros (Selic) se manteve inalterada em 12,25% na projeção para este ano, e em 11,25% para 2012. 

terça-feira, abril 12, 2011

Oposição precisa conquistar a classe média, afirma FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende uma revisão profunda da estratégia do PSDB e da oposição para voltar ao poder.


Em artigo que será publicado nesta semana, o tucano diz que a oposição deveria desistir de conquistar as camadas mais pobres do eleitorado e se conectar com a nova classe média.

segunda-feira, abril 11, 2011

Dossiê comprova aumento da repressão a ativistas no Brasil


Um relatório lançado em abril pelo PAD - Processo de Articulação e Diálogo - apresenta casos graves de violação de direitos e confirma o aumento da violência contra organizações da sociedade civil e movimentos sociais.
O relatório revela que opositores à construção da hidrelétrica de Belo Monte enfrentam ameaças e acusações há mais de duas décadas e que alguns sucumbiram diante da violência e abusos. Mostra ainda que pelo menos um milhão de pessoas sofrem por causa da construção de barragens, sem compensação real pelas perdas.
O dossiê indica também mecanismos que o Estado brasileiro cria para criminalizar organizações populares e destaca que dezenas de camponesas sofrem ainda por causa de manifestação contra o avanço do deserto verde e pela soberania alimentar no sul do país. Traz casos como de grampos telefônicos, apreensão ilegal de documentos e infiltração visando incriminar militantes do MST e também denuncia a violência contra os povos indígenas, especialmente aos Guarani-Kaiowá, sem terras demarcadas no Mato Grosso do Sul
O dossiê intitulado “A repressão aos defensores de direitos humanos e movimentos sociais no Brasil” foi entregue à ministra de Direitos Humanos Maria do Rosário, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, e divulgado simultaneamente no Brasil e Europa. A delegação que está denunciando os abusos é formada por lideranças camponesas, indígenas, sem-terra e atingidos por barragens que pertencem a entidades que compõem o PAD.(Caros Amigos)

O Caso Bolsonaro


O Dep. Jair Bolsonaro está sofrendo todos os tipos de acusação, pois ao participar de um programa de baixaria na televisão, ele deu uma resposta desatenta a uma pergunta de Preta Gil.

Por sua desatenção, a OAB está entrando com uma ação contra ele pelos "crimes" de racismo e homofobia, de acordo com reportagem da revista Época. Ao classificar as opiniões pessoais de Bolsonaro como "crime" de homofobia, a OAB mostrou seu analfabetismo legal e constitucional e, portanto, despreparo para agir na base da justiça. Como esperar justiça de uma associação de advogados que não sabe ler a Constituição?

Senhores da OAB, qualquer brasileiro semiconsciente e semialfabetizado sabe que não existe lei de "homofobia" no Brasil. E se existisse, deveria punir opiniões também? E a liberdade de expressão, onde é que fica?

Provavelmente, nem se deram ao trabalho de consultar a Constituição. Assistiram aos programas populares de TV e daí tiraram suas interpretações.

Em 2007, a Rede Globo me convidou para participar de um "debate" sobre casamento gay no programa do Serginho Groisman. Recusei o convite, plenamente consciente de que é ridículo participar de um programa onde uns dez ativistas gays têm total liberdade de confrontar você, com a total cobertura do apresentador, enquanto que se você cometer um simples deslize, o linchamento é certo.

O que acontece quando uma criatura do movimento homossexual comete um "deslize"?
* O "deslize" de Luiz Mott, o rei do movimento gay no Brasil, foi defender a pedofilia. A OAB e os noticiários de TV nunca se incomodaram. Ele continua livre e solto.

* O "deslize" de Denílson Lopes, professor universitário e homossexual assumido, foi defender a pedofilia em seu artigo "Amando Garotos: Pedofilia e a Intolerância Contemporânea". A OAB e os noticiários de TV nunca se incomodaram. Ele continua livre e solto.

* O "deslize" do "filósofo" Paulo Ghiraldelli Jr. foi defender a pedofilia homossexual em seu artigo "Amor e sexo entre pequenos e grandes". A OAB e os noticiários de TV nunca se incomodaram. Ele continua livre e solto.

* O "deslize" de Isaías Medeiros, blogueiro progressista e homossexual assumido, foi defender a pedofilia em dois artigos denunciados por mim. A OAB e os noticiários de TV nunca se incomodaram. Ele continua livre e solto.

O que Bolsonaro fez que esteja minimamente à altura das "proezas" desses defensores da pedofilia?

Apesar da descarada defesa homossexual à pedofilia, a OAB, o MPF e outros órgãos do governo não estão atrás de Luiz Mott, Denílson Lopes, Isaías Medeiros e Paulo Ghiraldelli. Estão atrás de Bolsonaro. Aliás, enquanto a mídia toda está distraindo a população no caso Bolsonaro, o governo está aproveitando para agilizar a distribuição do infame kit gay.
Posso não concordar com todas as ideias de Bolsonaro, mas se ele cometeu algum "crime", os defensores da pedofilia e kit gay cometeram o quê então?(Júlio Severo)



Ovos de páscoa estão mais caros

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor realizou uma pesquisa para  orientar na compra dos ovos de Páscoa. Ao avaliar os preços, a primeira conclusão é que alguns os ovos estão em média 20% mais caros do que no ano passado. Há grande diferença de preços de ovos da mesma marca, e também a falta de relação dos números dos ovos com os pesos que eles representam. Para comprovar que o custo dos ovos não equivale somente ao chocolate propriamente, o Idec comparou o preço de um ovo com brinde e uma barra de chocolate e verificou que o primeiro chega a ser quase quatro vezes superior. "Isso demonstra que o apelo da Páscoa em torno dos ovos é grande e custa bastante ao bolso do consumidor. Mas pra quem está interessado apenas nos chocolate, as barras são uma boa opção", pondera Karina Alfano, gerente de relacionamento do Idec.

Planos de saúde com problemas podem deixar 4 milhões na mão

A situação de 257 planos de saúde no País deixa cerca de 4 milhões de clientes sob risco de ficar na mão na hora de procurar atendimento médio ou fazer exames. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) somente este ano, até 28 de março, 187 planos estão sendo acompanhados com lupa pelo órgão por apresentarem problemas econômicos-financeiros. Neste mesmo período, 75 liquidações extrajudiciais de empresas foram iniciadas.

O quadro pode estar ligado à estratégia adotada por algumas empresas ao oferecer mensalidades muito mais em conta do que as praticadas pelo mercado. As principais vítimas dessa política são idosos com mais de 59 anos que optaram por convênios mais baratos. A faixa etária de zero a 18 anos também corre risco de ter um plano que não atende as necessidades.

“No mercado existem operadoras de pequeno porte com objetivo de aumentar carteira de associados e elevar receitas. Oferecem planos com preços abaixo da realidade. É sem dúvida uma estratégia suicida. No final a conta (despesa x receita) não fecha, gerando desequilíbrio financeiro, param de pagar credenciados, médicos, hospitais e laboratórios, que por sua vez suspendem o atendimento dos associados”, explica Ivan Lage, consultor de planos de saúde.

domingo, abril 10, 2011

Contribuinte tem menos de 20 dias para entregar declaração do imposto de renda


O contribuinte tem menos de vinte dias, a contar de hoje (10), para enviar a Declaração do Imposto de Renda. Para saber se está obrigado a declarar, a dica é responder ao questionário de obrigatoriedade,criado pela Receita Federal. O prazo termina no próximo dia 29 de abril.
O perigo para quem deixa para a última hora, além de eventuais problemas de conexão, está na correria que pode levar a erros de preenchimento e à falta de documentos necessários. Este ano o formulário de papel deixou de existir e as declarações só podem ser preenchidas por meio de aplicativo próprio disponível no siteda Receita Federal na internet. O programa gerador da declaração do imposto pode ser instalado em praticamente todos os computadores. Depois de preenchida, a declaração deve ser enviada à Receita por meio de outro aplicativo, conhecido como Receitanet, também disponível no site.
Os dados enviados do computador do contribuinte seguem criptografados aos computadores da Receita, onde são armazenados para o processamento, que deve ser iniciado em maio. A criptografia garante maior segurança por meio da utilização de técnicas que codificam a informação, evitando que um intruso consiga capturar os dados do contribuinte na internet.
No processamento, diversas informações de outras fontes, como administradoras de cartão de crédito, prestadoras de serviços médicos ou de saúde e da empresa onde o contribuinte é empregado, por exemplo, são cruzadas para verificar se houve sonegação, se os dados estão corretos ou se houve omissão. Se não houver problema, a declaração é liberada. Do contrário, fica retida na malha fina.
A liberação das declarações obedece a forma pela qual foram apresentadas. As que são encaminhadas pelainternet têm prioridade. Na sequência, são analisados os disquetes entregues à Caixa Econômica Federal ou ao Banco do Brasil. Os idosos continuam recebendo primeiro as restituições, conforme determina o Estatuto do Idoso.
O primeiro lote regular de restituições - dos sete previstos - será liberado no dia 15 de junho e o último será no dia 15 de dezembro.

Cerca de 1,8 milhão vão às urnas hoje no Peru para escolher futuro presidente

Em meio às queixas de desemprego, pobreza no campo e pressão dos povos indígenas para a concessão de benefícios, aproximadamente 1,8 milhão de peruanos escolhem hoje (10) o futuro presidente do país. Apontado como favorito pelas pesquisas de opinião, o militar da reserva Ollanta Humala, de 47 anos, lidera as últimas projeções de voto. Porém, especialistas afirmam que as eleições deverão ser definidas apenas no segundo turno em 5 de junho.

Analistas políticos também afirmam que é difícil saber quem será o adversário de Humala em um eventual segundo turno. Concorrem às eleições o ex-presidente Alejandro Toledo, de 65 anos, o ex-ministro da Economia Pedro Paulo Kuczysnski, de 72, e Keiko Fujimori, de 35, filha do ex-presidente Alberto Fujimori.

No poder há cinco anos, o atual presidente do Peru, Alan García, não pôde concorrer à reeleição porque a Constituição peruana veta esta possibilidade. O sucessor dele exercerá o mandato no período de 2011 a 2016, com a posse marcada para o dia 26 de julho deste ano. As votações no país ainda são manuais. Portanto, a previsão é que os resultados sejam divulgados apenas no começo desta semana.

Depois de perder as eleições em 2006 para García, Humala passou a buscar o diálogo e a aproximação com todos os setores da sociedade civil do Peru. Na campanha, ele demonstrou ter trânsito com os segmentos do campo e também com os urbanos. O destaque durante sua campanha foi a defesa veemente da soberania nacional e a condenação por ingerências estrangeiras no país.

Nas eleições anteriores, Humala recebeu apoio dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales. Porém, desta vez, ele evitou associar-se aos dois líderes políticos e manteve-se mais distante das questões de política externa e mais próximo dos temas internos.

Durante as votações de hoje os peruanos também vão escolher os ocupantes das 130 cadeiras do  Congresso Nacional do país e 15 políticos para o Parlamento Andino – dos quais cinco serão titulares e 10 suplentes. As informações são da Agência Brasil.