segunda-feira, junho 24, 2013

Wall Street Journal adverte que discurso de Dilma é mau sinal no combate à inflação


Um dos mais importantes jornais de economia do mundo, Wall Street Journal considerou que o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, sexta-feira, seguiu em direção oposta ao que pregam os economistas para conter o aumento da inflação e os déficits do País. De acordo com o jornal, as promessas de um novo esforço nacional para melhorar o transporte público e os serviços de saúde servirão apenas como tentativa de apaziguar os ânimos, mas não será possível atender às duas expectativas, da população e da economia. “Dilma Rousseff, ex-guerrilheira marxista e primeira mulher presidente do Brasil, procurou simpatizar com os manifestantes”, explicou o jornal.
Do Portal da Transparência... 


As despesas do governo federal com cartões corporativos atingiram a marca de R$ 21,7 milhões em 2013 segundo dados do Portal da Transparência. A Presidência ainda é a campeã de gastos, com R$ 7,2 milhões, exatamente o dobro do segundo colocado, o Ministério da Justiça. A conta do cartão do governo é protegida por sigilo sob a justificativa de “garantir a segurança da sociedade e do Estado”.

sábado, junho 22, 2013

Crianças participam da onda de protestos em várias cidades do país



Cidadania se aprende de pequeno. É acreditando nessa ideia que mães do Brasil inteiro estão se mobilizando para reforçar com a voz das crianças os gritos por mudanças no país. A intenção geral é ensinar aos filhos a importância de lutar e de se mobilizar em nome de uma causa. Cada grupo luta por motivos específicos, mas, de um modo geral, a intenção é promover a valorização da infância e da família. 

    Belo Horizonte (MG): Movimento Mães pelo Futuro BH – Evento pacífico de mães e Ativistas em apoio ao movimento que acontece no país. Sábado, 22/06, às 15h, local a definir;

    Brasília (DF): Mobilização das crianças em BSB - Piquenique coletivo no gramado em frente ao Congresso Nacional e confecção de uma bandeira pelas próprias crianças. Domingo, 23/06, às 10h, em frente ao Congresso Nacional.

    Marcha das Crianças - Por um Brasil melhor - Passeata no Parque da Cidade de carrinhos, bicicletas e sligs. Domingo, 30/06, às 9h, concentração no Castelinho do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitscheck;

    - Curitiba (PR): Marcha das Crianças – Por um Brasil Melhor - Protesto divertido formado por crianças e para as crianças do nosso país. Eles também querem comida, diversão e arte. Tragam cartazes feitos por elas. Sábado, 22/06, às 14h, em frente ao Museu Oscar Niemeyer;

    Florianópolis (SC): Crianças, cidadãos do futuro - mamaço, slingada e brincadeiras! - Ação em apoio ao movimento que acontece no país! A proposta é que o evento seja marcado por ações lúdicas conscientizadoras, através da música, dança, histórias, brincadeiras a ser feitas no local e durante o deslocamento. Domingo, dia 23/06, às 10h, em frente a Catedral Metropolitana de Florianópolis;

    Rio de Janeiro (RJ): Ato Brincante em Niterói – As crianças vão às ruas! - Confecção de faixas e cartazes com as crianças, seguida de caminhada pelo calçadão de Icaraí em direção a Fróes. Evento será marcado por ações lúdicas, tanto nas atividades culturais e artísticas (música, dança, histórias, brincadeiras). Domingo, 23/06, 08h30, na Praça de Icaraí em frente ao antigo cinema;

    As crianças vão às ruas: Ato brincante RJ! – Evento destinado as famílias que não foram as manifestações por medo da violência. Domingo, 23/06, às 10h, no aterro do Flamengo;
    Pintando o Futuro – Confecção de cartazes, seguido de “passeata” até o Paço, onde estará começando o evento “Declaração de Amor ao Paço Imperial”. Domingo, 23/06, às 08h30, na Praça XV;

    Protesto Pais e Filhos – Todos Juntos Somos Fortes não há nada a temer! – Contra a corrupção que prejudica a qualidade da educação, da saúde e da segurança! O protesto será com a cara pintada ou com máscaras dos personagens dos Saltimbancos. Domingo, 23/06, 10h, no Baixo Bebê na Praia do Leblon;

    São Paulo (SP): As crianças vão às ruas: ato brincante – Caminhada em apoio aos protestos do país. Passeata que vai do Parque Mário Covas até o vão do MASP. Terá ações lúdicas, atividades culturais e artísticas (música, dança, histórias, brincadeira). Domingo, 23/06, 9h, no Parque Mário Covas.
     

    sexta-feira, junho 21, 2013

    Dilma ainda se cala sobre protestos



    A reunião da presidenta Dilma Rousseff com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) para avaliar as últimas manifestações e os casos de violência ocorridos por todo o Brasil nos últimos dias, terminou por volta do meio-dia desta sexta-feira (21). O governo anunciou - através de nota - que o país tem condições de garantir a realização não só da Copa das Confederações, como de oferecer segurança à Jornada Mundial da Juventude ou à visita do papa, no mês que vem. Apesar de problemas pontuais, a avaliação é de que a Copa está sendo realizada normalmente. Não foi decidido quem vai falar em nome do governo federal sobre os últimos acontecimentos ou se alguém vai falar.

    quinta-feira, junho 20, 2013

    'Revolução dos 20 centavos' mostra que 'fantasia acabou', diz 'Financial Times'


    Um editorial publicado nesta quinta-feira no diário britânico Financial Times diz que os maiores protestos de rua vividos no Brasil nos últimos 20 anos mostram que os brasileiros se deram conta de que o "glorioso novo país" propagado pelo governo seria uma "fantasia".


    "A revolução dos 20 centavos mostra que a fantasia acabou" diz o jornal, citando que "espetaculares 10 anos de crescimento" tiraram "cerca de 30 milhões de pessoas da pobreza" com novas demandas que não foram atendidas.

    A chamada nova classe média, diz o jornal, "pode consumir como nunca", mas "as mudanças sociais em outros setores não acompanharam as demandas desta nova classe, ainda precária".

    O editorial cita que "não há problema" em cultivar a imagem global do Brasil com investimentos de US$ 12 bilhões em estádios de futebol, mas "não quando a vida é tão dura para a maioria".

    "Eles pagam impostos iguais aos de primeiro mundo e recebem em troca serviços públicos de má qualidade de países em desenvolvimento".
    "Ônibus lotados e tráfego pesado tornam as viagens diárias caras e um desperdício de tempo. A corrupção do governo prevalece."
    Para o FT, os brasileiros tentam se posicionar "entre o Brasil 'velho' que teriam deixado para trás e o glorioso Brasil 'novo' que o governo diz ser o país em que vivem".
    "Isso talvez esteja em sintonia com uma tendência que corre entre os investidores: a de que o modelo brasileiro chegou ao seu limite".
    "Em toda América do Sul, cidadãos estão fartos de ouvir como as coisas são boas", diz o FT, acrescentando que os protestos no Brasil vão causar preocupações nos mercados financeiros a respeito dos mercados emergentes como um todo e podem indicar que a "salada política dos velhos dias e o dinheiro fácil do passado podem estar chegando ao fim".

    quarta-feira, junho 19, 2013

    Financial Times


    O fôlego financeiro do governo brasileiro para tentar acelerar a economia está cada vez menor. O alerta foi feito pelo jornal britânico Financial Times em reportagem da última sexta-feira(14).Segundo o FT, iniciativas do governo "estão comendo o superávit primário, geram preocupação dos economistas e contribuíram para a Standard & Poor's piorar a perspectiva da nota brasileira para negativa".
    Lucidez Tucana

    Presidente do PSDB-MG, deputado Marcus Pestana, acha que os tucanos não pode nem pensar em tentar se apropriar dos protestos que invadiram as ruas, País afora: “O efeito seria reverso”.

    Lei Geral da Copa favorece Fifa de forma inconstitucional, aponta PGR



    A Procuradoria-Geral da República (PGR) ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para cancelar itens da Lei Geral da Copa, aprovada em junho do ano passado. A norma estabelece as regras para a Copa das Confederações, para a Copa do Mundo de 2014 e a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em julho deste ano. O relator da matéria é o ministro Ricardo Lewandowski. O texto, elaborado pela ex vice-presidente da PGR, subprocuradora-geral da República Deborah Duprat, aponta três inconstitucionalidades na Lei da Copa, como o favorecimento direto da Fifa. Duprat afirma na ação, que “não é possível vislumbrar nenhuma razão que justifique o tratamento diferenciado da Fifa e de seus relacionados”. O primeiro dispositivo da lei questionado é o que delega à União a responsabilidade civil por todos os danos relacionados a acidentes de segurança nos eventos, e deixa a Fifa isenta de questionamentos. 
    Por um fio...

    A presidenta Dilma já não suporta a convivência com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, mas ainda não o demitiu porque o ministro é uma indicação pessoal do ex-presidente Lula. E espera que Lula a libere para demiti-lo quando julgar conveniente. A informação é de senadores do PT e do PTB com acesso aos gabinetes do Planalto.
    Transparência Eleitoral - mais uma batalha vencida 


    Nesses novos tempos em que o gigante dá sinais de estar acordando, é com alegria que informo que mais uma batalha foi vencida na luta por mais transparência no voto eletrônico no Brasil.

    O Projeto de Lei 2789/11, criado a pedido dos juízes do STF/TSE para revogar a lei do voto impresso a partir de 2014, foi arquivado por unanimidade na Câmara dos Deputados por inconstitucionalidade - por ir contra o Princípio da Publicidade ou da transparência do feito público, neste caso, pela falta de transparência no registro e na apuração do voto eletrônico.

    Relembrando o histórico: 

    - em 2009 o Congresso Nacional aprovou e a Presidência da República sancionou a Lei 12.034 em cujo Art. 5º (lei do voto impresso ou da transparência do voto eletrônico) previa o voto impresso conferível pelo eleitor a partir de 2014, para viabilizar a auditoria contábil do resultado publicado pelo TSE.

    - o voto impresso conferível pelo eleitor já é usado em TODOS os países que utilizam urnas eletrônicas. Apenas no Brasil continua impossível a auditoria da apuração eletrônica.

    - em 2010, o TSE comprou 313 mil novas urnas em desacordo com a lei.

    - em 2011, o juízes e administradores eleitorais do STF/TSE apresentaram, por via indireta, uma ação de inconstitucionalidade da lei do voto impresso e a suspenderam "temporariamente", dando um aspecto "legal" à compra ilegal que tinham feito das 313 mil urnas. O argumentos apresentados na ADI são equivocados e desconsideram até provas materiais.

    - para não ter que revogar definitivamente, com argumentos pífios, uma lei que os desagradava, os mesmos apresentaram, também por via indireta, um projeto de lei para revogar a lei do voto impresso.

    Foi esse projeto de lei que acaba de ser arquivado pela Câmara.

    Quero dar os parabéns a todos os deputados que enfrentaram o lobby pesado dos juízes do STF/TSE e votaram pelo arquivamento por unanimidade. Em especial, comprimento o Dep. Veira da Cunha (PDT-RS), relator do projeto na Câmara por seu longo e consistente relatório.

    Também merecem os parabéns os membros do CMind e do Grupo do Voto Impresso no Facebook por sua participação e apoio na audiência pública onde se enfrentou um grupo de professores que, mandados pelo TSE, tentavam confundir o debate com falácias e sofismas.

    Mas a guerra não acabou. A luta retorna ao STF, onde está engavetada a ADI 4543, que suspendeu mas não revogou a lei da transparência do voto eletrônico.


    O eleitor argentino pode ver e conferir
    o conteúdo do registro digital do seu voto
    antes de deixar o local de votação.
    O eleitor brasileiro não pode!No Brasil, o voto é secreto até para o próprio eleitor.
    Eu sei em quem votei. Eles Também.
    Mas só eles sabem quem recebeu meu voto

    Conheça o Relatório CMind 1 sobre as urnas eletrônicas brasileiras
               e o Relatório CMind 2 sobre as urnas eletrônicas argentinas

    terça-feira, junho 18, 2013

    Reprodução de página no Facebook convocando protesto em Londres

    Londres terá ato em solidariedade a protestos no Brasil nesta terça



    POVO NA RUA: COMPREENDA OU SAIA DA FRENTE – 

    A mensagem é clara: não estamos satisfeitos. É isso o que o povo está dizendo na rua. 

    Então o povo está insatisfeito com quê? Com a corrupção e o cinismo com que é justificada; com a péssima qualidade das escolas, dos hospitais, das estradas, dos aeroportos, dos portos; com a burocracia prepotente, arrogante e incompetente, com a incapacidade do Estado de dar segurança aos cidadãos, a quem desarmou, ao mesmo tempo em que não consegue desarmar os bandidos; com essa antiquada e inaceitável preeminência do Estado, cujos interesses prevalecem contra os interesses dos cidadãos, com a carga tributária absurda, elevando escandalosamente o preço de tudo, tornando insuportável o custo de ser brasileiro.


    E está insatisfeito com quem? Com todos os seus pretensos líderes e representantes de todos os partidos, sejam de governo ou de oposição, incapazes de reconhecer o que realmente é prioritário para a sociedade quando decidem como aplicar o dinheiro de todos nós e que se preocupam mais com projetos eleitoreiros do que com a solução de problemas reais da população.


    É preciso ouvir essa voz. Interpretar a mensagem. Compreender a mensagem, ou sair da frente. 


    É preciso também evitar o equívoco de tentar absorver a onda popular para beneficiar qualquer partido político – seja ele qual for – pois o povo não está na rua sob o comando ou a serviço de nenhum deles.


    A vaia recebida pela Presidente não foi para fortalecer os seus opositores. Mas, foi uma faceta desse mesmo movimento de rua, e serviu para mostrar que o governo também é alvo dos protestos, talvez o principal, e que a filiação a um partido de origem popular não isenta o governo e nem isenta ninguém de nada.


    Dependendo dos rumos que o movimento venha a tomar, do tratamento que receba – humilde ou arrogante – da classe politica, da liderança que esteja sendo forjada na rua, talvez, depois disso, o Brasil nunca mais seja o mesmo.


    Geraldo Melo

    segunda-feira, junho 17, 2013

    Gastos Mundo Afora...

    GASTANDO MUNDO AFORA Documentos revelam despesas de viagem de Dilma

     

    Balas de borracha 'não letais',podem matar!

    Artigos em revistas médicas de vários países, baseados em experiências em todo o mundo, deixam claro: as "balas de borracha" são na verdade armas "menos letais", em vez de "não letais".

    Elas produziram várias mortes e ferimentos incapacitantes em locais como a Irlanda do Norte, Israel/Palestina, Caxemira (Índia) e mesmo o Brasil. Obviamente, muito menos do que se fosse usada munição letal real.

    Os estudos deixam claro duas coisas: os ferimentos ou mortes se devem tanto a um tipo de munição pouco recomendável como à falta de disciplina no uso.

    Em vez de atirar no chão ou mirando nas pernas, a distâncias de mais de 40 metros, os policiais dispararam de perto contra o tronco ou a cabeça, contrariando as "regras de engajamento" da polícia.

    As tais balas de borracha -que hoje também podem ser de plástico- foram introduzidas pelos britânicos durante o conflito na Irlanda do Norte em 1970. Eram uma espécie de "cassetete disparado", feito de borracha com 15 cm. Depois vieram balas menores, disparáveis de fuzis comuns com carga menor de explosivo propelente.

    Os britânicos foram os maiores usuários da história. Entre 1970 e 1975 foram disparados 55 mil dessas balas na Irlanda do Norte.

    Uma pessoa morreu a cada 16 mil disparos; um em cada 800 teve ferimentos sérios, e um em cada 1.900 teve lesões incapacitantes.

    Serviços importados são taxados em até 51% no Brasil


    Responsáveis por quase um quarto dos gastos da indústria brasileira, os serviços importados sentem o peso da carga tributária. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a cada vez em que contrata consultores estrangeiros ou requisita suporte técnico para máquinas e equipamentos, a indústria paga de 41,08% a 51,26% em tributos.

    Para a entidade, esse nível de impostos e contribuições prejudica a competitividade da indústria nacional, à medida que aumenta custos, encarece o produto final e, muitas vezes, impede o acesso a novas tecnologias. “Toda e qualquer empresa em ramo tecnológico mais sofisticado precisa importar serviços. Se o Brasil quer indústria mais avançada, precisa reduzir os impostos sobre os serviços”, diz o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes.

    De acordo com o diretor da CNI, a carga tributária sobre a compra de serviços no exterior afeta principalmente dois tipos de empresas. O primeiro são as indústrias que desenvolvem produtos associados à prestação de serviços, como máquinas e aviões. A tributação aumenta as despesas com a manutenção desses bens, que costuma ser terceirizada no exterior.