quinta-feira, agosto 27, 2015

GREVISTAS OCUPAM PRÉDIO DO INSS EM BRASÍLIA

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ocupam o prédio da autarquia no Setor de Autarquias Sul, em Brasília, desde a manhã de hoje (26). Os empregados dizem que é um protesto pelo desconto dos dias não trabalhados durante a greve. A paralisação dura 51 dias e tem a adesão de 80% dos trabalhadores, segundo a federação que representa os empregados.
De acordo com o sindicalista Carlos Roberto Santos, os manifestantes só desocuparão o prédio quando o INSS apresentar uma proposta para os servidores. Ele disse que 400 pessoas ocupam o saguão do prédio. Os grevistas impedem a entrada e a saída de pessoas do prédio.
Entre as reivindicações dos trabalhadores estão um reajuste nos salários de 27%, para repor as perdas salariais desde 2010, a contratação de mais servidores e a incorporação das gratificações, que representam 70% dos salários.
O INSS, por meio da sua assessoria de imprensa, disse que não decidiu se vai se manifestar sobre a ocupação do prédio.

BOLSA-PESCADOR CUSTOU R$ 8,3 BILHÕES DESDE 2011

O Ministério da Pesca e Aquicultura tem cadastrados quase 1,2 milhão de pescadores artesanais que já receberam mais de R$ 8,3 bilhões desde 2011. O curioso é que em 2003 eram 230 mil pescadores no Brasil, em 2009 o número já havia pulado para 730 mil, volume que quase dobrou nos últimos seis anos. Mas a produção da pesca tem tendência a cair.

A Transparência do governo mostra pescadores que receberam, em 2013, dinheiro relativo ao período do defeso observado em 1999.

Em 2013, o Brasil produziu 2 milhões de toneladas de peixe, com o crescimento da produção estagnado e dependente da aquicultura.

Alvo de fraudes constantes, o MPA chamou 24 mil beneficiários para recadastramento só no Maranhão, estado da família Sarney, do PMDB.

Com informações Diário do Poder


quarta-feira, agosto 26, 2015

Contas públicas foram destruídas para reeleição, diz Delfim

O ex-ministro Delfim Netto se disse “espantado” com as declarações da presidente Dilma Rousseff ontem de que demorou para reconhecer a crise.
“Até 2013 você não tinha grandes problemas, mesmo nas contas, mas 2014 foi uma coisa deliberada – destruímos as finanças para obter a reeleição”, disse na manhã desta quarta-feira em São Paulo.
Era uma referência às declarações, feitas recentemente pela presidente para três jornais, de que demorou para perceber a gravidade da crise e que poderia ter feito uma inflexão antes.

“Ontem ela me lembrou o velho Nietzsche: as piores mentiras são as que contamos para nós mesmos. E somos vítimas disso”, disse Delfim.
A declaração do ex-ministro da Fazenda entre 1967 e 1973 foi feita durante o seminário “Repensando o Desenvolvimento Produtivo no Brasil”, na escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo.
Também estavam presentes o Luis Carlos Bresser Pereira, ministro dos governos Sarney e FHC, e Roberto Mangabeira Unger, atual ministro de Assuntos Estratégicos.
Delfim também disse que “não se pode queixar da Dilma, uma pessoa inteligente" e que "a primeira função de um governo é continuar governo para poder corrigir os erros que cometeu ou fazer novos erros”.
Ele também colocou o problema fiscal em perspectiva histórica: teria começado com o golpe da maioridade em 1840 e a promessa, já na época, de controlar despesas - descumprida por todos os governos desde então, sem exceção.
Com informações Exame

Juros do cartão de crédito se aproxima de 400%, diz BC

Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo voltaram a subir e atingiram 395,3% ao ano em julho ante 372,1% em junho, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quarta-feira. O resultado de julho é o maior desde o início da série histórica, em março de 2011. Também supera os juros cobrados no cheque especial, que somaram 246,9% ao ano em julho, maior patamar desde novembro de 1995, quando estavam em 251,72% ao ano.
O aumento dos juros bancários segue a alta da taxa básica da economia, definida pelo BC. Desde outubro do ano passado, a autoridade monetária vem subindo os juros seguidamente. Naquele momento, a taxa estava em 11% ao ano. No fim de maio, já havia subido para 14,25%, avanço de 3,25 pontos percentuais, no maior patamar mais elevado em nove anos.
Inadimplência - Ainda de acordo com o BC, a inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres subiu a 4,8% em julho, alcançando o patamar mais alto desde 2013. Em junho, a inadimplência neste segmento, em que as instituições financeiras definem as taxas de juros livremente, havia sido de 4,6%, segundo dado revisado pelo BC.
O crescimento da inadimplência no segmento em julho foi maior entre empresas, com o índice passando a 4,1%, contra 3,9% em junho. Entre pessoas físicas, também houve avanço no período, a 5,4%, contra 5,3%.
Endividamento - O BC também divulgou que o endividamento das famílias em junho, dado mais recente disponível, caiu a 45,8%, contra 46,1% em maio. O percentual considera o impacto de financiamentos imobiliários. Excluído esse efeito, o endividamento das famílias recuou para 27,1% em junho, contra 27,4% em maio.

Dólar chega a R$ 3,65

Após uma abertura volátil, o dólar se firmou em alta e chegou a atingir a máxima de 3,65 reais na manhã desta quarta-feira. O ajuste reflete as incertezas dos investidores com o cenário político doméstico e o fortalecimento da expectativa de que os Estados Unidos vai aumentar os juros em breve.
Por volta das 13 horas, o dólar avançava 0,7%, a 3,63 reais. Nesta terça-feira, a moeda americana fechou cotada a 3,60 reais pela primeira vez em doze anos e meio.
No cenário local, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. os 27 titulares da comissão, oito são investigados por Janot, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), por suposta participação no esquema apurado pela Operação Lava Jato
Já no cenário internacional, os Estados Unidos divulgou nesta manhã dados positivos sobre a retomada do crescimento econômico no país. Encomendas de bens duráveis tiveram alta de 2% em julho ante o mês anterior, bem acima da previsão de avanço de 0,1%. Além disso, as encomendas de junho foram revisadas para um crescimento de 4,1%, e não de 3,4% como antes havia sido calculado.

SENADO APROVA COTA DE 16% PARA MULHERES NO LEGISLATIVO

O Senado aprovou na noite dessa terça-feira (25), por 65 votos a favor e sete contra, a Proposta de Emenda à Constituição nº 98, que reserva percentual mínimo de cadeiras às mulheres no Poder Legislativo. O texto ainda precisa ser apreciado em segundo turno. O primeiro vice-presidente do Senado, o petista Jorge Viana (AC), que comandou a votação, disse que a matéria entrará na ordem do dia "oportunamente para o segundo turno". 
A PEC aprovada na terça assegura a cada gênero percentual mínimo de representação nas três próximas legislaturas: 10% das cadeiras na primeira legislatura, 12% na segunda legislatura e 16% na terceira. A medida atinge Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e câmaras municipais.
Ao defender as cotas para mulheres na política, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que a situação atual das mulheres na política chega a ser "constrangedora". "Somos mais da metade da população, mais da metade do eleitorado, exercemos protagonismo na sociedade", disse, destacando que em países do Oriente Médio, onde as mulheres sofrem muito preconceito, a presença feminina na política é mais representativa do que no Brasil. "Não queríamos estar votando cotas e sim que cada partido montasse suas listas já com igualdade de gêneros", afirmou. 
Segundo Vanessa, a cota para o gênero minoritário criada em 1995 (Lei 9100/95) não foi suficiente para garantir maior participação feminina na política. Para a senadora, o texto aprovado hoje ainda não é ideal, mas é um começo. (AE)

MAIORIA DO TSE DECIDE REABRIR AÇÃO PELA CASSAÇÃO DE DILMA

Em um julgamento marcado por bate-boca entre os ministros, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para aceitar recurso do PSDB e dar continuidade a uma ação contra a chapa da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, reeleita no ano passado. O julgamento foi interrompido por um novo pedido de vista.

Quando a análise do recurso for concluída, e se não houver mudança nos votos dos ministros, o próximo passo processual é a intimação de Dilma e Temer para que apresentem a defesa e o TSE comece a produção de provas.

Até o momento, Gilmar Mendes, João Otávio de Noronha, Luiz Fux e Henrique Neves votaram pela continuidade da ação. O único voto pelo arquivamento do caso foi da ministra Maria Thereza, relatora do recurso, que foi alvo de fortes críticas de Mendes. O pedido de vista foi feito pela ministra Luciana Lóssio - o presidente do tribunal, Dias Toffoli, ainda não votou.

"Houve um pedido de vista, mas já há uma maioria no sentido de dar prosseguimento à ação. Esse prosseguimento significa intimar para a defesa e fazer a produção de provas", explicou Toffoli, ao final da sessão.

O caso que voltou para análise do plenário da corte refere-se a uma das quatro ações propostas pelo PSDB contestando a legitimidade da reeleição de Dilma. Fora isso, Mendes, que relatou as contas de campanha de Dilma e do PT em 2014, pediu que o Ministério Público, a Polícia Federal e o TSE apurem eventuais irregularidades no financiamento da campanha da presidente.

A prestação de contas é comum a todos os candidatos de uma eleição. As outras ações, contudo, só podem ser propostas por partidos de oposição ou pelo Ministério Público Eleitoral.

A ação de impugnação acusa a chapa Dilma-Temer de usar estrutura pública para promover a campanha, aponta abuso de poder econômico ao listar gastos acima do limite previsto e diz que propinas oriundas do esquema de corrupção na Petrobras podem ter sido misturadas às doações oficiais. O caso havia sido arquivado pela relatora porque, para ela, se baseava em "ilações" e acusações "genéricas". 


'Juízo político'

Após ser alvo de críticas de Mendes pelo arquivamento, Maria Thereza voltou a dizer que não fez "juízo político" do caso. "Meu voto foi estritamente jurídico processual."

Para ela, fatos apurados na Operação Lava Jato que possam relacionar o esquema de corrupção à campanha do PT devem ser analisados pela Justiça Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, e não pelo TSE. A ministra disse que também considera graves as revelações da Lava Jato. "Como todo o brasileiro eu também quero um País sem corrupção."

Mendes contestou a colega de TSE. "Os fatos já existiam. Sabíamos que tinha uma Operação Lava Jato em curso e que a campanha poderia ter sido financiada...", afirmou o ministro, repetindo que, ao criticar seus argumentos para arquivar a ação, "não queria constrangê-la".

Outro foco de tensão envolveu Fux e Noronha. O primeiro sugeriu unir as ações envolvendo a campanha de Dilma em uma só, sob relatoria de Maria Thereza. Noronha, que é corregedor-geral da Justiça Eleitoral, não gostou e os dois bateram boca.

A coordenação jurídica de campanha de Dilma afirmou que é preciso aguardar o fim do julgamento na Justiça Eleitoral para se pronunciar sobre o caso.


Com informações do site Diário do Poder

terça-feira, agosto 25, 2015

Brasileiros gastam menos no exterior em julho

Mesmo com a alta superior a 54% do dólar ante o real nos últimos 12 meses, a conta de viagens internacionais continuou a registrar déficit em julho, mês de férias escolares.
No mês passado, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil deixou um saldo negativo de US$ 1,209 bilhão.
De acordo com o Banco Central, volume é um pouco mais baixo do que o de igual mês do ano passado, quando o déficit nessa conta era de US$ 1,623 bilhão.

O desempenho da conta de viagens internacionais foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 1,677 bilhão em julho. Já o gasto dos estrangeiros em passeio pelo Brasil ficou em US$ 468 milhões no mês passado.
No acumulado do ano até julho, o saldo líquido dessa conta ficou negativo em US$ 8,205 bilhões. Em igual período do ano passado, esse valor era de US$ 10,482 bilhões.

Unidades do Minha Casa Minha Vida são 'maquiadas' para visita de Dilma

As quatro unidades do Minha Casa Minha Vida que serão visitadas nesta terça-feira pela presidente Dilma Rousseff, em Catanduva, no interior de São Paulo, passaram por uma maquiagem nos últimos dois dias: ganharam jardins com flores e arbustos plantados de última hora por uma floricultura, além de nova pintura na área interna.
Na visita, a imprensa poderá filmar e fotografar a presidente apenas nas quatro casas que receberam a maquiagem. Na segunda-feira, uma equipe da EBC (TV oficial do governo) gravou uma reportagem nestas mesmas unidades. Elas são parte de um conjunto modelo, o primeiro a ser inaugurado com total infraestrutura - escola, creche, praças, quadras esportivas, posto de saúde e de polícia. As casas em geral estão em bom estado: todas têm 43 metros quadrados, sistema de aquecimento de água solar e quintal. No entanto, não receberam o mesmo tratamento estético do local que servirá de cenário para a visita presidencial. Segundo um homem que trabalha nas instalações, a maquiagem foi feita entre domingo e segunda-feira especialmente para a chegada de Dilma.
Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), as casas que Dilma vai visitar foram escolhidas por ficarem próximas ao palco do evento, e os retoques estéticos têm o objetivo de "servir de modelo de uso e conservação" para os demais moradores. De acordo com o banco, "não há maquiagem". A Presidência não explicou o motivo da diferença entre as unidades.

Gilmar Mendes pede nova investigação sobre campanha de Dilma

O ministro Gilmar Mendes, relator da prestação de contas da presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enviou ao Ministério Público Estadual de São Paulo relatório técnico elaborado pelo Fisco Paulista que detectou irregularidades em uma empresa contratada pela campanha de 2014 da petista. A empresa, com nome de Angela Maria do Nascimento Sorocaba-ME, foi aberta em agosto de 2014 - a dois meses da eleição - e somente entre agosto e setembro emitiu notas fiscais no valor de 3,683 milhões de reais. Deste valor, 1,651 milhão de reais foi emitido em nome da campanha presidencial petista.
Segundo o apurado, não há nenhum destaque de impostos nas notas fiscais emitidas e não há "registro de entrada de materiais, produtos e serviços". A empresa seria responsável por entregar produtos de publicidade, placas e faixas, além de despesas com pessoal.
A Fazenda Estadual de São Paulo não encontrou a empresa no seu endereço comercial. A proprietária da companhia foi localizada em endereço residencial e disse ter sido "orientada a abrir a empresa para funcionar no período eleitoral". De acordo com ela, todo o material era proveniente de outra empresa, a Embalac Indústria e Comércio Ltda. O contador das duas empresas, Carlos Carmelo Antunes, disse ter aberto a segunda empresa a pedido dos sócios da Embalac "com o intuito de faturar os produtos destinados às eleições em nome de Angela, para que a Embalac não fosse desenquadrada do regime Simples Nacional".
O relatório foi elaborado pela Fazenda Estadual paulista depois do pedido de Mendes para que o órgão verificasse indícios de irregularidades com relação à gráfica Focal Confecção e Comunicação Visual. Em ofício ao TSE, a Fazenda do Estado afirmou que precisaria de mais tempo para análise sobre a Focal "devido ao grande volume de documentos apresentados". O órgão fazendário, no entanto, apurou a situação fiscal de outros estabelecimentos paulistas citados na prestação de contas da presidente e apontados pela assessoria técnica do TSE, entre eles a empresa Angela Maria do Nascimento Sorocaba-ME.
Diante do verificado, o ministro quer que o Ministério Público paulista apure "eventual ilícito" com relação à empresa.
Na última sexta-feira, Gilmar Mendes pediu a abertura de investigação de suposta prática de atos ilícitos. Em despacho encaminhado à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, Mendes indica "potencial relevância criminal" na campanha petista.
Com informações do Estadão

Com dívidas de R$2 bi, Galvão aprovará plano com credores

O Grupo Galvão irá aprovar, junto a seus credores, o plano de recuperação judicial nessa sexta-feira (28). O grupo irá vender ativos para pagar suas dívidas e se reestruturar.

FGV mostra que 42,7% dos brasileiros veem piora na economia nos próximos meses

Os brasileiros estão ficando mais pessimistas em relação à economia e veem o bolso cada vez mais curto. Em agosto, o grau de otimismo dos consumidores na economia para os próximos meses caiu 4,2% ante o mês anterior. O quesito foi a principal influência negativa no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que recuou 1,7% no período, ao menor nível da série histórica, iniciada em setembro de 2005, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O otimismo em relação ao futuro da economia é o menor desde março deste ano e, aos 74,7 pontos, indica que a perspectiva é negativa. Ao todo, 42,7% das famílias preveem piora do cenário (de 41,2% em julho), enquanto 17,4% têm esperanças de melhora (antes, eram 19,2%).
A percepção sobre as finanças da casa tampouco é favorável. O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a situação financeira familiar atual manteve-se em queda pelo quarto mês consecutivo. Em agosto, o recuo foi de 0,9%. A proporção de consumidores que avaliam a situação do momento como boa aumentou de 14,0% para 14,6%, mas a fatia dos que a consideram ruim subiu com mais força, de 20,0% para 21,4%, o maior nível da série.
Inflação e mercado de trabalho estão no topo das preocupações dos brasileiros. Em agosto, os consumidores declararam esperar inflação de 10,0% nos próximos 12 meses, a maior taxa já registrada na pesquisa. Além disso, 45,0% das famílias preveem maior dificuldade para conseguir emprego nos seis meses seguintes, o segundo maior nível da série, atrás apenas de março deste ano (46,1%).
Com informações Estadão

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Christian Grey da vida real’ é condenado a 14 anos de prisão

Boettcher investe pesado na aparência, é adepto da malhação, tem muito dinheiro, possui um ego superinflado e gosta do jogo da dominação sexual. Qualquer semelhança com o personagem Christian Grey, do livro “50 tons de cinza” não é mera coincidência.
Alguns anos atrás, Alexander conheceu Martina Levato, estudante de 20 anos, em um bar latino na Itália. A atração foi devastadora. A partir desse momento, Martina se tornou escrava de Alexander, como uma Anastasia Steele, personagem submissa a Christian Grey no romance erótico famoso.
O controle que Alexander tinha sobre Martina era tanto que ele chegou a fazer uma marca no rosto dela com um bisturi, para demonstrar ser o dono da jovem. Ele cravou em uma das bochechas a inicial do seu nome como prova de “eterna devoção”.
Como Grey, Alexander tinha na mansão onde morava um quarto com vários apetrechos sadomasoquistas.
A relação chegou ao fim depois que Alexander exigiu que Martina jogasse ácido no rosto dos seus amantes anteriores a fim de “purificá-la”.
Uma das vítimas foi Pietro Barbini, namorado de Martina quando os dois ainda eram adolescentes. O rosto de Pietro foi atingido com ácido clorídrico. Ele precisou reconstruir pálpebras e nariz em várias cirurgias.
Alexander e Martina foram presos e condenados, cada um, a 14 anos de prisão.
Alô Brasília
 

REFORMA VAI CORTAR SÓ MIL DOS 22,5 MIL COMISSIONADOS

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 24, em entrevista no Palácio do Planalto, que a reforma ministerial vai extinguir cerca de 1 mil dos 22,5 mil cargos comissionados no governo. O governo anunciou na manhã dessa segunda que cortaria 10 ministérios.
Sobre a reforma dos ministérios, a presidente disse que "até setembro anunciaremos os ministérios que serão cortados". "Achamos, à primeira vista, que conseguiremos reduzir dez ministérios. Queremos também reduzir secretarias em ministérios que não serão extintos", disse.
Após o anúncio feito mais cedo pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, a presidente disse que "vamos passar todos os ministérios a limpo". A reforma administrativa, segundo ela, "tem um caráter muito mais estruturante".
Após se reunir com a presidente ao longo do fim de semana para fechar os pontos apresentados, Barbosa disse nessa segunda que serão perseguidas cinco diretrizes. A primeira delas propõe a redução de dez ministérios. Ainda não há definição de quais seriam as pastas extintas e quando isso seria concretizado.
O segundo ponto diz respeito à racionalização da máquina pública, com redução do número de secretarias e combinação de divisões dentro dos órgãos federais. Outra medida pretende reduzir, sem meta específica, o número de cargos comissionados no governo. Barbosa ressaltou que atualmente a maior parte dos cargos desse tipo já são ocupados por servidores públicos.
Foi anunciado ainda uma ampliação do programa de redução de custeio, que deve racionalizar gastos com serviços de limpeza, manutenção e transporte. Entre as ideias apresentadas pelo ministro do Planejamento está a adoção de contratos unificados de prestação de serviços para todos os ministérios, extinguindo algumas contratações individualizadas.
Por fim, foi proposto um aperfeiçoamento da gestão do patrimônio da União, o que na prática significa que imóveis do Estado serão colocados à venda. Terrenos de posse da União também são alvo da medida. "Tem vários terrenos da União, o mais famoso é o terreno de Marinha. Vamos promover um programa de regularização do pagamento desses de direitos e oferta para que possam adquirir esses domínios", disse Barbosa.
O governo estabeleceu um prazo até 30 de setembro para que as propostas sejam agrupadas e estudadas. Segundo o ministro, as iniciativas exigem procedimentos distintos, como a apresentação de projetos de lei, decretos e portarias.Um grande faz de conta!

DESEMPREGO CHEGA A 8,3% NO 2º TRI; MAIOR TAXA DESDE 2012

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 8,3% no segundo trimestre de 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior da série histórica, iniciada em 2012.
O resultado é maior do que o observado nos primeiros três meses deste ano, quando ficou em 7,9%. No segundo trimestre do ano passado, a taxa de desemprego nacional havia sido ainda menor, de 6,8%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.882,00 no segundo trimestre de 2015. O valor é 0,5% menor do que no primeiro trimestre deste ano. O resultado ainda representa alta de 1,4% em relação ao período de abril a junho de 2014.
Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 167,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, queda de 0,3% ante os primeiros três meses de 2015 e avanço de 1,6% ante igual período de 2014.
Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.
Em um ano até o segundo trimestre de 2015, 1,587 milhão de brasileiros saíram em busca de um trabalho sem encontrá-lo. O contingente representa um aumento de 23,5% na população desocupada em relação ao período de abril a junho de 2014. Com isso, o número de desempregados no País já chega a 8,354 milhões, o maior número já observado na série, iniciada em 2012. Na comparação com os primeiros três meses do ano, a população desocupada cresceu 5,3%, o que significa 421 mil pessoas a mais atrás de emprego. Não que o País não tenha gerado vagas. No segundo trimestre, a população ocupada cresceu 0,2% em relação ao período de janeiro a março, uma abertura de 188 mil novos postos.
Em relação ao segundo trimestre de 2014, o avanço foi de 0,2%, ou 159 mil vagas criadas. A população fora da força de trabalho (inativa), que não busca emprego nem está trabalhando, diminuiu 0,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Ao todo, 307 mil pessoas deixaram essa condição no período. Em relação ao período de abril a junho de 2014, porém, o contingente cresceu 1,0% (628 mil pessoas a mais). Ao todo, a população na força de trabalho (chamada de economicamente ativa no âmbito da Pesquisa Mensal de Emprego, que mensura o mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do País) aumentou 0,6% no segundo trimestre em relação ao primeiro (609 mil pessoas a mais). Já em relação ao segundo trimestre do ano passado, esse contingente cresceu em 1,747 milhão, alta de 1,8% no período. (AE)

segunda-feira, agosto 24, 2015

Bovespa fecha em queda de 3% — menor patamar desde 2009

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, fechou nesta segunda-feira com queda de 3,03%, no menor patamar em mais de seis anos, influenciado pela onda de pânico que dominou os mercados globais por temores ligados à desaceleração da economia chinesa. O giro financeiro totalizou 7,3 bilhões de reais. No pior momento, logo após a abertura, o índice de referência do mercado acionário brasileiro chegou a desabar 6,5%.

As principais bolsas da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia tiveram o pior dia desde 2008 e encerraram o pregão desta segunda-feira com fortes perdas, pressionadas pelo tombo nas ações da China e novos temores sobre o crescimento global. Nesta segunda-feira, o Xangai Composto, principal índice acionário chinês, fechou em queda de 8,5%, anulando os ganhos de todo o ano.