O PSDB terá que ser reformulado, independentemente do resultado das eleições. Essa é a opinião consensual de fundadores tucanos que seguem filiados ao partido 22 anos depois de seu nascimento.
Ao mesmo tempo em que elogiam José Serra como candidato à Presidência, os mais antigos concordam que o partido perdeu a essência, curtida na social-democracia europeia.
Hoje, dos 109 fundadores, apenas Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga, além de Serra, ainda compõem o conselho político nacional do partido.
Existe consenso entre os caciques de que a perspectiva de ver seu principal antagonista no cenário político, o PT, chegar a pelo menos 12 anos seguidos no poder é fruto de erros cometidos pelos próprios tucanos.
Mesmo a conquista da Presidência, considerada prematura, com apenas seis anos de fundação, entra na lista de fatores que contribuíram para uma desconfiguração da unidade do partido.
"A experiência de governo contribuiu para agregar muitos novos filiados que já não partilhavam tanto daquela unidade doutrinária e ideológica que embasou a fundação", diz o ex-chefe de gabinete de FHC, José Lucena Dantas, hoje assessor de Tasso Jereissati (PSDB-CE).
O PSDB está precisando resgatar a sua identidade, repensar estratégias e alianças.Traçar um novo caminho e escolher novos líderes.
Contratar quadros técnicos:analistas políticos, cientistas políticos e formular um novo ideal de partido, porque quem não acompanha as mudanças, acaba ficando para trás.
Política é uma ciência, a arte de bem exercê-la,é um dom!Um talento que ou se tem,ou se lamenta!
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