O volume de vendas no varejo voltou a cair pelo sexto mês seguido em julho ante junho, desta vez com queda de 1%, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o pior desempenho para meses de julho desde 2000, quando se iniciou a série histórica. Na comparação com igual mês do ano passado, a baixa é ainda maior, de 3,5%. Nessa base de comparação, é o pior resultado para o mês desde 2003, quando chegou a cair 4,4%, e também a segunda queda mais acentuada do ano - em maio, a baixa foi de 4,5%.
No varejo ampliado, que inclui concessionárias e vendedoras de peças de veículos e materiais de construção, os números são mais positivos na variação mensal (acréscimo de 0,6%) e piores na anual (queda de 6,8%).
Nos sete primeiros meses do ano, a queda na quantidade de vendas já alcança 2,4% no varejo comum e 6,5% no ampliado. No acumulado dos últimos doze meses, o decréscimo é de 1% e 4,9% na mesma base de comparação.
Segundo o instituto, as vendas no comércios seguem em trajetória de queda por causa do crédito mais restritivo, alta dos preços pressionados pela inflação e do encolhimento da massa salarial do trabalhador. Completa esse quadro a baixa disposição do consumidor em querer comprar num momento de tantas incertezas na economia.
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