FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 3% em 2013
De acordo com o relatório, o crescimento previsto para toda a América do Sul e o Caribe neste ano será de 3,4%, um declínio de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa do Fundo feita em janeiro.
O crescimento latino-americano deverá se apoiar, de acordo com o FMI, em ''um aumento da demanda externa, condições financeiras favoráveis e do impacto de políticas de flexibilização monetária".
O documento afirma que o declínio registrado no crescimento das economias da região de 2011 para 2012, passando de 4,5% para 3%, refletiu ''a desaceleração da demanda externa e, em alguns casos, o impacto de fatores domésticos''.
Essa desaceleração, acrescenta o FMI, ''foi particularmente acentuada no Brasil, a maior economia da região, onde políticas de estímulo não foram capazes de estimular o investimento privado''.
A desaceleração brasileira, acrescenta o Fundo, acabou contagiando os tradicionais parceiros comerciais brasileiros da região, como a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.
O documento acrescenta que entre as economias emergentes em desenvolvimento, o desempenho da Ásia e da América Latina depende, respectivamente, da reaceleração da atividade econômica da Índia e do Brasil.
Entre os países do bloco BRICs, a estimativa de crescimento do Brasil é uma das mais baixas, perdendo apenas para a África do Sul, que, de acordo com o Fundo, terá um crecimento de 2,8%.
Dos demais BRICs, O FMI prevê que o crescimento da China será de 8% neste ano, a estimativa para a Índia é de 5,7%, e a Rússia deverá crescer um total 3,4%.
Segundo o FMI, ''se o investimento nos BRICS for decepcionante, o resultado poderá ser uma redução significativa do crescimento global, inflação e um aumento nos preços de commodities''.
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