terça-feira, abril 16, 2013

Tucanos cobram do governo federal compromisso no combate à seca no Nordeste


Carlos Brandão (MA) e Antonio Imbassahy (BA) demonstraram preocupação com o triste cenário de estiagem


Tucanos cobram do governo federal compromisso no combate à seca no Nordeste


Sobram exemplos da omissão do governo federal em relação à pior seca sofrida pelo nordestino em 50 anos. Lançado há dez anos, o programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC) ainda não conseguiu atingir a meta, prevista para 2008. A obra da transposição do rio São Francisco, que também ajudaria a amenizar o problema, está quase parando. Enquanto isso, o acesso à água fica cada vez mais distante dos sertanejos.
De acordo com levantamento da Articulação do Semiárido (ASA), rede formada por organizações da sociedade civil que coordenam o projeto com apoio do governo federal, as cisternas somavam 419.178 até fevereiro deste ano, beneficiando cerca de 2,1 milhões de pessoas. A informação é do jornal “O Globo”. Os deputados Carlos Brandão (MA) e Antonio Imbassahy (BA) demonstraram preocupação com o triste cenário e cobraram do governo federal mais compromisso com a população nordestina.
Em 2011, o governo federal lançou iniciativa própria para acelerar a construção de cisternas: o programa Água Para Todos. Desde 2011, no entanto, dos R$ 2,9 bilhões previstos para serem gastos até 2014, apenas 28% foram investidos e 270 mil reservatórios de água entregues. Mesmo assim, o Ministério da Integração Nacional afirma que, até o fim do mandato da presidente, entregará 750 mil equipamentos.
Além de sofrer com atrasos, a má qualidade das cisternas também é um problema. Moradores de Cumaru (PE) rejeitaram os produtos comprados pelo governo. Na última visita da presidente Dilma a Pernambuco, o presidente da Federação de Trabalhadores de Agricultura, Doriel Saturnino de Barros, reclamou das cisternas industrializadas distribuídas, feitas de plástico.(Portal do PSDB)
“A partir da leitura deles (do governo), a de plástico é implantada com maior rapidez. Mas também é mais cara e não está suportando o solo quente do sertão, tanto que muitas já estão amassando”, disse Barros. “O governo não conhece o problema. Anuncia o projeto, não realiza e a qualidade ainda é duvidosa”, completou Imbassahy.

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