quinta-feira, abril 04, 2013

Verbas para a seca estão retidas no RN

Endividados e reclamando do tratamento recebido, agricultores despejam carcaça de gado em frente à agência BNB de Guarabira



Verbas para a seca estão retidas no RN



O Rio Grande do Norte não conseguiu executar nenhuma obra estruturante contra os efeitos da seca usando recursos do Governo Federal. Em dezembro do ano passado, o Ministério da Integração Nacional (MIN) anunciou para o Estado um investimento na ordem de R$ 250 milhões através do PAC Seca. No entanto, após quatro meses, menos de R$ 34 milhões – correspondente a três projetos sob responsabilidade da secretaria de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) – foram liberados e estão  sob análise da Caixa Econômica Federal (CEF).

No dia 6 de dezembro passado, durante audiência com  o titular do MIN, ministro Fernando Bezerra, a governadora Rosalba Ciarlini viabilizou a inclusão das barragens Sussuarana (Mossoró), Poço de Varas (Coronel João Pessoa), Pedra Branca (Angicos) e Umarizeiro (Rio Umari) no PAC Seca. Além destes, outros projetos foram acatados pelo Ministério, como, por exemplo, ampliação do sistema de abastecimento de Caraúbas e Assu, ampliação do sistema adutor integrado Pendências, Macau, Guamaré e Baixa do Meio e a adutora Campo Grande do Umari.

De acordo com informações da Semarh, três obras consideradas importantes aguardam aprovação da CEF para que os processos licitatórios sejam iniciados. São elas: sistema adutor Umari/Campo Grande, barragem Santa Cruz do Apodi e barragem Umarizeria, em Umarizal. Os três projetos somam o montante de R$ 33.699.148.

Agricultores fazem protesto no Agreste paraibano

Mobilizados pela Associação dos Mutuários de Crédito Rural do Estado da Paraíba, pequenos produtores rurais fizeram um protesto inusitado ontem na cidade de Guarabira, no Agreste paraibano. Eles jogaram duas dezenas de carcaça de gado morto pela seca em frente à agência do Banco do Nordeste. Os manifestantes portavam faixas pedindo a suspensão dos processos de execução de dívidas e o perdão daquelas com valores até R$ 35 mil.

O protesto foi convocado no dia 15 de março, quando a Associação enviou uma carta á presidenta Dilma relatando o drama vivido pelos agricultores alvos dos processos do BNB. Na carta, cujo título é Banco do Nordeste toma do pobre para dar aos ricos”, cita casos de empréstimos feitos em 1993, ainda no tempo do Cruzado, cujos valores corrigidos são contestados pelos agricultores. Sem revelar nomes das pessoas que não teriam como quitar as dívidas, e entidade cita um caso que teria ocorrido no Rio Grande do Norte: “Temos uma viúva na cidade de Acari-RN. Seu esposo, de tanta pressão do BNB, foi ao suicido. O BNB, achando pouco, executa na justiça esta pobre viúva, sem dó e  piedade.”

Além da extinção das execuções judiciais de baixo valor, eles reivindicam a devolução das terras dos pequenos agricultores que fizeram empréstimo até R$ 35 mil.(com informações da TN)



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