Todos os dias, dez jovens de 16 ou 17 anos são assassinados no Brasil. São, em geral, meninos negros, com escolaridade abaixo da média, mortos por armas de fogo.
As conclusões fazem parte do estudo Mapa da Violência no Brasil: jovens de 16 e 17 anos, apresentado na última terça (29) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado que investiga o assassinato de jovens no Brasil.
Segundo o responsável pela análise, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências, os homicídios já respondem por quase metade das mortes na faixa dos 16 e 17 anos.
Em 2013, a taxa de assassinato nessa faixa etária foi de 54,1 mortes a cada 100 mil jovens. “O número é seis vezes maior do que o registrado em 1980”, diz Jacobo.
Os dados são ainda mais alarmantes dependendo do estado. Em Alagoas, por exemplo, foram registradas 147 homicídios a cada 100 mil jovens. No Espírito Santo, a cada 100 mil adolescentes, 140 foram mortos.
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