Sete anos depois de renunciar à presidência do Senado para escapar de um processo de cassação, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) corre o risco de ser condenado por improbidade administrativa por ter recebido propina da construtora Mendes Junior para apresentar emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira, a empresa pagou por Renan pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem um filha.
A ação de improbidade administrativa foi apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal de Brasília em setembro. O peemedebista é acusado de enriquecimento ilícito e falsificação de documentos com o intuito de construir a tese de que tinha recursos suficientes para bancar as despesas da amante. Como se trata de uma ação civil, que não pode levar o político à prisão, o processo não precisa ser remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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