Uns pelinhos na barriga incomodavam a arquivista Thabata Ribeiro de Andrade, de 27 anos. Em julho do ano passado, ela entrou na clínica de estética Onodera da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para uma sessão de depilação a laser na linha do abdômen. Saiu de lá com várias queimaduras na pele, incluindo bolhas que deixaram em carne viva a tatuagem que tinha na região. Seguiram-se cinco meses de tratamento, durante os quais ela não pôde fazer exercícios e teve de escolher com cuidado as roupas. A tatuagem precisou ser refeita e depois de tudo ainda sobraram marcas na pele, que ficou meio enrugada.
Liguei para a clínica, e a funcionária contou que não fui a única a reclamar de queimaduras depois da depilação. Ela explicou que a calibragem da máquina estava errada, o que teria sido verificado pela médica, que fez um teste numa área reduzida. Não entendo por que não cancelaram o tratamento em todas as pacientes — diz
A clínica chegou a pagar por atendimento médico, mas, como o consultório ficava em Copacabana, longe do bairro onde Thabata mora — Jacarepaguá —, ela acabou procurando outro profissional. E abriu um processo na Junta Especial Cível e obteve o direito de receber R$ 5 mil por danos morais. Segundo ela, a empresa depositou 30% do valor em juízo, mas quer parcelar o restante em seis vezes, alegando que não tem dinheiro.
O Globo
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