O juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva do ex-presidente da Eletronuclear, o vice-almirante da Marinha Othon Pinheiro da Silva, e do presidente da Andrade Gutierrez Energia, Flávio Barra. Ambos estavam presos temporariamente na capital do Paraná. Segundo Moro, a detenção temporária - com prazo definido de cinco dias - foi convertida em preventiva diante de novas provas do envolvimento dos dois no petrolão e do risco à ordem pública e ao andamento do processo. Agora, não há duração preestabelecida para a detenção.
No despacho em que justifica a necessidade de prisão, o juiz afirma haver "robustas provas" contra Othon, que é militar da reserva e um dos principais especialistas do país na área nuclear. "São robustas as provas do pagamento de propina a Othon Luiz em decorrência do cargo exercido na Eletronuclear e mediante a simulação de contratos de consultoria fraudulentos", diz o magistrado, que elenca como evidências a descoberta de uma conta secreta no exterior e a abertura de empresas offshore. As investigações sugerem, até o momento, que em 2014 a filha de Othon abriu uma conta secreta em Luxemburgo em nome da offshore Hydro Power Enterprise Limited, além de já ter outra offshore no Uruguai, em nome da Waterland S/A.
Nenhum comentário:
Postar um comentário