sábado, outubro 30, 2010

Economia dos EUA cresce a taxa anual de 2% no 3º trimestre

A economia americana registrou uma pequena aceleração no terceiro trimestre e cresceu 0,5% - o que representa uma taxa anualizada de 2% -, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) é medida pela taxa anualizada, que projeta qual seria a expansão em quatro trimestres consecutivos com o mesmo ritmo de crescimento.

O resultado do terceiro trimestre, um pouco acima da taxa anualizada de 1,7% registrada no trimestre anterior, já era esperado por analistas.

No entanto, economistas afirmam que esse ritmo de crescimento ainda é insuficiente para reduzir o nível de desemprego no país, atualmente em 9,6% e, segundo o próprio governo, sem previsão de melhora no curto prazo.

O crescimento também ficou bem abaixo do resultado do primeiro trimestre de 2010, quando o PIB evoluiu a uma taxa anualizada de 3,7%.

Eleições

Os novos dados foram divulgados a apenas quatro dias das eleições legislativas, em que estão em jogo todas as cadeiras da Câmara dos Representantes, um terço do Senado e 37 governos estaduais.

Pesquisas de intenção de voto e cientistas políticos afirmam que o Partido Democrata, do presidente Barack Obama, deve perder a maioria na Câmara e muitas cadeiras no Senado.

Um dos principais motivos, segundo analistas, seria o descontentamento dos americanos com o ritmo lento de recuperação da economia.


Os dados divulgados nesta sexta-feira são uma estimativa inicial, e ainda podem ser revisados para cima ou para baixo.

Este foi o quinto trimestre consecutivo de crescimento da economia americana, que ficou 18 meses em recessão, até junho de 2009.

O resultado foi puxado pelo consumo das famílias, principal componente do PIB americano, que cresceu a uma taxa anualizada de 2,6% de julho a setembro. Essa evolução supera o crescimento de 2,2% nos três meses anteriores e representa o melhor resultado desde o quarto trimestre de 2006.

O desempenho neste trimestre, porém, foi prejudicado por resultados fracos na balança comercial e no setor imobiliário. As exportações cresceram 5% no terceiro trimestre, bem abaixo dos 9,1% no trimestre anterior.

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